quinta-feira, 25 de abril de 2013

(DES)GOVERNO DESFASADO DO IDEAL DE DESENVOLVIMENTO, POTENCIADO COM O 25 DE ABRIL












25 de Abril de 1974: o horrível regime autocrático é derrubado!
Em 1975 a Democracia é confirmada com a derrota dos comunistas, em grande parte graças aos socialistas (sociais-democratas - PS)!
Mas o aprofundamento da mesma bem como o Desenvolvimento estão por desenvolver e aprofundar ...




Apenas em 23 de Abril de 2013 o actual e mesquinho (des)governo, empossado em 21 de Junho de 2013 pelo actual, tendencioso e mesquinho presidente da república, apresentou um documento intitulado «Estratégia para o crescimento, para o emprego e para o fomento industrial 2013-2020» (http://www.portugal.gov.pt/media/982201/20130425_ECEFI.pdf)


E o Desenvolvimento? Brevemente comentaremos ...

E a ligação com a Despesa Pública que apenas crie Valor e que não o absorva? (ainda não temos nada do que foi prometido há dois anos).

A propósito, como é possível que para se cobrir risco nas empresas públicas de transportes se incorra em riscos ainda maiores? Foi um problema de dificuldade de obtenção de financiamento? Escandalosas as despesas nestas empresas, os direitos sem deveres, as greves que prejudicaram fortemente as empresas e as famílias na criação de valor, sem que o (des)governo tomasse uma posição firme. Só agora no final de Abril de 2013 é que reagiram a algo que estava já identificado?
O que é que este (des)governo anda a fazer para além de desvalorizar brutalmente Portugal?

Eis a divulgação do problema por parte do Governo (http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-das-financas/mantenha-se-atualizado/20130422-mf-instrumentos-gestao-risco-financeiro.aspx):
2013-04-22 às 18:42

ESCLARECIMENTO SOBRE INSTRUMENTOS DE GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO

«O Ministério das Finanças  informou que quando o presente Governo iniciou funções, «encontrou, no perímetro das empresas públicas, responsabilidades potenciais por utilização de instrumentos derivados que hoje podem ascender a cerca de 3 mil milhões de euros», acrescentando que «estas operações foram contratadas antes da entrada em funções deste Governo», e sublinhando que «não foram celebrados contratos deste género na vigência deste Governo».
Em comunicado, o Ministério afirma que «apesar de ser conhecida a dimensão potencial do problema, as características e riscos associados em concreto a estes instrumentos não eram claros». Assim, o presente Governo «reforçou os mecanismos de controlo e mandatou o IGCP [Instituto de Gestão do Crédito Público] para levar a cabo uma análise aprofundada às características destes instrumentos. Obtidos os resultados dessa análise, concluiu-se que vários destes contratos têm características problemáticas por não se tratarem de meros instrumentos de cobertura de risco e incorporarem estruturas altamente especulativas».
«Na sequência deste apuramento, o Governo iniciou, há dois meses atrás, um processo negocial com os bancos envolvidos dando prioridade absoluta à reparação dos prejuízos financeiros sofridos pelo Estado, da forma mais rápida e certa possível. O prazo para termo deste processo negocial foi fixado para final desta semana. O Governo tem vindo, igualmente, a levar a cabo a avaliação das circunstâncias e modo em que tais contratos à data foram celebrados», refere ainda o Ministério das Finanças.
O Comunicado conclui afirmando que «tal como inicialmente previsto, o Governo divulgará no final desta semana o resultado do processo negocial encetado com os bancos bem como os mecanismos que acionou tendentes a apurar eventuais responsabilidades, nos termos mais amplos admitidos».
A Secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, emitiu também uma nota na qual assinala «que o que tem sido posto em causa e tem vindo a ser analisado não é a legítima cobertura de risco financeiro - boa prática, e corrente, tanto no sector privado como no sector público - mas operações financeiras de natureza especulativa», e informa que a Secretária de Estado exerceu funções de Diretora de Gestão Financeira na Refer entre 2001 e 2007 e que a Refer [Rede Ferroviária Nacional] «não tem operações financeiras especulativas».»


O Jornal «Público» realizou um excelente trabalho sobre mais este escândalo de milhares de milhões com a «Banca» (Goldman Sachs anytime, anyplace anywhere, António Borges Consultor what are you doing?) e com o Estado (http://www.publico.pt/economia/noticia/contratos-de-alto-risco-em-quatro-empresas-publicas-levaram-taxa-de-juro-para-20-1592205):

«A investigação aos contratos swap (produtos usados para proteger financiamentos da variação da taxa de juro) celebrados por 15 empresas públicas detectou casos de especulação em quatro transportadoras do Estado: Metro do Porto, STCP, Metro de Lisboa e Carris. Há situações em que estes derivados ficaram dependentes de factores tão inusitados quanto a cotação do petróleo, fazendo disparar as taxas para 20%. Goldman Sachs, JP Morgan, Deutsche Bank e BNP Paribas foram os bancos que comercializaram estes produtos tóxicos.
O PÚBLICO apurou que estas quatro empresas foram identificadas como explosivas, porque, em vez de se limitarem a contratualizar swaps para cumprir o objectivo a que se destinam (definir uma taxa fixa para os financiamentos), foram invadidas por derivados financeiros complexos e altamente especulativos.
Os produtos a que aderiram fazem depender as taxas a pagar aos bancos de factores completamente alheios aos empréstimos. Entraram em jogo variáveis como a evolução da cotação do petróleo ou a variação do euro face ao dólar. Há casos extremos em que estas verdadeiras apostas financeiras fizeram as taxas disparar para patamares a rondar os 20%, quando a Euribor a três meses (que é tida como referência neste tipo de contratos) está actualmente em 0,2%.
(...)
Num comunicado enviado na segunda-feira às redacções, depois de o PÚBLICO ter avançado que a saída de dois secretários de Estado do Governo está relacionada com a contratualização de financiamentos de alto risco na Metro do Porto, o Ministério das Finanças reconheceu a existência de contratos com “estruturas altamente especulativas” nas empresas públicas que aderiram a estes produtos.
“Conclui-se que vários destes contratos têm características problemáticas por não se tratarem de meros instrumentos de cobertura de risco”, que deveria ser o objectivo para a adopção de swaps, o termo usado para designar estes produtos.
Esta conclusão foi retirada depois de uma auditoria conduzida pela Inspecção-Geral de Finanças e pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (antigo IGCP), que fizeram “uma análise aprofundada às características destes instrumentos”, tal como o PÚBLICO noticiou na semana passada.
No comunicado, a tutela de Vítor Gaspar avança ainda que iniciou “há dois meses um processo negocial com os bancos envolvidos, dando prioridade absoluta à reparação dos prejuízos financeiros sofridos pelo Estado, da forma mais rápida e certa possível”.
As perdas potenciais associadas aos contratos celebrados por 15 empresas públicas superam já os três mil milhões de euros, como confirma o Ministério das Finanças, frisando que “estas operações foram contratadas antes da entrada em funções deste Governo”. Os prejuízos só se tornarão reais caso os bancos decidam liquidar antecipadamente estes contratos.
O período de negociação com os bancos envolvidos termina no “final desta semana”, revela a tutela, acrescentando que nessa altura “divulgará o resultado do processo negocial encetado com os bancos, bem como mecanismos que accionou tendentes a apurar eventuais responsabilidades, nos termos mais amplos admitidos”.
A Procuradoria-Geral da República, entretanto, está a recolher indícios sobre este caso: "Neste momento a Procuradoria-Geral da República está a proceder à recolha de todos os elementos que lhe permitam decidir da instauração do respectivo procedimento criminal”, revelou numa nota enviada ao PÚBLICO
Este caso já levou à saída de dois secretários de Estado do Governo: Paulo Braga Lino, da Defesa, e Juvenal da Silva Peneda, adjunto do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. Ambos são ex-gestores da Metro do Porto. Braga Lino foi director financeiro da empresa 2006 e 2011 e Silva Peneda pertenceu à comissão executiva entre 2004 e 2008.
Secretária de Estado do Tesouro afasta especulação na Refer
Também a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque (que foi directora financeira da REFER entre 2001 e 2007) emitiu um comunicado, a título pessoal, em que esclareceu que a empresa “não tem operações financeiras especulativas”.
“Mais se esclarece que o que tem sido posto em causa e tem vindo a ser analisado não é a legítima cobertura de risco financeiro – boa prática, e corrente, tanto no sector privado como no sector público – mas operações financeiras de natureza especulativa”, refere a governante, acrescentando que está “totalmente disponível para prestar esclarecimentos na sede adequada sobre as operações de sua responsabilidade enquanto diretora de gestão financeira da REFER”.
A saída de Maria Luís Albuquerque chegou a ser analisada pelo facto de estar ligada a uma das empresas que celebraram este tipo de contratos. No entanto, a situação da REFER é muito diferente daquela que existe na Metro de Lisboa e na Metro do Porto – as empresas que acumulam perdas potenciais mais avultadas, superiores a 1,9 mil milhões de euros.
O que são swaps?
Os swaps são contratos que servem para proteger os financiamentos da variação da taxa de juro. Tal como aconteceu com as empresas públicas, centenas de empresas privadas recorreram a este mecanismo para cobrirem os riscos de uma subida desenfreada da Euribor.
No entanto, estes contratos têm-se revelado de alto risco porque geram ganhos mínimos para as empresas num cenário de subida de taxas de juro e perdas significativas quando as taxas descem.
É usada a palavra swap, que em inglês significa troca, porque estes instrumentos permitem substituir uma taxa variável por uma fixa (e vice-versa). Têm chegado aos tribunais muitos processos a contestar a comercialização destes derivados.
No Reino Unido, a Financial Services Authority, supervisora do sector, alcançou um acordo com os bancos, que se comprometeram a alterar os contratos e a compensar muitos dos clientes afectados.»


Secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque: na resultante de tanto tempo e dinheiro perdido é o Primeiro Ministro e o Ministro das Finanças que têm a total responsabilidade política pela situação, não a Secretária de Estado.

Abaixo destacamos o capítulo dos Instrumentos de Gestão do Risco Financeiro no Relatório da Direcção Geral do Tesouro e das Finanças «SEE - Sector Empresarial do Estado 2012 - Julho de 2012» (http://www.dgtf.pt/ResourcesUser/SEE/Documentos/Relatorios/2012/Relatorio_SEE_07_09_2012_DGTF.pdf)





CATARINA EUFÉMIA - CATHARINA EUPHEMIA - CATHERINE EUPHEMIA

19 de Maio de 1954, os Estados Unidos tinham libertado a Europa dos Nazis em 1945, mas não tinham libertado Portugal de um regime autocrático liderado pelo dita a dor António de Oliveira Salazar. A sua visão jurídico-financeira, o seu pavor pela indústria e pela Liberdade, vai bloquear o desenvolvimento do País, que em 1954 é um dos mais atrasados da Europa em termos culturais, económicos, sociais e políticos:

«A agricultura pela sua maior estabilidade, pelo seu enraizamento natural no solo e mais estreita ligação com a produção de alimentos, constitui a garantia por excelência da própria vida, e, devido à formação que imprime nas almas, manancial inesgotável de forças de resistência social. (...) aqueles que não se deixam obcecar pela miragem do enriquecimento indefinido, mas aspiram, acima de tudo, a uma vida que embora modesta seja suficiente, sã, presa à terra, não poderiam nunca seguir por caminhos em que a agricultura cedesse à indústria. Sei que pagamos assim uma taxa de segurança, um preço político e económico, mas sei que a segurança e a modéstia têm também as suas compensações». António de Oliveira Salazar (discurso em 28-05-1953)

A dinâmica indústria
Causava-lhe angústia
A divina Liberdade
Uma visceral irritabilidade

O jurídico-financeiro dita a dor
Colocou a Economia no congelador
Com a sua fanática austeridade
Ainda mais enraizou a Nação na saudade

Mau, batoteiro e irrealista criou ...
Tudo aquilo que o apavorou!!
Como cogumelos nasceram comunistas
Entregou o Ultramar aos extremistas

Tirano, ignorante e fanático
O seu poder mesquinho e atávico
Perpetuou a cultura parasitária
E profundamente arbitrária

O Além Tejo (Alentejo) da visão Norte-Sul da formação do território da Nação Portuguesa, iniciada com a excelente liderança de Dom Afonso Henriques, que contrasta com a horrível liderança do ditador Salazar, vai ser uma das vítimas do primado agrícola: a «Campanha do Trigo» iniciada em 1929 e que se estende até 1938, vai transformar montados (sobreiro e cortiça), olivais (oliveira e azeite) e vinhas (videira e vinho) em campos de trigo, numa perspectiva de autarcia e de substituição de importações, que vai causar os seguintes problemas, entre outros:
- dependência de uma mono cultura dependente das importações de adubos químicos (a CUF vai ser o agente de importação principal) e de máquinas agrícolas (Duarte Ferreira do Tramagal) e que vai ser explorada de uma forma excessiva em solo e clima não vocacionados para o efeito;
- consequente erosão dos solos, redução da sua matéria orgânica.

_ «Enquanto houver uma nuvem de perigo externo, um germe de desagregação interior, um português sem trabalho e sem pão, a revolução continua» Propaganda do Estado Novo citada pelo Diário da Manhã (1937)
_ «SÓ QUEREMOS TRABALHO E PÃO» Catarina Eufémia (1954)


A força bruta autocrática imortalizou e amplificou a voz de Catarina:


«CATARINA EUFÉMIA» - Sophia de Mello Breyner Anderson

«O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente
Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método obíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos
Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro
Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste
E a busca da justiça continua»


É esta a nossa homenagem a essa Mulher e a todas as Pessoas que com coragem enfrentaram, enfrentam e enfrentarão o poder mesquinho, a «Tirania, a Ignorância e o Fanatismo», que só após 20 anos aqui foi parado, e que neste dia 25 de Abril de 2013 é lembrado:

CATARINA HEROÍNA

Com o nome de «pura», Chatarina
E de «bom discurso», Euphemia
Da cidade de Chalcedonia,
Luso Latina heroína
Chega-nos a nós a sua eterna voz
Como um rio que alcança a sua foz
E se evapora e se ergue veloz
A denunciar toda a injustiça atroz
E volta para a sua nascente
E regressa ao seu poente


domingo, 21 de abril de 2013

JOGOS DE SOMA NEGATIVA - NEGATIVUM SUMMA LUDOS - NEGATIVE SUM GAMES


Represented by the incredible acquisition of submarines to Germany by Portugal and Greece! (see the message IMPORTAÇÃO - INVECTIO - IMPORT)

PORTUGAL was a «paradise» for win a lot of money from games of negative sum, from positions of big power (monopolies, oligopolies, cartels, State, ...)  over other companies and families! Banks, Energy, Telecommunications, Construction, Concessions, ... That was the principal reason for the big public debt with total cumplicity of Political Society... Germany for example, win a lot of money ...
Troika with that Political Society create more problems and still the same problems with Concessions, Energy, Banks, Telecommunications, State, ... with less money for all parasites ... but with the same protection of power ... all of this was bad for all and will be badly for all! Europe wake up slowly for the Cancer that show is Metastasis now in Netherlands, France, ... The incredible self illusion of the incredible expression «piigs» have an horrible end ... German Citezens wake up! Your political responsables don´t defend the German interests, without want destroying Europe! Inflaction monster? Monetary devaluation?Wake up! Germany and Europe will have a big economic devaluation!

With the data of the United Nations Statistics Division we create this graphic where we can see the decrease of European shares in World Imports by it Exports:

As we can see, between 2008 and 2012 Germany exports lost important shares in world imports like the other European countries for China and other countries of Asia, and for United States and other countries of America.

European Union «internal market» seems to come to a deep depression in 2013 (see below the last IMF World Economic Outlook data).

























20 de Abril de 2013, sujamos as nossas mãos na tinta da edição em papel do semanário «Expresso» e lemos na primeira página do seu caderno «Economia»: «Siderurgia Nacional ameaça ir para Espanha»!
Na página 17 do excelente trabalho de Vítor Andrade e Rita Atalaia, podemos ver a fundamentação do risco de saída pelas palavras do administrador Alvaro Alvarez Almodóvar do grupo MEGASA:
«"Em Espanha, onde também temos uma unidade, na Galiza, os custos por megawatt hora são €21 mais baixos e isso faz muito diferença" (...) ou há uma revisão dos custos energéticos para as empresas ou "simplesmente fechamos e vamos produzir para outro lado, nomeadamente para Espanha".
(...) Apesar de a SN ainda ser a principal produtora de aço da Península Ibérica (...) já há vários concorrentes (...) a colocar aço (...) "mais barato do que o que nós cá produzimos. E, nestas condições, não conseguimos estar no mercado".»

Pensamos logo no Grupo ARCELORMITTAL que tem por exemplo uma importante base industrial em Galaţi (ROMANIA - Roménia) e cujo líder indiano Lakshimi Mittal declarou recentemente numa entrevista ao «Le JDD»  (http://www.lejdd.fr/Economie/Entreprises/Actualite/Mittal-Nous-n-envisageons-aucune-nouvelle-fermeture-en-France-interview-603084):

«Vous avez été auditionné mercredi à l’Assemblée nationale pour parler de la situation de la sidérurgie et de la métallurgie. Qu’avez-vous dit aux députés?
J’ai été heureux de répondre à leur invitation. Le message que j’ai fait passer c’est que la France est un marché clé pour ArcelorMittal. Nous comptons rester ici et investir. La fermature des hauts-fourneaux de Florange ne doit pas faire oublier notre objectif de fond. Nous voulons créer une production durable et pour cela il faut augmenter la compétitivité de notre dispositif industriel en France.
La sidérurgie européenne est-elle condamnée?
Si un site ne tourne qu’à 60 ou 70?% de ses capacités, c’est un défi majeur. À Florange, en mettant sous cocon les hauts-fourneaux, nous avons pu accroître la production et la compétitivité de Dunkerque et de Fos-sur-Mer sans impacter notre part de marché. Pour augmenter la productivité de nos sites en France, il faudrait que les coûts de l’énergie soient moins chers, comme aux États-Unis ou en Allemagne. En France, le coût du travail est, par exemple, 20?% plus élevé qu’en Espagne, et votre droit du travail reste encore trop rigide. De façon plus globale, il est regrettable que l’Europe n’agisse pas en rempart contre les importations d’acier à bas prix des pays émergents.
La demande d’acier va repartir en Europe, pourquoi réduire vos capacités?
En 2012, la demande d’acier en Europe a chuté de 9%. Un plongeon, qui plus est dans un continent en récession qui ne génère pas de croissance. À partir de 2014, nous faisons l’hypothèse d’une hausse de 3?% par an. À ce rythme, nous n’aurons toujours pas rattrapé en 2020 les niveaux de 2007. Nos installations vont rester en surcapacité. Et l’industrie européenne de l’acier n’est pas assez compétitive pour exporter.»

É um problema da Europa, a França adiciona ao problema dos custos energéticos, o problema do custo dos empregados. Mas Portugal adiciona aos custos energéticos, retomamos o trabalho do «Expresso», considerados «"completamente desajustados da realidade"» outra desvantagem competitiva:
«A logística é outra das grandes limitações à actividade da SN. A empresa, que quer transportar toda a sua produção por comboio até aos portos de Setúbal e de Leixões [recordemos que as unidades são a SN Seixal e a SN Maia], queixa-se dde que a CP Carga só assegura 30% das suas necessidades, em parte por causa da multiplicidade de greves. Todo o resto tem que ser transportado por camiões, que ficam mais caros à empresa, para além de serem uma maior fonte de emissão de dióxido de carbono.
Alvaro Almodóvar nota ainda que continuam demasiado elevadas as taxas portuárias, que fazem com que os portos portugueses sejam cada vez menos competitivos.(...)»
«António Cavalheiro, assesor da administração da SN, faz questão de sublinhar que "numa altura em que se fala tanto na necessidade de atrair investimento estrangeiro, talvez não fosse má ideia começar por tentar segurar o que cá está".»

O que é que está em causa nesta pressão negocial da espanhola MEGASA, de acordo com os dados divulgados pelo «Expresso»:
- 750 milhões de euros de Volume de Negócios em 2012;
- 600 milhões de euros de Exportação (80%) para mais de 40 países;
- 750 pessoas empregadas;  

- Entre 55 e 60 milhões de euros / ano de Volume de Negócios para a oligopolística EDP;
+ Diminuição da poluição.

E o Governo o que fez proactivamente? Aprofundou o problema com a privatização sem corte das «rendas excessivas»! E reactivamente? Até agora parece que NADA, NIENTE!

E a oligopolística EDP? Os seus responsáveis do PSD como António Mexia e Eduardo Catroga? Contribuem para as «rendas excessivas» e são pagos a «preços de ouro»! Quem paga estes abusos de posição dominante e de ineficiências por parte do oligopólio e da cumplicidade do Governo e da Troika? As empresas e as famílias!

Com grande hipocrisia António Borges Consultor (ABC para as privatizações, para a renegociação das PPP, para a recapitalização da banca) diz verdades sobre estes abusos e más utilizações de poder, mas omite as suas responsabilidades numa conferência no ISEG (também no «Expresso-Economia», página 12). O seu comprometido presidente do conselho directivo João Duque, entusiástico apoiante da ascensão deste horrível (des)governo fala de outros temas na mesma página.

O surrealismo que o «Expresso-Economia» manifesta vem-nos de outro forte apoiante da ascensão do (des)governo Daniel Bessa (página 3), com uma «sem vergonha» incrível afirma: «O país precisa de crescer. Com as contas externas equilibradas, o país não precisa de mais austeridade-como António Borges tão bem tem vindo a dizer. O Estado sim continua com défices demasiado elevados, necessitando de austeridade (...)» E a sua responsabilidade ao longo destes anos todos, como o seu elogiado António Borges? Só agora é que fala nestes termos? E a austeridade deveria ter sido esta ABC Austeridade Básica e Cega, a «Austeridade do custe o que custar» que tantas vezes tem sido citada pelo líder do PS? É repulsiva a equiparação feita por Daniel Bessa entre o líder da oposição (António José Seguro) e o líder da posição (Pedro Passos Coelho)!: «(...) Os nossos patrimónios a delapidarem-se, os nossos empregos a perderem-se, as nossas vidas a esvaírem-se e estes dois senhores (...) a darem-nos este espectáculo.» INFAME! O Primeiro-Ministro procurou algum consenso em relação aos Orçamentos do Estado desastrosos de 2012 e 2013? Procurou algum consenso em relação à política de austeridade mais troikista que a troika? Aceitou as propostas alternativas do PS ou dos cidadã(o)s? Qual foi a posição de Daniel Bessa? Está expressa em muitas colunas do «Expresso».
Daniel Bessa além de muitas funções (como por exemplo, membro do Conselho Fiscal da GALP ENERGIA SGPS desde 2006, reconduzido até 2014; Administrador da AICEP), foi nomeado em 2011 para a comissão especial encarregada de acompanhar a operação de privatização da EDP, segundo um despacho publicado no Diário da República.

Num «espaço de opinião pública normal» as opiniões destes «opinion makers» estavam transformadas em carbono, portanto não eram opiniões eleitas em desfavor de outras opiniões bem mais saudáveis, isentas e interessantes. E a esse propósito citamos a agradável opinião do bom jornalista Nicolau Santos «Sete verdades troikistas que afinal não o eram» no mesmo «Expresso-Economia» (página 5) e que evidenciam parcialmente, a «banha de cobra» que em Portugal foi vendida entre 2010 e 2013, que nos indignou e que a contestámos desde o início (aqui, só a partir de 2012):
«1ª O memorando de entendimento está muito bem desenhado»;
«2ª Não há falta de financiamento para a economia»;
«3ª Não será necessário nem mais tempo nem mais dinheiro para proceder ao ajustamento»;
«4ª Portugal regressa aos mercados em Setembro de 2013»;
«5ª A economia vai começar a recuperar a partir de 2013»;
«6.ª As privatizações e reestruturações aumentam a concorrência e baixam os preços»;
«7ª  O ajustamento traz confiança e vai atrair o investimento estrangeiro».
Mais falsas «verdades» poderiam ser acrescentadas como a de que o ajustamento iria ser feito essencialmente pelo lado da despesa (2/3 contra 1/3 do lado da receita), tendo o PSD adiado, adiado, adiado efectivas medidas que estruturalmente eliminassem despesas que não criam Valor. Muitas dessas falsidades apoiadas pelo primeiro-ministro e pelo ministro das finanças, com a brutal inoperância do ministro da economia, e muitas outras, foram denunciadas pelo PS e pelo seu líder e não pelo mesquinho Daniel Bessa, que pretende agora passar por superior defensor do País.

O «Expresso» (PPD/PSD) é como a «Bola» (Benfica), são tendenciosos, mas para venderem semanários ou diários e a sua publicidade incluída, abrem as suas páginas a várias tendências, várias falsidades, várias verdades e meias verdades, não pondo em causa o saudável espírito liberal do seu líder. Uma das falsidades estavam no trabalho de Janeiro de 2010 divulgado na altura pelo «Expresso», de Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart «Growth  in a Time of Debt» em que se afirmava uma correlação negativa entre o peso da dívida pública e a variação do PIB, cujos erros foram recentemente denunciados (ver a nossa mensagem anterior). O «Expresso-Economia» (página 6) muito bem, pelas penas de João Silvestre e de Jorge Nascimento Rodrigues evidencia a realidade das «verdades estatísticas» e a partir dos dados divulgados podemos salientar o seguinte:
As resultantes estatísticas de períodos longos ao nível de correlações, simplificam brutalmente realidades históricas muito diferenciadas, com diferentes relações causais. O estudo de 2010 tinha erros e como todos os estudos empíricos, estava dependente dos dados utilizados e dos seus pressupostos, que podem ser facilmente enviesados pelas ponderações utilizadas. Repara-se na diferença de resultados entre 2010 e 2012 pelos mesmos autores (com dívida pública superior a 90% do PIB, de -0,1% de variação média anual do PIB para 2,4%, incrível!). Repare-se na diferença a partir da mesma base empírica, mas com a correcção de erros e ponderações:


Estão em causa essencialmente os políticos como Vítor Gaspar (quadrado incompetente) e Oli Rehn (representante da Finlândia na Comissão Europeia, que tem o pelouro que abrange o euro), que citaram este estudo como fundamentação empírica das suas políticas desastrosas para a Europa, que nas páginas 8 e 9 do «Expresso-Economia» ficam bem evidentes com o mais recente «World Economic Outlook» do FMI (IMF) http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/01/index.htm:
As Economias Latinas da Europa, com a excepção da Roménia (Romania) sofrem variações negativas previsionais dos seus Valores Acrescentados adicionados de impostos sobre a produção líquidos de subsídios, extremamente prejudicadas por um euro forte.
    As Economias de Países cujas autoridades extremistas apoiam um euro forte (liderados pelo actual Governo da Alemanha, que esperemos que seja substituído nas próximas eleições) ou que nunca o apoiaram (Reino Unido, United Kingdom) sofrem variações positivas muito baixas dos seus PIB ou mesmo uma variação negativa (Holanda, Netherlands)

 As Economias de Países cujas autoridades apostaram no crescimento e na flexibilidade monetária beneficiam de aumentos significativos dos seus PIB, como por exemplo o Brasil (Brazil) e a Colômbia da América Latina, os Estados Unidos da América (USA) que pode fabricar notas e se endividar por enquanto, sem consequências desastrosas e a China que aceitou de bom grado a excessiva externalização industrial da Europa e a sua liberalização e se tornou uma grande fábrica do Mundo. Estes dois gigantes ganharam quotas de mercado nas exportações mundiais ganhas essencialmente à Europa, à conta da cegueira dos seus dirigentes, que favoreceu fortemente as importações (nomeadamente da Alemanha)) e prejudicou brutalmente as exportações de bens de consumo dos Países Latinos, com maior elasticidade ao preço que as exportações de bens de equipamento da Alemanha.

Repare-se no que Olivier Blanchard do FMI disse após ter reafirmado o erro do multiplicador fiscal no início de 2013: «Europe should do everything it can to strengthen private demand. What this means is aggressive monetary policy and what this means is getting the financial system to be stronger - it’s still not in great shape.» Incredible "stop and go" and not a really management of risks. Great incompetence of all responsables of Europe and IMF! With Greece, Ireland, Portugal, was not a great problem ... with Spain and Italy, yes but ... with France, Netherlands, ... yes a big problem! Incredible! How much money win all these responsables? The big problem is that kind of culture. Europe need another Persons, another Culture!!!

As Pessoas na Europa vão-se apercebendo de todos os erros cometidos e dos seus beneficiários e sentem que foram jogos de soma negativa e círculos viciosos, extremamente prejudiciais para os Países Europeus e para o Mundo! A ideia de que os Latinos eram os irresponsáveis consumidores e investidores que tinham o que mereciam, muito tarde, está-se a evidenciar como uma grande falsidade aos olhos de cada vez mais Pessoas no Mundo!

Há que voltar a desenvolver jogos de soma positiva e círculos virtuosos, nomeadamente com outras partes do Mundo como a América Latina! Uma Comunidade Económica e Cultural Latina que ligasse a América e a África com a Europa, faria muito o sentido!

sábado, 20 de abril de 2013

COLÔMBIA PORTUGAL - COLUMBIA LUSITANIA - COLOMBIA PORTUGAL



«Palabras del Presidente Juan Manuel Santos en la inauguración de la 26ª Feria Internacional del Libro de Bogotá» (http://wsp.presidencia.gov.co/Prensa/2013/Abril/Paginas/20130417_08.aspx)

Bogotá, 17 abr (SIG). "Desde Portugal se divisa el mar, se siente el mar, se vive el mar.
El océano Atlántico es el infinito profundo de una nación que desde hace muchos siglos se lanzó a las aguas para descubrir el mundo.
Hoy Portugal, siguiendo su vocación, descubre otro país: descubre a Colombia, que esperaba ansiosa su llegada.
Y nosotros también tenemos la alegría de acercarnos a Portugal, que viene con sus autores, con sus músicos, sus arquitectos, sus cineastas, su gastronomía y –sobre todo– con su mar.
De pronto Bogotá, esta ciudad andina en que vivimos a 2.600 metros de altura, se ha convertido –igual que en una fábula de Saramago– en una isla improbable, circundada por aguas color turquesa, como si Portugal nos rodeara con su abrazo marino.
¡Y qué hermoso que sea así! Recibir a Portugal –acompañada de la fuerza de su mar, de su historia y su cultura– es un hecho poético, mágico, que nos llena de ilusión.
Han venido ustedes, señor Presidente, a traernos ese mar portugués que Fernando Pessoa describió en sus versos:
Oh mar salada, ¡cuánta de tu sal
son lágrimas de Portugal!
Por cruzarte, ¡cuántas madres lloraron,
cuántos hijos en vano rezaron!
¡Cuántas novias quedaron por casar
para que fueses nuestra, oh mar!
Por eso resulta tan apropiado el lema que caracteriza la presencia lusa en Bogotá: "Desde mi idioma se ve el mar".
En pocas lenguas como el portugués encuentra el mar una mayor presencia; una mayor dimensión humana, épica y lírica.
Luis de Camoens –por ejemplo–, el Príncipe de los Poetas de su tiempo, no solo fue un soldado sino que inmortalizó los descubrimientos del gran navegador Vasco de Gama
Por ello, fue en su tumba, en el hermoso monasterio de los Jerónimos, donde el primer día de nuestra reciente visita a Portugal colocamos un ramo de rosas colombianas.
De ese mar, de esa tradición, de esa historia, llega usted, apreciado presidente Cavaco Silva, encabezando la gran delegación portuguesa que se hace presente en la Feria Internacional del Libro de Bogotá.
Como si se tratara de un navío lleno de tesoros, llega su barco con 23 escritores portugueses, y con 20 mil libros que se ofrecerán en su pabellón y otros 20 mil que se regalarán a través del programa Libro al Viento.
Además, se lanzan en la Feria más de 30 libros portugueses traducidos al castellano exclusivamente para este evento, más de la mitad de ellos publicados por editoriales independientes.
Los lectores colombianos –que ya están familiarizados con la obra de Camoens, de Queirós, de Pessoa, de Lobo Antunes o Saramago– tendrán la ocasión de conocer lo más actual de la literatura portuguesa.
Por ejemplo, se lanzan en primicia mundial la edición de un libro hasta ahora inédito del mismo Saramago, así como traducciones exclusivas de autores portugueses que van desde Fernando Pessoa hasta Vasco Graça Moura y otros poetas y escritores contemporáneos que nos acompañan.
Se presenta, por otro lado, con el patrocinio de nuestra Cancillería, la traducción al portugués de dos obras emblemáticas de la literatura colombiana, como son La Vorágine de José Eustasio Rivera y una antología poética de uno de nuestros más grandes escritores, Álvaro Mutis –ganador del Premio Cervantes–
También vienen personalidades como el premiado arquitecto Eduardo Souto Moura o Pilar del Río –la entrañable compañera de Saramago y presidenta de la Fundación que lleva su nombre–.
Por supuesto, no podía faltar el fado, el nostálgico fado, que nos llega en la voz de sus mejores intérpretes.
A nombre de los colombianos, de los 47 millones de colombianos, quiero agradecer a usted, señor Presidente, y al Secretario de Cultura de Portugal, Jorge Barreto Xavier, por este enorme esfuerzo que han hecho.
Sabemos que Europa –y Portugal en particular– atraviesa por una época muy difícil y por eso valoramos y agradecemos la generosidad y grandeza con que han respondido los portugueses a esta invitación.
También debo reconocer el aporte fundamental de un colombiano con alma lusa: el profesor Jerónimo Pizarro, quien no sólo es uno de los mayores especialistas en el mundo en la obra de Pessoa, sino que fue el comisario para Portugal de su participación en esta feria.
Gracias a estos esfuerzos, hoy recibimos, complacidos, la más amable de las invasiones –la invasión de la cultura portuguesa– y podemos decir, literalmente, que Portugal se toma a Bogotá.
La Feria del Libro de Bogotá, que llega a su vigesimosexta edición gracias al buen trabajo de la Cámara Colombiana del Libro y de Corferias, gana cada vez más presencia y prestigio dentro de las ferias que se realizan en todo el planeta.
Este año –además de la presencia de los mejores escritores, periodistas e ilustradores de Colombia y muchas regiones del mundo– contamos por primera vez con la participación de un premio nobel: el escritor francés Jean-Marie Gustave Le Clézio.
¿Sabían ustedes que, en un hecho sin precedentes, han venido a nuestro país en los últimos tres meses nada menos que cinco grandes escritores laureados con el Nobel de Literatura?
En enero estuvieron Mario Vargas Llosa y la novelista y poetisa rumana Herta Müller.
Hace pocos días estuvo en Bogotá el nobel sudafricano John Maxwell Coetzee, y también hace poco llegó para una estancia en Cartagena nuestro querido Gabriel García Márquez.
Y ahora nos visita nada menos que Le Clézio, un autor que ha sabido transmitir la riqueza y diversidad del mundo y sus culturas ancestrales en su obra.
Nos honra saber que hace cuatro décadas estuvo en Colombia –en las selvas del Darién– y que aquí aprendió de la sabiduría de los pueblos emberas y wounaan, una experiencia que cambió su vida y le inspiró algunos de sus libros.
Siempre me alegra venir a estar feria, y poder compartir los avances de nuestro gobierno en un esfuerzo al que le ponemos todo el corazón como es el Plan Nacional de Lectura y Escritura "Leer es mi Cuento".
Estamos empeñados en promover la lectura como fuente de crecimiento personal –y por consiguiente de la sociedad–.
Sabemos que la lectura es una de las estrategias más efectivas para cerrar las brechas y hacer de Colombia un país MÁS JUSTO y MÁS MODERNO.
Los Ministerios de Cultura y de Educación están fortaleciendo, como nunca antes, la red de bibliotecas públicas y de bibliotecas escolares del país.
Cuando llegamos al gobierno, en las bibliotecas públicas había 8 millones y medio de libros, adquiridos en un lapso de siete años, entre 2003 y 2010.
Pues bien, en los primeros dos años y medio de nuestro gobierno hemos adquirido y producido para estas bibliotecas 7 millones y medio de libros.
Y estamos haciendo gran un esfuerzo por un sector de la sociedad muy especial, es la primera infancia porque sabemos que el hábito de la lectura se forma en los primeros años de vida del ser humano.
Hemos dotado a las más de 1.400 bibliotecas públicas del país, a los más de 1.300 centros de atención integral de primera infancia y a todos los hogares del Instituto Colombiano de Bienestar Familiar con colecciones de libros para la primera infancia.
Yo me la paso diciéndoles a los padres y a las madres: enséñenles a sus hijos a leer, no hay nada más maravilloso, descubren un mundo nuevo que dura toda la vida.
Incluso, cada vez que entregamos una vivienda de interés prioritario –que benefician a las familias de menos recursos del país– la vivienda incluye una biblioteca básica de 9 libros escritos y editados especialmente para sus intereses.
En cuanto a las bibliotecas escolares, triplicamos la meta que nos habíamos fijado en el Plan Nacional de Desarrollo, y para el final de este año habremos entregado 19 mil cuatrocientas bibliotecas a igual número de escuelas, incluyendo formación a los docentes.
Tan solo para este plan de lectura hemos adquirido más de 5 millones de libros.
A esto se suman los 18 millones de textos escolares del programa "Todos a Aprender" que hemos entregado a los niños de primaria de más bajos recursos para mejorar sus aprendizajes en lenguaje y matemáticas.
¡23 millones de libros y textos! Esta es una inversión sin antecedentes en la historia del sector educativo colombiano.
Y lo mejor es que todas estas compras, tanto por el ministerio de Cultura como el de Educación, están siendo realizadas mediante un método de subastas inversas que nos ha permitido adquirir más libros a un precio más moderado.
Así estamos promoviendo el viaje maravilloso que significa la lectura entre los niños y jóvenes de nuestro país, comenzando – como ya dije– por esos primeros años cuando aprendemos el gusto por los libros a través de los cuentos que nos leen.
Bien decía el siempre vivo Saramago:
"Hay quien se pasa la vida entera leyendo sin conseguir nunca ir más allá de la lectura; se quedan pegados a la página, no entienden que las palabras son sólo piedras puestas atravesando la corriente de un río. Si están allí, es para que podamos llegar a la otra margen. La otra margen es lo que importa".
Eso es lo que queremos para los colombianos: que atraviesen el río sobre el puente que forjan las palabras; que lleguen victoriosos y felices a la otra margen, a ese otro lado que significa cruzar la brecha, avanzar en el camino de la vida.
Apreciado presidente Cavaco Silva, amigos de Portugal y del mundo, y amigos todos del libro:
Hoy recibimos a Portugal y su cultura con la misma admiración y respeto con que los portugueses acogieron en noviembre pasado la exposición del maestro Fernando Botero, que se realizó en el majestuoso Palacio de Ajuda de Lisboa.
Estamos, además, a escasos días de conmemorar los 39 años de la Revolución de los Claveles, lírico nombre con que quedó registrado en la historia el levantamiento militar del 25 de abril de 1974 contra la dictadura más larga de Europa.
Claveles rojos, del color de la sangre que no se derramó, fueron sembrados en los cañones de los fusiles que no se dispararon.
¡Qué bonita alegoría para un país que, como Colombia, hoy sueña la paz y tiene razones para creer en la paz!
Sé –como le dije ayer señor Presidente– que al terminar estas semanas de intensa presencia portuguesa aquí en nuestro país, será inevitable sentir una profunda saudade, esa palabra hermosa que nos regaló la lengua portuguesa.
Ojalá cada día más se incentive en nuestro país el aprendizaje de este idioma que suena como música a nuestros oídos y que hablan más de 250 millones de personas en el mundo.
Y ojalá nos visiten cada vez más portugueses que vengan a aprender español en nuestro suelo; que quieran contagiarse de nuestra alegría y nuestra mezcla de culturas; que se animen a vivir y disfrutar el "realismo mágico", ese que nos distingue en todo el mundo.
Mientras tanto, aquí, en Bogotá –en esta ciudad alta rodeada por la cordillera– vamos a respirar el mar, vamos a sentir el mar, a mojarnos de mar, a escuchar el mar, a oler el mar…
Ese mar que nos traen –como un regalo de los siglos– el arte y la cultura de Portugal.
Muchas gracias".

Que contraste com o cinzento Cavaco, que discursa sem alma, não sendo um digno representante da Nação neste importante momento das relações culturais, económicas e políticas com a Nação Colombiana.

Cavaco é criticado
Pelos escritores do País amado
Por não ter citado
O escritor afamado

O nome de Saramago
Não harmoniza com o Cartaginês
Aníbal não sente o âmago
Da notoriedade do Português

Na Colômbia simboliza a ligação
Com a sua língua materna
De Nação para Nação
O anfitrião manifestou a alma fraterna

VIVA A COLÔMBIA! VIVA PORTUGAL! VIVA A RELAÇÃO LUSO-COLOMBIANA!












A fadista Raquel Tavares na cerimónia de inauguração da Feira do Livro de Bogotá (18-04-2013)

«Palabras del Presidente Juan Manuel Santos en la clausura del Encuentro Empresarial de Colombia y Portugal» (http://wsp.presidencia.gov.co/Prensa/2013/Abril/Paginas/20130417_02.aspx)

Bogotá, 17 abr (SIG). "Señor Presidente (de Portugal) Cavaco Silva, nuevamente, qué bueno tenerlo aquí entre nosotros.
Qué bueno tenerlo en un evento con tanto significado, porque en el fondo lo que nosotros hacemos para mejorar nuestras relaciones, para que Portugal y Colombia se acerquen, quienes lo ejecutan son las empresas y los ciudadanos.
Y lo que hemos visto el día de hoy es un paso claro, definitivo en ese acercamiento de nuestros dos países que está produciendo ya resultados concretos.
Está generando inversiones, empleo en los dos países y de eso se trata este acercamiento, entre otras cosas, porque también esta tarde lo tenemos también en el campo cultural, al igual que el campo político, en todos los campos, nuestras relaciones vienen creciendo y fortaleciéndose.
Desde que lo vi ayer en el almuerzo a hoy me ha tocado hablar con varios presidentes latinoamericanos: México, Argentina, Brasil, Chile, Perú, todos le mandan un saludo muy especial, todos lo aprecian enormemente. El Presidente (de Perú) Ollanta Humala me dice que allá lo está esperando con los brazos abiertos porque creo que usted viaja de aquí para allá.
Y qué bueno esta firma de los convenios entre empresas portuguesas y empresas colombianas.
Las inversiones que ya tenemos de empresas portuguesas son inversiones muy importantes. Como lo dije ayer, fui personalmente a la inauguración del primer hotel del grupo Pestana aquí en Bogotá; y fui también personalmente a la inauguración de la primera tienda y el centro logístico del grupo Jerónimo Martins, un grupo que como todas las empresas portuguesas -y eso es algo que quiero resaltar- tiene un gran sentido de la responsabilidad social.
Y me explicaron, su dueño, el abuelo de la familia, Suarez Dos Santos, explicaba cómo ellos tenían una forma de operar, en donde la responsabilidad social estaba en primera instancia.
Y me explicó, por ejemplo, cómo iban a pagar en promedio 20 por ciento más, en promedio en el comercio en Colombia, a sus empleados en sus tiendas, 40 tiendas van a inaugurar de aquí a final de año, y van a invertir cerca de 500 millones de euros, cosa que nos complace enormemente.
Además, dentro de su política, tienen como norma estimular la producción nacional y comprarle a los productores nacionales, ayudarlos a mejorar la forma como producen y como operan. Y eso entonces tiene un efecto muy importante en toda la cadena que los vuelve a todos más competitivos.
Esperamos ver muy pronto muchos productos colombianos vendiéndose en Polonia, donde ese grupo es muy fuerte, y cómo nos complace que haya escogido a Colombia como su segundo país para desarrollar sus negocios.
Lo mismo las demás empresas que aquí vimos, creo que es un gran acierto y una gran noticia para Colombia y para Portugal.
Quiero aprovechar este espacio para hablarles a los demás empresarios portugueses, que acompañan a su delegación Presidente Cavaco Silva.
Los portugueses siempre han sido navegantes, exploradores, yo fui también marino en mi época, y nos enseñaron a los marinos que siempre hay que tener un puerto de destino, una visión.
Hay una famosa frase de Séneca: 'para quien no tiene puerto de destino todos los vientos son desfavorables´.
Para quien sabe para dónde va las cosas se le facilitan. Y poniéndonos en los zapatos de los empresarios: ¿qué quiere un empresario que quiera invertir en un país?, conocer un poco cuál es la visión de ese país, para dónde va ese país.
Porque al fin y al cabo desde nuestra perspectiva los empresarios extranjeros son nuestros socios en el desarrollo, en la construcción de ese país, de esa visión de país, de ese futuro;
Y por eso considero muy importante compartir con ustedes esa visión, para dónde queremos los colombianos llevar a nuestro país, para dónde quiere este gobierno llevar a nuestro país.
País más justo
Esa visión se podría describir muy sucintamente, como: queremos un país más justo, un país más moderno, un país más seguro, manteniendo siempre una unidad
Y eso es lo que hemos venido construyendo en estos 33 meses de gobierno y hemos venido construyéndolo no con frases, sino con hechos.
Muy rápidamente voy a hacerles un repaso por esa visión de país con hechos concretos.
Un país más justo quiere decir con mejores oportunidades y un país con menos desigualdades.
Colombia ha sido un país muy desigual, tenemos infortunadamente -hasta hoy espero- la muy vergonzosa posición de ser uno de los países más desiguales de América Latina, el segundo país más desigual, y el séptimo más desigual del mundo. Ahí hemos hecho un gran esfuerzo con políticas sociales enfocadas a reducir la pobreza, a reducir las brechas entre regiones y a reducir las desigualdades.
Esta semana, el jueves –mañana- vamos a publicar las cifras, últimas cifras sobre desigualdad en Colombia y sobre reducción de la pobreza y les anticipo que hemos hecho más en estos 33 meses en reducir la desigualdad que en ningún otro periodo de nuestra historia y ya no vamos a estar en ese vergonzoso segundo lugar, ni vamos a estar en ese séptimo lugar en el mundo, segundo en América Latina.
Y seguiremos haciendo un gran esfuerzo, porque uno de los obstáculos para el crecimiento de una economía es: la desigualdad, eso está comprobado en todas las academias, en todos los libros de economía, si hay una gran desigualdad queda más difícil crecer, entonces eso lo estamos haciendo por eso un país más justo, lo estamos logrando.
Otro mecanismo para lograr un país más justo, la educación es el vehículo más efectivo de movilidad social.
Aquí hemos hecho un gran esfuerzo. Decretamos Presidente Cavaco Silva (Presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva) la gratuidad total en la educación para todos los niños y niñas de Colombia del grado cero al grado 11, a partir del año pasado. Eso está beneficiando a cerca de 8.6 millones de niños.
Y estamos haciendo un gran esfuerzo para mejorar la calidad de esa educación y mayor acceso de los colombianos a la educación superior y ahí estamos también trabajando con mucha pasión porque entendemos que la educación es realmente sembrar futuro.
Hemos querido hacer algo revolucionario en el tema de las tecnologías para afrontar las desigualdades y por eso iniciamos un proceso de conectar el país con fibra óptica y banda ancha.
Todos los municipios del país al final de este cuatrienio van a estar conectados, simultáneamente hogares de 2.2 millones de hogares conectados en internet. Vamos a terminar el cuatrienio con 8.8 millones de hogares. Es una cifra muy considerable y al mismo tiempo estamos subsidiando y llevándole, focalizando ese esfuerzo en los estratos más bajos
¿Para qué? Para que los niños y niñas de los estratos más bajos tengan las mismas oportunidades en acceso a la tecnología, que tienen los niños y niñas de los estratos más altos, no solamente aquí en Colombia, sino del mundo.
Un niño de un estrato 1 o 2 –que son los más bajos en Colombia – tendrá el mismo acceso porque además estamos subsidiando. Tenemos nosotros, Presidente Cavaco, los computadores más baratos de toda América por la política arancelaria y por una serie de medidas que hemos hecho y esos computadores se los estamos, en muchas ocasiones regalando o estamos subsidiando la compra, para que la mayor cantidad de niños tengan acceso a los computadores.
Imagínense ustedes lo que significa para un niño tener acceso a un computador, a internet, que también estamos subsidiando en los estratos más bajos. Ahí estamos haciendo un gran esfuerzo.
Estamos haciendo un gran esfuerzo también en la parte de la justicia misma.
Y, ¿cómo opera la justicia?
La justicia colombiana infortunadamente en los ranking de competitividad ha estado mal por la lentitud en las decisiones.
Nosotros somos un país muy respetuoso del Estado de Derecho, muy respetuoso de las leyes pero tenemos un aparato de justicia muy lento. Ahí hemos hecho un gran esfuerzo y hemos aprobado varias reformas que están mejorando eso sustancialmente.
El Código General del Proceso, es una ley que aprobamos, aprobamos un Estatuto Arbitral para tener arbitramentos nacionales e internacionales, que hoy es considerado Estado del Arte a nivel mundial y eso Ministro Sergio Díaz (Ministro de Comercio, Sergio Díaz Granados) nos debe haber aumentado nuestro ranking en ese aspecto, en materia de competitividad.
Estamos haciendo unas inversiones muy grandes para tecnificar la justicia, abolir los expedientes en Portugal, en España, en países iberoamericanos que son tan comunes con expedientes, en cada caso con una cantidad de páginas. Vamos a ver si podemos hacer el expediente virtual y estamos avanzando muy rápidamente en esa dirección.
Hicimos, simplemente para mencionar otro ejemplo en materia de justicia, tal vez una de las reformas más importantes en los últimos tiempos que va a tener una gran repercusión en hacer de este país un país más justo y es la reforma de cómo se reparten las regalías.
Antes las regalías se concentraban en unos pocos departamentos y municipios, ahora las regalías se van a distribuir con un criterio de equidad, para todo el mundo y más para quienes más lo necesitan. Eso está ya comenzando a funcionar y eso va a tener un gran efecto en materia de equidad y de hacer de este país un país más justo.
País más moderno
El otro componente de nuestra visión, un país más moderno.
Qué se requiere para un país moderno; un país con una economía sólida. Una economía que crezca y que se sostenga en el tiempo. Ahí también hemos logrado avanzar muchísimo.
El crecimiento de Colombia en los últimos años ha sido de un porcentaje cercano al cinco por ciento, estamos en este momento en el cuatro, terminó el año pasado en cuatro. Precisamente hace dos días pusimos en marcha un programa para darle una inyección adicional, impulsar más la economía, para que crezca a su máximo potencial sin introducir más inflación, eso es el 4.8 por ciento.
Y queremos que eso se sostenga ahí, pero eso no se hace sin hacer un esfuerzo en lo que llaman los fundamentales. Por ejemplo, tener salud fiscal, ustedes los saben, Presidente Cavaco, los portugueses, los españoles, los europeos, los americanos, los japoneses, todos saben muy bien los costos de no tener responsabilidad, o por lo menos unas finanzas equilibradas.
Ahí Colombia ha hecho un gran esfuerzo. No solamente desde el punto de vista de la coyuntura, sino también hemos puesto en marcha una serie de leyes y de reformas constitucionales que nos obligan en el largo plazo a ser fiscalmente responsables.
El año pasado terminamos con el superávit fiscal más alto que hemos tenido en nuestra historia, desde que medimos lo que denominan los economistas el sector público no financiero. Terminamos con un superávit del 0.45 por ciento del PIB o sea cerca de tres billones de pesos, cuando habíamos recibido un déficit de cerca de 18 billones de pesos.
Y eso es algo muy importante porque eso genera una dinámica, por ejemplo, en el costo del capital, en lo de los inversionistas. Los intereses se han reducido sustancialmente.
Nosotros estamos prestando plata. Nuestros bonos soberanos se colocan al nivel más bajo de toda nuestra historia, mucho más bajo que otros países, que nosotros hace unos años no nos hubiéramos imaginado que eso fuera posible.
En la política monetaria también hemos sido muy responsables. Nosotros tenemos un Banco de la República, un banco central independiente, pero que trabaja en gran armonía con el Gobierno y que la política monetaria se coordina muy bien con la política fiscal.
El Ministro de Hacienda (Mauricio Cárdenas) preside la Junta del Banco de la República. Ahí hemos logrado reducir la inflación- Desee hace unos 12 años, yo era Ministro de Hacienda en esa época, usted fue Ministro de Hacienda también Presidente, pusimos en marcha un sistema que se llama: el sistema de la inflación objetivo, que ha funcionado muy bien y que hoy podemos decir que tenemos la inflación más baja desde el año 1955, por debajo del 2 por ciento.
Colombia era uno de los países con una de las inflaciones más altas, y eso lo hemos resuelto.
También en materia de generación de empleo nos hemos que todas las políticas tienen que tener como objetivo, generar empleo. Es también un mecanismo para reducir la pobreza y empleo formal.
Hemos logrado crear más de dos millones de empleos, en lo que llevamos del gobierno, hemos reducido todos los meses, durante 33 meses, sistemáticamente el desempleo mes tras mes frente al mismo mes del año anterior. Todavía tenemos que reducirlo mucho más, porque todavía hay demasiada gente desempleada, dos millones 400 mil colombianos siguen desempleados, pero hemos mejorado sustancialmente.
Tenemos por eso el mejor índice, y los economistas llaman el índice de miseria, es desempleo más inflación esa suma es la más baja que tiene Colombia en toda su historia, en 200 años que llevamos de existencia republicana la más baja inflación más desempleo.
Eso qué ha hecho, pues que inversionistas como ustedes vengan a Colombia. Por eso hemos roto todos los récords en materia de inversión extranjera; el año pasado casi 16 mil millones de dólares, las exportaciones también hemos logrado aumentarlas sustancialmente en 60 millones de dólares, un récord, nunca habíamos exportado tanto, y eso ha generado una gran confianza.
Esa confianza se traduce en una mejor calificación de las entidades de riesgo, las entidades que califican el riesgo nos han venido subiendo, tenemos grado de inversión, Canadá hace unos días nos subió un nivel y eso a su vez repercute en una baja en los intereses y en un baja en el costo de los créditos.
También para tener una economía viable y sostenible en el largo plazo –y esa es una decisión política que tomamos hace 20 años- necesitamos una economía abierta, competitiva.
Por eso hemos desarrollado, hemos negociado acuerdos de libre comercio con muchos países, que hoy nos permiten tener un acceso, cuando comenzamos el gobierno a 430 millones de consumidores. En este momento a unos 850 millones, incluyendo a la Unión Europea con quien negociamos un acuerdo de libre comercio, y que ustedes nos ayudaron tanto para su aprobación, por lo que le agradezco enormemente.
Pero al final vamos a tener mil 500 millones de consumidores alrededor del mundo, donde los productos colombianos van a poder llegar libres de aranceles, con acceso fácil e inmediato. Eso también es muy importante.
En ese orden de ideas hay un proceso de integración que estamos profundizando, que ha generado mucho interés, la Alianza del Pacífico, con México, con Chile, con Perú y Colombia, y donde ustedes los portugueses, y usted Presidente (Aníbal Cavaco Silva) están interesados en ser observadores, y como le anuncié ayer, -por supuesto- que nosotros vamos apoyar esa solicitud.
También hemos avanzado muchísimo para ser una economía competitiva y sólida, un país más moderno en infraestructura.
Simplemente para decirles una cifra. Colombia venía invirtiendo 3 billones de pesos en infraestructura al año, nosotros estamos abriendo licitaciones para concesiones y obras por más de 58 billones de pesos, estamos multiplicando exactamente por 20 las inversiones en infraestructura. Muchas de ellas ya están funcionando, otras están en proceso de estructuración.
Estamos haciendo navegable nuestro principal río, el río Magdalena, que era un sueño de nuestro Libertador Simón Bolívar.
Estamos modernizando cada vez más y volviendo más competitivos nuestros puertos. Ya tenemos el puerto más competitivo del Caribe colombiano en Cartagena y según me dicen los operarios portuarios en Buenaventura; Buenaventura con unas inversiones que se hicieron, que yo inauguré hace unos dos o tres meses, se está volviendo el puerto más competitivo de América Latina en el Pacífico. De manera que ahí también estamos avanzando muchísimo.
Yo hago tanto énfasis en la unidad. Tenemos un apoyo muy grande en el Congreso, tenemos un apoyo muy grande y esos nos ha facilitado hacer una serie de reformas que están cada vez mejorando nuestra situación en el largo plazo, sembrando futuro.
Hemos logrado en lo que llevamos de gobierno 212 nuevas leyes aprobadas, dentro de esas cinco reformas constitucionales. Como por ejemplo, la Reforma Constitucional al Reparto a las Regalías, o una reforma constitucional donde el criterio de sostenibilidad fiscal tiene que tenerse en cuenta en cualquier fallo, o bien de la justicia, o bien del propio Poder Legislativo, o del propio Poder Ejecutivo, para mantener esa salud fiscal en el largo plazo.
También hemos hecho una reforma del propio Estado con una ley antitrámites, borrar trámites a diestra y siniestra.
Nuestras culturas: portuguesas, españolas, latinoamericanas, somos muy protrámites, procontroles, pero en el mundo moderno eso ya es cada vez más anacrónico. Pues estamos tratando de cambiar esa cultura en la medida de lo posible para facilitarle la ayuda –entre otros- a los empresarios.
País más seguro
También un país más seguro. La seguridad, decían los romanos, es la base de la república La primera ley sin seguridad, las demás leyes se vuelven inocuas. Ahí también hemos hecho grandes esfuerzos.
Nosotros tenemos varios frentes donde hay que tener una acción del Estado en materia de seguridad.
El frente de la guerrilla donde hemos hecho avances muy importantes. Hoy en día el número de miembros de esas guerrillas están en su nivel más bajo de la historia. Hemos venido desarticulando sus estructuras, hemos venido neutralizando sus objetivos de alto valor en una forma sin precedentes en nuestra historia de guerra con estas guerrillas.
También un coletazo de los grupos paramilitares, las bandas criminales, el crimen organizado que es un problema no solamente colombiano, es un problema que se está volviendo mundial. En América Latina, sin lugar a dudas, lo estamos combatiendo. Hemos aprendido muchísimo a combatir ese crimen organizado, que también está financiado por el narcotráfico.
En materia de narcotráfico, los éxitos de Colombia han sido muy grandes, pero es un negocio que continúa, mientras haya demanda habrá oferta, y para nosotros como es un tema de seguridad nacional, tenemos que hacer esfuerzo cada vez mayor.
Pero también hemos logrado desaparecer grandes carteles que tenían prácticamente doblegada a nuestra democracia. Hemos logrado decapitar casi todas esas bandas criminales dedicadas al narcotráfico que tenían algún poder nacional, y ahora, el reto es las bandas más pequeñas que se dedican también al narcotráfico y con utilidades más pequeñas.
Y por supuesto, la parte de la seguridad ciudadana, que antes aquí en Colombia, Presidente, como el problema de seguridad era tan grande, era de homicidios, era de secuestros, que ya hemos logrado reducir a niveles normales: el secuestro prácticamente está desaparecido, hay todavía.
Los homicidios tenemos la tasa más baja de los últimos 30 y pico de años, todavía demasiados homicidios, porque decimos que un homicidio es demasiado o un secuestro es demasiado. Pero hemos mejorado muchísimo.
La gente cuando estaba preocupada por ese ese tipo de delitos no le daba importancia a la seguridad ciudadana: el robo de celular, el robo en la calle.
Hoy en día eso tiene gran importancia, porque lo otro se ha disminuido y por sustracción de materia lo otro se vuelve más importante. Ahí tenemos que hacer un esfuerzo mayor y lo estamos haciendo.
Pero sin duda alguna, estamos en un país mucho más seguro de lo que estábamos hace dos años, o estábamos hace cinco o 10 años, de eso nadie tiene ninguna duda. Todavía tenemos, y eso hay que reconocerlo, rezagos de esa violencia que vivimos desafortunadamente durante tanto tiempo, y rezagos de esos grupos mafiosos que controlaban los grandes carteles de la droga.
Hoy tenemos todavía un problema de extorsión grande y hemos aprendido mucho a combatirlo. Pero el caso es que vamos avanzando y avanzando en la dirección correcta.
O sea, que en materia de crear un país más justo, más moderno y más seguro, el mensaje a ustedes señores empresarios es: vamos avanzando y avanzando en una forma importante.
Y termino con lo siguiente: eso que hemos logrado, lo hemos logrado en medio de este conflicto que hemos tenido con las guerrillas durante medio siglo.
Por eso estamos haciendo un gran esfuerzo en materia de paz y tengan la seguridad de que allá en esas negociaciones no vamos a negociar nada de lo fundamental.
¿En qué sentido lo fundamental?, la propiedad privada, o nuestro modelo de desarrollo, o nuestra política industrial, o nuestra política comercial. Eso no está en juego. Lo que está en juego es la forma como se va a trasferir, a cambiar las balas por los votos, los grupos al margen de la ley que están hoy en día combatiendo al Estado.
Y hay discusiones de justicia transicional, hay discusiones de participación en política que son discusiones normales dentro de cualquier solución de cualquier conflicto aquí o en cualquier parte del mundo.
Una persona que ha sido víctima quiere más justicia, una persona que puede ser víctima el día de mañana quiere más paz. ¿Dónde se traza la línea? Es la discusión que estamos teniendo y que vamos a tener.
De eso se trata esta negociación. Hemos hecho algo en la parte agraria, agrícola, pero que ahí luego no va haber ningún sacrificio de ningún principio fundamental, todo lo contrario va a ser como una inyección al campo, un campo colombiano que tiene un inmenso potencial, porque nuestro campo es muy ineficiente en materia de producción de alimentos en un mundo que hoy está viviendo una crisis de alimentos.
Pero yo termino simplemente sembrándoles a ustedes la siguiente pregunta, todo esto que hemos logrado aquí en medio del conflicto, en medio de la guerra.
Si fracasan estas negociaciones en cierta forma no habrá pasado nada, porque seguiremos como venimos hace 30 o 40 años. No hemos hecho ningún cese al fuego, las Fuerzas Militares hoy están en el mejor momento de su historia, más fuertes que nunca y seguiremos avanzando.
Lo que pasa es que nos vamos a demorar muchísimo tiempo más.
Pero si tenemos éxito, imagínense lo que sería de este país en su crecimiento, atraer más inversión, en su desarrollo, sin el conflicto.
Por eso, imagínense al país sin un conflicto, yo tengo, espero que podamos pronto, más pronto que tarde tener esa realidad y por eso los inversionistas portugueses están más que bienvenidos a esta edición y a este futuro para que sean nuestros socios como ya algunos de ustedes han tomado la decisión concreta de hacerlo.
De manera que muchas gracias por su presencia y muchas gracias por su oportunidad". 

(DES)GOVERNO - ADMINISTRATIO MALA - MISRULE

O (DES)GOVERNO ESTÁ A MUDAR DE UMA FORMA ARTIFICIAL O SEU MARKETING, MAS REALMENTE PERMANECE NA MESMA CULTURA FINANCEIRA QUE JÁ TINHA BLOQUEADO PORTUGAL COM O DITA A DOR SALAZAR: A ALTERNATIVA NÃO É OBVIAMENTE O DESPESISMO, MAS SIM A CORRECTA AVALIAÇÃO DE DE CUSTOS DE OPORTUNIDADE ORIENTADA PELA CRIAÇÃO DE VALOR PELA NAÇÃO, PELAS SUAS EMPRESAS E FAMÍLIAS!
Apoiar Empresas e Famílias, limitar todos os bloqueios e absorções de Valor que lhe são feitos por jogos soma negativa e abuso posição dominante, venham eles do Estado, das Instituições Financeiras, de Oligopólios, de Cartéis, de Sindicatos ou de outras posições de poder sem mérito! 
Sintomático que perante a antiga proposta do PS de tributar PPP o primeiro ministro diga só agora, que só se falhar a negociação e a limite a um adicional de 50 milhões sobre os 250 milhões programados. E o ABC o que fez? Segundo parece está a negociar a diminuição de despesas (qualidade) dos serviços prestados pelos concessionários que lesa o interesse da NAÇÃO! 
Que contraste com a tributação de desempregados atacados e fortemente vulnerabilizados!Que contraste com a tributação de desempregados fortemente vulnerabilizados! Apenas se lamenta hipocritamente o Desemprego que se empolou, sem fundamento nem política de austeridade cega e brutal! 


«Se nós não queremos estas medidas e queremos outras, então, temos que ter força para as negociar, e se queremos ter força para as negociar somos muito mais fortes se chegarmos e dissermos que com estas medidas, nós temos consenso, com as que nos querem impor nós não temos esse consenso (...)
Se queremos negociar com os nossos parceiros, teremos tanta mais força quanto aquela que for a força do nosso consenso. E, portanto, quem não participar para o consenso sabe também que está a enfraquecer a posição de Portugal para ter capacidade de negociação» (João Almeida, deputado do CDS, 17-04-2013) SIM, MAS PARA HAVER CONSENSO É NECESSÁRIO PÔR RADICALMENTE EM CAUSA O CAMINHO SEGUIDO PELO (DES)GOVERNO, IR ÀS RAÍZES DA FALTA DE CONSENSO RELATIVAMENTE À POLÍTICA DE AUSTERIDADE!


«O senhor primeiro-ministro já anunciou, e bem, um conselho de ministros na próxima terça-feira, sectorial dedicado à questão económica e onde irá apresentar um conjunto de medidas para discussão. Creio que é uma medida muito oportuna e que permitirá também nesse sentido perceber se estamos todos ou não disponíveis para essa agenda de estabilidade, de crescimento económico (...)
semelhança, aliás, do que Governos no passado fizeram, uma das perguntas que queria deixar era se o senhor primeiro-ministro depois desse debate vê com utilidade fazermos novos conselhos de ministros sectoriais, continuar, dar um carácter mais permanente e não meramente de pontapé de saída a estes conselhos de ministros económicos?» (Nuno Magalhães, deputado do CDS, 19-04-2013)
O primeiro-ministro respondeu: «o Governo na sua organização pode fazer mais conselhos de ministros extraordinários, setoriais ou não. Essa é uma matéria de organização interna que não tem tanta relevância como isso, o que importa é que as decisões apareçam e apareçam de uma forma que seja pluridisciplinar, que envolva todo o Governo. Isso é que é importante». AQUI SE MANIFESTA A INCAPACIDADE DO PRIMEIRO-MINISTRO EM MUDAR, DE DAR MAIOR IMPORTÂNCIA À DIMENSÃO ESTRATÉGICO-ECONÓMICA EM DESFAVOR DA EMPOLADÍSSIMA DIMENSÃO FINANCEIRA, TAL COMO ACONTECEU COM O DESASTROSO SALAZAR QUE BLOQUEOU O DESENVOLVIMENTO DE PORTUGAL!

De referir que o Grupo Parlamentar do CDS é constituído na sua esmagadora maioria por deputada(o)s com formação em Direito, o que parece limitativo em relação à necessidade de apoiar a criação de valor em Portugal e que constitui a tendência que tem existido em Portugal: o «Direito» prevalece sobre a Realidade Empresarial, o dever ser desfocado sobre o ser ...
De António Oliveira Salazar até à actualidade, o «Direito» tem demasiado peso nas decisões tomadas, essencialmente conservadoras de status quo e de vícios, numa rede assustadora de leis cheias de ambiguidades, contradições, limitativas da acção empresarial, da criação de valor. A incrível manipulação da legislação fiscal avulsa constitui um excelente exemplo.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

AUSTERIDADE BÁSICA E CEGA (ABC) IV - CAECUS AND RATIO FUNDAMENTALIS AUSTERITAS IV - BLIND AND BASIC AUSTERITY IV

As políticas de austeridade basearam-se em pressupostos ideológicos e políticos desfasados da realidade.

Mais um problema para a credibilidade do Ministro das Finanças quadrado, que citou o estudo em que se defendia a correlação entre Dívida Pública elevada e Variação do Produto Interno Bruto baixa, posto em causa pelo seguinte trabalho:
(http://www.peri.umass.edu/236/hash/31e2ff374b6377b2ddec04deaa6388b1/publication/566/):
«Does High Public Debt Consistently Stifle Economic Growth? A Critique of Reinhart and Rogoff»
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Abstract:
«Herndon, Ash and Pollin replicate Reinhart and Rogoff and find that coding errors, selective exclusion of available data, and unconventional weighting of summary statistics lead to serious errors that inaccurately represent the relationship between public debt and GDP growth among 20 advanced economies in the post-war period. They find that when properly calculated, the average real GDP growth rate for countries carrying a public-debt-to-GDP ratio of over 90 percent is actually 2.2 percent, not -0:1 percent as published in Reinhart and Rogo ff. That is, contrary to RR, average GDP growth at public debt/GDP ratios over 90 percent is not dramatically different than when debt/GDP ratios are lower.
The authors also show how the relationship between public debt and GDP growth varies significantly by time period and country. Overall, the evidence we review contradicts Reinhart and Rogoff 's claim to have identified an important stylized fact, that public debt loads greater than 90 percent of GDP consistently reduce GDP growth.
Media requests: please contact Jared Sharpe.


>> Download the paper here1
>> Download the data and code files upon which the results are based
>> Download a text document that describes the files in the code and data archive
>>
Download Robert Pollin and Michael Ash's op ed in the Financial Times



1 The current version of this paper was updated at 1:35 pm on April 17, with the following corrections:
(1) The notes to Table 3: "Spreadsheet refers to the spreadsheet error that excluded Australia, Austria, Canada, and Denmark from the analysis." is corrected to read: "Spreadsheet refers to the spreadsheet error that excluded Australia, Austria, Belgium, Canada, and Denmark from the analysis."
(2) Page 13: “Thus, in the highest, above-90-percent public debt/GDP, GDP growth of 4.1 percent per year in the 1950-2009 sample declines to only 2.5 percent per year in the 1980-2009 sample” is corrected to read "Thus, in the lowest, 0–30-percent public debt/GDP, GDP growth of 4.1 percent per year in the 1950–2009 sample declines to only 2.5 percent per year in the 1980–2009 sample."»

                  

quinta-feira, 18 de abril de 2013

COLÔMBIA V - COLUMBIA V - COLOMBIA V










María Ángela Holguín, Ministra dos Negócios Estrangeiros da Colômbia


«Luisa Santiaga pechichaba a toda hora a Gabito cantándole las canciones de la época:
"este es el fado, fadillo, fadeiro tan colosal y original,
lleva en sus notas canciones del alma, brisas de Portugal"»
«Gabito, el niño que soñó a Macondo» - Aída Gárcia Marquez

Gabito é Gabriel Gárcia Marquez a quem a sua irmã Aída dedica o seu livro!

Cultura Portuguesa que é a convidada de honra da Feira do Livro de Bogotá, inaugurada hoje pelos Presidentes da República Portuguesa e Colombiana.
Juan Manuel Santos se expressou deste modo: «(...) más amable de las invasiones, la de la cultura portuguesa (...) literalmente, Portugal se toma a Bogotá. (...)
Claveles rojos, del color de la sangre que no se derramó,
fueron sembrados en los cañones de los fusiles que no se dispararon.
Qué bonita alegoría para un país que, como Colombia, hoy sueña la paz y tiene razones para creer (...)»


«Traducir poesía no es solo palabra y ritmo, es tratar que la música del portugués se refleje en español" referiu a poeta Lauren Mendinueta tradutora para Português de uma antologia de Álvaro Mutis (1923) que está presente na Feria Internacional del Libro de Bogotá. A poeta «paisa» prevê publicar uma nova obra em 2014, um ensaio intitulado «Mujeres que desnudan mujeres. Una historia del desnudo femenino a través de su pintora»



«Novelas de Mutis y Rivera llegan a las librerías de Portugal» (http://www.eltiempo.com/gente/ARTICULO-WEB-NEW_NOTA_INTERIOR-12747891.html)

Una afortunada coincidencia une por estos días al inolvidable navegante Maqroll el Gaviero, de Álvaro Mutis, y el viajero Clemente Silva, de la novela La vorágine, de José Eustasio Rivera: su desembarco en tierras portuguesas.

Gracias al interés de la cancillería colombiana y de la embajada de nuestro país en Portugal, que se aliaron con dos reconocidas editoriales lusas (Assírio & Alvim y Teodolito), llegan a las librerías de la tierra de Saramago y Pessoa la antología poética Os versos do navegante, de Álvaro Mutis, y A voragem, de Rivera.

Estas dos novedades se presentarán mañana en la Feria del Libro, en razón de que Portugal, país invitado de honor, también llega al país con 32 novedades traducidas al español, lo que crea un diálogo.

Para la traducción de los libros de Mutis y Rivera se contó, también, con la participación de autores de primer nivel, como el poeta portugués Nuno Júdice, quien se encargó de la obra de Mutis, y de la escritora Miranda das Neves, quien asumió el reto de La vorágine.

Ambos trabajos de traducción contaron con el acompañamiento de la poeta barranquillera, radicada en Lisboa, Lauren Mendinueta, quien estuvo al frente de la selección de los poemas de Mutis y de la interpretación de algunas figuras literarias y términos de la obra de Rivera, que resultan difíciles de interpretar en el momento de llevarlos a otro idioma.

"Leímos la obra poética completa de Mutis, no solamente los libros publicados, sino su poesía recogida en revistas y otras obras que no se encontraban en ninguna otra antología, gracias a la ayuda del propio poeta, que estuvo muy atento a la edición. Él, además, habla portugués perfectamente y tiene muchas referencias a este país", explicó Mendinueta.

La poeta agregó que La vorágine fue un proceso un poco más dispendioso, por su antigüedad y la terminología usada por el autor.

"Fue un trabajo enorme -dijo- porque se trataba, además, de una novela que tiene un siglo, con muchas palabras que ya han caído en desuso, incluso para nosotros los colombianos".

"Cuando pensamos el proyecto, quisimos transmitir la fuerza telúrica de la naturaleza colombiana. Mutis, con las montañas del Tolima, con esa exuberancia de la tierra caliente, tan presentes en su poesía, y Rivera con su mirada única de los llanos y de la selva, y esa fuerza misteriosa del trópico", anota el escritor Germán Santamaría, embajador en Portugal, quien presenta los libros mañana con el poeta Nuno Júdice, a las 6 p.m., en la sala Porfirio Barba Jacob.
Hoy, en la Feria
Homenaje a José Saramago, con Laura Restrepo y Pilar del Río, esposa del fallecido premio Nobel portugués. 6 p.m., sala Tomás Carrasquilla.

Apertura de la exposición de La Cueva, del Grupo de Barranquilla, en el pabellón 18 de Corferias, a las 6 p.m.

'Jam Session': Afonso Cruz (Portugal) con Manuel Kalmanovitz. 7 p.m., auditorio del pabellón 4 de Portugal.

Presentación de las antologías poéticas de los poetas portugueses Vasco Graça Moura y Nuno Júdice. 5:30 p.m., en el auditorio del pabellón 4 de Portugal.

Presentación del libro 'Orlando Fals Borda: una vida de compromiso social'. 4 p.m., sala Manuel Mejía Vallejo.

Para dar y convidar, con Luis María Pescetti (Argentina). 6 p.m., en el pabellón Juvenil de Colsubsidio.
CARLOS RESTREPO


«Reconstruyendo a Gabo: cuatro escritores dan su versión del Nobel» (http://www.eltiempo.com/carrusel/ARTICULO-WEB-NEW_NOTA_INTERIOR-12748079.html)

Aída García Márquez, Plinio Apuleyo, Gustavo Castro Caycedo y Óscar Pantoja hablan sobre Gabo.

«Sus brillantes narraciones, su magia y la vitalidad de una pluma que permanece, han hecho de Gabriel García Márquez un escritor más que entrañable. Cada lector tiene su versión sobre él, lo siente cerca de una manera distinta. Por eso invitamos a cuatro escritores -que han tenido una relación directa con él o que han estudiado su obra- para que nos cuenten su percepción particular del Nobel.
'Gabo, el mago', por Plinio Apuleyo Mendoza.
'La novela de Gabo en Zipaquirá, donde lo hicieron escritor', por Gustavo Castro Caycedo.
‘No conozco a García Márquez’: por Óscar Pantoja
'Las fuentes de su magia', por Aída García Márquez
Cierro los ojos para ver claramente a mi hermano mayor en el centro de aquel patio de su infancia. Y pensar qué factores influyeron en su personalidad y en su inagotable imaginación de escritor.
Una de las influencias en su formación, sin duda, fue el método utilizado en el Colegio Montessori en donde cursó sus años infantiles; este le dio oportunidad al desarrollo de sus sentidos.
Con los ejercicios de silencio se educaba el oído; el tacto palpando superficies lisas y ásperas; el desarrollo de la vista utilizando loterías, rompecabezas y figuras con ausencia de detalles para distinción de cuál faltaba; el sentido del gusto se educaba diferenciando sabores de frutas.
El orden de las aulas llevaba a la educación del gusto estético. La disciplina bien utilizada lleva a la puntualidad, exactitud, al control del tiempo, al orden, a la buena presentación, a la limpieza.
La revisión diaria de limpieza personal: oídos, manos, uñas, vestido, etc.
El elemento principal del aula era el profesor. Su pulcritud, su modo de actuar en todas las acciones, su ternura, su delicadeza y sumado todo esto a la belleza y el cariño para tratar infantes, hacen de la escuela el paraíso y la alegría para nunca olvidar el aprendizaje.
Todo lo anterior logró en Gabito un modelo perfecto para aprender y estimular su mente infantil, agregando a esto la presencia de la profesora en la casa de los abuelos en los cumpleaños, visitas y fiestas.
El entorno familiar: Gabito recibió a plenitud la influencia positiva de los abuelos. El abuelo Nicolás lo escuchaba, lo atendía, le aclaraba dudas, le enriquecía su vocabulario con explicaciones claras a la medida de sus inquietudes de niño que iba descubriendo la realidad con pasos avanzados, llenándole la mente con ideas claras que le quedaban latentes para enriquecer su futuro y para que no le quedaran inquietudes.
Las historias de la Guerra de los Mil Días colmaban su curiosidad y las fue almacenando en su extraordinaria memoria, y sobre todo que le eran interesantes porque fueron acontecimientos vividos por su propio abuelo.
Los cuentos representados por tantas mujeres que lo rodearon con verdades y mentiras y otras con fundamento, como las lecturas de las tiras cómicas, que además de despertarle el deseo de leer, le ayudaban a razonar el contenido. Las lecturas de libros como Las mil y una noches y las fábulas llenas de realidades y fantasías que contenían los cuentos de los Hermanos Grimm, que daban la oportunidad de soñar, de sentirse reyes, príncipes, héroes, y de todo aquello que tenía a la mano en el cuarto de los baúles donde Sara Márquez, la prima, había dejado cuando estudiaba en el Colegio de la Presentación de Ciénaga.
La alimentación al cuidado de mi abuela Tranquilina: pollito asado al carbón, huevo tibio blando con un poco de sal, sopas de fideos con pedazos de guineo verde y ñame. La cocoa o chocolate en leche acompañado con galletas fabricadas en la propia casa, que nos servían a las cuatro o cinco de la tarde cuando sonaba el trueno en la Sierra Nevada.
La atención esmerada de mi tía Elvira, tía Pa, que bordaba en su máquina de coser rodeada de sobrinos preguntando: "¿De dónde sale el hilo que sale debajo de la máquina? ¿Por qué cuando pasas el hilo no te pinchas el dedo con la aguja? ¿Cómo se llama la muñeca que está pintada en el librito donde están las partecitas de la máquina? Y ¿por qué? Y ¿por qué?". En esos momentos entraba Wenefrida, Nana, que tenía un gran sentido del humor, a burlarse de todo cuanto preguntábamos y a distraernos y dejar en paz a la pobre tía Elvira de tanta preguntadera.
Luisa Santiaga pechichaba a toda hora a Gabito cantándole las canciones de la época: "este es el fado, fadillo, fadeiro tan colosal y original, lleva en sus notas canciones del alma, brisas de Portugal". Y a veces lo dormía con cantos inventados: "El pollito asadito me lo como con Gabito".
Cuando Gabito ya era considerado como el mayor, se lo hacían sentir, y se notaba porque daba órdenes como lo hacía con sus compañeros en la escuela primaria donde ya estaba estudiando.
Cuando pedía dinero a mi mamá para comprar cualquier golosina decía: "Dame dinero para comprar, para que veas que se te quintuplica". Y realmente se le cumplió, porque cuando creció siempre tenía para darle a mamá lo que le pedía.
La abuela Tranquilina influyó en la parte supersticiosa y sobrenatural, propia de sus ancestros guajiros. Creía en fantasmas, brujas, seres del otro mundo. Todas esas historias que creía se las contaba a Gabito, con su cara de palo como si todo este mundo fantástico e irreal fuera de verdad.
La influencia de mi papá con respecto a Gabito, no la recibió con trato personal porque su infancia fue en la casa de los abuelos. Su amor a nosotros lo demostró con su ejemplo, nunca lo vimos embriagado, ni fumando. Se preocupó por darnos siempre una casa para vivir. Le gustaba referirnos cuentos, inventados muchas veces por él. Nos dejó también el sentido del humor, la lealtad y la honradez en el manejo del dinero. Fue un lector asiduo y también le gustaba escribir y lo hacía muy bien. Tocaba el violín, le gustaba el piano, la poesía y las artes. Poseía una gran visión del futuro, quería que todos estudiáramos inglés y decía que las gaseosas y los jabones serían las empresas que más florecerían. Le encantaba que todos estudiáramos y decía: "La verdadera aristocracia es la del talento". Aun cuando quería que Gabito estudiara Derecho, fue feliz y se sintió orgulloso de los triunfos de sus hijos, de sus capacidades y se llenaba de orgullo hablando de su hijo Gabriel José, y tuvo la dicha de disfrutar la felicidad del Premio Nobel de Literatura que ganó Gabito.
Tomado del libro Gabito, el niño que soñó a Macondo.
Hablando de Gabo en la Feria del libro
Mañana, de 7:00 a 9:30 p.m. en el auditorio José Asunción Silva, en Corferias, Aída García Márquez, hermana de Gabo y autora de Gabito, el niño que soñó a Macondo; Plinio Apuleyo Mendoza, amigo del Nobel y autor de Gabo, Cartas y recuerdos; Gustavo Castro Caycedo, autor de Gabo: cuatro años de soledad, y Óscar Pantoja, guionista de la novela gráfica Gabo: memorias de una vida mágica, conversarán sobre la vida y obra del escritor. La tertulia será moderada por Fernando Quiroz, e invitamos a nuestros lectores a que no se pierdan este encuentro en el que se homenajeará a uno de los más grandes de la literatura.»
REDACCIÓN CARRUSEL