terça-feira, 16 de dezembro de 2014

LIBERTAÇÃO - LIBERATIONIS - LIBERATION

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Liberate Persons from all kind of tyranny and tyrants!

SINTRA

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SINTRA

Serra da Lua
Tão bela e pura
Onde o Atlântico Oceano
Ano após ano
Encontra o extremo Ocidental
Da Europa no Luso Latino Portugal 
E se comove abertamente
As suas lágrimas em torrente
Ligam o azul celestial
Ao verde tão fecundo e natural
Sobre a pedra brutal
Na Pena fatal
Onde o sonho se realiza realmente 
Onde o Amor reina eternamente

CURDISTÃO X - CORDUENA X - KURDISTAN X

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City of Kobane: http://www.bbc.com/news/world-middle-east-29902405
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Persons of Kobane
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Defenders of Persons of Kobane resisted with the help of International alliance

domingo, 14 de dezembro de 2014

ULTRAMAR - ULTRA MARE - OVERSEAS

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ULTRAMAR

Tanto mar, imenso mar
Para (des)conhecer o Ultramar
A Nação muito amar
Implica(va) a cultura de muito bem semear
Para a Liberdade se originar
Para o Humanismo Universalista encantar
Ao se induzirem dialécticas negativas
O que se despoletaram foram potencialidades cativas
A artificial distanciação das Pessoas nativas
Internacionais jogos de somas negativas


O Partido Socialista liderou a luta contra a dupla tirania, duas faces da mesma moeda SS, a salazarista e a soviética. A precipitada descolonização tem causas e consequências ligadas a essa moeda com as suas duas faces. A alternativa ao caminho afunilado e mesquinho de Salazar, que nunca conheceu o Ultramar, era, por exemplo, o proposto por Norton de Matos, abrir, desenvolver, gerar consenso. O caminho seguido por Salazar iria degenerar inevitavelmente na força e deu todo o espaço à afirmação efémera da União Soviética em África, num contexto histórico de fragilização da política externa dos EUA, com as incríveis e péssimas lideranças de Nixon e Gerald Ford, influenciadas pelo tenebroso Kissinguer, que Carlucci ainda travou na sua cegueira estratégica em relação a Portugal, mas que ninguém travou em relação a Timor. Foi Salazar, a sua PIDE, a sua tirania e atrocidades, que causaram a situação de estarmos sujeitos ao terrorismo que veio do Norte de Angola. As vítimas são sempre as mesmas, as que nada influenciaram as decisões, fossem europeus ou africanos. A guerra civil em Angola mostrou aos africanos o logro em que cairam por culpa de Salazar e com o oportunismo soviético (apoiado pelo PCP e pelos PC´s do MFA) de pensarem que o seu problema era Portugal. Mas a verdade vem sempre ao de cima e Angola tem sido um forte apoio para o que se abateu sobre Portugal recentemente, não tivesse ainda consequências mais desastrosas. Revelador António de Spínola em entrevista a José Pedro Castanheira publicada no Expresso, em 30 de Abril de 1994: «(...) Fui como voluntário para Angola. Em 1961, a questão (...) colocava-se em termos de defesa do Ultramar face aos ataques brutais e indiscriminados a que as populações portuguesas de todas as origens foram sujeitas. (...)
Fui convidado para governador da Guiné (...) em 1968, colheu-me de surpresa , dadas as críticas que eu formulara numa carta que escrevera ao dr. Salazar em 1961, considerando que a estrutura política estava dominada por oportunistas e era necessário rejuvenescer (...) fora do círculo vicioso da União Nacional. Ao convite (...) seguiu-se uma audiência com Salazar (...). Ante a tese de Salazar de «defesa do Ultramar» e de «defesa da Guiné face à ameaça soviética, tive ocasião de lhe expor a tese da «revolução social», com a aceleraçção máxima do desenvolvimento econóomico, em paralelo com a promoção social e cultural dos africanos. Só assim a defesa militar tinha sentido útil. (...) Salazar só me disse: «É urgente que embarque para a Guiné». (...)
(...) momento de esperança (...) soluções de abertura, o que setraduziu na Guiné, pela acção de conquista das populações para uma soluçção portuguesa de solidariedade, associada a uma autonoomia progressiva. O prof. Marcello Caetano sabia que o apoiaria nas mudanças políticas nacionais que conduzissem a esse objectivo, o qual determinava uma abertura democrática... Infelizmente, pressionado por uma retaguarda já completamente ultrapassada, não conseguiu vencer as suas próprias hesitações...
(...) o meu primeiro objectivo foi reduzir drasticamente a capacidade militar do PAIGC, fazendo pender a balança da guerra a nosso favor. E foi o que aconteceu (...) em 1970, estava enfraquecido, dividido e mais longe das populações (...) Era altura de negociar, pois os africanos estavam motivados para uma solução no quadro de uma comunidadde portuguesa de tipo federativo... (...) desde o início das minhas funções, sabia que nunca haveria vitória militar numa guerra do tipo daquela que se travava no Ultramar, (...) alimentada por forças internacionais. A solução era política. As fortes posições, moral e militar (...) tinham uma duração limitada. Por isso, 1972 era o ano ideal para medidas concretas...
(...) Senegal (...) encontro secreto com Leopold Senghor (...) realizou-se a 18 de Maio, tendo Senghor expressado uma grande simpatia pelo nosso país e louvado a nossa política social na Guiné. Ofereceu-se para intermedi´´ario, como defensor duma «autonomia interna» de tipo federativo com Portugal. Informou-me mesmo de que Amílcar Cabral era receptivo a essa ideia. Ele próprio me sugeriu um encontro com o prof. Marcello Caetano em Bissau, numa reunião conjunta minha com Silva Cunha e com o prof. Marcello Caetano, tudo foi rejeitado com argumentos jurídico-legais. (...)
(...) manifestei esse meu desígnio (...) Leopold Senghor, o qual me transmitiu o pensamento de Amílcar Cabral com fortes ligações a Portugal. Realizaram-se ainda outros contactos de convergência política com outros emissários de Amílcar Cabral. (...)
["Lá me mataram o homem" (Janeiro de 1973)]
Essa reação (...) a insinuação foi, na verdade, para a PIDE/DGS de Lisboa, que, a proceder assim, agia às ordens do Governo Central, sem qualquer ligação com o Governo da Guiné. Penso, no entanto, que as dissidências internas do PAIGC, habilmente exploradas por Sékou Touré, é que conduziram à morte de Amílcar Cabral.
(...) sempre tive em vista uma solução que conduzisse à autodeterminação do povo da Guiné, e a cooperação de Amílcar Cabral era essencial para esse processo. Não havia no PAIGC substituto com igual inteligência e portuguesismo...
[Março de 1974, Caetano muda de posição em relação a propostas de negociação com o PAIGC, tarde de mais...]
Não tenho palavras para expressar toda a minha indignação (...) propostas por mim formuladas a Marcelo Caetano no mesmo sentido (foram pelo mesmo repudiadas; tomadas em tempo oportuno, essas propostas teriam evitado a forma pouco honrosa como se realizou a nossa retirada da Guiné. (...)»

Preservar sempre na memória da Humanidade as vítimas europeias e africanas da «Guerra Colonial» e das «Guerras Civis» que se seguiram, bem como as vítimas da tirania, ignorância e fanatismo dos terroristas da UPA que em 15 de Março de 1961 realizaram massacres de Pessoas no Norte de Angola, com total impotência do regime autocrático do Estado Novo que não querendo, tudo fez para atrair a cobiça internacional sobre Angola e tudo fez para lançar Angola numa círculo vicioso de destruição, que só recentemente foi travado.

Março de 1961
4: «Informação dos Estados Unidos ao Ministério da Defesa sobre a decisão da UPA em provocar incidentes violentos em Angola na noite de 15 de Março, informação menosprezada pelo comando militar de Angola» 
7: «Elbrick transmite a Salazar o documento enviado por Rusk, a mando de Kennedy. Os Estados Unidos prevêem convulsões graves em Angola, do tipo das do Congo ou piores, e vão votar contra Portugal em 15 de Março»
14: «O posto da PIDE em São Salvador difunde uma informação em que se afirma que, no dia seguinte, se verificará um ataque da UPA.»
15: «Ataques dos elementos sublevados do Norte de Angola a algumas povoações, como Carmona, Aldeia Viçosa e Bessa Monteiro. A partir da fronteira e da região dos Dembos, membros da tribo Bakongo empreendem uma insurreição que alastra pelos distritos de Luanda, Cuanza-Norte, Malange, Uíge e Zaire. São chacinados dezenas de europeus, homens, mulheres e crianças, para além da destruição de bens. Estes acontecimentos, relatados detalhadamente na Imprensa nacional e internacional, causam um impacto emocional profundo na opinião pública portuguesa. A responsabilidade destas acções pertence à UPA, de Holden Roberto, movimento rival do MPLA,que distribuíra panfletos, dias antes dos acontecimentos, onde era anunciado “o início das festas para 15 de Março”

«Cronologia da Guerra Colonial» José Brandão http://ultramar.terraweb.biz/Livros/JoseBrandao/1961%20FEVEREIRO.pdf

As actuais relações entre Angola e Portugal demonstram que as raízes histórico culturais de profunda ligação entre luso europeus e luso africanos são muito mais importantes que poderes políticos desastrosos que muito prejudicaram a África e a Europa Lusófonas!    

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«Hereros» Sérgio Guerra (http://fotos.sapo.pt/sapoao/fotos/?uid=dSYrH0yKrJwHhaniqeVY)

Se Norton de Matos tivesse sido Presidente da República em 1948, Portugal e os Países Lusófonos teriam tido uma evolução muito diferente e nem o PCP, nem os comunistas do MFA, nem a UPA/FNLA teriam o mesquinho poder que tiveram, que lhes foi facultado pelo salazarismo.

«À Nação» por José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos 
« Portugueses de aquém e de além mar! A todos me dirijo no momento de ter sido entregue, segundo os preceitos legais, ao Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, a apresentação da minha Candidatura à Presidência da República.
Solicitações instantes, vindas de toda a parte, acumulando-se há mais de um ano à minha volta, com entusiasmo crescente, destruíram em mim as hesitações que de começo formulara.
Carecia, na realidade, de convencer me de que nenhum mal podia advir, com a minha Candidatura, à Pátria que estremeço e que pelo contrário dela algum bem podia resultar.
Este convencimento existe hoje, depois que pude auscultar a opinião democrática e liberal do País, e depois que a sua unidade de vistas a meu respeito se tornou um facto, suficientemente atestado pela qualidade, número e distribuição territorial dos cidadãos que apoiaram e subscreveram, honrando-me sobremaneira, as listas da minha apresentação.
Nestas listas ficam representados, sem dúvida, credos políticos e religiosos diversos, podendo ir a diversidade até à oposição, como nelas figuram individualidades das mais distintas em saber, ao lado de trabalhadores bem modestos. O quadro não pode ser mais expressivo, nem mais perfeita pode ser a fusão em volta de um ideal político de emergência que, de momento, se impõe à consciência da Nação: Ideal desvinculado de todo o partidarismo, alheio a todo o espírito sectário e com autêntico cunho nacional.
Trata se evidentemente de um candidato de oposição ao regime actual. Mas de um candidato que exprime uma forte corrente, provavelmente indomada e indomável; de um candidato, pois, que, na plena consciência do que vale a designação que do próprio nome foi feita, se dispõe a lutar pelo seu direito, guiado sempre pelo único imperativo de servir a honra e o interesse nacionais.
A aceitação desta candidatura implica, aliás, como é de prever, atentas responsabilidades anteriores, o propósito de não colaborar nos actos públicos, pré eleitorais e eleitorais, a que faltem as características democráticas da liberdade, seriedade e independência; de não sancionar com o meu silêncio, nem os vícios da lei, nem as práticas dolosas que, imperfeita embora como é, a desrespeitam. Farei a propósito, oportuna e incessantemente, as reclamações adequadas. Esta candidatura haverá, assim, que prestigiá-la à face do País, por isso que de mais sei que, sem este prestígio, não sirvo a função e não honro o mandato que me fica entregue. Culmino com este acto, maduramente pensado, da minha vida pública aquela acção política de democrata convicto que tenho exercido, o melhor que me tem sido possível, no decurso de uma longa existência. Mantenho me fiel a princípios que sempre defendi e, julgando traduzir, com a minha atitude, as aspirações da maioria da Nação, voto-me inteiramente, neste derradeiro combate, à satisfação dessas aspirações, as quais vão - sem mais preâmbulos - adiante expostas, como sendo a parte doutrinária do presente manifesto.
Quais são, segundo os compreendo, os pontos de vista e propósitos comuns do povo português, materializados nesta apresentação de candidatura?
Vou enumerá-los com a maior concisão possível e nas minhas palavras nada haverá que possa ofender ou irritar, pois que no povo a que pertenço só vejo vontade de harmonia, de respeito mútuo e de vida pacífica.
I - Cansado de divergências internas, o povo português deseja que todos os habitantes de Portugal sejam acima de tudo portugueses; que a tolerância e o respeito pela pessoa humana os ligue a todos e permitam a cada um viver a sua vida sem o terror desmoralizante da incerteza.
II - Hoje mais do que nunca quer Portugal marcar o lugar a que tem direito no mundo, engrandecer-se e prestigiar-se, manter ciosamente as suas independência e soberania fundamentais e cooperar internacionalmente para a consolidação da paz universal, servindo-se para tanto do seu espírito empreendedor, do seu génio colonizador e da sua bondade natural que só injustiças e violências podem alterar.
lII - Um grande campo de acção continua aberto às actividades portuguesas e nele têm, desde há séculos, desaparecido sempre todas as nossas discórdias, quando logra dominar-nos uma visão superior.
Refiro-me à missão histórica de Portugal, à colonização e civilização de territórios de além-mar.
Na continuação dessa obra, intensificando-a e sublimando-a no tremendo momento que se atravessa, todos os portugueses poderão encontrar-se lado a lado, longe de contendas e tendo apenas em vista melhorar e elevar a vida nacional, quer vivam na Metrópole quer no Ultramar, sem necessidade de ninguém se deslocar para ir, vexado, colocar-se ao lado doutrém. O lugar é de todos e para todos.
IV - Mas para conseguir o que fira dito, que é considerável, muito há a fazer. Em primeiro lugar temos de levar a cabo a Unidade Nacional, concebida, aliás, desde a primeira hora das descobertas dos nossos antepassados. - A Nação é uma só, formada por territórios situados na Europa e por outros em continentes diversos, províncias portuguesas de aquém e de além-mar, que assim lhe chamaram os nossos maiores. A Unidade Nacional implica: - Unidade territorial: para o que temos de agir como se se tratasse de um território único e contínuo. - Unidade económica: que consiste no aproveitamento integral e harmónico de todos os esforços da Nação, materiais e espirituais. As medidas de progresso aplicadas a qualquer porção do território nacional, da Metrópole ou do Ultramar, de modo algum deverão prejudicar as porções restantes. Tudo pára todos. Sacrifícios e vantagens terão de ser gerais e subordinados a uma repartição equitativa. - Unidade de acção: pois que sem ela a unidade territorial não se manterá e a unidade económica nunca chegará a existir. - À valorização das colónias devemos dar o nome de valorização da Nação; não há política colonial, há apenas política nacional. - Realizar a Unidade Nacional e consolidá-la são os primeiros deveres da República.
V - Temos também, para que se transformem em realidade os desejos do povo português, de proceder sem mais demoras ao intenso povoamento do Ultramar. A pequena área metropolitana tem hoje mais de oito milhões de habitantes, e, para bem da Metrópole e dos territórios de além-mar, é necessário que muitos milhares de famílias portuguesas se vão fixar anualmente em terras pouco povoadas até hoje.
VI - Necessário é também que nos nossos planos de desenvolvimento económico nunca se perca de vista que os habitantes da Nação, brancos e de cor, olham com apreensão cada vez maior para a estagnação e muitas vezes diminuição de produção agrícola. Temos de continuar, por gerações ainda, se desejamos real melhoria de vida ria Metrópole e no Ultramar, a basear na produção agrícola a nossa força de resistência a todo o mal que nos pode atacar. Sem deixar de fazer avançar a industrialização da Nação, não devemos com esse avanço colocar a agricultura em condições inferiores às de outras actividades. Nunca devemos perder de vista o modo de ser e a mentalidade que a vida rural produziu na maior parte das populações portuguesas e que nessa vida rural tem de assentar também toda a civilização dos indígenas das províncias ultramarinas.
VII - Colocada que seja rada uma das actividades nacionais no seu lugar próprio, o que se requer é uma planificação geral, superiormente concebida, no espaço e no tempo, que signifique a integração perfeita de todas as energias e conduza o povo português à mais completa valorização dos recursos naturais de terra e mar, adstritos no território que lhe pertence.
VIII - É este, a traços largos, o plano de Unidade e de Renovação Nacional que se impõe. Mas para a sua realização a Nação carece que um novo regime político se estabeleça.
O povo português deseja reintegrar-se, nas suas linhas gerais e com as alterações necessárias, sobretudo de carácter social e atinentes à obtenção de mais elevado nível geral de vida, no regime liberal que, desde a abolição do absolutismo até 28 de Maio de 1926, persistiu na Nação. Não deseja de forma alguma esse povo viver privado de liberdades fundamentais, do pleno exercício dos direitos do homem e sem garantias de possibilidade em alcançar uma vida cada vez mais alta e mais digna. Progresso económico sem liberdades cívicas, ser a prática garantida de cidadania, não serve aos povos livres, e o povo português quer ser, acima de tudo e antes de tudo, um povo livre. Assim a apresentação de uma candidatura de oposição no actual estado de coisas significa a luta legal e pacífica pelos objectivos seguintes:
1.º- Restituição aos cidadãos portugueses das liberdades fundamentais, o que implica a adesão efectiva do Estado Português a princípios internacionalmente definidos e aceites que aos Direitos do Homem digam respeito.
2.º - Reconhecimento prévio, com base em tais princípios, de constituir no agregado social civilizado o indivíduo, portador de direitos e deveres, isto é, o cidadão, a unidade fundamental de todo o sistema; unidade esta que, perante o Estado e a Autoridade que o representa, apenas cede, deliberada e conscientemente, da liberdade própria aquela parcela maior ou menor que tenha sido julgada, pelo Estatuto Nacional democraticamente aprovado, como necessária ao equilíbrio colectivo e ao bem-estar geral.
3.º - Reafirmação e reconhecimento efectivo de que são atributos inamovíveis do cidadão:
a - os direitos à vida e à existência sã, à liberdade pessoal, ao trabalho (com o dever correlativo), à residência e à inviolabilidade do domicílio, ao sigilo de correspondência, à propriedade pessoal, ao acesso a qualquer profissão, à instrução, ao acesso à cultura, à personalidade política, à assistência médica e à segurança social, à petição aos poderes públicos; finalmente à resistência perante a opressão e a tirania.
b - o exercício das liberdades de: consciência, crença e culto público e privado; palavra e meios de expressão: reunião e associação; acesso às fontes de informação nacionais e estrangeiras.
c - e a igualdade de todos perante a lei fundamental, sem que possam ser motivo de regime discriminatório a raça, o sexo, a língua, a religião e as opiniões políticas.
4.º - Satisfação imediata de algumas reivindicações mais instantes que decorrem do anterior e especialmente ferem a sensibilidade da opinião democrática e liberal, como sejam
a - aplicação integral da Justiça, dignificando-a, como poder do Estado totalmente independente. Abolição da policia política. Supressão do regime prisional que admite a tortura ou qualquer tratamento desumano dado aos presos, e, como tal, extinção de campos de concentração ou de estabelecimentos afins (Colónia Penal de Cabo Verde).
b - amnistia total para os presos políticos e por questões ditas sociais e consequente regresso dos exilados.
c - abolição do regime de censura.
d - liberdade de organização e actuação para os partidos políticos.
e - possibilidade de fundação, sem entraves, de novos jamais e outros meios de publicidade.
f - aplicação por lei às ideias políticas do disposto no n .O 3 do art. 8 ° da Constituição Política vigente, isto é: garantias de liberdade e inviolabilidade para os cidadãos ao professarem ideias políticas e quando no exercício das actividades respectivas, sem que possa qualquer ser perseguido por tais motivos, nem obrigado a responder. E ainda a apresentação desta candidatura pressupõe alguns propósitos de Administração futura, ajustados às directrizes atrás esboçadas nos n °s III a VII, tais como:
5.º - Adopção no campo económico de medidas estimuladoras das iniciativas individuais, com abolição da administração corporativa e libertação, consequente, das actividades agrícola, industrial e comercial, das peias que conduzem à estagnação ou diminuição da produção e às crises económicas. Defesa económica das classes médias e trabalhadoras.
6 ° - Aumento, em número e área, da acção das cooperativas de produção e consumo.
7.º - Aceitação dos princípios da nacionalização, sempre que provadamente se imponham para o mais rápido e eficaz conseguimento do bem-estar generalizado, máxima preocupação de governação pública.
8.º - Reforma profunda de ensino público: instrução primária largamente difundida e gratuita; instrução secundária tendendo como aquela para a gratuitidade e para o aspecto dominante de escolas de continuação profissionais; generosa dotação do ensino superior e de investigação científica, integrando a Universidade na sua função social de democratização da cultura. Impulso sincero e decisivo à obra nacional de educação e de cultura popular.
9.º - Adopção de amplas medidas de assistência e segurança social, com serviços nacionalizados, adaptados à natureza das diversas populações do território português e todas conducentes a garantir a vida sã, a higiene do trabalho e a sustentação no desemprego, na invalidez e na velhice.
10.º - Resolução dos problemas primordiais da alimentação e habitação do povo português.
IX - Logo após a proclamação da República em 5 de Outubro de 1910, todas as nações se apresentaram a declarar a Portugal a sua amizade. A Inglaterra manifestou-nos o desejo de que se mantivesse a aliança que a ela nos ligava. Essa aliança foi consagrada pela intervenção de Portugal na primeira Grande Guerra.
É à futura Câmara Constituinte que competirá fazer a declaração sobre as relações de Portugal com as outras nações, mas estou certo de que o povo português deseja viver em paz e amizade com todos os povos, independentemente do especial relevo a dar aos laços de sangue com o Brasil e às relações de vizinhança, e deseja intensificar com todas as nações o seu comércio, e concorrer o mais possível para a paz universal e para o bem da Humanidade.
A manutenção da aliança com a Inglaterra, em especial, será sem dúvida o desejo constante de Portugal, de forma a que ela se torne cada vez mais íntima, perfeita e dignificante, e mais vantajosa para as duas Nações em consequência da troca de benefícios mútuos.
X - Portugueses!
Se esta candidatura vingar, para o que é primeira condição respeito pelos princípios democráticos atrás mencionados, o Presidente eleito nomeará um Governo cujos objectivos principais serão iniciar a realização dos planos de reforma que neste manifesto ficam apenas esboçados e promover que se faça no mais curto prazo a eleição inteiramente livre de uma Câmara Constituinte. Dessa Câmara sairá a consagração da nova Democracia pela publicação de uma adequada Constituição Política da República. Terá desde logo terminado a minha missão, e novo Presidente, nos termos daquela Constituição, haverá de ser eleito. Portugal ocupará então o lugar que lhe compete na Organização das Nações Unidas e seguirá confiadamente pelos séculos fora na realização da sua missão histórica, servindo sempre a causa da Paz e nunca esquecendo o bem da Humanidade.
Lisboa, Julho de 1948.
NORTON DE MATOS »

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ESQUERDA - SINISTRA - LEFT

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http://cdn.obsnocookie.com/wp-content/uploads/2014/08/cropped-ministra-financas01.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/Political_chart.svg/543px-Political_chart.svg.png

A partir dos conceitos de Esquerda versus Direita e Libertarismo versus Autoritarismo, cria-se uma matriz (http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/Political_chart.svg/543px-Political_chart.svg.png), que nos permite identificar posicionamentos fundamentais: sou da Esquerda que defende a Liberdade em todas as suas dimensões (Libertária), a Democracia e identifico-me em muitas questões com a Direita Libertária. A esquerda e a direita autoritárias não respeitam a sagrada Liberdade das Pessoas, são duas faces da mesma moeda que me repugnam profundamente. E o conceito de Liberalismo? De Esquerda Liberal e de Direita Liberal? Não me identifico com o mesmo porque é uma negação constante da Liberdade que aparentemente defende: ao defender a liberdade de acção para desiguais poderes, cria constantemente a negação da Liberdade e a concentração desses poderes, em que o poder gera o poder e os fortes podem livremente esmagar os fracos, com hipócritas regulações que não funcionam, com teóricos mecanismos de auto regulação que nunca existiram. A Esquerda Liberal aproximou-se da Direita Liberal na desastrosa gestão da liberalização da Europa e estamos a ver claramente os seus efeitos: não a libertaram de Estados pesados (as privatizações foram negociatas que atiraram para cima das Empresas e das Famílias as rendas excessivas de monopólios e oligopólios de serviços de utilidade pública, que de liberais não têm nada, senão as inevitáveis consequências secularmente conhecidas) e estão a destruir as boas demensões dos Estados Sociais, para criarem espaços a mais negociatas para as Instituições de Solidariedade Social, para a Saúde e Educação privadas, com destruição da Educação, Saúde e Segurança Social públicas (a China está atenta às oportunidades, com a sua acumulação de capital propiciada pelos liberais). A alternativa «libertária» é fortalecer a relação entre o Estado e a Nação, reorientando-o para a sua fundamental missao de libertador, facilitador, regulador, parceiro estratégico, criador de sinergias, transformador de jogos de soma negativa ou nula em jogos de soma positiva, incentivador, investidor estratégico, em síntese suporte fundamental para a criação de Valor e não para a sua absorção. Uma das diferenças entre a Esquerda e a Direita libertárias, tem a ver com o optimismo/pessimismo em relação às potencialidades de transformação do existente, da realidade actual, da sociedade, do Mundo, o que torna a direita menos intervencionista e voluntarista que a esquerda, que tem mais «fé» na Humanidade e no seu futuro próximo, o que nos leva aos conceitos de progressismo versus conservadorismo. Outros conceitos importantes entre a(o)s verdadeira(o)s democratas, são as questões de aprofundamento da representação por via do maior grau e qualidade da participação política entre muitos outros ... 

domingo, 7 de dezembro de 2014

ESTADO DO STATUS QUO III - STATU STATUM QUO III - STATE OF THE STATUS QUO III

http://imagens4.publico.pt/imagens.aspx/737674?tp=UH&db=IMAGENS
Dar ar à AR é urgente ...

A Sociedade Política determinada pela actual maioria parlamentar e Presidência da República, que teve delegação de amplos poderes pela Nação e que a deveria representar, mas que na realidade se representa a si própria, aprovou para si e para a sua gestão do Estado, partilhada com a limitada divisão de poderes existente, mais uma vez sem uma profunda reforma do Estado e da Sociedade Política, as seguintes despesas públicas para 2015:
Poderes legislativo e presidencial (115,7 M€);
Poder judicial e instituições consultivas (1.197,8 M€);
União Europeia (1.743,6 M€):
Poder executivo Geral (194,5 M€), Cultura (67,7 M€), Finanças (dívida e tesouraria pública 92.424,1 M€, excepcionais 6.743,4 M€, outras 792,1 M€), Relações Internacionais (316,8 M€), Defesa (1.955,5 M€), Segurança Interna (1.905 M€), Justiça (36,4 M€), Economia (808,9 M€), Saúde (8419,7 M€), Educação, Ciência e Cultura (6900,6 M€), Emprego, Segurança Social, Solidariedade (13.678,2 M€).

No total são 140.151,6 M€, 47.727,5 M€ sem a gestão da dívida pública e da tesouraria.
De 47.965,5 M€ de despesas correntes, 8.514,5 M€ (17,7%) são despesas com os empregados, 1630,3 M€ são com fornecedores de bens e serviços (3,4%), 7463,7 M€ são com credores remunerados (juros e similares, 15,5%), 28.900,2 M€ são de transferências correntes para as Administrações Públicas e Segurança Social (60,2%).
As «funções de soberania» representam 8.095,9 M€, as funções sociais 29.020,3 M€, as funções económicas 5.414,8 M€ e as transferências entre administrações 4.659,8 M€.

Sem um diagnóstico e prognóstico realizado, existem economistas que limitam a priori o imenso potencial de reorientação do Estado e da Sociedade Política da predominante absorção de Valor para a sua criação no Mundo, enviesando a reflexão com dogmas lançados nos pressupostos de cenários que os levam a conclusões desfavoráveis à inflexão da brutal tributação, nomeadamente que as «gorduras» do Estado estejam apenas nas aquisições de bens e serviços:

«O conhecimento da estrutura atual e a dinâmica histórica da despesa pública permite desconstruir alguns “mitos”, falácias e ideias pré-concebidas e erradas, que têm condicionado a discussão sobre o Estado em Portugal e bloqueado o estabelecimento de uma base comum para a construção de um compromisso social e político duradouro. Desde logo, é inútil e prejudicial discutir a despesa associada ao Estado Social (logo, ao peso do Estado na economia) independentemente dos recursos necessários para o financiar. Em contrapartida, é irrealista pensar, em abstrato, numa dimensão “ideal”, reduzida, do Estado ignorando a confiança que os cidadãos depositaram no Estado democrático de direito. É também ilusório pensar que privatizações ou desorçamentação de serviços públicos reduzem intrinsecamente a despesa pública, esquecendo que isso dependerá da existência de ganhos de eficiência, dos custos de transação e monitorização associados aos contratos de serviço público, etc. Finalmente, é uma falácia falar-se das “gorduras do Estado” no sentido de que eliminando ineficiências menores será possível reduzir significativamente a despesa pública, quando, na realidade os chamados “consumos intermédios” (excluindo a Saúde) correspondem a menos de 4% dos gastos do Estado. (...)
Temos o cenário da saída do euro; vários cenários indesejáveis que levarão a um novo resgate; um irrealista de redução dramática do peso do Estado e apenas dois que consideramos simultaneamente desejáveis e realistas, sendo um deles mais incerto (com renegociação da dívida) pois não depende só de nós. Ambos partilham um objetivo de redução moderada do peso do Estado até 2020, medido pela despesa das administrações públicas no PIB, que passaria dos 47,6% atuais para 44,1%. A definição de um objetivo estratégico para o peso do Estado na economia tem implicações na despesa em pessoal e no emprego público, bem como na evolução das prestações sociais e no nível de fiscalidade. No que toca ao pessoal, o objetivo no período de ajustamento (2015-2018) será um crescimento da massa salarial abaixo do crescimento nominal do PIB. Este objetivo deverá ser concretizado com uma política sectorial de emprego público que identifique necessidades e redundâncias. As prestações sociais, em particular as pensões, deverão crescer em função dos fatores económicos e demográficos, mas a uma taxa nunca superior ao crescimento do PIB, o que exige uma reforma estrutural do sistema.
Sem renegociação da dívida, não há margem para redução do nível de fiscalidade (impostos e contribuições sociais no PIB) até 2018 (!), excetuando-se a já prevista redução da taxa do IRC, logo a receita fiscal deverá acompanhar o crescimento do produto. Só a partir de 2018, atingido o quase equilíbrio orçamental, se poderão implementar reduções das taxas de imposto. (...)» http://www.publico.pt/economia/noticia/renovar-a-esperanca-cenarios-para-portugal-2020-1671880

sábado, 6 de dezembro de 2014

VENEZUELA XXXI - VENETIOLA XXXI - VENEZUELA XXXI

http://www.yosoyvenezolano.info/imgs/noticia/mcm-ministerio-publico-1417628914.jpeg
Maria Corina Machado: Democracy against tyranny!

Que prevaleça a querida Democracia
Sobre o fanatismo. a ignorância e a tirania
O triângulo negador da Liberdade e da Vida
Que Fernando Pessoa denunciou e orientou a sua ida

«Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os
seus três assassinos – a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania» Fernando Pessoa


https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xfp1/v/t1.0-9/485525_108115599391849_970479953_n.jpg?oh=b4344869d30ae92c90a87868a9b38ecc&oe=551724F5&__gda__=1426417127_01fd0fde840fe6cd9e65877fa96d6346

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

VENEZUELA XXX - VENETIOLA XXX - VENEZUELA XXX

http://www.dw.de/image/0,,17535655_303,00.jpg
Maria Corina Machado: leader of Democratic opposition against tyranny in Venezuela

«We are deeply concerned by what appears to be the Venezuelan government’s continuing effort to intimidate its political opponents through abuse of the legal process.» State Department of United States of America - http://www.nytimes.com/2014/12/04/world/americas/venezuela-assassination-plot-maduro-machado.html?_r=0

sábado, 29 de novembro de 2014

RISCO - RISICUM - RISK

http://3.bp.blogspot.com/_bAEbo1E9ork/SG-MZ3O2WLI/AAAAAAAAAa0/FRr1zn9nQEc/s400/Cuidado!%2BPerigo!.jpg

Mas que sinistro
Primeiro Ministro
Sempre com o brutal fisco
É a personificação do risco

Que a sua Ministra das Finanças negou
Para a taxa de juro que baixou
Mas agora a dura realidade do risco voltou
A nacionalização de imparidades e menos valias ainda não acabou

A probabilidade de acontecimento
Poderá ter o seu momento
E mais uma vez o mal
Cairá sobre Portugal


Não é tolerável que um mandato de um Governo/Assembleia da República lhe permita assumir responsabilidades gravosas da situação já em si muito grave em termos de dívida pública, nomeadamente por via das decisões tomadas em relação ao BES e ao «Novo Banco», tem que haver limites constitucionais que condicionem as decisões dos representantes, que sistematicamente optam pelo aumento dos impostos e pelo aumento da dívida pública, por contrapartida de despesas públicas irresponsáveis: «Essa venda tem alguns riscos, evidentemente, e qualquer diferença entre a capitalização que foi feita pelo Fundo de Resolução e o resultado da venda será suportada pelo sistema financeiro (...) o Estado poderá fazer alguma recapitalização da Caixa se esse custo for muito elevado» Pedro Passos Coelho.

DINHEIRO - PECUNIA - MONEY

http://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2014/11/euromilh%C3%B5es.jpg

Money and is fame
It´s a social game
By a metal, a paper or a binary impulse
Turned universal equivalent by use

_ What is your value materia?
Ask the money
_ I don´t like you honey
You seems like a bacteria

_ Why object?
_ Because you are micro threat
Invisible movement and you can eat
_ Or reject ...

PODER III COM PODERES CONCENTRADOS

http://cdn.controlinveste.pt/storage/DN/2014/big/ng3736203.jpg?type=big&pos=0
Maria José Costeira, secretária-geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses

«Porque é que o juiz Carlos Alexandre concentrou em si todos os megaprocessos da criminalidade económica e financeira?
Por um motivo muito simples: até setembro o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, não tinha mais nenhum juiz. E é no chamado Ticão que se concentram todos os grandes processos na fase de inquérito, muitos deles tutelados pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público.
E os processos que Carlos Alexandre já tinha não podiam ser distribuídos por outro juiz...
Não, porque eram grandes processos da criminalidade económica e financeira iniciados por ele e dos quais já tinha havido a sua autorização em diligências como escutas telefónicas e outras. Era um pouco absurdo e nem faria sentido que fosse outro juiz a ficar com esses processos. Depois, a partir de setembro, chegou ao Tribunal Central de Instrução Criminal outro juiz, João Bártolo. Os novos processos já serão distribuídos pelos dois.
Um juiz que ficou a braços com megaprocessos como a Operação Furacão, BPN, Face Oculta, Remédio Santo, CTT, Freeport, Submarinos, Apito Dourado, Portucale, Monte Branco e Vistos Gold. Não é uma sobrecarga de trabalho com possíveis consequências nos processos?
Objetivamente é uma sobrecarga de trabalho. Mas eu não tenho conhecimento de nenhum problema. Não houve atrasos nos processos imputáveis a Carlos Alexandre. Pelo contrário, ele sempre deu vazão ao enorme volume processual que lhe chegavam.»

Muito estranho! 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

CURDISTÃO IX - CORDUENA IX - KURDISTAN IX

http://www.bestanuce1.com/media/620x366x680x365cc-mrkz-241114-kckden-kadin-aciklamasi.jpg.pagespeed.ic.A1I3k-QOkS.jpg
«ISIS gangs are trying to wipe out the Kurdish identity, culture and language by attacking women, as they know a society cannot survive if women's will is broken. (…)Arîn and other women comrades have put their bodies on the line to prevent the gangs achieving their aims throughout the Kobanê resistance. This has been the most significant response to the mentality of hegemonic male violence on behalf of the women of the world. In this regard, we as Kurdish women attach great importance to 25 November and welcome it with a struggle and resistance befitting its meaning. The struggle of the Kurdish women led by YPJ fighters should also set an example to all the women of the world.» Biharin Kendal

«The peerless fight we are giving here today is not an armed struggle alone. It is the will of the women for freedom against all dirty methods of the male-dominant mindset. What I will say to all the women is that nobody can attain freedom by standing alone. The path to freedom for women lies in being organised. Not a single woman must remain unorganised.» Viyan Peyman


http://data1.ibtimes.co.in/en/full/544136/kader-ortakaya-a28-year-peace-activist-was-shot-head-by-turkish-soldiers-while-protesting.jpg
«The peaceful group of demonstraters, which reportedly wanted the Turkish government to allow the Kurdish nationals to enter Kobani (also Kobane) and fight the Islamic State militants invading their land, had formed a human chain at the border crossing that separates the country from Syria.
Local reports state that the 28-year-old woman, identified as Kader Ortakaya, was reportedly shot in the head by the Turkish border soldiers. Since the ISIS invasion began in Kobani, a peaceful protest group has been constantly staging demonstrations at the border.
The group, comprising of artists and activists from Turkey has been at the border for the last 25 days. The situation reportedly got tense on Thursday after the group allegedly tried to forcefully cross into Syria breaking the Turkish border.
The local authorities said the group tried breaking the barriers and were first warned by firing tear gas, following which warning shots were fired, however, there were no orders to shoot people.
In the firing, Kader Ortakaya, a student at Marmara University, was shot. She reportedly succumbed to her injuries while being taken to the hospital. Four other protesters were also injured in the incident.

It is reported that Kader Ortakaya, Kurdish national, was from Siverek district of Urfa and is a known figure among the local circle.
Just a day before her shoting death, Ortakaya has appeared in a programme hosted by journalist Hayri Demir for Sterk TV in which she had said: "We are going to fight to the last drop of blood until there where the seeds of freedom are spread, and where they are attacking, is liberated."
The shooting incident comes at a time when Turkey has repeatedly been blamed for assisting the Islamic State militants.
Recently, a news report had exposed Turkey's "soft stance" against Islamic State, in which the Turkish border soldiers were seen exchanging friendly conversations with ISIS fighters near the Kobani border.» http://www.ibtimes.co.in/kurdish-woman-activist-shot-dead-by-turkish-soldiers-near-kobani-613322

«Violence against women, who created the first social culture of humanity, is violence against society and the whole of humanity. Domination of women is the source of all hegemony. The freedom of society will come about through the freedom of women. Humanity will only achieve true freedom by struggling against violence against women. (...) Kurdish women are struggling against all forms of reaction (...) Today Kurdish women in Sinjar, in Rojava-Kobanê and in all four parts of Kurdistan are leading the struggle against the enemies of women and reactionary forces in order to eliminate all kinds of oppression and persecution. Those heroic women comrades Zîlan, Şîlan, Bêritan, Sara, Nuda, Wiyan, Şîrin Elemhuli and Arîn have opposed the enslavement of all humanity and paved the way towards freedom for women» PKK Statement about 25 November, International Day for the Elimination of Violence Against Women
http://www.bestanuce1.com/media/620x366x680x365cc-kob-251114-ypjli-komutan-kendal-ozgurluk.jpg.pagespeed.ic.fpGQQ8TGFD.jpg
«The Islamic State of Iraq and Sham (ISIS) gang organization executed 3 women from Mosul on charges of "spying" for the Iraqi intelligence services. 
An activist in human rights in Mosul city told that “the penalty was shooting the women aged from 30 to 40 years.” "The elements of the organization told the crowds of citizens who witnessed the incident that the three women were spies working for the benefit of the Iraqi intelligence and were sentenced to death publicly."» 

An activist in human rights in Mosul city told that “the penalty was shooting the women aged from 30 to 40 years.” "The elements of the organization told the crowds of citizens who witnessed the incident that the three women were spies working for the benefit of the Iraqi intelligence and were sentenced to death publicly." - See more at: http://www.bestanuce1.com/haber/152605/ypj-commander-kendal-path-to-freedom-comes-through-organisation&dil=en#sthash.XIZbgxg6.dpuf
http://www.bestanuce1.com

Shame over all kind of men of the «Middle Age» that like in Europe. centuries ago, don´t respect Women and Humanity.

How is possible that Turkish power support atrocities like what happened with Kader Ortakaya?! Life and Liberty of Persons are sacred!
http://www.thegatewaypundit.com/wp-content/uploads/2014/09/kurds-flee-2.jpg

MULHER II - MULIER II - WOMAN II

http://www.swc-cfc.gc.ca/images/vaw-vff/gender_violence_1200x630_eng.jpg
http://images.mid-day.com/2012/nov/155323580.jpghttp://media-cache-ec0.pinimg.com/236x/cc/e1/07/cce107a48632352112593b47d8562b6c.jpg

terça-feira, 25 de novembro de 2014

domingo, 23 de novembro de 2014

PARTIDO SOCIALISTA XVIII - FACTIO SOCIALISTICA XVIII - SOCIALIST PARTY XVIII

http://unseoutras.no.sapo.pt/imagens/53BlgFotSocratesIguald.jpg


O sistema actual obriga a delegar todo o poder dos representados nos representantes por ciclos de 4 anos,
por via das eleições legislativas. Os deputados eleitos em listas fechadas (um voto num partido implica um voto para a sua lista por círculo eleitoral) para a Assembleia da República não respondem perante os eleitores, mas sim perante as cúpulas partidárias.

A partir da divisão de poderes existente, os representados poderão eleger um(a) Presidente da República directamente, mas se coincidirem os ciclos eleitorais, poderão existir uniões de poderes, como é o presente caso em Portugal: «um Presidente, uma maioria» após a queda da liderança de José Sócrates do PS em 2011, com Portugal sob «assistência financeira» de uma Troika (FMI+BCE+CE).

Os representados acreditam em certos representantes, na sua boa fé e acabam por ficar desiludidos ciclo eleitoral após ciclo eleitoral.

Depois das Eleições Primárias em que uma maioria superior a 2/3 muito expressiva, deu o seu voto de confiança a António Costa, sem lhe exigir qualquer compromisso, nas Eleições Directas para Secretário Geral do PS, de 47.727 militantes do PS com capacidade eleitoral passiva, foram votar 23.697 (49,6%), dos quais 22.702 (95,8%) votaram em António Costa.

Em 2005 o PS obteve cerca de 2.500.000 votos e 6 anos depois de governos liderados por José Sócrates, obteve apenas cerca de 1.500.000 votos, menos 1.000.000 de Pessoas!

Após um período de interrupção da actividade política, Sócrates reapareceu em 2013, ainda a tempo de influenciar a liderança do PS a favor de António Costa e contra António José Seguro.

José Sócrates enfrenta neste momento a detenção para responder perante um inquérito dirigido pelo Ministério Público «onde se investigam suspeitas dos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção» http://www.pgr.pt/Noticias/comunicados_imprensa/2014/Nota_Comunicacao_Social_Detencoes.pdf
http://expresso.sapo.pt/imv/2/205/584/af56204-d0e1.jpg