Wake up Government of Brazil about tyranny in Venezuela!

https://twitter.com/MariaCorinaYA
A deputada da Venezuela Maria Corina Machado na Comissão de Relações Exteriores do Senado do Brasil
(Foto: Filipe Matoso/G1)
«(...) Maria Corina Machado afirmou nesta quarta-feira (2) em Brasília que a
Venezuela vive um “regime sem escrúpulos”. Ela participou de audiência
nesta tarde na Comissão de Relações Exteriores do Senado e fez críticas
ao presidente do país, Nicolás Maduro.
A Venezuela vive uma crise política entre governo e oposição desde o
início de fevereiro. Ao mesmo tempo em que milhares foram às ruas para
criticar o governo – em um contexto de inflação, insegurança, escassez
de produtos básicos e alta criminalidade –, outros milhares se
manifestaram em favor de Maduro e contra os oposicionistas.
Maria Corina teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior de Justiça
(TSJ) da Venezuela nesta terça (1º). Ela é uma das líderes
oposicionistas ao governo de Maduro.
A perda do mandato, segundo justificou o TSJ , ocorreu porque Corina
aceitou ocupar a representação alternativa do Panamá em uma sessão da
Organização dos Estados Americanos (OEA). Para o tribunal, o gesto
significou “clara contradição com seus deveres como venezuelana”.Corina
argumentou que aceitou a proposta com o objetivo de expor a crise que
vive o país.
"Estamos vivendo na Venezuela um regime sem escrúpulos. (...) A
Venezuela vive uma crise sem precedentes, uma crise em sua economia, uma
crise geral. (...) O que estou fazendo aqui é uma luta pela soberania
nacional", disse na audiência no Senado.
Segundo ela, até então, “a OEA só havia ouvido a voz do regime”. “Por
ter falado no conselho permanente durante uns minutos a dor que vivem as
mães, os estudantes e os trabalhadores venezuelanos, o governo decidiu
me julgar como traidora da pátria”, afirmou.
“Na Venezuela, tivemos que sair às ruas para lutar pela liberdade, foi o
que correu no nosso país. Os jovens e estudantes saíram às ruas e
apelaram à consciência dos venezuelanos, apelaram aos valores que
definem uma sociedade. Queriam reivindicar dias melhores para os
venezuelanos”, afirmou Corina.
Durante a audiência, manifestantes a interromperam e a chamaram de
“golpista”. Houve gritaria e as pessoas foram retiradas pela segurança
do Senado. Após a saída dos manifestantes, Corina voltou a falar aos
senadores. “É essa a violência que sofremos na Venezuela”, disse.
“Entre um regime repressor como o da Venezuela e um povo que quer
liberdade, peço aos brasileiros que apoiem o povo venezuelano”,
completou.
A jornalistas, após a sessão com os senadores, a deputada cassada
afirmou sofrer pressão "psicológica" na Venezuela. "Dentro do
parlamento, nas ruas, participando das atividades com os cidadãos de
forma pacífica. (...) Evidentemente que minha cassação foi uma
confabulação dos poderes públicos para me aniquilar, para me calar, para
me tirar. Uma decisão inconstitucional, sumária do tribunal, algo
inconcebível", completou.
Encontro com Dilma
Questionada sobre se esperava um posicionamento do Brasil em relação à
crise na Venezuela, a deputada respondeu que é um tema "sensível" e que
se tivesse um encontro com a presidente Dilma Rousseff, seria um
encontro de "política para política".
"É um tema particularmente sensível porque ela é mulher, é mãe, já foi
vítima da tortura e da perseguição no regime militar. Por isso, eu, se
tiver a oportunidade de me dirigir a ela, falarei de política para
política, de mãe para mãe, de perseguida para perseguida, não em meu
nome, mas em nome de milhões de venezuelanas que têm os direitos
desrespeitados na Venezuela", disse.»
Filipe Matoso -
G1, em Brasília (http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/04/ex-deputada-venezuelana-diz-que-seu-pais-vive-regime-sem-escrupulos.html)
«"Nem o senhor (Nicolás) Maduro nem o senhor (Diosdado) Cabello (
presidente da Assembleia Nacional) têm autoridade para destituir um
deputado. Isso é uma aberração", disse Maria Corina ao chegar ao
Aeroporto de Brasília. "É um ato que só ocorre em ditaduras. Sou
deputada, vim aqui ao Brasil como deputada e seguirei sendo deputada nas
ruas da Venezuela."
(...)
"O regime do senhor Maduro nessas últimas semanas passou uma linha
vermelha. No passado se tratou de enterrar as violações da democracia e
dos direitos humanos, mas, graças ao movimento dos estudantes, se tirou
essa fachada e o mundo pode ver o que acontece com os testemunhos nas
redes sociais e os meios de comunicação internacionais", afirmou . "Na
Venezuela, não há democracia. Há um regime que atua como uma ditadura e
por isso não há espaço para a indiferença. A indiferença seria a
cumplicidade."
Na semana passada, Maria Corina encontrou com o presidente a Comissão
de Relações Exteriores do Senado, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), em
Lima, no Peru, e foi convidada a falar ao Parlamento brasileiro. "Eu
fiquei muito chocado com o que ouvi", explicou o senador. A deputada
estará às 14h no Senado e amanhã irá para São Paulo, onde conversará com
um grupo de venezuelanos.
"Esse é uma oportunidade que me deu o senador Ferraço para que a voz
de toda a Venezuela seja ouvida e a verdade sobre o que acontece no
nosso país possa ser conhecida de primeira fonte, porque nós estamos
vivendo e sofrendo", disse. "Os valores como a democracia, a
institucionalidade, que são tão arraigados no Brasil estão profundamente
enterrados na Venezuela. Por isso precisamos tanto de vocês, das suas
vozes no parlamento, por isso estou tão agradecida."
Maria Corina foi recebida por Ferraço e dois venezuelanos. Luis
Flores, morador de Brasília, e Heitor Aguilera. O último, economista que
mora em São Paulo, tirou um dia de folga para vir a Brasília receber a
parlamentar e entregou a ela um buquê de rosas brancas. "Na Venezuela
não tem democracia e nem se pode chamar de ditadura. É simplesmente um
país falido, é pior que uma ditadura", afirmou. "A deputada representa a
Venezuela do futuro, da paz, do diálogo. Como cidadão, não posso deixar
de demonstrar meu apoio."» Lisandra Paraguassu - Estadão (http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,no-brasil-maria-corina-critica-maduro-e-pede-fim-de-indiferenca-de-dilma,1148250,0.htm)
«A visita de Maria Corina é crucial porque alguns membros que integram
o governo de Dilma Rousseff, caso do senador Ricardo Ferraço do PMDB,
que preside a Comissão de Política Externa, e também membros da
oposição, como Fernando Henrique Cardoso, que assinou uma declaração de
apoio com vários ex-mandatários latino-americanos, poderiam encorajar o
chanceler Luiz Alberto Figueiredo assumir a tarefa de fomentar a
confiança mútua graças ao papel de mediador que lhe foi atribuído pela
Unasul com vistas a uma solução democrática. Em diversos parlamentos da
América Latina, da Europa e de outras regiões, foram aprovadas
resoluções em que foi expressada a preocupação com a crescente
militarização, repressão e autoritarismo, além do descumprimento de
compromissos econômicos.
É uma oportunidade para a deputada que se tornou a voz da oposição
repudiar as medidas arbitrárias e inconstitucionais adotadas contra seu
mandato parlamentar, denunciar a detenção injustificada de Leopoldo
López e de prefeitos presos e condenar a repressão e as torturas
desmedidas como resposta à explosão social pacífica dos indignados que
têm se manifestado em massa desde 12 de fevereiro. A imprensa brasileira
tem abordado a situação no país e as posições da corajosa parlamentar,
cujas declarações provocaram represálias que deixam à mostra o perfil do
governo de Maduro e que poderão ser ouvidas pelos diferentes setores
brasileiros.» Milos Alcalay, ex-embaixador da Venezuela no Brasil - tradução de Terezinha Martino - Estadão (http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,artigo-uma-voz-venezuelana-dissidente-no-brasil,1147993,0.htm)
Denise Chrispim Marin entrevista María Corina Machado 02 de abril de 2014 | 12h 09 - Estadão:
Depois da cassação de seu mandato ser respaldada pela
Justiça, militares impediram ontem uma marcha que a senhora lideraria
até a Assembleia Legislativa. Como resume o que acontece na Venezuela?
Com esses atos, o governo de Nicolás Maduro fez uma confissão de sua
vocação ditatorial. O governo tomou a decisão de destituir um deputado
eleito e, para tanto, valeu-se da ação do presidente da Assembleia
Legislativa (Diosdado Cabello) e do aval apressado e sem respaldo
constitucional do Tribunal Supremo de Justiça, que tentou pincelar um
verniz de legalidade no que havia sido feito. Essa foi uma iniciativa
absolutamente ditatorial, seguida por outras medidas inconstitucionais,
como impedir o meu acesso ao Legislativo e reprimir cidadãos no
exercício do direito de se manifestar publicamente. Tudo isso demonstra a
enorme fragilidade e debilidade desse regime.
O que a senhora espera dos políticos de oposição e dos
aliados da presidente Dilma Rousseff dentro de fora do Congresso
brasileiro?
Nós todos da oposição esperamos muito do povo brasileiro, que
desenvolveu um espírito altamente democrático e que tem ciência do seu
passado e do futuro em comum com os venezuelanos. Na verdade, tínhamos
muitas expectativas do atual e do último governos do Brasil, que se
frustraram. O Brasil espera ser um líder regional e, para isso, terá de
demonstrar na prática coerência na defesa de princípios inalienáveis,
como o respeito aos direitos humanos, que tem sido violado
sistematicamente pelo governo da Venezuela.
Como confirmar que esses abusos partiram do governo?
Desde janeiro passado, Maduro cruzou uma linha vermelha. Seu governo
passou a se valer das forças de segurança e de grupos paramilitares
armados para torturar, prender e assassinar venezuelanos. A
responsabilidade pelo engajamento desses grupos paramilitares é
exclusivamente dele e de seu governo. Vou apresentar os dados e fatos
aos senadores brasileiros. Esses fatos não podem ser ignorados por
nenhum governo democrático da América do Sul. A indiferença, nesse caso,
significa cumplicidade.
Prefeitos e líderes opositores foram presos, a senhora foi
cassada, as barricadas estudantis foram derrubadas e, ontem, os seus
aliados não puderam seguir em marcha até a Assembleia. Quais os próximos
passos da oposição na Venezuela?
Temos de nos manter unidos e firmes nos protestos cidadãos. Temos de
continuar a pressionar o governo de Maduro em favor de profundas
reformas políticas. Ao mesmo tempo, vamos dar continuidade a um
movimento de sensibilização internacional, para que os países hoje
solidários e cúmplices desse regime reconheçam que o governo de Maduro
ultrapassou a linha do que é aceitável e que não merece mais nenhum
respaldo.» (http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,indiferenca-e-cumplicidade-diz-maria-corina-sobre-brasil-e-venezuela,1148236,0.htm)

María Corina Machado e o Senador brasileiro Ricardo Ferraço (https://twitter.com/RicardoFerraco)
Há 50 anos o Brasil foi aprisionado
Há 40 anos Portugal foi libertado
Es tiempo de Venezuela ser liberada
E da Democracia Latina ser aprofundada
«Se demostró que con la pretensión de la Asamblea Nacional de callarme, potenciaron nuestra voz y nuestro mensaje».