quinta-feira, 20 de junho de 2013

LISBOA - OLISIPO - LISBON


LISBOA

Com a sua tão bonita luz
Que tanto nos seduz
Onde o Tagus encontra o mar
E se eleva no ar

Muito formosa Lisboa
Do grande poeta Pessoa
Da tua população tão boa
A tua harmonia ao Mundo soa

Milenar Alis Ubbo
Com o seu porto seguro
Atraente carícia
De fundação Fenícia

Olisipo, Felicitas Iulia
Com a sua Romana alegria
Nas suas envolventes sete colinas
As vistas são tão bonitas e Latinas

Oh grande e nobre Cidade
O teu fatum fado e beldade
A tua profunda Universalidade
Nascem do eterno amor e saudade

http://escape.expresso.sapo.pt/sites/escape_files/imagecache/530_353/images/story/parque_eduardo_vii2.jpg

Lisboa, a sua luz e o Tejo
Ficheiro:Lisbon SPOT 1015.jpg
Lisboa e a foz do Tejo no Atlântico nesta bonita imagem da NASA

O fado de três americanos
Pelo excelente trabalho de Catarina Carvalho, com fotografias de Paulo Spranger (Notícias Magazine 16-6-2013 do Diário de Notícias http://www.dn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=3269091) conhecemos um grupo norte americano de fado («Fado Novato» de Kansas City - United States of America) e a visão da sua vocalista de jazz e fadista sobre Lisboa:
«O que sabíamos e o que sabemos de Lisboa» - Shay Estes
«O fado fala muito da saudade do povo português, este é um conceito difícil para um americano perceber. Tendo passado muito tempo à volta da poesia do fado - talvez mais do que outros precisem, já que o português não é a nossa primeira língua -, acabámos por mergulhar no subtexto das letras. E desenhou-se um quadro mais largo, não só da paisagem de Lisboa, mas do sentimento da cidade. Sabíamos que teria de haver ruas e becos estreitos com calçada, e sabíamos que o ar devia ser como numa cidade com um rio grande e perto do mar. Esperávamos que o castelo estivesse olhando lá de cima para uma parte da cidade, que os clubes de fado fossem pequenos e confortáveis, e que o vinho, o pão, as azeitonas, o porco e as sardinhas fossem abundantes. Acho até que esperávamos algumas coisas das próprias pessoas, um certo olhar, o som da língua, e - da troca de comunicações antes de termos partido - um certo nível de simpatia.
O que nos surpreendeu (depois de cá estarmos) não foi a presença de todas estas coisas, acho eu, mas a intensidade com que cada uma delas, de facto, existe. Penso que não estávamos preparados para o grau de magia que Lisboa tem na realidade. Ficámos siderados com a enorme generosidade dos lisboetas. Toda a gente que encontrámos não tem sido só simpática, mas aberta, honesta e disponível para nos dar o seu tempo. Perdoam as nossas diferenças de linguagem e estão sempre disponíveis para ajudar: em vez de nos darem direcções levam-nos aos sítios, em vez de meras sugestões onde havemos de ir convidam-nos para ir com eles.
Em todo o mundo para onde viajo encontro pessoas que gostam dos seus países e culturas, mas nada como em Lisboa. Aqui as pessoas não são orgulhosas de uma forma vaidosa, mas no sentido de que adoram tanto a sua cidade que querem partilhar as suas muitas qualidades. Não é vangloriar-se - se bem que podiam e tinham todo o direito de o fazer numa cidade tão rica em história e cultura. É amor puro e simples, e é transmissível. É uma energia palpável e cheia de vontade de levar os outros a adorarem tanto a sua cidade como eles, e é tão natural e não estudado como é cativante.

  A outra surpresa tem sido a extensão da beleza da cidade - à qual as fotografias não podem fazer justiça. A luz em Lisboa é notável, a forma como acentua as curvas e as linhas da arquitectura tem de ser experimentada para ser entendida. As colinas teatrais e as vistas que criam, o trilho que o rio corta através dos edifícios, as muitas cores dos azulejos e os vários estilos e fachadas são simplesmente mais bonitos do que poderíamos ter imaginado. Os cheiros húmidos do rio, ou de flores, ou de alho, ou de sardinhas grelhadas nas ruas nunca poderão ser capturados. Música a ser tocada nas ruas ou a escapar de uma janela aberta misturada com as conversas que se ouvem de uma casa para outra criam uma banda sonora que não tem paralelo. Lisboa não foi tudo o que esperávamos, as nossas expectativas eram uma versão muito modesta de como esta cidade é verdadeiramente fantástica.»

Eis um exemplo do trabalho do Grupo «Fado Novato» («Fado da Defesa»):
http://www.youtube.com/watch?v=vpMjJfELhM0


«FADO DA DEFESA» (Letra: António Calém; Música: José António Sabrosa)

«Lembras-te da nossa rua
Que hoje é minha e já foi tua
Talhada para nós dois


Foi aberta p’la amizade
Construída com saudade
P’ro amor morar depois  (bis)


Mas um dia, tu partiste
E um vento frio e triste
Varreu toda a Primavera


E agora vem o Outono
E as folhas ao abandono
Morreram à tua espera  (bis)


Certas noites, o luar
Traça o caminho no mar
Para chegares até mim


Mas é tão longa a viagem
Que só te vejo em miragem
Num sonho que não tem fim  (bis)»


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