We create these graphics and this table for show the manifestation of the public monster: the Public Debt of Portugal!
70 personalities give your contribute to European and National debate by a manifest, but don´t touch nothing in the deep roots of the problem: the State and the Political Society that don´t have at the moment any deep reform that orient them to Nation and to Creation of Value in the World!
É IMPRESSIONANTE QUE NÃO EXISTE UMA ÚNICA REFERÊNCIA À PROFUNDA REFORMA DO ESTADO E DA SOCIEDADE POLÍTICA QUE GERARAM A ELEVADÍSSIMA DÍVIDA PÙBLICA NO «Manifesto: Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente» (http://www.publico.pt/economia/noticia/manifesto-preparar-a-reestruturacao-da-divida-para-crescer-sustentadamente-1627870):
«Nenhuma estratégia de combate à crise poderá ter êxito se não conciliar a
resposta à questão da dívida com a efectivação de um robusto processo
de crescimento económico e de emprego num quadro de coesão e efectiva
solidariedade nacional. Todos estes aspectos têm de estar presentes e
actuantes em estreita sinergia. A reestruturação da dívida é condição
sine qua non para o alcance desses objectivos.
(...) A dívida pública tornar-se-á insustentável na ausência de crescimento
duradouro significativo: seriam necessários saldos orçamentais
primários verdadeiramente excepcionais, insusceptíveis de imposição
prolongada.
A nossa competitividade tem uma base qualitativa
demasiado frágil para enfrentar no futuro a intensificação da
concorrência global. É preciso uma profunda viragem, rumo a
especializações competitivas geradas pela qualidade, pela inovação, pela
alta produtividade dos factores de produção envolvidos e pela sagaz
capacidade de penetração comercial em cadeias internacionais ou nichos
de mercado garantes de elevado valor acrescentado.
(...)
Portugal, por mais que cumpra as boas práticas de rigor orçamental de
acordo com as normas constitucionais – e deve fazê-lo sem hesitação,
sublinhe-se bem –, não conseguirá superar por si só a falta dos
instrumentos que lhe estão interditos por força da perda de soberania
monetária e cambial. Um país aderente ao euro não pode ganhar
competitividade através da política cambial, não lhe é possível
beneficiar directamente da inflação para reduzir o peso real da sua
dívida, não pode recorrer à política monetária para contrariar a
contracção induzida pelo ajustamento e não tem banco central próprio que
possa agir como emprestador de último recurso. Mas se o euro, por um
lado, cerceia a possibilidade de uma solução no âmbito nacional, por
outro, convoca poderosamente a cooperação entre todos os Estados-membros
aderentes. A razão é simples e incontornável: o eventual incumprimento
por parte de um país do euro acarretaria, em última instância, custos
difíceis de calcular, mas provavelmente elevados, incidindo sobre outros
países e sobre o próprio euro.
(...) deverá estar na agenda europeia o início de negociações de um acordo de
amortização da dívida pública excessiva, no âmbito do funcionamento das
instituições europeias.
(...) A primeira condição é o abaixamento significativo da taxa média de juro
do stock da dívida, de modo a aliviar a pesada punção dos recursos
financeiros nacionais exercida pelos encargos com a dívida, bem como
ultrapassar o risco de baixas taxas de crescimento, difíceis de evitar
nos próximos anos face aos resultados diferidos das mudanças estruturais
necessárias. O actual pano de fundo é elucidativo: os juros da dívida
pública directa absorvem 4,5%. do PIB. Atente-se ainda no facto de quase
metade da subida da dívida pública nos últimos anos ter sido devida ao
efeito dos juros.
(...) A segunda condição é a extensão das maturidades da dívida para 40 ou
mais anos. A nossa dívida tem picos violentos. De agora até 2017 o
reembolso da dívida de médio e longo prazo atingirá cerca de 48 mil
milhões de euros. Alongamentos da mesma ordem de grandeza relativa têm
respeitáveis antecedentes históricos, um dos quais ocorreu em benefício
da própria Alemanha. Pelo Acordo de Londres sobre a Dívida Externa
Alemã, de 27 de Fevereiro de 1953, a dívida externa alemã anterior à II
Guerra Mundial foi perdoada em 46% e a posterior à II Guerra em 51,2%.
Do remanescente, 17% ficaram a juro zero e 38% a juro de 2,5% Os juros
devidos desde 1934 foram igualmente perdoados. Foi também acordado um
período de carência de cinco anos e limitadas as responsabilidades
anuais futuras ao máximo de 5% das exportações no mesmo ano. O último
pagamento só foi feito depois da reunificação alemã, cerca de cinco
décadas depois do Acordo de Londres. O princípio expresso do Acordo era
assegurar a prosperidade futura do povo alemão, em nome do interesse
comum. Reputados historiadores económicos alemães são claros em
considerar que este excepcional arranjo é a verdadeira origem do milagre
económico da Alemanha. O Reino Unido, que alongou por décadas e décadas
o pagamento de dívidas suas, oferece outro exemplo. Mesmo na zona euro,
já se estudam prazos de 50 anos para a Grécia. Portugal não espera os
perdões de dívida e a extraordinária cornucópia de benesses então
concedida à Alemanha, mas os actuais líderes europeus devem ter presente
a razão de ser desse Acordo: o interesse comum. No actual contexto,
Portugal pode e deve, por interesse próprio, responsabilizar-se pela sua
dívida, nos termos propostos, visando sempre assegurar o crescimento
económico e a defesa do bem-estar vital da sua população, em condições
que são também do interesse comum a todos os membros do euro.
(...)
Há que estabelecer qual a parte da dívida abrangida pelo processo
especial de reestruturação no âmbito institucional europeu. O critério
de Maastricht fixa o limite da dívida em 60% do PIB. É diversa a
composição e volume das dívidas nacionais. Como é natural, as soluções a
acordar devem reflectir essa diversidade. A reestruturação deve ter na
base a dívida ao sector oficial, se necessário complementada por outras
responsabilidades de tal modo que a reestruturação incida, em regra,
sobre dívida acima de 60% do PIB. Nestes termos, mesmo a própria
Alemanha poderia beneficiar deste novo mecanismo institucional, tal como
vários outros países da Europa do Norte.
(...)
Cada país integraria em conta exclusivamente
sua a dívida a transferir e pagaria as suas responsabilidades, por
exemplo, mediante a transferência de anuidades de montantes e condições
pré-determinadas adequadas à capacidade de pagamento do devedor. As
condições do acordo a estabelecer garantiriam a sua estabilidade, tendo
em conta as responsabilidades assumidas por cada Estado-membro. Deste
modo, a uma sã e rigorosa gestão orçamental no respeito das normas
constitucionais acresceria o contributo da cooperação europeia assim
orientada. As condições relativas a taxas de juro, prazos e montantes
abrangidos devem ser moduladas conjugadamente, a fim de obter a redução
significativa do impacto dos encargos com a dívida no défice da balança
de rendimentos do país e a sustentabilidade da dívida pública, bem como a
criação de condições decisivas favoráveis à resolução dos
constrangimentos impostos pelo endividamento do sector empresarial
público e privado e pelo pesado endividamento externo.
(...) Estes são os termos em que os
signatários apelam ao debate e à preparação, em prazo útil, das melhores
soluções para a reestruturação da dívida.» Entre os signatários estão
Adriano Moreira , António Bagão Félix, António Carlos Santos, António Saraiva, Carlos César, Diogo Freitas do Amaral, Eduardo Ferro Rodrigues, Emanuel Santos, Fernando Rosas, Francisco Louçã, Henrique Neto, João Cravinho, João Galamba, Joaquim Gomes Canotilho, José Reis,
José Silva Lopes, José Vera Jardim, Manuel Carvalho da Silva, Manuela Arcanjo, Manuela Ferreira Leite, Manuela Morgado, Manuela Silva, Ricardo Bayão Horta, Viriato Soromenho-Marques, Vítor Ramalho
SÃO IMPRESSIONANTES AS CRÍTICAS QUE FIZERAM A ESTES CIDADÃOS, MUITOS DELES COM MUITO VALOR E QUE MERECEM A NOSSA CONSIDERAÇÃO, APESAR DA NOSSA DISCORDÂNCIA EM RELAÇÃO A MUITAS DIMENSÕES DO MANIFESTO.
É IMPRESSIONANTE A CONSTANTE PREOCUPAÇÃO QUE ANÍBAL CAVACO SILVA TEM COM OS FUNCIONÁRIOS E PENSIONISTAS PÚBLICOS, SENDO ELE UM DOS GRANDES RESPONSÁVEIS PELOS AUMENTOS DE DESPESAS PÚBLICAS ESTRUTURAIS E DA DÍVIDA PÚBLICA, COM A SUA VISÃO ESTATISTA, EM FORTE CONTRASTE COM OS EMPREGADOS E PENSIONISTAS PRIVADOS:
«Numa altura em que se exigem pesados sacrifícios aos trabalhadores do
Estado e pensionistas, com reduções nos salários e nas pensões, tem de
ser demonstrada a adequação estrita deste aumento ao objetivo de
autossustentabilidade dos respetivos sistemas de saúde» Veto do Presidente da República à legislação do Governo que prevê o aumento das contribuições para os sistemas de saúde de funcionários públicos
É IMPRESSIONANTE O FACILITISMO QUE EXISTE PERANTE ESCÂNDALOS COM BANCOS, AQUISIÇÕES PÚBLICAS DE SUBMARINOS, PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS, REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA, ... QUE PROVOCARAM FORTE AUMENTO DA DÍVIDA PÚBLICA
«Depois de Jardim Gonçalves e João Rendeiro, o fundador do BPN e outros
arguidos no caso do Banco Insular também pediram a prescrição parcial
das contraordenações, aplicadas pelo Banco de Portugal e que estão em
julgamento.» Expresso 20140316: http://expresso.sapo.pt/oliveira-costa-pede-prescricao-no-caso-bpn=f860917#ixzz2w2nA5Dqr