sábado, 20 de julho de 2013

ESPIRAL RECESSIVA - RECIPROCUS SPIRALEM - RECESSIVE SPIRAL

Espiral recessiva

A Ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque na Assembleia da República e a K7 do (des)governo (18-7-2013):
«A incerteza dos últimos dias coloca em risco o caminho já percorrido (...) conquistas (...) ténues (...)
Todos os dados recentes contradizem receios de espiral recessiva (...) é perante tais sinais que ponderamos desistir agora? [AUTISMO OU MÁ FÉ?]
Não é tempo de ceder a tentações ou fazer desvios. É tempo de assumir responsabilidades e assegurar o sucesso de Portugal (...) progresso efectivo no ajustamento abre caminho a novas negociações com os parceiros [QUANDO CAIRMOS NO ABISMO FLEXIBILIZA-SE]
A credibilidade e a confiança são activos preciosos que se podem perder muito rapidamente [COITADINHO DO GOVERNO E DO VÍTOR GASPAR, FOI NUM ÁPICE]
(...) há uma política de continuidade [PARA O ABISMO] porque há perseverança no esforço de ajustamento.
Os compromissos assumidos são para manter até que sejam negociados outros compromissos (...)»


Ministra das Finanças: que olhar tão triste, defensivo e severo com genes germânico-suevos?

PORTUGAL

Portugal tem que transcender a negatividade
Que o condiciona desde a aurora da modernidade
Nos tardios caminhos da Liberdade
A boa opção não é a percorrida facilidade
Mas muito menos a anterior e actual austeridade
Que muito prejudica a nossa valiosa identidade


O Y E A SUA INVERSÃO









NOS CAMINHOS QUE SE BIFURCAM
O ÍPSILON (Y), O I GREGO OS REPRESENTAM
NUM LABIRINTO QUE OS SUBSERVIENTES SUSTENTAM
A LIBERDADE DE OPÇÃO É AFUNILADA NA INVERSÃO
PARA UM ÚNICO CAMINHO PARA A «SALVAÇÃO»
UMA INTENSA DESVALORIZAÇÃO
EM VEZ DE UMA PROFUNDA VALORIZAÇÃO
DE MUITOS CAMINHOS POSSÍVEIS PARA A NAÇÃO
ASSIM SÓ PODERÁ HAVER UM ÚNICO, CADA VEZ MAIS RECESSÃO
EM CÍRCULOS VICIOSOS ATÉ AO FUNDO DA DEPRESSÃO
NUMA BRUTAL REGRESSÃO
NÃO SE CRIAM ALTERNATIVAS AO CRESCIMENTO COM IMPORTAÇÃO
PELO DESENVOLVIMENTO COM SUSTENTAÇÃO

NÃO ACORDEM NÃO DA VOSSA POSIÇÃO
E SÓ SE TRAVA O AUTISMO COM NOVA ELEIÇÃO
MESMO QUE A MESMA SEJA PARCIALMENTE UMA ILUSÃO
QUE NOS LEVE A OUTROS PROBLEMAS MAS EM EVOLUÇÃO

PORQUE ESTE CAMINHO ESTÁ CLARAMENTE COMPROMETIDO
NÃO TEM PARA TODAS E TODOS QUALQUER SENTIDO
PORQUE A PRAZO FICA TUDO PERDIDO

PELA VIA DO PEQUENO ANTÓNIO BORGES
VIMOS BEM A DEPENDÊNCIA DAS PARCAS SORTES
EXPRESSAS PELO GRANDE JORGE LUÍS BORGES

ElJardínDeSenderosQueSeBifurcan.jpg
Jorge Luís Borges «El Jardin de Senderos que se bifurcan» - 1941 (http://www.literatura.us/borges/jardin.html)

«(...) Sé que de todos los problemas, ninguno lo inquietó y lo trabajó como el abismal problema del tiempo. Ahora bien, ése es el único problema que no figura en las páginas del Jatdín. Ni siquiera usa la palabra que quiere decir tiempo. ¿Cómo se explica usted esa voluntaria omisión?
         Propuse varias soluciones; todas, insuficientes. Las discutimos; al fin, Stephen Albert me dijo:
         —En una adivinanza cuyo tema es el ajedrez ¿cuál es la única palabra prohibida?
         Refelxioné un momento y repuse:
         —La palabra ajedrez.
         —Precisamente -dijo Albert-, El jardín de los senderos que se bifurcan es una enorme adivinanza, o parábola, cuyo tema es el espacio; esa causa recóndita le prohíbe la mención de su nombre. Omitir siempre una palabra, recurrir a metáforas ineptas y a perífrasis evidentes, es quizá el modo más enfático de indicarla. Es el modo tortuoso que prefirió, en cadda uno de los meandros de su infatigable novela, el oblicuo Ts'ui Pên. He confrontado centenares de manuscritos, he corregido los errores que la negligencia de los copistas ha introducido, he conjeturado el plan de ese caos, he restablecido, he creído restablecer, el orden primordial, he traducido la obra entera: me consta que no emplea una sola vez la palabra tiempo. La explicación es obvia:El jardín de los senderos que se bifurcan es una imágen incompleta, pero no falsa, del universo tal como lo concebía Ts'ui Pên. A diferencia de Newton y de Schopenhauer, su antepasado no creía en un tiempo uniforme, absoluto. Creía en infinitas series de tiempos, en una red creciente y vertiginosa de tiempos divergentes, convergentes y paralelos. Esa trama de tiempos que se aproximan, se bifurcan, se cortan o que secularmente se ignoran, abarca todas la posibilidades. No existimos en la mayoría de esos tiempos; en algunos existe usted y no yo; en otros, yo, no usted; en otros, los dos. En éste, que un favorable azar me depara, usted ha llegado a mi casa; en otro, usted, al atravezar el jardín, me ha encontrado muerto; en otro, yo digo estas mismas palabras, pero soy un error, un fantasma.
         —En todos —articulé no sin un temblor— yo agradezco y venero su recreación del jardín de Ts'ui Pên.
         —No en todos -murmuró con una sonrisa-. El tiempo se bifurca perpetuamente hacia innumerables futuros. En uno de ellos soy su enemigo.
         Volví a sentir esa pululación de que hablé. Me pareció que el húmedo jardín que rodeaba la casa estaba saturado hasta lo infinito de invisbles personas. Esas personas eran Albert y yo, secretos, atareados y multiformes en otras dimensiones de tiempo. Alcé los ojos y la tenue pesadilla se disipó. En el amarillo y negro jardín había un solo hombre; pero ese hombre era fuerte como una estatua, pero ese hombre avanzaba por el sendero y era el capitán Richard Madden.
         —El porvenir ya existe —respondí—, pero yo soy su amigo. ¿Puedo examinar de nuevo la carta?
         Albert se levantó. Alto, abrió el cajón del alto escritorio; me dio por un momento la espalda. Yo había preparado el revólver. Disparé con sumo cuidado: Albert se desplomó sin una queja, inmediatamente. Yo juro que su muerte fue instantánea: una fulminación.
         Lo demás es irreal, insignificante. Madden irrumpió, me arrestó. He sido condenado a la horca. Abominablemente he vencido: he comunicado a Berlín el secreto nombre de la ciudad que deben atacar. Ayer la bombardearon; lo leí en los mismos periódicos que propusierona Inglaterra el enigma de que el sabio sinólogo Stephen Albert muriera asesinado por un desconocido, Yu Tsun. El Jefe ha descifrado ese enigma. Sabe que mi problema era indicar (a través del estrépito de la guerra) la ciudad que se llama Albert y que no hallé otro medio que matar a una persona con ese nombre. No sabe (nadie puede saber) mi innumerable contrición y cansancio.» 


Entretanto no dia 21-07-2013, o Presidente da República entre os caminhos que se bifurcavam de eleições ou de continuidade do Governo, optou por dar a oportunidade ao Primeiro Ministro para dar mais Passos de Coelho rumo ao abismo! Quando o Governo finalmente cessar funções, pelo menos em 2015, já não há nada a fazer: os vários futuros possíveis estarão comprometidos, mais condicionados em relação a este momento da decisão ...
A Comissão Europeia através do seu porta voz para os assuntos económico-financeiros afirmou em 22-07-2013: «Há um Governo em funções em Portugal que tem uma maioria parlamentar suficiente, vamos continuar a trabalhar com esse Governo».

Que profunda tristeza, após tantas faltas de respeito por Portugal, fica apenas o cheque em branco, quase rasgado por várias vezes, passado por uma minoria de Portuguese(a)s, a manter este Governo que não vive, sobrevive artificialmente, sem capacidade, sem honestidade, ... urge criar uma maior responsabilização em relação às propostas eleitorais
e à sua concretização. 

«ACORDO DE SALVAÇÃO NACIONAL»? II - «NATIONALIBUS SALUTEM CONCORDIAE»? II - «NATIONAL SALVATION AGREEMENT»? II


«Passos para o abismo» Antero (http://aventar.eu/2012/10/28/passos-para-o-abismo/)



DESACORDO DE «SALVAÇÃO NACIONAL»: deveríamos estar muito para além de liberais e keynesianos do «stop and go»!!!

A ênfase deveria ser na nossa opinião, o contributo do Estado para a Criação de Valor pelas Empresas e pelas Famílias e não a defesa de toda a função pública, com o seu emprego e reforma, empolados durante décadas pelo «Estado Novo» e por todos os partidos políticos.
A rectificação da brutal carga fiscal e do abuso de posição dominante por parte do Estado que exerce sobre as Empresas e Famílias é urgente.

Nesse sentido, o que vemos nas propostas do PS sobre estes temas é uma desilusão!

Em termos de reforma da sociedade política a ênfase no aprofundamento da Democracia nas suas dimensões participativas, foi focado o aspecto muito importante, da possibilidade de alargar as possibilidades de escolha por parte dos eleitores.

PENSAMOS QUE ERA FUNDAMENTAL HÁ MUITO TEMPO HAVER ACORDO SOBRE QUESTÕES FUNDAMENTAIS PARA DEFENDER A NAÇÃO, MAS QUE COLIDEM COM A ÓPTICA ENVIESADA DOS PARTIDOS POLÍTICOS: A PROFUNDA REFORMA DA SOCIEDADE POLÍTICA E DO ESTADO ORIENTADA PARA O APOIO À CRIAÇÃO DE VALOR POR PARTE DAS EMPRESAS E FAMÍLIAS, QUE PERMITA DESENVOLVER PORTUGAL E REALIZAR O POTENCIAL DAS SUAS VALIOSAS PESSOAS EM LIBERDADE E RESPONSABILIDADE NUMA CULTURA UNIVERSALISTA COM IDENTIDADE PRÓPRIA, LUSO-LATINA!

ISSO IMPLICAR ACABAR COM QUALQUER ABUSO DE POSIÇÃO DOMINANTE, NOMEADAMENTE DO ESTADO, DE OLIGOPÓLIOS, CARTÉIS, OLIGARQUIAS, COM JOGOS PREDOMINANTES DE SOMA NULA OU NEGATIVA!

A SOLUÇÃO ESTÁ MUITO PARA ALÉM DAS SIMPLIFICAÇÕES LIBERAIS E KEYNESIANAS!

Relativamente ao PSD é preocupante o seu autismo de nem sequer admitir o que admitiu Vítor Gaspar. A espiral recessiva está ínstalada e por este caminho será aprofundada.

Propostas de «Compromisso de Salvação Nacional»
por parte do PS:
http://www.ps.pt/images/imprensa/comunicados_ps/medidas_ps.pdf
por parte do PSD:
http://www.psd.pt/archive/doc/compromisso_psd.pdf

António José Seguro, líder do PS (19-7-2013):
«Boa tarde.
Durante esta semana batemo-nos para que:
Não houvesse mais cortes nas reformas e nas pensões
Não houvesse mais despedimentos na função pública
Não houvesse mais cortes salariais na função pública e não fosse aplicada a contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões
Durante esta semana batemo-nos para que o Governo parasse com as políticas de austeridade, em particular, para que o Governo não aplicasse os cortes de 4.700 milhões de euros.
Durante esta semana trabalhámos para o aumento do salário mínimo nacional e das pensões mais baixas; e para a extensão do subsídio social de desemprego.
Durante esta semana, trabalhámos pela diminuição do IVA da restauração (de 23% para 13%) e por uma redução progressiva do IRC.
Durante esta semana, lutámos pela criação de um programa de emergência para apoiar os 500.000 portugueses desempregados (sem qualquer rendimento), mobilizando fundos comunitários para qualificação e formação profissional.
Durante esta semana batemo-nos contra a privatização da TAP, das Águas de Portugal, da RTP e da CGD.
Durante esta semana trabalhámos pelo equilíbrio e sustentabilidade das contas públicas, através do estabelecimento de uma regra para a despesa pública, que consiste na estabilização da despesa corrente primária, em particular na despesa directamente relacionada com rendimentos.
Durante esta semana, tudo fizemos para introduzir sustentabilidade na gestão da dívida pública, através da renegociação das maturidades dos empréstimos concedidos por credores oficiais, o diferimento do pagamento dos juros e de uma posição forte de Portugal na defesa de uma solução global e europeia para o problema das dívidas soberanas dos países da zona euro. A parte da dívida soberana superior a 60% do PIB deve ser gerida ao nível europeu, assumindo cada país a responsabilidade pelo pagamento dos juros correspondentes.
Durante esta semana lutámos pelo apoio ao investimento público e privado, nomeadamente para que os fundos comunitários sejam prioritariamente dirigidos a incentivos reembolsáveis e a componente nacional dos fundos comunitários destinada ao investimento não conte para o défice.
Durante esta semana fizemos o que devíamos.
Estivemos a lutar por soluções realistas para os graves problemas dos portugueses, das famílias e das empresas.
Propusemos a estabilização da economia, nomeadamente pondo
• Fim às políticas de austeridade e estabelecendo uma política de rendimentos, através de um Acordo de Concertação Social Estratégica que envolvesse
1) Estabilização de médio prazo do quadro fiscal e das prestações sociais;
2) Evolução dos salários em torno dos ganhos de produtividade, da situação económica do País, da taxa de inflação e dos ganhos de competitividade relativa com outras economias;
3) Aumento do salário mínimo e das pensões mais reduzidas
4) Reposição dos níveis de proteção social assegurados pelo complemento social para idosos e pelo rendimento social de inserção;
5) Valorização da contratação coletiva, como quadro adequado para a promoção da melhoria da produtividade nos diferentes sectores.

Durante esta semana, defendemos o investimento público e privado, a diminuição de custos de contexto, incentivos fiscais ao investimento, a criação de um Fundo de Fomento, o financiamento às empresas e uma medida para salvar empresas economicamente viáveis, em dificuldades de tesouraria.
Mesmo assim o PSD e o CDS inviabilizaram um “compromisso de salvação nacional”.
Este processo demonstrou que estamos perante duas visões distintas e alternativas para o nosso país: manter a direcção para que aqueles que, como o PSD e o CDS, entendem que está tudo bem.
Ou dar um novo rumo a Portugal para aqueles que, como nós, consideram que os portugueses não aguentam mais sacrifícios e que esta política não está a dar os resultados pretendidos.
Que fique claro para todos os portugueses o que cada um defendeu. A nossa proposta está escrita, fundamentada e à disposição de todos os portugueses no site do PS.
Recordo que este diálogo surge na sequência de uma grave crise política aberta pelas demissões do ministro Vítor Gaspar e do ministro Paulo Portas. Crise política a que se soma a tragédia social e a espiral recessiva em que o actual Governo mergulhou o país.
Recordo que, durante estes dois anos, o PS nunca foi chamado a dar o seu contributo, apesar dos nossos alertas e das nossas propostas alternativas. O actual Governo ignorou o PS.
Mesmo assim, o PS disse sim ao apelo do senhor Presidente da República. Não poderia ser de outra forma quando o interesse nacional nos chama e é o futuro dos portugueses que está em causa.
Quisemos um diálogo com todos.
Pariticipámos no diálogo de boa-fé.
Empenhámo-nos em alcançar um compromisso.
Eu próprio, como líder do PS, impus-me um silêncio, cancelei toda a actividade pública, garantindo assim a necessária descrição em prol do êxito deste compromisso. Infelizmente, nem todos assim procederam.
Quero agradecer ao Dr. Alberto Martins que chefiou a delegação do PS e aos drs. Eurico Brilhante Dias e Óscar Gaspar o trabalho incansável e a dedicação que colocaram nas conversações.

Muitos de vós perguntam-se: E agora? O que vai acontecer?
Cabe ao senhor Presidente da República decidir.
O que vos garanto é que, qualquer que seja a decisão do senhor Presidente da República, o PS vai continuar a bater-se pela aprovação destas propostas que visam a criação de emprego, o crescimento económico, o equilíbrio nas contas públicas, a gestão sustentável da dívida pública e uma verdadeira reforma do Estado.
O que vos garanto é que continuarei a trabalhar perto dos líderes europeus pela renegociação do nosso programa de ajustamento e para que a Europa aposte em políticas de crescimento e de emprego, e para que o BCE assuma um papel mais activo no financiamento do nosso país.
Este é o meu compromisso.
Um compromisso que assumo com cada um de vós, não ignorando as dificuldades que o nosso país atravessa, olhando a realidade com confiança e o horizonte com esperança.
Alguns olham para as limitações do país e resignam-se. Eu olho para as potencialidades dos portugueses e quero aproveitá-las.
Este não é o momento para fazermos o possível. Este é o momento para fazermos o que é necessário.»

sexta-feira, 19 de julho de 2013

«ACORDO DE SALVAÇÃO NACIONAL»? - «NATIONALIBUS SALUTEM CONCORDIAE»? - «NATIONAL SALVATION AGREEMENT»?

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Passos Coelho, o ainda primeiro-ministro do actual (des)governo afirmou no conselho nacional do PSD aberto parcialmente à comunicação social numa manobra de manipulação e de má fé em relação ao PS e ao Presidente da República:
«Quando a um ano de distância, se cria incerteza com o que pode resultar de eleições, essa incerteza é antecipada para hoje, evidentemente não há coisa mais incerta por definição que as eleições (...)»
AS ELEIÇÕES NÃO SÃO UMA «COISA» E AS ELEIÇÕES PODEM RESOLVER A PROFUNDA INCOMPETÊNCIA E MÁ FÉ DO GOVERNO NA RELAÇÃO COM A CRISE: O GOVERNO FRAGILIZOU A POSIÇÃO DE PORTUGAL PERANTE A PRÓPRIA TROIKA, O QUE FOI ASSUMIDO PELO PRÓPRIO OBREIRO DO DESASTRE EM CONLUIO E SUBSERVIÊNCIA COM O MINISTRO DAS FINANÇAS ALEMÃO (VÍTOR GASPAR)!!! AS PRÓXIMAS DÃO-NOS UMA CERTEZA: O PSD VAI SER FORTEMENTE PENALIZADO PELO QUE ESTÁ A FAZER E SERÁ POSSÍVEL CRIAR UMA ALTERNATIVA, POR EXEMPLO PS+CDS!

Na Assembleia da República (12-7-2013):

«Os portugueses irão julgar-me quando o meu mandato terminar. (...) Numa democracia madura, um Governo que foi eleito para cumprir uma legislatura deve fazê-lo. Entregar aos portugueses aquilo que eles merecem.
 (...) o destino do país está associado ao destino deste Governo, para o bem e para o mal (...) O insucesso deste Governo será o insucesso do País.»
OS REPRESENTANTES ELEITOS PELAS PORTUGUESAS E PELOS PORTUGUESES FORAM AS DEPUTADAS E OS DEPUTADOS, ESCOLHIDOS A PARTIR DE LISTAS PRÉ DEFINIDAS PELOS PARTIDOS, SEM QUALQUER INFLUÊNCIA SOBRE AS MESMAS.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA CONVIDOU O LÍDER DO PARTIDO MAIS VOTADO (PSD), COM MAIORIA RELATIVA, A FORMAR GOVERNO, QUE TINHA ESTABELECIDO UM ACORDO DE COLIGAÇÃO PÓS ELEITORAL COM O CDS, COM OS DEPUTADOS NECESSÁRIOS PARA EM CONJUNTO, SUPORTAREM NO PARLAMENTO O GOVERNO.
APESAR DO GOVERNO TER OFENDIDO GRAVEMENTE AS PROMESSAS ELEITORAIS, QUE LEVARAM ALGUMAS VEZES À QUASE RUPTURA DA COLIGAÇÃO, NÃO TEM SIDO CENSURADO PELA MAIORIA DOS DEPUTADOS ELEITOS.
NA ÚLTIMA CRISE DA COLIGAÇÃO, APÓS OS PEDIDOS DE DEMISSÃO DOS DOIS MINISTROS DE ESTADO (E DAS FINANÇAS E DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS), PSD E CDS FORÇARAM DE NOVO UM ACORDO DE PERMUTA DO PODER, TAL É A SUA VONTADE DE PODER MASCARADA DE DEFESA DO INTERESSE NACIONAL («A QUEDA DO GOVERNO ARRASTARIA PORTUGAL PARA O ABISMO»). MAS NA VERDADE É A MANUTENÇÃO DESTE GOVERNO QUE TEM ATIRADO PORTUGAL PARA UMA PROFUNDA DEPRESSÃO!
PASSOS COELHO É UM PERIGOSO AUTISTA QUE SE COLOU AO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA FINANCEIRA A PORTUGAL COM UM ESPÍRITO DE MISSÃO FANÁTICA (A MANUTENÇÃO DO SEU PODER).
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, AO CONTRÁRIO DO ESPERADO, NÃO ACEITOU DE IMEDIATO A FÓRMULA DE SALVAÇÃO DA COLIGAÇÃO E DO GOVERNO E BARALHOU OS DADOS, SUGERINDO UM «ACORDO DE SALVAÇÃO NACIONAL» QUE ENVOLVESSE O PS (ALGO QUE O PSD NÂO O FEZ COM O CDS, MUITO MENOS COM O PSD), PARA QUE O PROGRAMA COM A TROIKA FOSSE FINALIZADO EM JUNHO DE 2014 (3 ANOS), APÓS O QUAL SERIAM MARCADAS ELEIÇÕES ANTECIPADAS.

Passos Coelho afirmou no Conselho Nacional  do PSD em 18-7-2013:
«O PSD é hoje, indubitavelmente, a força política que mais serenidade, responsabilidade e sentido institucional tem mostrado aos portugueses (...) No PSD ninguém pode andar com o coração nas mãos com medo daquilo que o partido possa dizer (...) a incerteza lançada a um ano de distância quanto ao que pode resultar de eleições pode comprometer as nossas condições de regresso ao mercado (...) a austeridade não é uma opção ideológica, é uma necessidade que se impõe (...)»

António José Seguro, líder do PS afirmou (18-7-2013):
«Considero que a situação do país é extremamente grave dos pontos de vista social, económico e político. Isso não se pode confundir com discursos de ocasião, com frases de ocasião ou com ataques de ocasião (...) da parte do PS, há toda a boa-fé e há todo um processo que respeita (...) tem colocado todas as suas propostas em documentos escritos. Oportunamente serão do conhecimento dos portugueses, para que os portugueses possam avaliar com total transparência todo este processo de diálogo. Não quero que em nenhum momento haja qualquer interpretação que ponha em causa esse processo de diálogo» (http://www.ps.pt/noticias/noticias/procura-de-solucoes-nao-se-compadece-com-jogos-partidarios.html#sthash.0tHoKKYO.dpuf) QUE CONTRASTE!!!

O PROTAGONISTA CDS FICOU NUMA POSIÇÃO PATÉTICA: CÚMPLICE DE UMA POLÍTICA DESASTROSA PARA PORTUGAL, AS SUAS CRÍTICAS E HESITAÇÕES NUNCA TIVERAM QUALQUER CONSEQUÊNCIA NA ALTERAÇÃO DA MESMA, CORRENDO O RISCO DE SER SUBMERGIDO NA SUA CONTÍNUA INDEFINIÇÃO.

RELEMBRAMOS AQUI QUE A REFORMA DO ESTADO CONTINUA POR SE INICIAR EM ANO DE ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS E A BRUTAL TRIBUTAÇÃO SOBRE FAMÍLIAS E EMPRESAS CONTINUA EM ACÇÃO. ESCANDALOSO PASSOS COELHO, VÍTOR GASPAR, PAULO PORTAS!!! ESCANDALOSO PSD E CDS, OS VOTOS DE 2011 NÃO TINHAM ESTA INTENÇÃO!

CARICATA A POSIÇÃO DO GOVERNO E DO BANCO DE PORTUGAL QUE OLHAM AGORA COM MUITO OPTIMISMO PARA A ECONOMIA PORTUGUESA, AGARRANDO-SE ÀS EXPORTAÇÕES (MÉRITO INTEGRAL DAS EMPRESAS), OMITINDO O EFEITO COMBUSTÍVEIS GALP E O DESASTRE QUE SÃO A PROCURA INTERNA, AS INSOLVÊNCIAS, O DESEMPREGO, O DÉFICE E A DÍVIDA PÚBLICA A TENDER PARA INFINITO!

O ACORDO DE SALVAÇÃO NACIONAL DEVERIA TER SIDO FIRMADO EM 2010, MAS DEIXARAM O ACORDO NAS MÃOS DA NEGOCIAÇÃO DO ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2011, NAS MÃOS DOS INCOMPETENTES TEIXEIRA DOS SANTOS (COMPROMETIDO NOS ERROS DO ANTERIOR GOVERNO PS) E EDUARDO CATROGA (COMPROMETIDO NO ASSALTO AO PODER POR PARTE DO PSD E DO CDS). O CHUMBO DO PEC IV FOI FATAL PARA PORTUGAL! O PRESIDENTE DA REPÚBLICA TEVE ELEVADAS RESPONSABILIDADES. O ANTERIOR PRIMEIRO MINISTRO QUE TANTOS ERROS TINHA COMETIDO, PASSOU A SER O ÚNICO DESSES ACTORES QUE ESTAVA A DEFENDER O SEU INTERESSE PESSOAL QUE INTERSECTAVA NESSA ALTURA COM O ONTERESSE NACIONAL: O FMI+BCE+CE NUNCA DEVERIAM TER ENTRADO COMO ENTRARAM, ERA IMPERIOSO APROVAR O PEC IV. DEFENDEMOS ESSA POSIÇÃO DESDE SEMPRE E TIVEMOS NO PARLAMENTO SIMBOLICAMENTE, NO DIA DO SEU CHUMBO, PARA PARTICIPARMOS NA CRÍTICA AO QUE ESTAVAM A FAZER A PORTUGAL E QUE HOJE É MAIS CLARO PARA MAIS PORTUGUESES. VEJAM AS POSIÇÕES NA ALTURA DE PESSOAS COMO:
- ANTÓNIO BORGES,
- JOÃO DUQUE,
- DANIEL BESSA,
- VÍTOR BENTO,
.................
QUE PÉSSIMA GERAÇÃO DE ECONOMISTAS SUBSERVIENTES E INCOMPETENTES!!!!




Dia 18 de Julho
20:28 horas
Atendendo à continuação do processo de diálogo com vista à obtenção de um compromisso de salvação nacional, a comissão política nacional do Partido Socialista, tal como previsto na convocatória inicial, foi adiada para amanhã (sexta feira), à mesma hora, na sede nacional.

Nota: Caso se justifique, esta reunião pode ser adiada em função do desenrolar da situação política.
19:25 horas
O diálogo interpartidário prosseguiu com uma reunião realizada com a presença das delegações do PSD, liderada por Jorge Moreira da Silva e integrando Miguel Poiares Maduro e Carlos Moedas, do PS, liderada por Alberto Martins e integrando Eurico Brilhante Dias e Óscar Gaspar e do CDS-PP, liderada por Pedro Mota Soares e integrando Miguel Morais Leitão.
Esteve presente na reunião, como observador para assegurar um conhecimento regular ao Senhor Presidente da República, David Justino, assessor da Presidência da República.
Na reunião aprofundou-se a discussão sobre os documentos e contributos apresentados pelas três delegações.
16:30 horas
As negociações interpartidárias prosseguiram após reunião entre a delegação socialista e o Secretário-geral do PS.

15:00 horas
As delegações dos três partidos decidiram interromper os trabalhos, retomando os mesmos após as 16h30.

12:00 horas
Os três partidos retomaram os trabalhos do diálogo interpartidário.

01:07 horas
As delegações dos três partidos decidiram interromper os trabalhos
Dia 17 de Julho
21:42 horas
As delegações dos três partidos envolvidas na negociação interpartidária decidiram interromper os trabalhos, por forma a aprofundar o estudo dos contributos entregues pelos três partidos, retomando as negociações às 22h30. As delegações reafirmam que as negociações embora exigentes estão a decorrer sem intransigência e com espírito de abertura.

12:30 horas
António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista, convocou a Comissão Política Nacional para amanhã, 18 de julho, às 21h00, na sede nacional, em Lisboa. O tema da reunião será: Análise da situação política.
Dia 16 de Julho
20:31 horas
O PS recebeu hoje o BE, a pedido deste último partido.
A reunião entre o PS e o BE ocorre num momento de emergência nacional, onde todos os diálogos interpartidários são essenciais para encontrarmos soluções para os graves problemas que o país atravessa.
O PS não recusa nenhum diálogo, nem excluiu nenhum partido nesse diálogo. Sobretudo, quando a situação do país exige o contributo de todos.
Iniciou-se um processo de diálogo.
O PS insistiu que nesse processo participassem todos os partidos políticos.
O PCP e o BE excluíram-se desse diálogo.
Fizeram mal.
Agora, em competição, cada um deles lança o seu processo. O PCP com a Intervenção Democrática, Os Verdes e o BE.  O BE com o PCP.
O País dispensa este jogo partidário.
O PS não entra neste jogo partidário.
O PS está empenhado no processo de diálogo, lamenta uma vez mais que o BE e o PCP tenham recusado dar o seu contributo.
Não tem sentido iniciar processos paralelos.
Dialogar não significa que os partidos políticos tenham as mesmas posições sobre a situação do país ou sobre as soluções para sair da crise como o PS constatou, no mês passado quando se deslocou, por sua iniciativa, às sedes de todos os partidos políticos.
O PS não abdica dos seus valores e das suas posições em defesa da continuação de Portugal na zona euro; da sustentabilidade do Estado Social e de colocar o emprego e a economia no centro das políticas para o equilíbrio das nossas contas públicas.
O PS assume por inteiro todas as suas responsabilidades.
Censurou este Governo em Abril, vai voltar a fazê-lo esta quinta-feira.
Dialogou com os partidos por sua iniciativa, em Junho deste ano, e continuará todos os diálogos as vezes que forem necessárias.
Para o PS o que está em causa não é salvar este Governo que tem os dias contados.
Para o PS o que está em causa é salvar Portugal.
17:49 horas
O diálogo interpartidário prosseguiu com uma reunião realizada com a presença das delegações do PSD, liderada por Jorge Moreira da Silva e integrando Miguel Poiares Maduro, Carlos Moedas e Maria Luís Albuquerque, do PS, liderada por Alberto Martins e integrando Eurico Brilhante Dias e Óscar Gaspar e do CDS-PP, liderada por Pedro Mota Soares e integrando Miguel Morais Leitão.
Nas reuniões de processo de diálogo interpartidário mantidas com vista a alcançar um "compromisso de salvação nacional" participam, exclusivamente, representantes dos partidos políticos e um representante do Presidente da República como observador. O Governo não participa nas referidas reuniões.
Esteve presente na reunião, como observador para assegurar um conhecimento regular ao Senhor Presidente da República, David Justino, assessor da Presidência da República.
Na reunião aprofundaram-se os temas e analisaram-se documentos sobre a situação economico-financeira do país. Os trabalhos prosseguiram de forma intensa, tendo as delegações partidárias acordado continuar as reuniões amanhã com a apresentação de contributos escritos com vista à obtenção de um "Compromisso de Salvação Nacional" com a máxima brevidade.
11:01 horas
Nas reuniões de processo de diálogo mantidas com vista a alcançar um "compromisso de salvação nacional" participam, exclusivamente, representantes dos partidos políticos e um representante do Presidente da República como observador. O Governo não participou nem participa nas referidas reuniões. Cada partido político é responsável pelos seus participantes, os quais representam, exclusivamente, os partidos políticos.
Apesar desta ser uma situação muito clara desde o princípio do processo, alguma comunicação social continua a noticiar que o Governo também participa nas reuniões, o que não corresponde à verdade e confunde os portugueses.
Dia 15 de Julho
19:35 horas
O Partido Socialista informa que a reunião de hoje, tal como a de ontem e as seguintes, não envolvem qualquer representante do Governo. Tal como os comunicados divulgados ontem e hoje, o processo de diálogo decorre com representantes dos partidos políticos. Cada partido político é responsável pela escolha da sua equipa. Independentemente de outros cargos que exercem, os participantes neste processo de diálogo estão exclusivamente como representantes partidários.
18:30 horas
O diálogo interpartidário prosseguiu com uma reunião realizada com a presença das delegações do PSD, liderada por Jorge Moreira da Silva e integrando Miguel Poiares Maduro e Carlos Moedas, do PS, liderada por Alberto Martins e integrando Eurico Brilhante Dias e Oscar Gaspar e do CDS-PP, liderada por Pedro Mota Soares e integrando Miguel Morais Leitão.
Esteve presente na reunião, como observador para assegurar um conhecimento regular ao Senhor Presidente da República, David Justino, assessor da Presidência da República.
Na reunião abordaram-se, de modo detalhado, os 3 pilares apresentados pelo Senhor Presidente da República, tendo sido identificadas as questões fundamentais com vista à obtenção de um "Compromisso de Salvação Nacional" com a máxima brevidade.
Dia 14 de Julho
12:00 horas
Até este momento não houve contactos informais entre os três partidos políticos, ao contrário do que garantiam, durante o dia de ontem, vários órgãos de comunicação social.
18:28 horas
O processo de diálogo inter-partidário começou hoje com os representantes do PSD, PS e CDS-PP, tendo-se discutido a metodologia de trabalho e fixado o prazo de uma semana para dar boa sequência aos trabalhos previstos para a procura de um "Compromisso de salvação nacional".
Dia 13 de Julho
O PS insistia, pelo terceiro dia consecutivo, na necessidade de todos os partidos com representação parlamentar serem convidados a participar no processo de diálogo.
O Secretário-geral do PS não abriu mão da sua posição. Essa insistência durou toda a manhã e toda a tarde, até que foram conhecidas as posições públicas de auto-exclusão do processo de diálogo por parte dos líderes do PCP e do BE.
22:50 horas
O Secretário-geral do PS transmitiu ao Presidente da República a disponibilidade imediata do PS para iniciar o processo de diálogo com vista ao compromisso de salvação nacional, assente nos três pilares propostos.
Indica o Dr. Alberto Martins para chefiar a delegação do PS.
Expressa a disponibilidade do PS para reunir a partir das 16:00 horas de dia 14 de Julho, com todos os partidos políticos que concordem com os três pilares propostos pelo Presidente da República, incluindo a realização de eleições antecipadas em Junho de 2014.
Reitera a defesa de que todos os partidos políticos com representação parlamentar deveriam ser convidados a participar.
Nota: A indicação do representante do PS só foi transmitida ao Presidente da República, depois de conhecidas as declarações públicas de Jerónimo de Sousa e de João Semedo de auto-exclusão dos seus respetivos partidos do processo de diálogo.
Dia 12 de Julho
09:30 horas
O Secretário-geral do PS participa no debate do Estado da Nação onde torna claro, entre outras, que:
O PS aceita um diálogo entre partidos políticos e não entre Governo e PS;
Os termos do processo de diálogo são os três pilares definidos pelo Presidente da República e não outros, nem apenas parte daqueles três pilares.
13:30 horas
O Secretário-geral reúne-se com o grupo parlamentar do PS na Assembleia da República para comunicar o ponto de situação e escutar contributos para o processo de diálogo. No final da reunião não houve lugar a declarações.
Durante este dia o PS reiterou a sua posição de o PCP e o BE serem convidados a participarem no processo e empenhou-se na sua concretização através da realização de diversos contactos. Se o objetivo é o de elaborar um compromisso de salvação nacional, não faz qualquer sentido excluir os restantes partidos com assento parlamentar. Esta é a posição do PS.
Apesar de o PSD e o CDS já o terem feito, o PS não comunicou até esta data o seu representante no processo de diálogo, pelo facto de discordar de não terem sido dirigidos convites ao PCP e ao BE para participarem.
Dia 11 de Julho
15:00 horas 
O Presidente da República reúne-se, no Palácio de Belém, com o Secretário-geral do PS para análise da proposta de compromisso de salvação nacional.
19:30 horas
O Secretário-geral reúne o Secretariado Nacional do PS para dar conta da reunião tida com o Presidente da República. No final da reunião, o Secretariado Nacional torna público o seguinte comunicado:
“Na sequência da reunião ocorrida hoje entre o Presidente da República e o Secretário-geral do PS, o Secretariado Nacional reitera a disponibilidade do Partido Socialista para iniciar o processo de diálogo, com o objetivo de encontrar as soluções que melhor sirvam o interesse nacional e o futuro dos portugueses. Este processo de diálogo deve integrar todas as forças políticas com representação parlamentar e incidir em políticas que promovam o crescimento económico, o emprego e o reforço da posição de Portugal na União Europeia. A grave crise económica, social e política que o país enfrenta exige de todos os responsáveis políticos essa disponibilidade para encontrar soluções. É essa responsabilidade que mais uma vez o PS assume, em total coerência com os seus valores e com as suas posições públicas. O PS reafirma que exclui deste processo qualquer possibilidade de apoio, e muito menos integração em qualquer solução governativa que resulte do atual quadro parlamentar. “.
Nesse mesmo dia, o Secretário-geral do PS cancela toda a sua atividade pública de sexta feira e de sábado, com exceção da participação no debate do Estado da Nação.
Dia 10 de Julho
20:30 horas
O Presidente da República faz uma declaração ao país, para transmitir a sua decisão de não convocar eleições antecipadas e recordar que "o atual governo se encontra na plenitude das suas funções".
Nessa mesma declaração, o Presidente da República apresentou "o seu entendimento sobre a solução que melhor serve o interesse nacional" que passaria pelo estabelecimento de "um compromisso de salvação nacional assente em três pilares fundamentais":
“Primeiro, o acordo terá de estabelecer o calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas. A abertura do processo conducente à realização de eleições deve coincidir com o final do Programa de Assistência Financeira, em junho do próximo ano.
Em segundo lugar, o compromisso de salvação nacional deve envolver os três partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento, garantindo o apoio à tomada das medidas necessárias para que Portugal possa regressar aos mercados logo no início de 2014 e para que se complete com sucesso o Programa de Ajustamento a que nos comprometemos perante os nossos credores.
A posição negocial de Portugal sairia reforçada, evitando novos e mais duros sacrifícios aos Portugueses.
Em terceiro lugar, deverá tratar-se de um acordo de médio prazo, que assegure, desde já, que o Governo que resulte das próximas eleições poderá contar com um compromisso entre os três partidos que assegure a governabilidade do País, a sustentabilidade da dívida pública, o controlo das contas externas, a melhoria da competitividade da nossa economia e a criação de emprego.”
Perto das 22:00 horas

Em reação à comunicação do Presidente da República, o PS, através do dirigente nacional Alberto Martins, torna pública a seguinte posição:
“O PS discorda politicamente da decisão do Senhor Presidente da República ao não convocar eleições para Setembro. Mas respeitamos a decisão no plano institucional, como respeitamos as decisões de todos os órgãos de soberania.
O PS reafirma que não apoiará, nem fará parte de nenhum Governo sem que os Portugueses manifestem democraticamente a sua vontade, através da realização de eleições.
Perante a grave situação económica e social que o País vive, o PS continuará a apresentar propostas e soluções para resolver os problemas dos portugueses, de modo a que o nosso País saia desta gravíssima situação o mais rápido possível.
O PS escutou atentamente a declaração do Senhor Presidente da República e, tal como lhe compete, aguardará as iniciativas do Senhor Presidente da República. Na opinião do PS, esse diálogo não deve excluir nenhum partido político com representação parlamentar. É nestes termos, e reafirmando todas as nossas posições, designadamente de censura às políticas deste Governo, que o PS não rejeita, como nunca rejeitou, nenhum diálogo, em particular quando está em jogo o interesse nacional e o futuro dos portugueses. “.
- See more at: http://www.ps.pt/noticias/noticias/compromisso-de-salvacao-nacional.html#sthash.zIcck6R0.dpuf

terça-feira, 16 de julho de 2013

EDUCAÇÃO III - EDUCATIO III - EDUCATION III

professora de matematica (L) - B 5 - matematica Tchu ru ru, tchu ru ru, tchu ru ru/Ah, ah, ah, ah... De saco cheio de tanto estudar/Eu já não sei se vou aguentar/ Você andando por aí/E eu sentado aqui/A recuperação não me deixa sair Na, na, na, na...eu só penso em você/Na, na, na, na...fico louco pra te ver/Na, na, na, na...adivinha só fazendo o quê!/Na, na, na, na... eu só penso em você/Na, na, na, na...fico louco pra te ver/ Na, na, na, na...adivinha só fazendo o quê! Mais! Eu quero mais/Mais! Um pouco de paz/Eu só quero é ser feliz/ E te abraçar/ E decorar a matemática de amar Na, na, na, na...eu só penso em você/Na, na, na, na...fico louco pra te ver/Na, na, na, na...adivinha só fazendo o quê! Tchu ru ru, tchu ru ru, tchu ru ru/Ah, ah, ah, ah... Mais! Eu quero mais/Mais! Um pouco de paz/Eu só quero é ser feliz/ E te abraçar/ E decorar a matemática de amar Na, na, na, na...eu só penso em você/Na, na, na, na...fico louco pra te ver/Na, na, na, na...adivinha só fazendo o quê!/Na, na, na, na... eu só penso em você/Na, na, na, na...fico louco pra te ver/ Na, na, na, na...adivinha só fazendo o quê!/Tchu ru ru, ru ru, ru ru - Fotolog
Tal como Vítor Gaspar o ex-ministro das finanças apesar da sua arrogância e certezas estava a aprender continuamente com o comportamento da Economia Portuguesa, não alterou a política e demitiu-se a confessar que cometeu erros que puseram em causa a sua credibilidade, o ainda ministro da educação faz parte da mesma cultura arrogante e desastrosa que assaltou o poder em 2011, sem a mínima capacidade para o exercer ...

Nota média do exame nacional de Matemática do 9.º ano de escolaridade em 2013: 43% (53% em 2012)!!! Nota média do exame nacional de Português do 9.º ano de escolaridade em 2013: 47%!!!


«São resultados com os quais obviamente não estamos contentes. São resultados que mostram dificuldades persistentes, que existem em Matemática, Português e, naturalmente, outras disciplinas, nos nossos jovens do ensino básico. 
Não estamos contentes com isso e temos que mudar estes resultados. É um esforço que não é só nosso. É dos pais, dos professores, das escolas e estamos todos a trabalhar para que melhorem. Não estamos a esconder resultados, queremos que eles melhorem para corresponderem a mais conhecimentos dos nossos jovens e a uma melhor preparação (...)
Reforçar o apoio precoce, que é dado mal surgem dificuldades aos nossos alunos, com uma série de instrumentos que já existem no ensino básico para isso, nomeadamente o acompanhamento extraordinário que este ano foi iniciado para os jovens do quarto ano de escolaridade após a primeira fase dos exames, isso vai ser estendido para o ano ao sexto ano de escolaridade. (...) 
Há outros mecanismos como grupos de trabalho, o reforço do apoio ao estudo e outros mecanismos em que os professores se têm empenhado e têm de continuar a empenhar-se.» Nuno Crato (Ministro da Educação)


«É uma prova que, estando dentro do programa tem, no entanto, uma estrutura desadequada à faixa etária e ao nível de ensino a que se destina. Eram perguntas que, na sua maioria, tinham um grau de dificuldade e apelavam para graus de abstracção e compreensão que os alunos destas idades ainda não possuem ou não estão suficientemente consolidados» 

«Nuno Crato deveria conhecer melhor o sistema educativo que governa, devia conhecer melhor as realidades das escolas portuguesas, os professores e os alunos. Nuno Crato, quando fala assim, não sabe do que está a falar. E acho que todos os professores e pais se deveriam sentir indignados diante de declarações dessas»
Lurdes Figueiral (presidente da Associação Nacional de Professores de Matemática) 

«É necessário haver um trabalho de algum ajuste entre o que é desenvolvido durante o ano e a forma como as questões estão a ser elaboradas e os próprios critérios de correcção. Jovens com excelentes notas, com médias de 18 e 19, obtiveram negativa ou notas muito baixas. Alguma coisa está mal (...)

Custa a crer que seja o nível de conhecimento e de capacidade que os nossos jovens têm e do trabalho que foi feito durante o ano lectivo. Há aqui questões que não são propriamente de avaliação do conhecimento e que implicaram um resultado muito negativo.» Jorge Ascensão (Confederação Nacional da Associação de Pais)

«Tem de ser visto o facto de este ano ter sido muito conturbado a todos os níveis e o facto de as turmas, desde o ano passado, terem aumentado consideravelmente o número de alunos. A exigência do Ministério é um número enorme por turma e os objectivos do programa e o desenvolvimento de algumas competências não se coaduna, minimamente, com 30 alunos por turma» Edviges Ferreira (presidente da Associação de Professores de Português) 


Se acrescentarmos às contínuas alterações sem sucesso no sistema educativo, o desastroso Acordo Ortográfico, vemos a confusão que se lançou sobre os jovens, sofre o futuro de Portugal, num ambiente de forte desvalorização do País induzida por este (des)governo!


OUTRO PROBLEMA MUITO GRAVE QUE SE ESTÁ A DESENVOLVER É O DE SE PENALIZAR CAMINHOS ALTERNATIVOS PARA SE CHEGAR AO MESMO RESULTADO E QUERER-SE IMPOR UMA VIA ÚNICA, ESTEREOTIPADA, QUE OFENDE A INTELIGÊNCIA DOS ALUNOS, A FLEXIBILIDADE CULTURAL PORTUGUESA! AO SE CONSIDERAR NULA UMA PONTUAÇÃO EM QUE O ALUNO CHEGOU A UM RESULTADO CORRECTO POR OUTRA VIA QUE NÃO A NORMALIZADA, ESTÁ-SE A DEFORMAR E A ACULTURAR AINDA MAIS A PESSOA PORTUGUESA!!!


sábado, 13 de julho de 2013

ESPANHA II - HISPANIA II - SPAIN II



File:Spain.png
«Topographical map of Spain» Bas de Jong (Wikipedia) - Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)

Between de independence and the dependence of Madrid (Castilla), behind the actual model of autonomy, Catalonia and the other nations of the country can have another way in actual historical moment, inside European Union: Federalim.

In him work «The principle of federation and the need to reconstitute the party of revolution» (1863) Pierre-Joseph Proudhon said:

«Regime of authority
A) Government of all by one -- monarchy or patriarchy;
a) Government of all by all -- panarchy or communism. The essential feature of this regime, in both its varieties, is the non-division of power.
Regime of liberty
B) Government of all by each -- democracy;
b) Government of each by each -- an-archy or self-government.
(...) Federation, from the Latin foedus, genitive foederis, which means pact, contract, treaty, agreement, alliance, and so on, is an agreement by which one or more heads of family, one or more towns, one or more groups of towns or states, assume reciprocal and equal commitments to perform one or more specific tasks, the responsibility for which rests exclusively with the officers of the federation.»

It´s not easy, would be a possible and very difficult way to European Union that recent threats come from German Government that lead a complex and big federation of states, salient the dialectic between rivalry and cooperation. Implicate deep cultural pressuposals for share power, with strong threats in polarities between authority and liberty, force and consensus. It´s a way but like a Person could lost liberty related to society, a Nation or a State could lost it liberty to a Federation under control of the rules of few stronger states. But don´t do nothing could means stay without a few degree of freedom like we can see in Portugal, in Spain related to German Government with more or less dependent political forces.

The same crisis that influence European Union, determine pressure to the problems of Autonomies in Spain (various Nations with diferenciated problems with Catalonia financing Madrid political and logistic center) and Portugal (one Nation but with insularities like Madeira, with financial out of control).  

The way of federalism was proposed by PSOE for Spain in it document «Hacia una Estructura Federal del Estado» - 6-7-2013 (http://www.infolibre.es/uploads/documentos/documentos_documentoconsejoterritorial_bea39192.pdf)

These are the examples of federalism in the world (United States, Canada, Mexico, Venezuela, Brazil, Argentina, Germany, Russia, India, Australia, ...)
File:Map of unitary and federal states.svg

   Unitary states

   Federations
«A map displaying today's Unitary states and federations» -2013 Lokal_Profil (Wikipedia) Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5/deed.en)



By historical maps we can observe some historical determinants:

LATIN DETERMINANT INFLUENCE (IMPERIUM ROMANUM): III Century b.C / V Century a.C
File:Conquista Hispania.svg
«Mapa de España y Portugal sobre la conquista de Hispania desde 220 a.C. a 19 a.C. y sus fronteras provinciales. Basado en otros mapas, los avances territoriales y fronteras provinciales son orientativos.» Hansen BCN (Wikipedia) Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)

GERMANIC INFLUENCE (REGNUM VISIGOTHORUM / REGNUM SUEVORUM): V century a.C / VIII century a.C
File:Visigothic Kingdom.png
«Map of the Visigothic kingdom» (VI century a.C) Javierfv1212 (Wikipedia)
File:Hispania 560 AD.PNG
«The Iberian Peninsula in the year 560AD» Aiurdin (Wikipedia)

INFLUENCE OF BERBERS AND ARABS (VIII century A.C / XV century a.C) AND THE RISE OF LATIN AND CHRISTIAN NACIONALITIES (VIII century a.C)
File:506-Castile 1210.png
Southwest of Europe in 12th-13th centuries from "The Historical Atlas by William R. Shepherd, 1926 - Alexandre Vigo (Wikipedia) Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)
Ficheiro:Galicia891.png
«Mapa político do noroeste da Península Ibérica no ano 891» Alexandre Vigo (Wikipedia) GNU (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html)


GALICIA (457 d.C. - 1833 d.C)
Flag
PORTUGAL (1139 d.C)
Flag
LEÓN (910 d.C - 1230 d.C)
Flag
CASTILLA (931 d.C - 1833 d.C)
Flag
ARAGÓN (1035 d.C. - 1707 d.C)
Flag
NAVARRA (778 d.C - 1841 d.C)
Flag
Ficheiro:Pt-Reconquista2.jpg
«A Reconquista» Nuno Tavares (Wikipedia) Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt)


Ficheiro:Linguistic map Southwestern Europe.gif«Mapa animado que cronoloxicamente amosa a evolución das linguas do suroeste de Europa» Alexandre Vigo(Wikipedia) GNU license (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html)

http://hispre.files.wordpress.com/2011/03/peninsulasxsxv.jpg





https://sites.google.com/site/salamancaresiste/spain_portugal_peninsular_war.jpg

File:GCE frente en nov 1936.svg

Republicans (rose) and Falangists (cream color): «Guerra Civil Española: Frente en noviembre de 1936» Tik (Wikipedia) Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7f/Mapa_Espanha_CC_AA.png
«Autonomous communities of Spain» (1978 Constitution) CHV (Wikipedia) Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)

File:Nacionalisme espanya castellà.svg
«Apoyo a partidos nacionalistas en el estado español. Datos de las elecciones autonómicas gallegas y vascas de 2009, andaluzas de 2008, catalanas de 2010 y del resto del estado en 2007.» Mutxamel (Wikipedia http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Nacionalisme_espanya_castell%C3%A0.svg)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

POLÍTICA E RELIGIÃO - RES PUBLICA ET RES DIVINAE - POLITCS AND RELIGION

http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13912649/877x658

Poor Portugal in the hands of these incompetents and hipocrites acclaimed in a mass inside Mosteiro de Jerónimos in Lisbon. Unbeliavable, after a scandalous political game, all together in a catholic mass! Democracy is not this intrepretation by PSD. We hope that soon as possible Portuguese Persons can liberate Portugal from these incredible kind of persons by votes!!!

The political blackmail about the risks of a rupture in actual parlamentary majority that PSD and it horrible leader Passos Coelho will have an happy end. Behind him the leader of the small party that support this incredible coligation, lost the last opportunity to not folow PSD to the abyss ... you have in the worst scenario near two years to destroy Portugal!

These bad actors are in the dark side of Portuguese History!

Missa no novo patriarca de Lisboa [LUSA]

Entretanto, o Presidente da República, introduziu uma muito tardia, mas nova perspectiva no jogo político que se está a desenvolver em Portugal (10-7-2013):

«Boa noite,
Na semana passada, todos fomos confrontados, de forma inesperada, com uma grave crise política. Os efeitos fizeram-se sentir de imediato no aumento das taxas de juro e na deterioração da imagem externa de Portugal.
Desse modo, os Portugueses puderam ter uma noção do que significa associar uma crise política à crise económica e social que o País atravessa.
Num quadro desta gravidade, impõe-se que todos atuem de forma serena e ponderada, avaliando com bom senso e sentido de responsabilidade quais as soluções que, pela sua credibilidade e pela sua consistência, melhor servem o interesse nacional.
Esta crise política é diferente de todas as outras que Portugal conheceu no passado. Ocorre num momento em que estamos vinculados a um exigente Programa de Assistência Financeira estabelecido com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, instituições que nos têm vindo a emprestar os recursos necessários ao financiamento do Estado.
Assumimos o compromisso de pôr em prática, até junho de 2014, um conjunto de medidas visando a redução do desequilíbrio das contas públicas e a adoção das reformas que garantam a melhoria da competitividade da produção nacional.
O Programa de Assistência Financeira permanece em vigor, sendo a sua execução rigorosa uma condição indispensável para a nossa credibilidade no plano externo e para a obtenção dos financiamentos de que o País precisa.
Em face da perda de credibilidade e de confiança gerada pelos acontecimentos da semana passada, diversas vozes, de vários quadrantes, têm considerado que a atual crise política só poderá ser ultrapassada através da dissolução da Assembleia da República e da convocação de eleições antecipadas para finais de setembro.
Ouvi os partidos políticos com representação parlamentar e os parceiros sociais, que manifestaram opiniões muito divergentes sobre esta matéria.
No momento em que Portugal atravessa uma das fases mais críticas da história do seu regime democrático, é meu dever, em primeiro lugar, esclarecer os Portugueses sobre as consequências da realização de eleições antecipadas na conjuntura que vivemos.
Falta menos de um ano para o fim do Programa de Ajustamento a que nos comprometemos com as instituições internacionais e que temos vindo a executar desde junho de 2011, com pesados sacrifícios para os Portugueses.
Iniciar agora um processo eleitoral pode significar um retrocesso naquilo que já foi conseguido e tornar necessário um novo programa de assistência financeira. Os sacrifícios dos Portugueses, em parte, teriam sido em vão.
Durante mais de dois meses teríamos um governo de gestão limitado na sua capacidade de tomar medidas e de defender o interesse nacional. Nas últimas eleições para a Assembleia da República, entre o anúncio da dissolução do Parlamento e a posse do Governo mediaram 82 dias.
Por outro lado, os Portugueses devem ter presente que a realização de eleições antecipadas, mesmo se estas ocorressem no mês de setembro, implicaria que o Orçamento do Estado para 2014 só entrasse em vigor, na melhor das hipóteses, em finais de março do próximo ano.
O Orçamento do Estado de 2014 e o momento da sua entrada em vigor são determinantes para que Portugal possa regressar aos mercados e obter os meios financeiros indispensáveis ao financiamento da economia e do Estado e para encerrar com êxito o atual Programa de Ajustamento.
A falta de Orçamento do Estado agravaria, de forma muito significativa, o risco de Portugal ter de recorrer a um novo programa de assistência financeira. Este novo programa seria provavelmente mais exigente e teria condições mais gravosas do que aquele que atualmente está em vigor, com reflexos diretos – e dramáticos – no dia-a-dia das famílias. Além disso, não há sequer a garantia de que os parlamentos nacionais dos diversos Estados europeus aprovassem esse segundo resgate financeiro.
Existe uma outra razão, que a generalidade dos Portugueses desconhece, e que desaconselha a realização de eleições a breve trecho. Em 2014 irão vencer-se empréstimos a médio e a longo prazo, que contraímos no passado, no valor de 14 mil milhões de euros. Ora, um dos nossos credores, o Fundo Monetário Internacional, impõe, nestas situações, uma regra: com um ano de antecedência relativamente à data de vencimento dos empréstimos, o Estado devedor tem de possuir os meios financeiros necessários para efetuar o reembolso. Em palavras simples: Portugal tem de assegurar, nos próximos meses, a totalidade dos meios financeiros para proceder ao pagamento dos empréstimos que se irão vencer em 2014.
Por outro lado, a realização imediata de eleições legislativas antecipadas poderia comprometer a conclusão positiva da 8ª e da 9ª avaliações da execução do Programa, previstas para este mês de julho e para final de setembro, o que pode conduzir à suspensão da transferência para Portugal das parcelas dos empréstimos que nos foram concedidos.
Um cenário de eleições legislativas, no atual contexto, seria extremamente negativo para o interesse nacional. A terem lugar proximamente, as eleições iriam processar-se num clima de grande instabilidade financeira e seria muito elevado o grau de incerteza e a falta de confiança dos agentes económicos e dos mercados no nosso País.
Os sinais de recuperação económica surgidos recentemente iriam regredir e o investimento, que tão decisivo é para a retoma do crescimento e para a criação de emprego, continuaria adiado.
Com o acentuar da incerteza própria de um ato eleitoral nesta conjuntura, seria difícil reconquistar a confiança dos mercados a tempo de concluir com êxito o Programa de Ajustamento, em junho de 2014.
O risco de termos de pedir um novo resgate financeiro é considerável. No caso de um segundo resgate, a posição de Portugal ficaria muito desvalorizada tanto na União Europeia como junto de outros países com os quais mantemos um intenso relacionamento económico.
Além destas razões de ordem económica e financeira, existem também motivos de natureza política que desaconselham a realização imediata de eleições antecipadas.
As eleições, se tivessem lugar já no próximo mês de setembro, processar-se-iam num clima de grande tensão e de crispação entre as diversas forças partidárias, como os Portugueses têm vindo a observar. Isso tornaria muito difícil a formação, após o ato eleitoral, de um governo com consistência e solidez.
No momento atual, as eleições legislativas antecipadas comportam o sério risco de não clarificarem a situação política e, pelo contrário, podem contribuir para a tornar ainda mais confusa, mais precária e mais instável.
Era da maior importância que os partidos políticos adotassem, desde já, uma atitude de maior abertura ao compromisso e ao trabalho em conjunto para a resolução dos complexos problemas que Portugal terá de enfrentar no futuro.
Portugueses,
Tendo exposto ao País o que penso da atual situação e as razões pelas quais considero ser indesejável a realização imediata de eleições legislativas, quero apresentar agora o meu entendimento sobre a solução que melhor serve o interesse nacional.
No contexto das restrições de financiamento que enfrentamos, a recente crise política mostrou, à vista de todos, que o País necessita urgentemente de um acordo de médio prazo entre os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, PSD, PS e CDS.
É esse o caminho que deveremos percorrer em conjunto. Darei o meu firme apoio a esse acordo, que, na atual conjuntura de emergência, representa verdadeiramente um compromisso de salvação nacional. Repito: trata-se de um compromisso de salvação nacional.
O Presidente da República não pode impô-lo aos partidos, até porque um acordo desta natureza e deste alcance só terá consistência e solidez se contar com a adesão voluntária, firme e responsável das forças políticas envolvidas.
Terão de ser os partidos a chegar a um entendimento e a concluir que esta é a solução que melhor serve o interesse dos Portugueses, agora e no futuro.
Com a máxima clareza e com toda a transparência, afirmo que esse compromisso deve assentar em três pilares fundamentais.
Primeiro, o acordo terá de estabelecer o calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas. A abertura do processo conducente à realização de eleições deve coincidir com o final do Programa de Assistência Financeira, em junho do próximo ano.
Em segundo lugar, o compromisso de salvação nacional deve envolver os três partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento, garantindo o apoio à tomada das medidas necessárias para que Portugal possa regressar aos mercados logo no início de 2014 e para que se complete com sucesso o Programa de Ajustamento a que nos comprometemos perante os nossos credores.
A posição negocial de Portugal sairia reforçada, evitando novos e mais duros sacrifícios aos Portugueses.
Em terceiro lugar, deverá tratar-se de um acordo de médio prazo, que assegure, desde já, que o Governo que resulte das próximas eleições poderá contar com um compromisso entre os três partidos que assegure a governabilidade do País, a sustentabilidade da dívida pública, o controlo das contas externas, a melhoria da competitividade da nossa economia e a criação de emprego.
É essencial afastarmos do horizonte o risco de regresso a uma situação como aquela que atualmente vivemos.
Estou consciente das dificuldades políticas de alcançar este acordo, reconheço a dimensão do esforço que os dirigentes partidários terão de fazer, mas não tenho dúvidas de que ele constitui a solução que melhor serve o interesse nacional e que garante, a qualquer governo, as condições necessárias para enfrentar os problemas do País.
Desde que exista, à partida, vontade e espírito de cooperação entre os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento, e desde que estes coloquem o interesse nacional acima dos seus próprios interesses, creio que não será difícil definir o conteúdo em concreto desse entendimento. Mais ainda, um acordo desta natureza não se reveste de grande complexidade técnica e poderá ser alcançado com alguma celeridade, podendo recorrer-se a uma personalidade de reconhecido prestígio que promova e facilite o diálogo.
Darei todo o apoio a esse compromisso patriótico, na convicção de que ele irá contribuir, de modo decisivo, para a confiança externa e interna e será um fator de esperança para todos os Portugueses.
Irei contactar de imediato os responsáveis dos partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento para analisarmos a solução que proponho.
Portugueses,
Chegou a hora da responsabilidade dos agentes políticos. As decisões que forem tomadas nos próximos dias irão condicionar o futuro dos Portugueses durante vários anos.
O que está em causa é demasiado grave e demasiado importante. A existência de um compromisso de médio prazo é a solução que melhor serve quer o interesse nacional quer o interesse de todos os partidos, que poderão preparar-se para o próximo ciclo político tendo dado mostras aos Portugueses do seu sentido de responsabilidade.
Sem a existência desse acordo, encontrar-se-ão naturalmente outras soluções no quadro do nosso sistema jurídico-constitucional.
No entanto, se esse compromisso não for alcançado, os Portugueses irão tirar as suas ilações quanto aos agentes políticos que os governam ou que aspiram a ser governo.
Recordo que o atual Governo se encontra na plenitude das suas funções e que, nos termos da Constituição, como disse, existirão sempre soluções para a atual crise política. Contudo, os Portugueses devem estar conscientes de que nenhuma dessas soluções dará as mesmas garantias de estabilidade que permitam olhar o futuro com confiança igual à da proposta que acabo de apresentar.
Depois de tantos sacrifícios que foram obrigados a fazer, depois de terem mostrado um admirável sentido de responsabilidade, os Portugueses têm o direito de exigir que os agentes políticos saibam estar à altura desta hora de emergência nacional.
Acredito que as forças políticas colocarão o interesse nacional acima dos seus interesses partidários, até porque todos estão conscientes da gravidade extrema da situação em que nos encontramos.
Quero, por isso, terminar manifestando a minha confiança no espírito patriótico das forças políticas e, acima de tudo, a minha esperança num futuro melhor para todos os Portugueses.

Boa noite.»

A coligação de malfeitores que assaltou o poder em 2010-2011, que esteve e está ainda a destruir Portugal, tal como uma bolha especulativa, está-se a esvaziar ...

Cavaco Silva tem feito tudo que está ao seu alcance para defender o monstro estatal que ajudou a alimentar. Parece ter o apoio de socráticos keynesianos krugmanistas ... a Reforma do Estado continua por se iniciar ... seja nos moldes errados (os do Governo), seja por caminhos saudáveis e determinantes, orientados para a Criação de Valor pelas Empresas e Famílias!

ESTADO E NAÇÃO
Já há muito tempo que era urgente
Orientar o Estado profundamente 
Para a sua verdadeira nascente 
A Nação que pressiona indecentemente

terça-feira, 9 de julho de 2013

ECONOMIA PROGRESSISTA - PROGRESSIVUM OECONOMIA - PROGRESSIVE ECONOMY

http://www.progressiveeconomy.eu/sites/default/files/styles/slideshow-fullsize/public/slider-images/ProgressiveEconomy_Conference_WEBBANNER.png?itok=fnzl8vGj
http://www.progressiveeconomy.eu/



Lisbon received a «Progressive Economy» Conference about «Competitiveness and Cohesion in the Eurozone»

Louka Katseli, professeur of Economics in Athens University, former Minister  of Economy, Competitiveness and Shipping of Greece Government (October 2009 - September of 2010) have an emotionant intervention in the Conference, deeply felt by participants that gave to her a great ovation:
- «Socialists lost credibility» because «are socialists in opposition and liberals» in the position!
- The problem is the values
- «Eurozone is a club of creditors»
- «The front loading» and the change between public assets and debt have a goal: the quickly payment of debts to banks
- «Greek debt is unsustainable»
- European courts control debt
- «Private debt are changed in public debt»
- Europe must mutualize risks and implement financial innovations
- «Only labour market reforms are implemented»
- «Over pricing» solve fiscal diferences between countries

Stefano Fassina, Italian Minister  of Economy, said that crysis is systemic and we don´t see at the moment an assumption of errors from European authorities, only from IMF.

Valeriano Gomez, former Spanish Minister of Labour and Emigration talk about the non sense of austerity policies.

Eurico Brilhante Dias, National Secretary for Economic Affairs of Partido Socialista (Portugal) took about the variable time for Portuguese Goverment in it political options: front loading become a great disaster! Socialist Party proposed graduality, more time to adjustment and enphasis at the begining in growing and employment by support to companies.

António José Seguro, leader of Partido Socialista, said that Portuguese Government don´t have credibility and that elections are the best way to Portuguese Persons decide about a new Goverment with credibility to solve problems of Portugal with the support of new economic policies in Europe.









domingo, 7 de julho de 2013

UM PRESIDENTE E UMA MAIORIA MINORITÁRIA - PRAESES AC PARS MAIOR MINORITAS - A PRESIDENT AND A MINORITY MAJORITY

PSD / CDS agree, 6-7-2013: shame!

Despite the limitations of electoral sondages, the trend is clear and related with social manifestations from all dimensions: the actual parlamentar majority lost the confidence from the Persons by it incompetence to defend the interest of Portugal! If we have just now elections, all we know, included the members of formal majority, all change.

The last assumption of errors by the quadratic and formerly Finance Minister, Vítor Gaspar, is clear also: the Portuguese Government is a disaster!
But the will of power that moves the traitors to open the door to the incompetent Troika is the same miserable will of power that permit for several times force artificial agrees that don´t have conditions to survive in the past, in the present, in the future.

Only a tendentious president can give another opportunity to this formerly majority that is now a minority:
all pressuposals to election are changed, the coligation don´t have now real legitimation, have only now a forced support from PSD and CDS that would explode again in the next atrocity from PSD and Troika!












Divide assim tanto as poucas pessoas que responderam à sondagem? Não! Uma maioria 55,5% derrubaria este governo e 47,8% diz que o governo cairá ainda este ano, caso o presidente o viabilize (como o irá fazer) e uma esmagadora maioria de 77,8% diz que esse governo não passará da primeira metade de 2014.  

Péssimos actores de uma péssima trágico-comédia vamos aqui caracterizar os mais responsáveis nos seus papéis de marionetes «um presidente e uma maioria»:

Durão Barroso (PSD, Presidente da Comissão Europeia), 3-7-2013, tendencioso, sempre obreiro de consensos que se revelaram extremamente prejudiciais para Portugal e também para a Europa: 
«Como já é patente pela reação inicial dos mercados, existe risco evidente que os ganhos de credibilidade financeira de Portugal sejam postos em causa pela instabilidade política (...) A acontecer tal, seria especialmente grave para os portugueses, nomeadamente porque se anunciavam já sinais de alguma recuperação económica (...) a situação vulnerável de Portugal exige de todas as forças e líderes políticos um grande sentido de responsabilidade (...) extrema preocupação (...) clarificação da situação política o quanto antes.
Confiamos que a democracia portuguesa saberá encontrar uma solução que garanta que os sacrifícios dos portugueses feitos até agora não terão sido em vão.»

Passos Coelho (PSD, Primeiro Ministro em suspenso) a anunciar o comunicado conjunto do acordo / desacordo entre PSD e CDS, 6-7-2013:
«(...) acordo reúne as condições políticas necessárias para garantir a estabilidade até ao fim da legislatura e assegurar os compromissos externos de Portugal (...) reforça também a valorização da política económica e a prioridade do crescimento e do emprego (...) queremos agora iniciar um novo ciclo da nossa vida nacional, que desejamos que coincida com a viragem da situação económica pela qual todos os portugueses anseiam e de que já há sinais consistentes (...) Queremos garantir a necessidade imperiosa de estabilidade e de confiança (...) o interesse nacional tem absoluta prioridade sobre as questões partidárias (...) os dois partidos da coligação trabalharam arduamente para ultrapassar a situação atual de modo consistente e duradouro.»
Paulo Portas (CDS, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros que tinha apresentado o seu pedido de demissão «irrevogável» ao Primeiro Ministro): ... (silêncio público)
Cavaco Silva (PSD, Presidente da República): ... (silêncio público). Vai receber dia 8 e 9 os partidos políticos e depois tomar uma decisão, de acordo com os interesses do PSD e contra os interesses nacionais, que os partidos do governo prometeram proteger mas desprotegeram, prejudicaram!

E se o PSD autista tivesse tido uma maioria absoluta? O pesadelo ainda era maior! O sistema democrático tem que ter mais instâncias de controlo para que a vontade dos eleitores seja respeitada ao longo dos mandatos!