quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

DECRESCIMENTO V - DECRESCERE V - DECREASE V

http://4.bp.blogspot.com/-XQnNrvAU-cE/Tj3gPpy8QgI/AAAAAAAABOs/S578xUMHPVM/s640/temp6.jpg
















«From a huge database of scientific papers published between 2005 and 2009, Oliver Beauchesne drew links connecting the cities in which collaborating authors worked.  The brightness of the lines on the map depends on the number of collaborations between a pair of cities and the distance between them.» http://stconsultant.blogspot.pt/2011/08/global-map-of-scientific-collaborations.html (http://collabo.olihb.com/)


This is the available data about the rate change of Gross Domestic Product in European Union. From current prices data and GDP deflactors (2000 base, Eurostat source) we calculated the table above, where we can see a decrease of GDP in Euro area (-0,7%) and in European Union (-0,3%) between the first 9 months of 2012 and the first 9 months of 2013.

GDP of Germany only increase 0,2% in that period... 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

MULHER E HOMEM - MULIER ET HOMO - WOMAN AND MAN

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3f/Aida_poster_colors_fixed.jpg/800px-Aida_poster_colors_fixed.jpg
Poster of «AIDA» opera (Cleveland 1908) - created by Giuseppe Verdi with first performance in 1871 (Egypt)

AIDA

Belonging to an horrible trade off so brutal
Between Love and power
Between a dove and a carniverous flower
Between Persons and resultants of the social  

The Love between «enemies»
Aida, an etiopian Woman
Radamès an egyptian Man
Sacrificied by authorities

Her father tried to safe her for egyptian captivity
Him passioned man give to her Liberty
Judged as a treator by the cruel authority
She us her Freedom to join him in him/them destinity

Is Love, Love, Love, between Wo(man) eternal and sweet Love
Gived to us by the loved Divinity
Amnesis love him too and for him pray above
Beyond the power to infinity


Listen a part of the Libretto of Antonio Ghislanzoni:

«Se quel guerrier io fossi!
Se il mio sogno si avverasse!
Un esercito di prodi da me guidato
E la vittoria e il plauso di Menfi tutta!
E a te, mia dolce Aïda,
Tornar di lauri cinto
Dirti: per te ho pugnato,
Per te ho vinto!
Celeste Aïda, forma divina,
Mistico serto di luce e fior,
Del mio pensiero tu sei regina,
Tu di mia vita sei lo splendor.
Il tuo bel cielo vorrei ridarti,
Le dolci brezze del patrio suol
Un regal serto sul crin posarti,
Ergerti un trono vicino al sol,»

«If only I were that warrior!
If only my dream might come true!
An army of brave men with me as their leader
And victory and the applause of all Memphis!
And to you, my sweet Aida,
To return crowned with laurels,
To tell you: for you I have fought,
For you I have conquered!
Heavenly Aida, divine form,
Mystical garland of light and flowers,
You are queen of my thoughts,
You are the splendour of my life.
I want to give you back your beautiful sky,
The sweet breezes of your native land,
To place a royal garland on your hair,
To raise you a throne next to the sun.»

http://www.giuseppeverdi.it/allegato.asp?ID=861082
«AIDA» cover of «spartito» of the opera by G. Prina (1880)
File:Amneris (1872).jpg«Amneris» Girolamo Magnani (1872)

File:Arena di Verona AIDA von Giuseppe Verdi.jpg
«AIDA» performed in the Roman arena of Verona (2007), place of the similar «Romeo and Juliet» (foto by Christian Abend from Laufen, Bayern, Germany (Wikipedia), Creative Commons http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en
http://jconlineblogs.ne10.uol.com.br/jcempauta/files/2012/12/aida-web.jpg
Another recent performance of the opera




http://cps-static.rovicorp.com/3/JPG_400/MI0001/004/MI0001004504.jpg?partner=allrovi.com
«AIDA» - Giuseppe Verdi performed by Maria Callas (1953)

Maria Cecilia Sofia Anna Kalogeropoulou, Μαρία Καικιλία Σοφία Άννα Καλογεροπούλου
90º Aniversário de Maria Callas
«Maria Callas» Google

http://guernseyartscommission.files.wordpress.com/2009/06/la-traviata-1.jpg
Woman and Man Love: «La Traviata» de Giuseppe Verdi (1852) in a recent performance (http://guernseyartscommission.files.wordpress.com/2009/06/la-traviata-1.jpg)

domingo, 1 de dezembro de 2013

TRIBUTAÇÃO - TRIBUTUM - TAXATION

http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2010/05/carga_tributaria-300x238.jpg
«Carga tributária» na perspectiva de um artista do Brasil

Em termos relativos esta actual maioria parlamentar (PSD+CDS) aprova poucas mas mais propostas do PCP do que do PS, principalmente logo a seguir ao trabalho sujo dos stalinistas de derrube do anterior Governo.

No caso do Orçamento do Estado ficaram mais uma vez patentes as limitações da actual concretização real da Democracia Representativa formal.

O PS não viu aprovadas as suas propostas de alteração ao Orçamento de Estado e votou contra. Vejamos quais foram:

«O PS propõe que, para o IMI de 2014, a renovação da cláusula de salvaguarda impeça acréscimos incomportáveis de impostos para as famílias já muito sobrecarregadas.
O PS propõe ainda que seja prolongado em seis meses o Subsídio Social de Desemprego aos desempregados com menos recursos, precisamente depois de terminar a última prestação disponível para os beneficiários do sistema de proteção social no desemprego.
Para a melhoria da situação económica e favorecimento da manutenção de postos de trabalho, o PS propõe mecanismos de pagamento das dívidas do Estado às micro e pequenas empresas, cerca de 3.000 milhões de Euros, que não param de aumentar.
O PS propõe também que seja reduzido o IVA da restauração, que nunca devia ter subido, pois tal decisão causou milhares de falências e de desempregados.
O PS propõe a redução para metade do IRC para os lucros pelo menos até 12.500 Euros.
A prioridade do PS são as pequenas empresas e não as grandes empresas dos setores não-transacionáveis.
O PS mantém ainda a sua prioridade à educação e ciência, propondo regras mais justas para a qualificação dos quadros docentes das universidades, sem acréscimo de despesa, mas também que seja corrigido o erro na elaboração do OE2014, que prejudicou indevidamente as dotações orçamentais de universidades e politécnicos em cerca de 40 milhões de Euros.
O PS mantém-se fiel ao compromisso de fazer propostas neutras do ponto de vista orçamental. Por isso, retomamos as nossas propostas de eliminação das isenções em IMI e IMT dos Fundos de Investimento Imobiliário, a alteração do regime de dupla tributação das SGPS, que tem poupado milhões de Euros aos grupos económicos, e ainda a taxa sobre as PPP, proposta que a maioria rejeitou no ano transato, invocando uma renegociação que afinal se conclui que aumentou em 19% os encargos para o Estado das PPP no período 2014-2018. O PS volta a propor a salvaguarda do interesse estratégico nacional
nos processos de privatizações, repetidamente ignorada pelo Governo.» http://www.ps.pt/images/imprensa/comunicados_ps/infog_propostas_PS_alteracao_OE2014.pdf

Apesar de não prever a eliminação de brutalidades cometidas ao nível da tributação (IRS) em 2013, nomeadamente a sobretaxa, o PS apresentou propostas muito pertinentes, nomeadamente ao nível de uma taxa de 12,5% para os primeiros 12.500 euros de resultados tributáveis, que favorecem as micro, pequenas e médias empresas, aqui entramos no debate da reforma do IRC.

O canal de comunicação do governo liderado pelo PSD, o «Expresso», refere na sua edição de 30-11-2013, num trabalho de Filipe Santos Costa e Cristina Figueiredo: «A tentativa de aproximação para conseguir o aval do PS já fez com que outra ideia dos socialistas (o incentivo fiscal aos lucros retidos e reinvestidos pelas PME) já tenha sido incorporada pelo Governo na sua proposta.
(...) o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (...) insiste (...) "Reafirmo que o regime simplificado proposto pelo Governo (abrangendo potencialmente mais de 330 mil empresas, cerca de 74% do tecido empresarial), permitirá às pequenas empresas pagar menos impostos que pagariam com propostas de taxas reduzidas. (...) Comparando as duas propostas, no caso de uma empresa que venda mercadorias com um volume de negócios de 100.000€ e um lucro tributável de 10.000€, a proposta do PS estabelece uma tributação efectiva de 12,5%; a proposta do Governo prevê uma tributação efectiva de 9,5% (...)." E aponta outras vantagens (...): "simplificação geral das obrigações declarativas e respectiva redução de custos de contexto, dispensa do Pagamento Especial por Conta e dispensa das tributações autónomas relacionadas com a actividade da empresa. (...) A proposta do PS beneficia igualmente todas as empresas, pequenas, médias e grandes, já que não é feita nenhuma distinção por volume de negócios, enquanto que o regime simplificado proposto pelo Governo está exclusivamente direccionado para as pequenas empresas (volume de negócios até 200 mil euros)."»

É este tipo de deturpação que não é admissível num Governo de Portugal! Vejamos o que nos diz a definição de micro, pequena, média e grande empresa adoptada pela Comissão Europeia na sua Recomendação de 6 de Maio de 2003: «a http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2003:124:0036:0041:PT:PDF
«1. A categoria das micro, pequenas e médias empresas (PME) é constituída por empresas que empregam menos de 250 pessoas e cujo volume de negócios anual não excede 50 milhões de euros ou cujo balanço total anual não excede 43 milhões de euros.
2. Na categoria das PME, uma pequena empresa é definida como uma empresa que emprega menos de 50 pessoas e cujo volume de negócios anual ou balanço total anual não excede 10 milhões de euros.
3. Na categoria das PME, uma microempresa é definida como uma empresa que emprega menos de 10 pessoas e cujo volume de negócios anual ou balanço total anual não excede 2 milhões de euros.» 

Portanto, para todas as médias e pequenas empresas, como também para um segmento importante de microempresas (entre 200 mil euros e 2 milhões de euros), as vantagens que o Governo alega não se verificam. E mais, mesmo as nano empresas terão que pagar imposto sobre o rendimento sem que exista esse rendimento! A proposta do PS é muito mais vantajosa para a generalidade das empresas e para a Nação!!! Na minha opinião, negócios que constituem autênticos auto empregos, deveriam ser protegidos para os desempregados e os empresários que ficaram com as suas empresas insolventes possam continuar a criar Valor para as suas Famílias! Os Pagamentos por Conta e Especiais por Conta deveriam ser eliminados!

PAZ E GUERRA VIII - PAX ET BELLI VIII - PEACE AND WAR VIII

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http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/83/Bishapour_1.jpg/800px-Bishapour_1.jpg
Iranian woman representation in a Perso-Roman floor mosaic detail from the palace of Shapur I (Bishapur, Iran)
File:ForcedHijabDemnPostRev123.jpghttp://archives.religionnews.com/images/uploads/blogs/omid-safi/iran_future_0626.jpg
Women demonstrations to support freedom in Iran along History

Good news coming from the relationship between United States of America and Iran by an interim agreament related to nuclear threat (Russia, China, United Kingdom, France and Germany are linked too). The reaction of prime minister of Israel that called the agreement «an historical mistake» seems a good signal of the fall of an influence of politicians of Israel to brutal mistakes in Middle East commited by Bush leadership.

«Iran welcomes nuclear deal which Israel calls 'mistake'» 26 Noovember 2013 (http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-25083875):
«(...)
  •  Iran will stop enriching uranium beyond 5%, and "neutralise" its stockpile of uranium enriched beyond this point
  • Iran will give greater access to inspectors including daily access at the Natanz and Fordo nuclear sites
  • There will be no further development of the Arak plant which it is believed could produce plutonium
  • In return, there will be no new nuclear-related sanctions for six months if Iran sticks by the accord
  • Iran will also receive sanctions relief worth about $7bn (£4.3bn) on sectors including precious metals.»    

GERMÂNIA IX - GERMANIA IX - GERMANY IX

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Nicola Leibinger-Kammüller (Trumpf)
http://cdn1.spiegel.de/images/image-181590-galleryV9-ntlc.jpg
Christine Hohmann-Dennhardt (Daimler)

November 28, 2013, CDU, CSU and SPD had agreed a coalition for a Government included a statutory gender quota of 30% for women in open positions on company supervisory boards (beginning in 2016). Men react about the intrusion into corporate freedom that would impair competitiveness because follow them there are not enough qualified women.
Die Spiegel talk about an actual quota of 17.4 percent of supervisory boards and 6.1 percent of management boards in 160 most important companies (http://www.spiegel.de/international/business/gender-quota-preparations-at-top-german-companies-a-935505.html).

http://cdn3.spiegel.de/images/image-573076-breitwandaufmacher-retv.jpg
SPD, CDU and CSU leaders

Other questions of the agreement are opened like the increase of the Available Revenue in Germany by minimum wages (8,5 € / hour for about 6 millions workers with begining in 2015) and the increase of public expenses (22.000 M€) with priorities like education, research and development and infrastructures, a potencial increase of Domestic Market, without increase of taxes and debt (fall of SPD proposal of taxation over the more rich persons).
http://www.dw.de/image/0,,346259_4,00.jpg

http://jobs.jnj.com/sites/johnsonandjohnson/images/sp-research-img.pnghttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/83/Cityscape_Berlin.jpg/800px-Cityscape_Berlin.jpg
Education (http://www.dw.de/image/0,,346259_4,00.jpg), Research and Development (http://jobs.jnj.com/sites/johnsonandjohnson/images/sp-research-img.png
) and Infrastructures in Germany (Berlin by Thomas Wolf - http://foto-tw.de/detail/ (Wikipedia) - http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)

Priority to «Energiewwende», renewable energies, means a goal of energetic share between 55% and 60% in 2030, with the confirmation of the close of nuclear energy centrals until 2022, a very good option for Germany and Europe!
File:Alternative Energies.jpg
Alternative energies in a photo by Jürgen from Sandesneben, Germany (http://en.wikipedia.org/wiki/File:Alternative_Energies.jpg, http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en, http://www.flickr.com/photos/79432516@N00)

But what will be the vision about Europe, expressed in the agreement: a «Strong Europe» with «Germany’s responsibility for Europe» limited with a limited diagnosis linked to fiscal laxity and a lack of competitiveness and therapeutic linked to «structural reforms for more competitiveness and strict sustainable fiscal consolidation», the same and bad strategy of the past ... with a social democratic nuance of «socially balanced investments in growth and employment», balancing market freedom with social rights.
More economic and fiscal policy coordination still under the continued austerity rule of budgetary consolidation and stability and growth pact. 
About monetary policy German ortodoxy rules ... 
We will wait for more information and for SPD members reaction and validation of the agreement.

sábado, 30 de novembro de 2013

DEFENDER A NAÇÃO E O MUNDO - NATIO ET MUNDUS DEFENDUNT - DEFEND THE NATION AND THE WORLD

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«Paz e Amor» http://pensamentosversusmomentos.blogspot.pt/2010/12/paz-e-amor.html

ANA, ANA, como é que fostes vendida?
Tua missão nacional perdida
Sem que a Nação fosse atendida
Alienação por poucos decidida

Monopólio numa localização
Pode aumentar rendas até mais não?
De facto, na realidade tem um senão
De Madrid para Barcelona é uma lição

Tanto foi o fluxo de pessoas transferido
Pode estar o trabalho de décadas comprometido?
Que deu a Lisboa um destino com sentido
Pode muito ser perdido?

Há que ter cuidado
Com os milhões que entraram
E depressa se estafaram
Sem uma reforma do Estado se perdaram

O ex-ministro Amaral
Ao seu País Portugal
Já tinha feito muito mal
Infraestruturas mal feitas afinal

Daí saltou para a representação
Da empresa que controla as pontes
Sendo construturas as suas fontes
E o grupo que ganhou a negociação

Que parece Lisboa parasitar
Sobre a a água e sobre o ar
Que elite de ligações indecentes
Que atira tantos pesos sobre inocentes

E tantas regalias sobre os afortunados
Desde há muitos séculos passados
Com os interesses nacionais coitados
A serem completamente desprezados

Qual é a alternativa?
Aprofundar a Democracia
Mudar o sistema de decisão
Para defender a Nação!


Impressionante a desvalorização do Partido Socialista como alternativa vinda de socialistas ...

«Em relação ao Partido Socialista, que é um tema a que eu não vou fugir, eu acho que o Partido Socialista não é neste momento ainda a alternativa que pudesse motivar uma alteração radical do panorama político português (...) o problema não está só na questão do Partido Socialista ter que formular a sua alternativa e tem que a formular, designadamente apresentando as suas próprias ideias sobre a reforma do Estado e como é que é possível fazer um ajustamento das finanças públicas (...) mas há um problema político no nosso sistema partidário, nós historicamente sabemos que há uma bipolarização imperfeita em Portugal, as coligações à direita são mais fáceis do que as coligações à esquerda. (...)
Não há democracia sem partidos, não há cá soluções de democracia directa, nem de voto electrónico on line que resolvam os problemas da democracia representativa» António Vitorino (28-11-2013, entrevista TSF)

Isabel Moreira e Mário Soares na apresentação do seu livro «A Esperança é Necessária».

«Quem hoje manda são os mercados usurários (...) Estamos a caminho de uma segunda ditadura (...) A situação do país é insustentável (...). A própria troika, quando quer por força que o Partido Socialista entre, é para evitar, é para que haja alguém responsável que modere as coisas, mas não há. (...) se o PS fosse um bocadinho mais activo, tinha 90 por cento com certeza»

«Sou um grande fã do Papa, não por o ter copiado, ele disse que isto vai resultar numa grande violência dois dias depois de eu dizer (...) Disse isso na Aula Magna, disseram que estava a impor uma explosão, que queria que o povo português entrasse em luta, que eu estava a querer a violência (...) Claro que ele já tinha pensado e escrito antes, quando me chamavam malandro e diziam que tinha apelado à violência (....)

Mário Soares (27-11-2013)

«O Presidente e o Governo devem demitir-se (...) enquanto podem ir ainda para as suas casas e por seu pé, caso contrário serão responsáveis pela onda de violência que aí virá e necessariamente os vai atingir. (...) Estamos, por muito que me custe dizer isso, a caminho de uma nova ditadura. É preciso ter a consciência que a violência está à porta (...) ora é isso que é necessário evitar.» Mário Soares (Aula Magna, 21-11-2013)

«(...) os desrespeitos vão-se multiplicar, porque quando a situação é tão complexa e se agrava todos os dias, isto não tem remédio senão com alguma violência (...) eu espero que não, que não degenere em violência, mas não me espantaria se degenerasse». António de Almeida Santos (Aula Magna, 21-11-2013)

«(...) a violência é legítima para pôr cobro à violência» Helena Roseta (Aula Magna, 21-11-2013)

Portugal é há muito tempo um dos países com menor violência no Mundo por mérito das Portuguesas e dos Portugueses que há muito tempo suportam as leviandades que as elites (autocráticas ou democráticas) na gestão de Portugal, lançando os pesos das suas políticas sobre as Pessoas. Vem agora esta esquerda caduca falar em violência quando estão ameaçadas as bases que ajudaram a ergueram de um monstro estatal que compromete o próprio «Estado Social»? O que fizeram antes para o evitar? Agravaram antes a situação.

Não existe violência política em Portugal, existe sim a continuidade da péssima gestão que as elites têm feito no País, geradora de desvalorização da Nação. Falar de violência futura em Portugal é leviano e preverso é como lançar mais pressão sobre a forte pressão que tem sido continuamente lançada. Lutaram contra as fortes mexidas no IRS em 2013? Não! Lutam a favor da manutenção de despesas públicas insustentáveis protegidas pelo Tribunal Constitucional que usufrui das mesmas, um gigante mundo de pensões públicas atribuídas com base em dívida pública e sem ter sido criado valor para as justificar ao longo de décadas. Fizeram alguma reforma de fundo? Não. O sistema de pensões, com os recentes contributos dos fundos de pensões de instituições financeiras e de monopólios estatais entretanto privatizados, são um atentado à justiça e solidariedade intergeracional. Não se desperdiçam hoje dinheiros públicos, nomeadamente em remunerações de alguns empregados públicos e de prestadores de serviços ao Estado? Claro que sim, com responsabilidade deste Governo e dos anteriores. Essa esquerda para defender os seus valores deveria ter propostas muito concretas de reforma da Sociedade Política e do Estado. Não as tem. E boicotaram a possibilidade de se terem negociado as condições para haverem eleições antecipadas e se preparem caminhos mais saudáveis de relação com as condicionantes existentes criadas pela Sociedade Política e pelo Estado. A dívida privada pressiona os privados, que só são ajudados se forem instituições financeiras. A dívida pública também decorrente desse apoio às instituições financeiras tem caído pesadamente sobre as Famílias e as Empresas (os privados de protecção), e muito menos sobre as entidades públicas e seus empregados, que continuam a ser protegidos, nomeadamente na defesa do emprego público que em certos em casos, não tem qualquer sustentação e que está a vulneribilizar a maioria dos empregos públicos que têm mérito e são essenciais à Nação. É esta a ilusão, é este o erro que o Tribunal Constitucional, a Presidência da República, a Assembleia da República, o Governo e esta esquerda caduca têm alimentado. A Nação, todos nós pagam bem caro esta ilusão, com mais desvalorização, mais insolvências, mais desemprego do que aconteceriam se os caminhos de reforma profunda estivessem a ser realizados e não fossem ainda um guião, discussão, um grande vazio que é até agora e com o qual o Governo anda a queimar, a prejudicar e alimentar anticorpos sociais, misturando-se o justo com o injusto, o mérito com o demérito e não se realizando nada de saudável, porventura cortes cegos sem estratégia, sem orientação senão a de dar mais negócios e influências a certos interesses, sejam eles de lucro ou de «caridade» e «misericórdia».   

Mas então quais foram as palavras do novo Papa que tem encantado tantas pessoas com a sua postura diferente no seio do catolicismo, tão fomentador de violência e hipocrisia no passado? Alertamos a esquerda caduca para o facto de o Papa estar a falar para um Mundo que está cheio de violência política e social:

«Evangelii Gaudium» Jorge Mario Bergoglio - «Papa Francisco» (2013-11-26 Rádio Vaticana http://www.news.va/pt/news/primeira-exortacao-apostolica-de-papa-francisco-te)

«1. A ALEGRIA DO EVANGELHO enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. (...)

1. Alguns desafios do mundo actual

52. A humanidade vive, neste momento, uma viragem histórica, que podemos constatar nos progressos que se verificam em vários campos. São louváveis os sucessos que contribuem para o bem-estar das pessoas, por exemplo, no âmbito da saúde, da educação e da comunicação. Todavia não podemos esquecer que a maior parte dos homens e mulheres do nosso tempo vive o seu dia a dia precariamente, com funestas consequências. Aumentam algumas doenças. O medo e o desespero apoderam-se do coração de inúmeras pessoas, mesmo nos chamados países ricos. A alegria de viver frequentemente se desvanece; crescem a falta de respeito e a violência, a desigualdade social torna-se cada vez mais patente. É preciso lutar para viver, e muitas vezes viver com pouca dignidade. Esta mudança de época foi causada pelos enormes saltos qualitativos, quantitativos, velozes e acumulados que se verificam no progresso científico, nas inovações tecnológicas e nas suas rápidas aplicações em diversos âmbitos da natureza e da vida. Estamos na era do conhecimento e da informação, fonte de novas formas dum poder muitas vezes anónimo.
Não a uma economia da exclusão 53. Assim como o mandamento «não matar» põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer «não a uma economia da exclusão e da desigualdade social». Esta economia mata. Não é possível que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o facto de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em consequência desta situação, grandes massas da população vêem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem saída. O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora. Assim teve início a cultura do «descartável», que aliás chega a ser promovida. Já não se trata simplesmente do fenómeno de exploração e opressão, mas duma realidade nova: com a exclusão, fere-se, na própria raiz, a pertença à sociedade onde se vive, pois quem vive nas favelas, na periferia ou sem poder já não está nela, mas fora. Os excluídos não são «explorados», mas resíduos, «sobras».
54. Neste contexto, alguns defendem ainda as teorias da «recaída favorável» que pressupõem que todo o crescimento económico, favorecido pelo livre mercado, consegue por si mesmo produzir maior equidade e inclusão social no mundo. Esta opinião, que nunca foi confirmada pelos factos, exprime uma confiança vaga e ingénua na bondade daqueles que detêm o poder económico e nos mecanismos sacralizados do sistema económico reinante. Entretanto, os excluídos continuam a esperar. Para se poder apoiar um estilo de vida que exclui os outros ou mesmo entusiasmar-se com este ideal egoísta, desenvolveu-se uma globalização da indiferença. Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe. A cultura do bem-estar anestesia-nos, a ponto de perdermos a serenidade se o mercado oferece algo que ainda não compramos, enquanto todas estas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espectáculo que não nos incomoda de forma alguma.
Não à nova idolatria do dinheiro
55. Uma das causas desta situação está na relação estabelecida com o dinheiro, porque aceitamos pacificamente o seu domínio sobre nós e as nossas sociedades. A crise financeira que atravessamos faz-nos esquecer que, na sua origem, há uma crise antropológica profunda: a negação da primazia do ser humano. Criámos novos ídolos. A adoração do antigo bezerro de ouro (cf. Ex 32, 1-35) encontrou uma nova e cruel versão no fetichismo do dinheiro e na ditadura duma economia sem rosto e sem um objectivo verdadeiramente humano. A crise mundial, que investe as finanças e a economia, põe a descoberto os seus próprios desequilíbrios e sobretudo a grave carência duma orientação antropológica que reduz o ser humano apenas a uma das suas necessidades: o consumo.
56. Enquanto os lucros de poucos crescem exponencialmente, os da maioria situam-se cada vez mais longe do bem-estar daquela minoria feliz. Tal desequilíbrio provém de ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira. Por isso, negam o direito de controle dos Estados, encarregados de velar pela tutela do bem comum. Instaura-se uma nova tirania invisível, às vezes virtual, que impõe, de forma unilateral e implacável, as suas leis e as suas regras. Além disso, a dívida e os respectivos juros afastam os países das possibilidades viáveis da sua economia, e os cidadãos do seu real poder de compra. A tudo isto vem juntar-se uma corrupção ramificada e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais. A ambição do poder e do ter não conhece limites. Neste sistema que tende a fagocitar tudo para aumentar os benefícios, qualquer realidade que seja frágil, como o meio ambiente, fica indefesa face aos interesses do mercado divinizado, transformados em regra absoluta.
Não a um dinheiro que governa em vez de servir
57. Por detrás desta atitude, escondem-se a rejeição da ética e a recusa de Deus. Para a ética, olha-se habitualmente com um certo desprezo sarcástico; é considerada contraproducente, demasiado humana, porque relativiza o dinheiro e o poder. É sentida como uma ameaça, porque condena a manipulação e degradação da pessoa. Em última instância, a ética leva a Deus que espera uma resposta comprometida que está fora das categorias do mercado. Para estas, se absolutizadas, Deus é incontrolável, não manipulável e até mesmo perigoso, na medida em que chama o ser humano à sua plena realização e à independência de qualquer tipo de escravidão. A ética – uma ética não ideologizada – permite criar um equilíbrio e uma ordem social mais humana. Neste sentido, animo os peritos financeiros e os governantes dos vários países a considerarem as palavras dum sábio da antiguidade: «Não fazer os pobres participar dos seus próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida. Não são nossos, mas deles, os bens que aferrolhamos».
58. Uma reforma financeira que tivesse em conta a ética exigiria uma vigorosa mudança de atitudes por parte dos dirigentes políticos, a quem exorto a enfrentar este desafio com determinação e clarividência, sem esquecer naturalmente a especificidade de cada contexto. O dinheiro deve servir, e não governar! O Papa ama a todos, ricos e pobres, mas tem a obrigação, em nome de Cristo, de lembrar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promovê-los. Exorto-vos a uma solidariedade desinteressada e a um regresso da economia e das finanças a uma ética propícia ao ser humano.
Não à desigualdade social que gera violência
59. Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. Mas, enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível desarreigar a violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou mais tarde, há-de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona na periferia uma parte de si mesma, não há programas políticos, nem forças da ordem ou serviços secretos que possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reacção violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e económico é injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por mais sólido que pareça. Se cada acção tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas duma sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado «fim da história», já que as condições dum desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente implantadas e realizadas.
60. Os mecanismos da economia actual promovem uma exacerbação do consumo, mas sabe-se que o consumismo desenfreado, aliado à desigualdade social, é duplamente daninho para o tecido social. Assim, mais cedo ou mais tarde, a desigualdade social gera uma violência que as corridas armamentistas não resolvem nem poderão resolver jamais. Servem apenas para tentar enganar aqueles que reclamam maior segurança, como se hoje não se soubesse que as armas e a repressão violenta, mais do que dar solução, criam novos e piores conflitos. Alguns comprazem-se simplesmente em culpar, dos próprios males, os pobres e os países pobres, com generalizações indevidas, e pretendem encontrar a solução numa «educação» que os tranquilize e transforme em seres domesticados e inofensivos. Isto torna-se ainda mais irritante, quando os excluídos vêem crescer este câncer social que é a corrupção profundamente radicada em muitos países – nos seus Governos, empresários e instituições – seja qual for a ideologia política dos governantes.»

domingo, 24 de novembro de 2013

VIOLÊNCIA - VIOLENCIA - VIOLENCE


APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) poster

The violence by many ways
Demand our prays
For the Love defend
The Wo(men) as a Friend

For the Sister Peace win by her joy
Her place in our heart
For the Happiness exist in Earth
And the wonderful Wo(men) real enjoy




Triste expressão de uma esquerda arcaica
O encontro da Aula Magna foi deprimente
Na sua maioria se afirma muito laica
Falou de violência levianamente

Uns não para a defender, mas para a justificar
Outros para em última instância a legitimar
Como se fossem inocentes
Das repetições indecentes

Violência tirana e fanática
Quando o seu fogo alastra destruidor
Causa uma intolerável e enorme dor
E só se apaga com a praxis democrática

Formados na autocracia
Não defendem a realmente a democracia
O seu dever ser
Vai mais longe do que o seu ser

Vivemos a Democracia da arte e manha de representar
Que quiseram claramente afirmar e delimitar
Para melhor a controlar
E agora a querem derrubar?

No seu espírito agita-se a confusão
De uma nova e perigosa revolução
Quando o caminho passa por a reformar
Para que representar rime com participar

Desde 2010, desde a sua génese
Nos opusemos à sua tese
O problema era apenas o governo derrubar
Para aos credores Portugal entregar

Essas forças minoritárias ligaram-se a minorias autocráticas
E assaltaram o cobiçado poder
Sem qualquer capacidade para o exercer
Cheios de aculturações económicas fanáticas

Mas a questão profunda do Estado parasitado e parasita existe
E a nova posição permitiu que a mesma ainda subsiste
São tantos os interesses instalados
Nos espaços públicos tão viciados

O que se passa em Portugal é legal
Não é na minha opinião moral
Mas a sua transformação é cultural
Dentro do actual quadro constitucional

O pior que pode acontecer
Depois do colapso da coligação não suceder
É em 2015 pelas eleições legislativas
As pessoas votarem em alternativas

Mas se o sistema se mantiver
Tudo pode de novo acontecer
Num novo ciclo de poder
A verdadeira representação não suceder

Por isso mais que afirmarem negatividades
Deveriam contribuir para as verdades
De aproximar representantes e representados
Deveriam ser esses os seus cuidados

Para uma Democracia mais madura
Com maior controlo de delegação e mais segura
Para que a Sociedade Política passe a ser
Um orgulho para as Pessoas da Nação que é preciso defender




CARGA FISCAL - TRIBUTUM ONERIBUS - FISCAL BURDEN

Tão brutal a carga fiscal
De uma forma tão desigual
Que se abateu sobre Portugal
O governo continua muito mal

Com uma acção sobre a despesa supérflua muito insuficiente
Não foi ainda sobre ela a carga do PSD, que falseia e mente
Foi sobre a receita essencialmente
Sobre as Famílias e Empresas, brutalmente

«Existe abundância de evidências que demonstram, à saciedade, que níveis elevados de despesa pública e da consequente carga fiscal potenciam, não o desenvolvimento,
mas o decréscimo do produto, o desemprego e a crise económica. Ao contrário, uma fiscalidade adequada constitui um elemento fundamental de captação do investimento, criação de emprego, desenvolvimento e estabilidade social. (...) O estabelecimento de um nível máximo de tributação terá impacto relevante no nível de despesa pública admissível. Contudo, a sua implementação poderá, no médio prazo, permitir até uma arrecadação maior de impostos, por via do estímulo conferido
à actividade económica. (...)

(...) Reduzir o peso do Estado para o limite das possibilidades financeiras do País e com vista a um melhor Estado.
O Governo do PSD executará, durante a próxima legislatura (2011-2015), um modelo de consolidação orçamental centrado na redução da despesa (...)» Programa Eleitoral do PSD 2011


«Tenho o maior gosto em discutir erros, mas apresentar uma lista de erros seria demasiado demorado. Deixe-me apontar-
lhe apenas um que parece importante. O erro de que falo é
que pensei que se poderia dar prioridade à consolidação orçamental e à estab
ilização financeira sem uma transformação estrutural profunda das administrações públicas. Neste momento, é claro que um esforço muito mais concentrado, desde o primeiro dia, na transformação das administrações públicas teria sido mais apropriado» Vítor Gaspar, Ministro de Estado e das Finanças Junho de 2013 (2 anos depois das eleições legislativas)


«(...) o incumprimento dos limites originais do programa para o défice e para a dívida, em 2012 e 2013, foi determinado por uma queda muito substancial da procura interna e por uma alteração da sua composição que provocaram uma forte quebra das receitas tributárias. A repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto ministro das finanças.» Vítor Gaspar, 1-7-2013, carta de demissão entregue ao primeiro-ministro

«Isto é um guião da reforma do Estado, como terão oportunidade de verificar, citando tudo aquilo que obviamente também começou a ser feito desde o início deste Governo, que tem sido muito, que têm sido reformas bastante profundas» Luís Marques Guedes, Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, 30-10-2013

Um dia depois ... a despesa pública «corrente» atingia em 31-10-2013, 58.423 milhões de euros, +3,7% em relação a 31-10-2012  (previsão do último orçamento rectificativo para 2013: 73.684), com os juros da dívida pública a diminuírem (-2,9%).

Os impostos directos (IRS, IRC, ...) aumentaram 20,5% (brutal carga fiscal sobre as Famílias e Empresas) para 13.196 (+2.241), os impostos indirectos diminuíram para 16.060 (-4%), as receitas públicas «correntes» aumentaram para 52.540 (+3.629, +7,4%).

O saldo «corrente foi de -5.882 milhões de euros (-1.546).

http://www.dgo.pt/execucaoorcamental/Paginas/Sintese-da-Execucao-Orcamental-Mensal.aspx?Ano=2013&Mes=Novembro

A HISTÓRIA DE PORTUGAL ESTÁ MUITO ATENTA!

sábado, 23 de novembro de 2013

ESQUERDA DO DEVER SER DEMOCRÁTICO E DO SER AUTORITÁRIO - LEFT OF THE DEMOCRATIC MUST BE AND OF THE AUTHORITARIAN TO BE

http://www.ecgassociation.eu/portals/0/Images/EU%20Affairs/Acrobat.png
Left and right in European Parlamient (http://www.ecgassociation.eu/portals/0/Images/EU%20Affairs/Acrobat.png)

O infante e regente Pedro, sua filha rainha Isabel e o seu neto o rei João II manifestam as últimas tentativas de impedir que prevaleçam em Portugal os interesses de poucos sobre os interesses da Nação, que vão ter campo aberto com o rei Manuel I e a entrada da inquisição. Essa esquerda da Aula Magna é conservadora de certos interesses instalados que absorve Valor Criado pela Nação por via do Estado. A utilização do conceito de violência manifesta bem as suas origens no Estado Novo, tendo um ser autoritário e um dever ser "democrático".

O que Portugal necessita é de uma profunda transformação da cultural política, da relação entre a sociedade política e a sociedade civil, com representação e participação democráticas verdadeiras, para que se defenda e apoie a criação de Valor no País e no Mundo. Para isso são necessárias as pessoas das direitas e esquerdas mais universalistas, que consigam realizar uma profunda reforma da sociedade política e do estado, que ponha em causa os interesses mesquinhos e insustentáveis que parasitam a nobre Nação, que tudo tem aguentado.

A alternativa a este péssimo, desleal e incompetente governo está numa ligação entre o melhor que está na sociedade civil e na sociedade política (CDS, PSD e PS), mas deveria acabar um sistema de representação baseado apenas nos momentos de eleição dos representantes na AR que têm representado cheques em branco intoleravelmente preenchidos com milhares de milhões de euros (antes eram em contos de réis) ...

A questão é cultural e profunda, mas poderíamos todos contribuir para uma mudança do sistema político. A democracia representativa deve ser aprofundada e também ter mais dimensões participativas. A delegação do poder político de muitos em poucos pode ser muito melhorada e poderão haver instâncias de controlo dos compromissos eleitorais. O que se tem passado com esta legislatura é mais uma vez, escandaloso, a maioria das Pessoas que votaram na «maioria» de representantes, não votaram nisto que é um misto de incompetência, arrogância e de falta de ética, quase sem controlo. Por exemplo, poderemos votar em candidatos de vários partidos e movimentos, em vez de votar na lista determinada de um partido e os representantes poderem responsabilizar os representados, sendo o referendo um dos meios de controlo de decisões fundamentais. Com isto retira-se poder aos partidos representantes e transfere-se mais poder aos representados entre eleições, para evitar péssimas decisões e desperdícios de dinheiros públicos e empolamento de dívidas públicas: as decisões sobre privatizações / nacionalizações (BPN), PPP, Madeira, empresas municipais, ...regulações de oligopólios e cartéis, tinham e têm que ter outros meios de controlo. Muitas questões estão por realizar, o potencial é imenso! A cultura de investir na campanha, captar votos, ganhar as eleições com maioria de representantes amestrados, realizar os jogos de soma negativa à vontade e depois ser avaliado, se tudo correr bem após 4 anos, não deveria acontecer mais, mas nada se fez para o evitar e para se poder cair num novo ciclo vicioso, porque os muitos estão dispersos e os poucos estão concentrados e muitos dos poucos não estão interessados em mudar o sistema. A opção pela brutal tributação que prejudica a criação de valor em vez da profunda reforma da acção pública que beneficiasse essa criação foi um dos «erros» sem qualquer legitimidade democrática, contrária aos compromissos eleitorais, que não teve controlo.

António Costa referiu-se do seguinte modo ao evento da Aula Magna:  «um pouco perplexo (...) especial autoridade (...) em condições normais o dr. Mário Soares não teria que se tirar dos seus cuidados para estar na liderança e mobilização de uma iniciativa deste tipo (...). O facto de o fazer representa também um grande vazio de iniciativa política, porventura designadamente por parte do Partido Socialista».

Não gosto deste pavão
Sem mérito e tanta ambição
Sempre pronto para a traição
Não traz nada de novo não

Gosto mais de boas pessoas como António José Seguro, apesar das suas limitações ...























Mas existem ainda mais esquerdas como a que se expressa nas palavras da historiadora Raquel Varela da Universidade Nova de Lisboa (http://5dias.wordpress.com/2013/11/22/25-de-novembro-a-22/):
«Ontem tivemos que assistir ao triste espectáculo da esquerda parlamentar levantar-se a aplaudir alguns dos responsáveis directos, com funções governativas de topo, do estado a que chegámos. Foi uma espécie de simbólico 25 de Novembro, realizado a 22, com os que o fizeram em 1975 e com os que não lhe resistiram. A ausência de criação de quadros à esquerda até se reflecte na idade – os líderes desta imensa frente patriótica têm em média 70 anos ou mais. Não é pela idade (tantas vezes fonte de confiança e sabedoria e também por isso devemos-lhe respeito). É porque ela reflecte uma juventude ausente e sobretudo que continuamos a ter as mesmas velhas soluções para uma história que é totalmente nova.
Quem não quer atravessar pontes, apoiado na força incontrolável das populações, tem um fantasma educado, ou seja, a saída eleitoral e o TC, para que a burguesia portuguesa mais ligada ao consumo interno recupere capacidade de voltar a acumular capital. Este medir de forças entre a burguesia, aplaudido entusiasticamente pela esquerda parlamentar – ao abrigo da ideia de «frentes populares, patrióticas» – mostra como os trabalhadores estão totalmente órfãos de partido ou organização, programa ou ideias. Dir-me-ão que o problema é que o povo é brando, fraco, e que a esquerda faz o que pode – ainda bem que na mesma hora, ali para os lados do Parlamento, se via em directo um cheirinho do 25 de abril (e saberemos em breve certamente que apoio das direcções sindicais teve aquela invasão ou se ela foi provocada pelos manifestantes). É sempre chato levar os manifestantes para a rua e depois ver que eles invadem as escadarias do Parlamento, ou levá-los para a Ponte forçando a (i)legalidade do Governo. É sempre mais seguro deixá-los a ver a Aula Magna em directo.

Se os trabalhadores portugueses confiarem neste imenso bluff temos então, aí sim, razões para emigrar e desistir. Tenho dúvidas que este cenário pessimista avance, mas ele é possível. É verdade que os trabalhadores não sabem que na Aula Magna não se está a discutir o salário ou a reforma deles mas está-se a disputar os capitais retirados ao trabalho, um gigante combate sobre se o salário deve ir para a dívida pública ou para isenções ficais a empresas «produtivas» que «criam emprego» a 432 euros líquidos. Continuo a acreditar porém no sentido prático de quem vive do trabalho. E que sem perceber nada sobre acumulação de capital, e o combate de morte que se trava entre o sector da burguesia mais ligado às exportações e o outro mais dependente do consumo interno, sabe, como provavelmente aqueles polícias, que com o que ganha não consegue ir ao médico, alimentar decentemente os filhos, chegar ao fim do mês. Há, por razões objectivas (queda real da taxa de lucro o que impossibilita a aplicação de um programa social-democrata reformista clássico, vulgo, manutenção da exploração mediada, com direitos sociais), perspectivas optimistas, e tudo indica que o realismo se vai impor a este jogo de espelhos que é a aliança entre a burocracia enquistada no Estado e o Estado que gere esta distribuição cuidadosa de rendas e misérias.»

Mais ideias da mesma pessoa (http://www.ruadebaixo.com/raquel-varela-entrevista-14-08-2013.html):
“A história mostra, claramente, que a economia não é algo natural, e sim o resultado contraditório da cooperação entre os homens (...).
O pleno emprego só pode ser assegurado na repartição do trabalho, mais gente a trabalhar menos tempo. Aliás, o aumento da produtividade (mais produtos em menos tempo de trabalho, permitido pela utilização de máquinas) logicamente deveria conduzir a este resultado. Tal como nas nossas casas: pomos a roupa a lavar numa máquina para ficarmos com mais tempo livre (para o dedicarmos a coisas preciosas, como cuidar de nós e dos outros). O que impede que isto aconteça nas nossas vidas profissionais é que esta poupança de tempo reverte, sob a forma de lucros, para o capital. Ora o capitalista não investe para suprir necessidades sociais. Investe se acha que poderá obter uma taxa de lucro que ele considere apetecível. O aumento da produtividade significa que se pode fazer o necessário para a vida da sociedade em muito menos tempo. Se a sociedade trabalhasse para suprir as suas necessidades, isso significaria que todos nós precisaríamos de trabalhar menos. Mas com o capitalismo isso significa o quê? Mais desemprego. A precariedade e a insegurança não têm como objectivo tornar as pessoas mais eficazes no seu trabalho, mas baixar os salários e permitir despedi-las mais facilmente. (...)
 O trauma dos horrores estalinistas não me fez em nada acreditar que o capitalismo é o fim da história. Há história para além do gulag e de Guantánamo! Não há recuperação económica no moderno modo de produção capitalista sem barbárie social. E isso é independente de termos gestores mais ou menos corruptos.
Creio que estamos a viver uma crise de 29 adiada. Creio que esta crise não é uma crise financeira nem de subprime, mas uma crise cíclica que começa na produção industrial norte-americana e tem o seu sintoma mais evidente ao nível financeiro. Não confundo a pneumonia com a febre. A pneumonia é a contradição entre a produção para as necessidades e o lucro; a febre, o colapso bolsista que significa a desvalorização da propriedade, em virtude da deflação dos preços na produção. Vou dizê-lo sem diplomacia, quem não percebe a lei do valor enunciada n’ O Capital de Marx não percebe nada da sociedade onde vive. Pode tentar, mas nunca vai dizer nada que não seja superficial. E a prova disso é que 99% dos economistas acha que o dinheiro produz dinheiro. Falam como se as bolsas tivessem vida própria, e mesmo os críticos daquilo a que chama neoliberalismo acham que vivemos numa economia de casino. E a minha pergunta é: se vivemos numa economia dominada pelo sector financeiro, de casino, por que é que as ajudas financeiras não valem nada sem o salário das pessoas? O que aconteceu em 2008 foi uma ajuda maciça ao sector financeiro e 3 meses depois olharam para as populações e disseram: agora são vocês, com as vossas reformas e salários, a pagar! Porque o que provou esta crise é que a produção, o salário e o trabalho são determinantes, o resto, os títulos e as acções, sem isto, sem trabalho, são apenas papel.»

Karl Marx, com todo o seu valor, viveu no século XIX e só conseguiu entender limitadamente (limitou a uma fase histórica limitada), que para a satisfação de necessidades sociais, para a criação de valor a partir do trabalho socialmente necessário, no âmbito de uma profunda divisão social do trabalho, a liderança, o risco assumido, a rendibilidade, a criatividade empresarial dos empresários era decisiva para o futuro desenvolvimento das sociedades, de forma alguma o proletariado (que Marx acreditava ser a solução dialéctica, erradamente). Se o trabalho não for bem orientado e liderado não se transforma em valor, na satisfação de necessidades sociais históricas, que são uma contínua interacção entre os produtos e serviços propostos e os desejos e necessidades das pessoas, com a sempre difícil conciliação entre a capacidade de produzir e a capacidade de comprar, com os evidentes oportunismos, especulações, materialismos, egoísmos históricos, que existem e predominam ainda até que hajam profundas transformações culturais e civilizacionais nos seres humanos, que vão continuar a demorar séculos a se desenvolverem. As instituições financeiras extremamente mal geridas e mal reguladas são pró-cíclicas e empoladoras dos caminhos fáceis e não sustentados para a geração de não valor, que se manifesta nas crises. Voltaremos a estes temas para os quais Raquel Varela tem na minha perspectiva, uma visão redutora e preconceituada, protegida na sua esfera académica paga pela Nação através do Estado e não compreende o que são os empresários e o seu trabalho determinante, que cria valor directa e indirectamente por via do trabalho dos seus colaboradores. A distribuição desse valor tanto pode estar errada pelos empresários serem explorados por trabalhadores cheios de direitos e sem deveres como vice versa. A questão é cultural e evolutiva. Quem está a prejudicar as pessoas que trabalham e a sua desvalorização, não são os empresários é sim um Estado e uma Sociedade Política parasitas, cheios de interesses e direitos a ele agarrados antes e depois de 25 de Abril. All bourgeois but the who? O conceito de burguesia, na minha opinião, não faz qualquer sentido ser aplicado na actual realidade histórica. Voltarei a este interessante tema, que dialecticamente lhe agradeço, o Valor, que me apaixona desde os tempos da faculdade em que li o «Das Kapital», mas também os «Grundrisse» e que o tenho estudado toda a minha vida! Marx é mais interessante e ao mesmo tempo mais limitado de como a Raquel o vê, na minha opinião. Por exemplo, o grande amigo de Gramsci o economista italiano Piero Sraffa, deu contributos importantes de aprofundamento, sinalizados por Umberto Cerroni ...

Se a pessoa que se considera de esquerda quiser realizar os seus valores deverá compreender muito bem a realidade histórica e se compreender a si própria, com tanto dever ser desfasado do ser deveria começar por se transformar a si mesma antes de querer transformar o Mundo. E acima de tudo respeitar profundamente o outro e respeitar-se a si própria, ser verdadeiramente democrata e humanista até consigo própria!

Grande parte da esquerda e da direita (simplificação dualista) não entende profundamente o actual momento histórico, cegas pelos seus interesses. As políticas de direita e de esquerda oportunistas e incompetentes, com direitos e deveres desfasados da sua sustentação, comprometem os interesses de Portugal, dos seus empresários e trabalhadores. Seria fundamental transcender a direita e a esquerda e todos contribuirmos para a criação de valor no Mundo, com um Estado e uma Sociedade Política defensoras da Sociedade Civil e da Nação!