sábado, 3 de agosto de 2013

BRASIL III - BRASILIA III - BRAZIL III

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1922/N872/N872_master/JPG/N872_0001_branca_t0.jpg
«O beijo atravez do oceano» Mora - Capa da Ilustração Portugueza (4 de Novembro de 1922, 2.ª série n.º 872)  http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1922/N872/N872_item1/index.html:
primeira travessia aérea no Atlântico Sul, entre Lisboa e o Rio de Janeiro, em 1922 por Gago Coutinho e Sacadura Cabral (foi também capa da Revista da Semana do Rio de Janeiro)

"Graças a Deus fomos colonizados pelos portugueses" Entrevista a Ivan Lins Por Tiago Salazar (Notícias Magazine 28-07-2013 http://www.jn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=3345411)

«(...) Está praticamente a viver em Portugal. O que o move num momento crítico como este (...)?
_ (...) Tem mais que ver com o povo. Com as cidades, a terra. O país é muito bonito. Tem uma história lindíssima. É incansável. Um país que tem uma diversidade histórica e arquitetónica espantosa, que se descobre percorrendo pequenas distâncias. Não sentimos o peso da distância quando estamos aqui. De sessenta em sessenta quilómetros a paisagem muda. Eu sou daqueles que dão graças a Deus por termos sido colonizados pelos portugueses, ao contrário de preferir uma colonização francesa ou inglesa, como fala o Caetano Veloso. Foi a melhor coisa que podia ter acontecido a este país. Se o Brasil é o que é hoje, diferenciado e universalista, deve-o a Portugal. Temos as tragédias de todos os outros e os problemas não nasceram da colonização. Historicamente somos uma grande mistura valiosa mas mal contada. É injusto que se falem certas coisas como se a colonização espanhola na Bolívia, no Peru ou no Chile tenha sido mais bem conseguida.
(...) Gosto muito das vilas e aldeias portuguesas. Tem muito que ver com o meu tipo de personalidade. Apesar de ser um homem urbano, nascido e criado no Rio de Janeiro, e ter vivido quase a vida toda aqui, sou um apaixonado por lugares pequenos. Tenho uma casa em Teresópolis, onde já fui morar duas vezes, e acabei voltando. Morei nos Estados Unidos um ano, em Los Angeles, e detestei. Tenho uma relação que vem da minha infância e talvez possa explicar. Morei em Boston dos 2 aos 5 anos. O meu pai era engenheiro naval e fez um curso de pós-graduação no MIT. Quando voltámos ao Rio, fui parar ao lugar onde os portugueses mais se concentravam, na região do Andaraí e da Tijuca. Peguei eles de caras! Fui morar na xácara do meu avô materno, cujo pai era de Guimarães, o Dr. Avelino, que eu não conheci. Era uma coisa toda portuguesa, com azulejos e essas coisas. O homem era «getulista» [partidário de Getúlio Vargas] e adorava fados. Só dava Amália. Certamente eu pensei que aquilo era música brasileira. A Amália era uma diva ao nível da Callas, da Piaff, da Yma Sumac, da Caterina Valente. Aqui tinha a Ângela Maria, uma voz maravilhosa, tinha a Carmen Miranda. Eram tratadas como deusas. Eu chego nesse clima e vou morar numa xácara portuguesa, na Rua Leopoldo, no Andaraí. Até aos 2 anos, não lembro de nada. As minhas memórias começam nos EUA, logo eu me considero um americano que chegou ao Brasil aos 5 anos e conhece Portugal [ risos ]. Adorei aquilo. Era o máximo.
E quando foi a primeira vez a Portugal, ver os parentes?
_Em 1981, à Festa do Avante!. Fiz um concerto inesquecível. Conheci o Cunhal, o Ruben de Carvalho, o Adriano Correia de Oliveira, que se tornou quase um protetor meu. Ele me adorava e protegia, contra o mal e o perigo. Era o meu guarda-costas. Tive a oportunidade de conhecer bem o Paulo de Carvalho. Conheci o Zeca Afonso, que já era um cara faladíssimo aqui no Brasil. Uma figura mítica, muito por causa do Chico, que o introduziu. Havia o Sérgio Godinho, que tinha o aval do Milton e do Caetano. (...) anos 1970, Portugal era olhado com ciúme. Porque se tinham libertado. As festas do 25 de Abril aqui eram ilhas de liberdade. Quando vinham os portugueses os teatros lotavam, tudo sob a proteção da embaixada portuguesa. Os militares não podiam falar nada, ficavam caladinhos. Costumavam cercar os teatros onde tinham as festas, mas muito subtilmente.
O Chico cantou o Grândola, Vila Morena numa dessas festas.
_Lá dentro cantávamos o que queríamos. E havia uma admiração enorme por vocês terem brigado e conseguido a liberdade.
Por outro lado, há da nossa parte uma outra fascinação: como se vocês conseguissem fazer da língua o que nós não conseguimos, soltá-la.
_Isso foi porque vocês pegaram uma ditadura o dobro do tempo e com um cara chato p"ra cacete, que até mudou a maneira de falar e de pensar. O Salazar virou Portugal de costas para o mundo. O Brasil até que resistiu. Mas a minha geração não tinha ideia do que se passava em Portugal. Só soube o que era Portugal depois do 25 de Abril.
O Brasil está a viver a quimera do ouro?
_Acho que sim. Nunca se roubou tanto. Eu diria, com quase certeza absoluta, que 25 por cento do nosso PIB vai pelo ralo só com corrupção. É um momento interessante no sentido em que as instituições estão começando a descobrir os golpes que já vêm sendo aplicados no país há muitos e muitos anos.
Podemos dizer que você é um compositor de combate?
_Eu costumo dizer que faço música de interferência [ risos ].
Quem ouve o seu Amorágio [o último disco, em tournée] vê ali uma espécie de conclusão de que a revolução e a linguagem do amor são as mais poderosas.
_O amor é a linguagem mais poderosa porque mexe com o sentimento de identidade entre as pessoas. É o que as move. Amor e paixão. As pessoas mantêm-se vivas através desse sentimento. Pode ser por um ideal, um sonho, uma pessoa, um animal, um objeto. O amor visto aqui de uma forma realista e não fantasiosa. A realidade interfere profundamente no amor. Quantas relações acabaram porque a realidade foi dura com um ou com os dois? Tem uma canção que eu canto que diz que se não fosse a nossa consciência, a gente teria mais tempo de se envolver nos mistérios de nosso amor tão sincero. Não fosse a tamanha injustiça que se alastra por todo o país a gente teria mais chance de estar juntos e sermos felizes. Não fosse a luta diária que mal dá para ver os filhos, não fosse o bem desgovernado teimando em sair dos trilhos, a gente estaria mais juntos, um bem dentro do outro, vivendo no corpo do outro, como devem ser os casais, sonhando com coisas reais, e cantando e dançando.
Revê-se no poema A Invenção do Amor, de Daniel Filipe?
_Muito, gosto muito dele. A língua portuguesa é a mais plástica que tem. É um idioma água. Assume qualquer forma de onde se coloca, de qualquer conteúdo. O brasileiro inventa muito. Todo o ano o dicionário cresce.
A palavra troika é a que mais se ouve por estes dias em Portugal. Por outro lado, a palavra cultura parece estar ameaçada de extinção.
_ Troika soa a qualquer coisa de tortura medieval. A Cultura [ e ponha com C maiúsculo ] na visão de administradores e governantes é um bem supérfluo e perigoso. Logo a abater. Pode derrubar governos e acabar com regimes se bem dirigida. Se existirem métodos de Educação [ pode colocar com E maiúsculo ] sérios e intensos, naturalmente a Cultura se manifesta, porque a própria Educação empurra para ela. Qualquer investimento em Educação vai levar a pessoa naturalmente a procurar conhecimento. Cria um sentimento de curiosidade que é fundamental para se consumir e procurar Cultura. Tem de se estimular a curiosidade e a Educação é o melhor remédio para isso.
Quem são os seus interlocutores em Portugal?
_Falo muito com o Carlos do Carmo e o Paulo de Carvalho, e o Zambujo também.
São conversas preocupadas?
_Sim, mas equilibradas. Vocês têm uma coisa maravilhosa, as tertúlias. Participei de várias. Aqui não temos isso. Daí nascem coisas, nasce a força das ideias. Temos saraus musicais. Há um programa de TV feito pelo Jorge Vercillo. Ele fazia parte de um grupo, de que meu filho e o filho do Gonzaguinha também participavam, chamado Compositores Unidos , o CU. Eles estão voltando, eles falam que o CU está voltando. De repente eu faço o CU lá em Portugal. A dinâmica é de se trocar um papo bom enquanto se brinca fazendo música. Eu faço parte de um grupo chamado GAP, Grupo de Articulação Parlamentar.
A política ativa nunca o tentou?
_Não. Ainda não tenho coragem. Obrigava a apertar mão de gente que você não gosta. Ou sentar e comer na mesma mesa. Se bem que já apertei mão de quem eu não gosto para conseguir coisas para a minha classe.
Sobre estas comemorações do Ano de Portugal e do Brasil, acha que há muito mais divulgação em Portugal das coisas brasileiras do que das portuguesas no Brasil?
_É uma grande verdade lamentável. Primeiro porque o Brasil tem o problema da dimensão, e há uma produção imensa. Tem um mercado que não abraça sequer toda a música brasileira. O mercado é menor do que a nossa música. E de entre todos os países do mundo, talvez excluindo Cuba, tem a música anglo-saxónica tomando uma grande fatia do mercado. Então, para um país que tem um mercado menor do que a música que produz, e que tem por cima um consumo de alto impacte de música sobretudo americana, o que resta não dá espaço para outros países. Depois tem o monopólio da Rede Globo. Setenta por cento da fatia. É estúpido mas é assim mesmo. Como pode uma empresa dizer para o país inteiro o que é bom e o que não é, o que pode tocar ou não? Tem ainda o domínio da música brega que na verdade são três: a baiana, também conhecida por axé, o pagode, que é um desvio do samba e ocupa um nicho bem popular, e a sertaneja. E agora apareceu a música religiosa e evangélica, dos padres, que também quer o seu quinhão.
E onde entram os grandes compositores como o Ivan, o Chico, o Milton, o Gilberto...?
_Eu falo que estamos em processo de extermínio. Que daqui a trinta anos estaremos no submundo, que um acorde de décima primeira é razão para fuzilamento sumário [ risos ].
É muito difícil, senão impossível, um artista português ter aqui o estatuto que o Ivan, um Chico ou um Caetano têm em Portugal?
_A razão é que eles só chegam aqui apresentados por uma elite, logo ficam de imediato presos a esse círculo. É preciso fazer o processo de apresentação dessas figuras para o povão. O sucesso depende da forma como se apresenta. Em 1980 Egberto Gismonti teve uma música numa novela. Vendeu mais de cinquenta mil cópias de uma música até que bem complicada, o Pavão Misterioso , que estava no lixo. O sucesso nasceu de essa música estar associada a um sentimento do momento que a novela explorava muito bem. Dizem que a minha música é sofisticada mas vêm dez mil pessoas ver o show em praça pública. Boto todas as décimas primeiras aumentadas que eu posso e acho que ainda não corro risco de fuzilamento.
Um fenómeno como Amália só se imporia hoje se fosse reverente aos ritmos sertanejos?
_A Amália foi além do fado. O fado fez muito sucesso nos anos 1960 graças ao Francisco José. O último disco dele ficou semanas na frente do Roberto Carlos.
Já que a palavra amor foi das mais faladas, pergunto a terminar o que é para si o amor.

 _Você é muito maldoso. O amor é quando você... (...), que pergunta - é quando você tem luz própria.»

Ivan Lins, álbum «Somos Todos Iguais Nesta Noite», 1977 (http://www.youtube.com/watch?v=gA70QJHOPto&list=PLQ0xxWPwGPlH55xh0hAc0ZkoW-Czg1Fyw)

«Quadras de Roda» (Ivan Lins):

 «PASSARINHO CANTOU DE DENTRO DE UMA GAIOLA 
 
CANTARIA MELHOR SE FOSSE DO LADO DE FORA 
 
       O MARINHEIRO ACORDOU E TINHA QUE ESPANTAR 
                       
ALGUEM LEVANTOU MAIS CEDO E ROUBOU O CEU E O MAR 
 
 
              
MEU AMOR NAO SABIA PORQUE NUNCA AMANHECIA 
                  
E QUE EXISTIA UM VIGIA NA PORTA DE CADA DIA 
 
 
 
MEU AMOR NAO SABIA PORQUE NUNCA AMANHECIA 
             
EXISTIA UM VIGIA NA PORTA DE CADA DIA 
              
MUITA GENTE CHAMOU URUBU DE MEU LOURO 
                   
PELO QUE EU VEJO AGORA, LE LE VAI CHAMAR DE NOVO 
             
MUITA AGUA ROLOU DOS OLHOS DO POVO 
                 
PELO QUE VEJO AGORA, LE LE VAI ROLAR DE NOVO»

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

SHAME WEAKNESS ANTI-PORTUGAL (SWAP): A SUDOESTE (SW) ABSORVE-SE PORTUGAL


José Sócrates, Teixeira dos Santos, Passos Coelho, Vítor Gaspar têm menor responsabilidade que Maria Luís Albuquerque na escandalosa questão das SWAP?

Que repulsiva promiscuidade 
Interesses de grupo, Estado e cidade 
Sem qualquer travão de incompatibilidade,
A Nação não interessa, nem a sua posteridade

A SUDOESTE (SW) ABSORVE-SE PORTUGAL
COM UMA CORRUPÇÃO TAL
QUE A PARASITAGEM BEM SE MANIFESTA

PARA QUALQUER ÓPTICA HONESTA


«Anterior Governo sabia de swaps desde 2010» afirmou a actual Ministra das Finanças.

O actual Governo sabia de swaps "tóxicas" desde 2011. Estamos em Agosto de 2013 e o problema não está ainda resolvido. Todos são responsáveis, comprometidos com a "Banca" e com o financiamento de empresas públicas de transportes que desperdiçam há muitos anos muito dinheiro. O Metro do Porto e os seus oportunistas e a CP com constantes greves e gestões públicas ruinosas, são exemplos que nos indignam há muitos anos. 

Vítor Gaspar afirmou na Comissão Parlamentar em 30-7-2013 http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=670337&tm=9&layout=123&visual=61:

«(...) Não há qualquer espécie de dúvidas e seria ridículo argumentar o contrário, que alguém como dirigente de uma empresa pública que contratou produtos derivados, que tiveram de resto bom resultado na contenção de custos de financiamento e riscos,  desconhecia a questão na sua generalidade. Não só não desconhecia, como a conhecia, conhecia e bem. E é uma pessoa que pode ser considerada perita nesta matéria.»

Carlos Costa Pina, por sua vez afirmou acerca da reunião entre Teixeira dos Santos e Vítor Gaspar em 18-6-2013 (23-7-2013):
«[tive a] oportunidade de mencionar ao dr. Vítor Gaspar o tema dos IGRF [instrumentos de gestão de risco financeiro] e, a propósito deste, ouvir ao dr. Vítor Gaspar a referência expressa – também já confirmada pelo próprio – à circunstância de a questão da Metro do Porto merecer uma atenção especial, em virtude de saber que alusões à mesma haviam sido suscitadas com preocupação por parte da dra. Maria Luís Albuquerque»


Rui Rio, Presidente da Câmara do Porto (PSD) em entrevista à RTP (30-7-2013 http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=670528&tm=9&layout=122&visual=61) afirmou ...
... acerca da actual Ministra das Finanças (PSD):
- «Se vivêssemos numa democracia adulta, uma pessoa que não diz a verdade toda, e pelo menos isso é certo que ela fez, não devia ocupar o cargo (...). Se fosse primeiro-ministro evidentemente não seria ministra das Finanças»
- «(...) Conduz uma batalha política contra a questão dos ‘swap’, leva à demissão, por exemplo, do engenheiro Juvenal Peneda e ela própria, que os fez na Refer, não sai do Governo e é promovida. Isto não faz sentido, não é justo (...)»
- A minha experiência é muito má, a minha avaliação, relativamente às suas capacidades, sinceramente, é muito má.

... acerca do candidato do PSD à Câmara do Porto:
- «Se eu viesse aqui apoiar o doutor Luís Filipe Menezes, era hipócrita. Se ficasse calado e não dissesse nada, tentando que no meu partido ninguém ficasse aborrecido comigo, eu era oportunista. Todos os dias faz promessas e promessas (...). Tenho a obrigação ética de me demarcar muito claramente do candidato que vai destruir tudo o que foi feito. Isto descredibiliza os partidos.»
- «Em Vila Nova de Gaia, em termos relativos, ainda fez pior do que aquilo que o actual Governo se queixa em relação aos seus antecessores [problema financeiro "gigantesco" para quem suceder a Luís Filipe Menezes na Câmara de Gaia]»
- «O candidato do meu partido fez-me mais oposição do que o Partido Socialista» «(...) tudo serviu para se demarcar daquilo que era a gestão da Câmara do Porto»
- «Tenho a obrigação de me demarcar do meu partido. Não é politicamente honesto porque o partido que durante 12 anos disse uma coisa, agora diz algo completamente diferente. (...) É possível austeridade e rigor e, ao mesmo tempo, crescimento»

Sérgio Monteiro afirmou acerca de Rui Rio como presidente da Junta Metropolitana do Porto (31-7-2013): 
«A própria Junta Metropolitana do Porto é accionista da Metro do Porto, teve ocasião na altura da aprovação dos (contratos de risco financeiro) swaps de se pronunciar a favor ou contra e não há registo de nenhum pronúncio desfavorável da Junta Metropolitana relativamente a isso»

Maria Luís Albuquerque na audição (25-7-2013): «O problema criado nas empresas públicas não é (...) resultado da contratação de swaps em si própria, mas da forma como esses instrumentos foram utilizados, em muitos casos, para constituir fontes de financiamento ou para artificialmente reduzir custos e melhorar resultados no curto prazo, à custa da assumpção de riscos futuros muito significativos.»


Vítor Gaspar:
«É um padrão de comportamento em que são assumidos compromissos que permitem a diminuição de custos no imediato e, no caso de empresas públicas, melhorar de forma imediata as contas das empresas, por contrapartida com a assumpção de riscos financeiros muito substanciais [no futuro] (...) O facto de serem pagos amanhã, mais tarde, serviu de argumento suficiente para a desvalorização dos custos, que oneram os contribuintes e penalizam as gerações futuras»

O PROBLEMA É A ETERNA PROMISCUIDADE ENTRE O ESTADO, A BANCA, OS OLIGOPÓLIOS, AS OLIGARQUIAS E OS CARTÉIS A NÍVEL EUROPEU.QUE FIZERAM ESTES RESPONSÁVEIS FINANCEIROS PAGOS PELO ESTADO EM NOME DA NAÇÃO PARA A DEFENDER?

O ESTADO TEM SERVIDO PARA ALIMENTAR INTERESSES MUITO DESFASADOS DOS DA NAÇÃO!
OS SEUS AGENTES ESTÃO MAIS OU MENOS SUJOS NESSES PROCESSOS EM TOTAL DESRESPEITO POR PORTUGAL, PORQUE EXISTE UMA DEBILIDADE ÉTICA E CULTURAL NAS ELITES CORRUPTAS QUE SE MOVIMENTAM EM PORTUGAL, SEM QUALQUER TRAVÃO EM TERMOS DE INCOMPATIBILIDADE DE FUNÇÕES, DE INTERESSES!

O ÚLTIMO SUSPEITO É UM RECENTE SECRETÁRIO DE ESTADO DA MINISTRA DAS FINANÇAS, QUE ESTEVE LIGADO AO CITI GROUP E ÀS SWAP. QUE TAL CRIAR INCOMPATIBILIDADE ENTRE GRUPOS FINANCEIROS E POLÍTICA EM TODA A EUROPA? NÃO HÁ PERÍODO DE «NOJO», PARA CITAR UM SUSPEITO AGENTE NA CADEIA DE VALOR DA CONSTRUÇÃO (O EX-MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS, JORGE COELHO), QUE RESISTA À TOTAL INCOMPATIBBILIDADE DE DEFESA DE INTERESSES DE GRUPO E DE DEFESA DA NAÇÃO, POR SISTEMA DE REPRESENTAÇÃO POLÍTICA!

http://www.euribor-rates.eu/includes/er-rentegrafiek15.jpg
Taxas euribor a 12 meses 1999-2013 (http://pt.euribor-rates.eu/euribor-taxa-12-meses.asp)



terça-feira, 30 de julho de 2013

AMOR E REVOLUÇÃO - AMOR ET REVOLUTIONIS - LOVE AND REVOLUTION


From the CD «Love & Revolution» - Nicola Conte (2011)

«Love and Revolution» Nicola Conte (2011)

«Come on in baby
Bring love all over your senses
See all daisies
Jewels of nature
Baby come on
Will people get together
Reachin´ out for givin´ love
No more denyin´ what we believe
Deep in our souls

It´s only love, love, love
That will set us free
Like a bird in the sky
Love will set us free
It´s revolution of flowers and peace
It´s a new day
A river of dreams
It´s revolution of flowers and peace
Get on
Just come on in

Will you believe one day
Lies are gone and guns are done
All religions be as one
Will you believe
Will you believe in me
If i say
We all belonging to each other
All of the races
Joinin´forever

It´s only love, love, love...»

This is a very beautiful live performance of this very beautiful song:
http://www.youtube.com/watch?v=spy1DbV8lk8


























Millions of years since the divine begining
From love to love we sing
Between that, inside Nature
Human beings survived
And step by step create a better future
Woman and Men loved
From must be to be
Joy and suffer, a long long way
And in a mature day
Love will rule the world we will see!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA II - CIVITATES FOEDERATAE AMERICAE II - UNITED STATES OF AMERICA II


«Lovely Portugal», north american points of view about the nearest European country to United States of America:

File:North Atlantic Ocean laea relief location map.jpg
«Relief location map of North_Atlantic_Ocean» Uwe Dedering (Wikipedia) Creative Commons http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en

«Obama bundler Sherman gets Portugal post» (http://www.washingtonpost.com/blogs/in-the-loop)
Posted at 10:23 AM ET, 07/26/2013

http://www.washingtonpost.com/rf/image_296w/2010-2019/WashingtonPost/2013/01/29/Foreign/Images/APTOPIX_Portugal_Daily_Life_0a6dc.jpg?uuid=6ZwRNmoREeKVsyctYEoQowThe lovely banks of the river Tagus at sunset in Lisbon. (Francisco Seco - AP)
 «President Obama went to a familiar pool to fill the lastest ambassorship, this one to lovely Portugal: his list of top campaign donors. Obama announced Thursday that attorney Robert Sherman (...), was his nominee for the diplomatic post.
Sherman helped found the Boston office of mega-law firm Greenberg Traurig,
Of course, we’ve seen this before. The president has made diplomats of many of his big money-men and -women — or at least he’s nominated them. The Senate’s got its work cut out with a slew of ambassador nominees to plow through.»

emily.heil@washpost.com
In the end of him diplomatic mission Allan Katz said to Diário de Notícias (28-07-2013):
«Há muitos países bonitos (...) como Portugal. Mas só há um povo português.
É uma altura muito difícil para os portugueses e admiro a sua paciência.
Portugal já viveu outros períodos difíceis. E isso preparou o País para o pior.
(...) complicado encontrar o ponto de equilíbrio entre segurança e liberdade pessoal», referiu o Embaixador a propósito da espionagem realizada pelos Estados Unidos da América, mas que em maior ou menor grau é realizada por todos os países. O problema é quando essa acção de defesa dos Estados compromete a defesa da(s) Pessoa(s) e conduz a caminhos falsos para os próprios Estados e para a sua segurança em Democracia, com desvios manipuladores para legitimar decisões intoleráveis. Em autocracia sabe-se bem o que se passa. Em Democracia é possível corrigir ou acabar com esses maus caminhos.

O Embaixador não vai esquecer:
- «As festas de Viana do Castelo com as mulheres com os seus fatos tradicionais e o ouro. Alguém me explicou que era verdadeiro e (...) de família. Lindíssimo»


- «As seis noites que passei no rio Douro. (...).»

- «O almoço que tivemos no Palácio de Belém quando o Presidente Obama esteve cá (...) Éramos 10 americanos e 10 portugueses. Eu estava ali ao lado do Presidente. Hillary Clinton estava do outro lado. (...)»
Palácio de Belém

Palácio de Belém




- «A vista para o mar da casa de uns amigos na Azoia. De onde se vêem quilómetros de costa.»

- «Os Açores. Porque são diferentes de tudo o que eu vi. (...).»
Açores ou Azores



domingo, 28 de julho de 2013

ALGARVE - CYNETICUM - ALGARVE

A parte mais a sul da LUSITANIA foi designada por CYNETICUM por ligação aos Conii, Cynetes (mais tarde por Algarve), com a sua fronteira natural a Oriente, o rio ANAS (Guadiana), por relação com a BAETICA.
http://photos1.blogger.com/blogger/2121/1119/1600/1979-1.jpg

Ficheiro:Guadiana Mouth.jpg
«Guadiana mouth» Toksave (Wikipedia) Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt)


«Carta corografica Algarve» - João Batista da Silva Lopes (1842)

A delimitação actual do Algarve é determinada pela ribeira de Seixe (em Odeceixe) e pela Serra de Monchique a Nordoeste e pela Serra do Caldeirão e pela ribeira do Vascão a Nordeste.

http://escapadelas.com/files/imagecache/Full/odeceixe640.jpg

A ribeira de Odeceixe a desaguar no Oceano Atlântico

A ribeira do Vascão a desaguar no Guadiana e uma lontra na ribeira..

Em 1249 Portugal liderado pelo rei Afonso III define as suas fronteiras, com a conquista definitiva do Algarve.
Formação de Portugal (http://historia5alustosa.blogs.sapo.pt/2012/01/)

Villa romana de Milreu perto de OSSONOBA (Faro):

File:Ruínas de Milreu048.jpg
File:Ruínas de Milreu049.jpg
«Ruínas romanas de Milreu» João Carvalho (Wikipedia) Creative Commons http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en
File:Portugal-Milreu-2.JPG
Milreu «Boden-Mosaik in der Ostseite dees Peristyls» CTHOE (Wikipedia) Creative Commons http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en


http://1.bp.blogspot.com/_icQURH_kwyw/TFa7v1z9gDI/AAAAAAAAAxs/F3X_EOPbfSg/s1600/Milreu+VI.JPG
http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/12/milreu11.jpg


Ficheiro:Agrippina the elder.jpghttp://www.portugalromano.com/wp-content/uploads/2011/11/Imperatriz-Agripina-Maior-coimbra-192x300.jpg

Agripinae maioris (moeda e esculturas em Atenas e Coimbra) e Agrippina minor, sua filha, numa escultura da villa de Milreu e numa escultura em Nápoles.
Agripinae maioris e Agrippina minor desenhadas por Jasper Burns 
Ficheiro:Panorama Ruinas.jpg
Ficheiro:Vista parcial da luz.jpg
Ficheiro:Praia da Luz.jpg
Luz, junto a LACCOBRIGA (Lagos) «Roman baths» II-V d.C Lacobrigo (Wikipedia) Creative Commons http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en

O Algarve tem locais muito bonitos como é o caso de Aljezur e da Serra de Monchique:
http://ceresinternational.org/libs/spaw2/uploads/images/Rebela-satelite.jpg
Aljezur e a sua ribeira (http://ceresinternational.org/libs/spaw2/uploads/images/Rebela-satelite.jpg) a desaguar no Oceano Atlântico (Praia da Amoreira) e o seu castelo (http://rotavicentina.com/), conquistado em 1249.


Os nossos antigos aliados do Reino Unido, que muito contribuíram para a preservação da nossa independência, apreciam muito Portugal, nomeadamente o Algarve (como é o caso do Primeiro-Ministro e de sua esposa, aqui em fotos no mercado de Aljezur), o que muito nos honra! As divergências políticas com os conservadores britânicos param aqui, na sagrada intimidade do casal em terras de Portugal, que os media interromperam por alguns momentos.
«Uma tradição local inscreve no terreno da lenda o episódio da conquista do castelo pelos cristãos:
Consciente da posição privilegiada do castelo e da cerrada vigilância mantida pelos mouros, D. Paio Peres Correia, despachou alguns batedores portugueses a sondar o terreno e os hábitos das gentes da povoação, a fim de delinear o seu plano de assalto. Em campo, estes conseguiram aliciar uma moura de rara beleza, Maria Aires, que lhes informou a prática de um antigo costume dos habitantes da região, de se banharem na praia da Amoreira na madrugada do dia 24 de Junho.
De posse desse dado, o D. Paio dispôs os seus homens de modo a que, na noite de 23 para 24 daquele mês, se ocultassem no vale vizinho ao castelo, hoje conhecido como vale de D. Sancho, certamente em homenagem ao soberano à época, Sancho II de Portugal. Camuflados com a vegetação, aguardaram o movimento dos mouros rumo à praia, na madrugada. Tão logo este se iniciou, os cristãos, ainda a coberto pela escuridão, encetaram a aproximação final para o assalto à povoação e castelo desguarnecidos. Neste momento, uma menina, neta de uma velha que havia ficado para trás na povoação, percebendo a movimentação incomum fora de portas, correu a avisar a avó que as moitas estavam a andar. A velha senhora explicava à neta os efeitos da brisa sobre a vegetação quando de surpresa os cristãos irromperam pelas portas, dominando a senhora que ainda intentou dar o alarme, fazendo soar um sino na torre da cisterna. (...).

Com a povoação conquistada para as armas de Portugal, D. Paio (...) [demonstrou a sua gratidão para com Maria Aires] fazendo-lhe erguer uma casa em local próximo da povoação que ainda hoje, em sua memória, se chama Mareares.» Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Aljezur)