domingo, 7 de abril de 2013

PRESIDENTE DA REPÚBLICA II - PRAESIDENS DE RE PUBLICA II - PRESIDENT OF REPUBLIC II

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«Maria Cavaco expulsa República do Palácio de Belém» - Zé dalmeida 2006 http://pitecos.blogs.sapo.pt/2006/03/


«Um presidente e uma maioria»

Forçado e famigerado ano eleitoral
Em que os votantes em minoria
Potenciaram uma maioria
Que se revelou traidora e brutal

Logo após a reeleição do presidente
Na altura opositor activo e presente
Se rejeitou o programa europeu
E o mesquinho assalto ao poder aconteceu

A minoria que vota
Indirectamente deu força a um ex jota
Que a utilizou contra os fracos
Com propósitos nada francos

Os fortes riram-se das suas cócegas
Das suas políticas cegas
Até ao momento em que Portugal
Tão desvalorizado está tão mal

Mesquinhos, acordaram muito tarde
Há séculos entretidos nos seus jogos negativos e quadrados
Os seus interesses estão também ameaçados
Descobriram que o fogo arde

E o presidente?
Apoiante passivo e ausente
Deixa o governo fazer os disparates
E ocorre a apoiá-lo a fazer-lhe biscates

«Um presidente, uma maioria»
Eleitos por uma minoria
Que na sua grande maioria
Foi atraiçoada por esta mordomia
Não cristã, mas sempre muito pia
Como já há algum tempo não se via
Arrependidos alguns sentem-se sem alternativas
Face a poucas esperanças tão furtivas
Mas nada pior que acções passivas
Já que não foram proactivas
Que sejam reactivas
Trocar uma minoria parlamentar controlada
Por uma maioria descontrolada
Foi dos piores cheques em branco passados
A este bando de malvados
Mais valia responsabilizar o líder enérgico
E não mudar a meio da legislatura o seu fatum trágico
Do que pactuar com a mais valia do presidente tétrico
E com o actual líder patético
Qual desanimado fundamentalista
Com a sua política tão autista


A propósito revisitemos as declarações do actual primeiro-ministro na reacção à decisão do Tribunal Constitucional relativa ao monstruoso Orçamento de Estado de 2013, baseado num cenário macroeconómico inventado, sem qualquer sustentação e numa carga fiscal brutal que o Tribunal Constitucional deixou passar (http://www.portugal.gov.pt/media/909953/20130407%20pm%20declaracao%20tc%20oe2013.pdf):





 


 

QUE VERGONHA SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO, SENHOR MINISTRO DE ESTADO E DAS DAS FINANÇAS, SENHOR MINISTRO DE ESTADO E DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS, SENHOR MINISTRO DA ECONOMIA, E RESTANTES MINISTROS. A VOSSA PROFUNDA INCOMPETÊNCIA ESTÁ À VISTA DE TODAS AS PORTUGUESAS E PORTUGUESES! DEMITAM-SE! O ORÇAMENTO DE ESTADO DE 2013 QUE VOS COMPROMETE A TODOS FOI FABRICADO DE UMA FORMA LEVIANA POR VÓS COM A TOTAL CUMPLICIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, QUE SÓ NO ÚLTIMO MOMENTO SOLICITOU A SUA VALIDAÇÃO PELO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL: «UM PRESIDENTE, UMA MAIORIA» DESEJOSA DE TER ESTA REALIDADE (PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA FINANCEIRA), QUE NADA FEZ PARA VIABILIZAR O PEC IV NEGOCIADO COM A UNIÃO EUROPEIA, QUE NADA FEZ PARA ENVOLVER O PS LIDERADO POR ANTÓNIO JOSÉ SEGURO, ESTÁ AGORA NUM BECO SEM SAÍDA. DEMITAM-SE, A GRANDE MAIORIA DAS PORTUGUESAS E DOS PORTUGUESES ESTÃO ANSIOSAS PELA VOSSA DEMISSÃO! CADA SEGUNDO QUE PASSA COM A VOSSA GOVERNAÇÃO É TEMPO PERDIDO PARA QUE O PORTUGAL INVERTA A VOSSA POLÍTICA E RETOME O CAMINHO DA SUA VALORIZAÇÃO!!

«What the Finns need to know about Portugal» 2011 (http://www.youtube.com/watch?v=6tjXdDFSEIU)
Até os Finlandeses mais extremistas em relação ao apoio a Portugal já reconheceram recentemente, que não pretendem o estrangulamento da economia portuguesa.

Nesta trágico-comédia da Sociedade Política, ressurgiu recentemente um personagem que inverteu o seu papel de define a dor a comenta a dor e brilhantemente, coloca a nu a grande fragilidade destes dita as dores laranjas apodrecidos, agarrados ao poder até ao momento de novas eleições:


http://www.rtp.pt/play/p1170/e113124/a-opiniao-de-jose-socrates

Entretanto o líder do Partido Socialista em 8-7-2013 declarou (http://www.ps.pt/noticias/noticias/nao-aceitaremos-a-destruicao-do-estado-social.html):

  «O Tribunal Constitucional cumpriu a sua função (...) O senhor Presidente da República e deputados de quatro grupos parlamentares agiram no respeito pela Constituição da República. Quem desrespeitou a Constituição foi o Governo. Pela segunda vez consecutiva,  o Governo violou o princípio da igualdade que a Constituição da República defende (...).
Só a derrapagem orçamental do ano passado representa cerca de três vezes o montante das medidas consideradas inconstitucionais. O Governo só tem de se queixar de si próprio e da sua política (...) irá agravar a espiral recessiva (...).

Não aceitamos que o país continue no caminho no empobrecimento e de destruição do Estado social (...)
Não se curam as consequências da austeridade com mais austeridade. Quero deixar bem claro aos portugueses que não aceitaremos que o país prossiga neste caminho de empobrecimento e de destruição do Estado social (...) passa por parar com a austeridade.
Isto não quer dizer passar para a indisciplina, porque o PS defende o rigor e a disciplina orçamental (...) o PS tem uma alternativa assente em dois pilares fundamentais: Renegociar as condições do nosso ajustamento e a criação de uma agenda para o emprego e para a recuperação da nossa economia.»

MAS FALTA SALIENTAR QUE O ESTADO E A SOCIEDADE POLÍTICA INDUZEM DESPESAS QUE ABSORVEM E PREJUDICAM A CRIAÇÃO DE VALOR, QUE NÃO É O CASO DE UM ESTADO SOCIAL FUNDAMENTAL PARA A NAÇÃO, MAIS EFICIENTE, EFICAZ E MELHOR.
AS PROFUNDAS REFORMAS DO ESTADO E DA SOCIEDADE POLÍTICA NÃO FORAM REALIZADAS, FORAM DE NOVO ADIADAS COM OS CORTES CONSIDERADOS INCONSTITUCIONAIS E COM UMA BRUTAL CARGA FISCAL SOBRE A NAÇÃO! URGE REALIZÁ-LA COM CORAGEM E DETERMINAÇÃO! O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IGUALDADE ESTÁ POR CUMPRIR RELATIVAMENTE A EMPREGO, REGALIAS E PENSÕES PÚBLICAS SEM MÉRITO, CULTIVADOS AO LONGO DE DÉCADAS PELA SOCIEDADE POLÍTICA E QUE PERMANECEM DE UM MODO VICIADO, PORQUE OS PARTIDOS NÃO QUEREM  PÔR EM CAUSA OS SEUS INTERESSES MESQUINHOS DESFASADOS DO INTERESSE NACIONAL! O ANTERIOR GOVERNO COLOCOU EM CAUSA ALGUNS DESSES PRESSUPOSTOS E ANTÓNIO JOSÉ SEGURO MANIFESTOU INTENÇÕES DE REFORMA, MAS JULGAR EM CAUSA PRÓPRIA NÃO É O MELHOR CAMINHO, PODERÁ SER POSTO EM CAUSA PELO PRÓPRIO PARTIDO, COMO SE VIU NA REACÇÃO EM 2012 ÀS REFORMAS DO SISTEMA POLÍTICO, QUE VISAVAM NOMEADAMENTE, APROXIMAR OS REPRESENTANTES DOS REPRESENTADOS ...


Cavaco?
Rima com tabaco
Intersecta em «amigo da onça»
Grande obreiro desta gerigonça
Forte estatista
Fraco estadista
Grande pavão
Só pensa na sua ilusão
Joga apenas no seu ego
No narcisico espelho fica cego
O seu interesse é patente
Para defender o seu estado diz presente
Para defender a Nação ... _ «ausente!»

Em síntese:
Cavaco como brilhantemente salientou José Sócrates, apoiou, apoia e apoiará o seu mesquinho «governo de inciativa presidencial», limando apenas as arestas dos quadráticos Passos e Gaspar que colidem com os seu interesse estatal. Daí a crítica aos cortes que o atingiram desde o anterior Governo até este Governo ... antes sem e agora com o Tribunal Constitucional.

PORTUGAL CULTURA COLÔMBIA - LUSITANIA CULTUS COLUMBIA - PORTUGAL CULTURE COLOMBIA

FERIA INTERNACIONAL DEL LIBRO DE BOGOTÁ
http://www.feriadellibro.com/index.cfm?doc=home
http://24.media.tumblr.com/tumblr_m2hlbcWkEo1qe2ci7o1_400.jpg
http://www.feriadellibro.com/img/Imagenes_Noticia/Imagen%20libro%20web.jpg

«Da minha língua vê-se o mar» - Virgílio Ferreira
http://www.feriadellibro.com/img/patalogos.png

«Portugal un Mar de Libros»
«Desde Portugal, país invitado de honor a la FILBo 2013, llegará Pilar del Río, viuda de José Saramago; Ana Moura, considerada como una de las mejores exponentes del fado en la actualidad; 35 libros traducidos al español, y 24 escritores y poetas, para mostrar a Colombia y al mundo la gran vitrina cultural con la que cuenta el país luso.» (http://www.feriadellibro.com/index.cfm?doc=noticia&id=31#.UWDAfTcfSJQ)


Ana Moura «No Expectations» «in Palmengarten Frankfurt, 26th of July 2011 On guitar: Custodio Castelo, Jose Elmiro Nunes and Filipe Larsen.»



sábado, 6 de abril de 2013

TRIBUNAL CONSTITUCIONAL II - CONSTITUTIONALIS CURIA II - CONSTITUTIONAL COURT II


Teresa Leal Coelho - Vice-Presidente do PPD/PSD:
«Estamos perplexos com esta decisão (...) um retrocesso do que foi a posição do Tribunal Constitucional no ano passado (...) Vem agora o Tribunal Constitucional estabelecer certos critérios, fala numa igualdade provavelmente quase absoluta entre o tratamento que se dá àqueles que auferem remunerações pelo setor privado e pelo setor público, enquanto no seu acórdão relativo ao Orçamento do Estado 2012 expressava claramente que havia uma razão justificativa de uma diferenciação de tratamento (...) para que a diferenciação se mantivesse, mas com uma equidade mais próxima (...), tivemos de estabelecer um enorme aumento de impostos. Nós não acreditamos na via do aumento de impostos. Parece que o Tribunal Constitucional nos está a lançar injunções para estabelecer condições de igualdade no que respeita aos parâmetros da receita e despesa.
Se este esforço que nós fizemos, dentro das linhas de orientação que o Tribunal Constitucional nos deu, não é suficiente, isto significa que o Tribunal Constitucional alterou a sua posição relativamente ao acórdão do ano passado (...)Estamos muito preocupados com esta decisão do Tribunal Constitucional. Entendemos mesmo que há aqui um certo alheamento do contexto económico e financeiro da crise das finanças públicas.
Nós não temos margem de manobra para as decisões que tomamos, na medida em que estamos condicionados pelo memorando de entendimento e pelos objetivos que foram estabelecidos. Vamos aguardar aquela que vai ser a posição do Conselho de Ministros, que reúne amanhã, mas vamos aguardar com enorme preocupação (...)»

O PSD NÃO PROCEDEU À PROFUNDA REFORMA DO ESTADO QUE ERA NECESSÁRIA INICIAR DESDE PELO MENOS O INÍCIO DA LEGISLATURA E FOI PELO CAMINHO MAIS FÁCIL DO CORTE GENERALIZADO DE REMUNERAÇÕES E PENSÕES PÚBLICAS. O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL POR DUAS VEZES PRONUNCIOU-SE PELA INCONSTITUCIONALIDADE DESSA VIA, MAS ENTRETANTO, A BANCA, AS CONSTRUTORAS, AS CONCESSIONÁRIAS E O ESTADO NÃO FORAM SUJEITOS ÀS CARGAS EXTREMAMENTE PESADAS QUE SE ABATERAM SOBRE AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS PRIVADAS E SOBRE AS FAMÍLIAS LIGADAS AO SECTOR PRIVADO: IMPOSTOS BRUTAIS, INSOLVÊNCIAS E DESEMPREGO, COM FORTE DIMINUIÇÃO DE APOIOS SOCIAIS.
E O SECTOR PÚBLICO?: EMPREGO GARANTIDO (VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE E BRANQUEAMENTO DA FALTA DE MÉRITO E DO OPORTUNISMO AO LONGO DE MUITAS DÉCADAS), PROTECÇÃO ABSOLUTA DO STATUS QUO DE UM SISTEMA POLÍTICO DEMASIADO CUSTOSO E ESBANJADOR QUE DECIDE EM CAUSA PRÓPRIA.

O PSD PERANTE O ACÓRDÃO DE 2012, COMO ESPERÁVAMOS E RECEÁVAMOS, CARREGOU SOBRE OS RENDIMENTOS INTERMÉDIOS DO SECTOR PRIVADO E AUMENTOU O CÍRCULO VICIOSO, EM VEZ DE TENTAR NEGOCIAR COM A TROIKA MAIS TEMPO E MELHORES CONDIÇÕES COMO O PS SUGERIU. OS RESULTADOS ESTÃO À VISTA, É UM BECO SEM SAÍDA COM ESTE TIPO DE TRIBUNAL CONSTITUCIONAL E ESTE GOVERNO.

EM NOSSA OPINIÃO O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL FALA DE «IGUALDADE» E «PROPORCIONALIDADE» COM DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS:
- A Sobretaxa aplicada sem qualquer proporcionalidade em sede de IRS foi considerada constitucional por unanimidade?!!!!
- A manipulação dos escalões de IRS, que na prática retiram grande parte dos subsídios de férias e de Natal aos rendimentos intermédios são equilibrados perante a Constituição?!!!!!! Se são então tem que se rever a Constituição e limitar o abuso de poder de tributação, autêntico cancro que está a minar a nossa já muito vulnerável situação, mesmo sem o mesmo!
- Como Teresa Leal Coelho questionou, a situação do Emprego Público está equilibrada com a situação do Emprego privado?!!!!
- As Pensões elevadas das carreiras públicas decididas noutros tempos, têm alguma sustentação actual (sem financiamento desses excessos e com uma dívida pública pesadíssima, que as mesmas dão o seu contributo) na criação de Valor?!!!!!!! Coloca em causa o princípio da igualdade entre gerações;

O Sistema está viciado e necessita de uma grande reforma, que começa por ser cultural, de respeito pela obra em prol da NAÇÃO, de todas as Portuguesas e de todos os Portugueses e não só de alguns interesses  de grupo.

A UGT, colaboracionista com toda esta vergonha que tem acontecido desde que o PEC IV foi chumbado, considerou «justa» a decisão do Tribunal Constitucional!!!

Vejamos com mais pormenor a decisão do Tribunal sobre algumas normas da Lei do Orçamento de Estado em 5-4-2013, com mais de 3 meses de vigência da mesma:

Cidadãs e Cidadãos
- «Taxas gerais do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares - IRS» (artigo 186.º - PCP, BE, PEV), 2.050 milhões €:  considerada constitucional;

- «Sobretaxa de 3,5% no IRS» (artigo 187.º - PCP, BE, PEV) 750 milhões €:  considerada constitucional;


Trabalhadores activos do sector público
- «Suspensão do subsídio de férias» (artigo 29.º - Presidente da República, PS, PCP, BE) 600 milhões €: considerada inconstitucional;
- Redução remuneratória» (artigo 27.º - PCP, BE): considerada constitucional 600 milhões €;

- «Contratos de docência e investigação» (artigo 31.º - PCP, BE, PEV): considerada inconstitucional;
- «Pagamento do trabalho extraordinário» (artigo 45.º - PCP, BE, PEV): considerada constitucional 30 milhões €;


Desempregados e empregados com doença

- «Contribuição sobre prestações de doenças e de desemprego» (artigo 117º - PCP, BE, PEV) 150 milhões de euros: considerada inconstitucional;

Aposentados e reformados
- «Suspensão do pagamento do subsídio de férias ou equivalentes» (artigo 77.º - Presidente da República, Provedor de Justiça PS, PCP, BE, PEV) 500 milhões de euros: considerada inconstitucional;
- «Contribuição extraordinária de solidariedade» (artigo 78.º - Presidente da República, Provedor de Justiça PS, PCP, BE, PEV) 420 milhões de euros: considerada constitucional.

Como resultante, a Sociedade Civil não foi protegida, com excepção dos desempregados e empregados com doença e cerca de 1350 milhões de euros líquidos previsionais estão postos em causa no Orçamento deste ano. O que é o Governo vai fazer? Que grande incompetência de todas as partes envolvidas:
- O CDS porque em vez de fazer parar o monstro deste Orçamento, ficou com ele atravessado e não o vomitou em nome do interesse nacional, que assim não foi defendido;
- o PSD e a Troika, co-autores do monstro que se agiganta desde 2011;
- o Presidente da República pela sua extrema cumplicidade (o esforço de conciliação na TSU favoreceu este monstro), hipocrisia, lentidão e sectarismo (apenas se preocupa com o sector público que agigantou quando liderou o Governo);
- o PS deveria ter dado prioridade a defesa das Empresas e das Famílias do sector privado, que sustentam o Estado e a Sociedade Política muito pesados e permitiu aos «esquerdistas não democráticos» aparecerem como os únicos defensores da Sociedade Civil (que ironia, porque a sua defesa é essencialmente do sector público);
- Os juízes do Tribunal Constitucional que , mais uma vez, mostraram os seus preconceitos e a sua defesa acima de tudo do sector público e das pensões, com utilização dos princípios constitucionais da igualdade e da proporcionalidade de uma forma muito subjectiva, aliás na linha dos constitucionalistas Vital Moreira (que desilusão) e Gomes Canotilho, bem diferentes da posição muito mais profunda e louvável de Jorge Miranda.
- Os «mass media», mais uma vez são amplificadores das perpectivas de certas elites e grupos de interesse e nunca evidenciaram a monstruosidade que é a sobretaxa de IRS em termos constitucionais, fazendo eco da ideia que prevaleceu, que o problema estava apenas na discriminação de pensionistas e empregados públicos, alguns deles que são beneficiários de regalias não merecidas e não sustentadas, alimentas pela Sociedade Política ao longo de décadas!


A primeira reacção do Governo foi a seguinte http://www.portugal.gov.pt/media/909837/20130406%20cm%20comunicado%20tc%20oe2013.pdf:


2013-04-06 às 19:12



DECLARAÇÃO SOBRE O ACÓRDÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL ACERCA DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2013

«O Governo não concorda com a leitura da Constituição da República que o Tribunal Constitucional fez no seu Acordão sobre algumas normas do Orçamento do Estado para 2013».
«A posição que teve vencimento no Tribunal Constitucional coloca sérias dificuldades ao País no cumprimento dos objectivos a que está internacionalmente vinculado, e das metas orçamentais que tem de cumprir (...) ao declarar inconstitucionais as normas do Orçamento do Estado, por desrespeito pelo princípio da igualdade, o Tribunal não considerou o esforço evidente do Governo para tornar mais equitativa a contribuição de todos os cidadãos, no sector público como no privado, repondo a atribuição de um dos subsídios suspensos em 2012 para os pensionistas e para os servidores do Estado.
(...) os efeitos negativos que a mesma tem para o País (...) efeitos que estão para além do problema sério colocado à execução orçamental, ao porem em causa a credibilidade externa conquistada pelo esforço dos Portugueses perante os nossos parceiros e credores internacionais.
(...) em particular, esta decisão tomada pelo Tribunal surge em vésperas da importante reunião de Dublin, na próxima semana, para a qual Portugal tanto tem lutado com vista a conseguir o acordo dos parceiros europeus (...) necessário ao prolongamento das maturidades dos empréstimos à República, e essencial para a nossa saída bem sucedida, em 2014, do Programa de Assistência Económica e Financeira.
(...) tendo em conta à complexidade da situação criada, o Senhor Primeiro-Ministro solicitou uma audiência, ainda hoje, com o Senhor Presidente da República, face à exigência de uma rápida clarificação pelo Estado Português de relevantes aspectos postos em causa pela decisão do Tribunal Constitucional».



A ARROGÂNCIA E LEVIANDADE NA PREPARAÇÃO DOS ORÇAMENTOS DO ESTADO DE 2012 E 2013 TIVERAM RESULTANTES DESASTROSAS! AFINAL QUAL É A VOSSA CREDIBILIDADE FACE AOS CÍRCULOS VICIOSOS DESENCADEADOS, FACE À VOSSA INÉPCIA ESTRATÉGICO-ECONÓMICA E INCOMPETÊNCIA FINANCEIRA?

quinta-feira, 4 de abril de 2013

BANCA VI - ARGENTARIA VI - BANK VI

About the exposure of banks to public and private debts of European countries, we can see this very interesting work in Financial Times site (http://www.ft.com), with interactive graphic maps (source BIS):

«Bank exposure: The eurozone risk»




Portugal lost 72,9 thousands of millions USD$ of banks exposure to it debt, between third quarter of 2010 and third quarter of 2012 (-33,7%)!

 Spain lost 278,6 thousands of millions USD$ of banks exposure to it debt, between third quarter of 2010 and third quarter of 2012 (-38,3%)!


MOÇÃO DE CENSURA - CENSURA MOTUS - CENSURE MOTION

Protesto do setor da restauração contra o aumento do IVA, ontem à noite, junto à Assembleia da República em Lisboa
Protesto junto à Assembleia da República em 26 de Novembro de 2012 (Fotografia © Diana Quintela - Global Imagens) - Existe uma maioria de Portuguesas e de Portugueses que se tivessem oportunidade despoletariam a queda deste Governo num referendo, por causa dos representantes que foram eleitos e sustentam este péssimo Governo, estarem a desrespeitar o programa eleitoral e a vontade dos representados no momento da votação em 5 de Junho de 2011 (a opção pela brutal tributação em vez da reforma do Estado desde o primeiro momento, não tem legitimidade democrática):  2.159.742 eleitores que votaram nas listas de candidatos a representantes pelo PPD/PSD + 653.987 que votaram nas listas CDS-PP, 2.813.719 num total de 5.588.594 eleitores que votaram, num total de 9.624.133 representados inscritos. Foi uma minoria de pessoas que está cada vez mais descontente.

O Partido Socialista apresentou uma Moção de Censura ao Governo na Assembleia da República em 3 de Abril de 2013 (http://www.ps.pt/images/imprensa/mocao_censura_28mar2013.pdf):


PARTIDO SOCIALISTA


«MOÇÃO DE CENSURA AO XIX GOVERNO CONSTITUCIONAL»

«Portugal vive um momento dramático sem paralelo na nossa história recente. Em violação dos seus compromissos eleitorais, o atual Governo tem vindo a prosseguir uma estratégia de empobrecimento
do País, assente numa violenta política de austeridade “do custe o que custar” e numa agenda
ideológica ultraliberal contra as funções sociais do Estado. Os resultados estão à vista de todos.
. O desemprego atinge valores nunca vistos. Há 943 mil desempregados e todos os dias há mais portugueses que perdem o seu emprego;
. A economia está no terceiro ano consecutivo em recessão profunda (-3,2% do PIB, em 2012);
. A dívida pública continua a aumentar (em 2012, passou de 108% para 123,6% do PIB; um aumento superior a 20 mil milhões de euros)
. O défice orçamental falha sistematicamente as metas estabelecidas (em 2012, será de 6,4% face aos 4,5% previstos, um desvio superior a 3,4 mil milhões de euros).

As previsões já conhecidas apontam para o aprofundamento da crise nos próximos anos: mais desemprego (a caminho do milhão de desempregados), menos economia (mais do dobro da recessão prevista
pelo Governo, no orçamento de estado para este ano), mais divida pública e aumento do défice
orçamental em relação ao estabelecido.

Vive-se um sentimento de desesperança e até de desespero, perante a degradação da situação económica, social e financeira do país, mas sobretudo pela perda de confiança na capacidade do Governo em oferecer uma resposta credível para a saída da crise.

Esta situação resulta em grande medida das opções e dos erros do Governo.Num contexto difícil e exigente, o Governo rompeu todos os equilíbrios necessários à boa condução do país e do processo de ajustamento. Na economia, a opção da austeridade “custe o que custar” e da desvalorização interna provocaram a entrada numa espiral recessiva e a escalada do desemprego e da dívida. Na frente do diálogo político e social, a arrogância e a autosuficiência levaram ao afastamento dos diferentes partidos, a ignorar as vozes e alertas da sociedade civil, e à marginalização dos parceiros sociais. Na frente europeia, o radicalismo ideológico, a ausência de pensamento próprio e a falta de vontade levaram o Governo a abdicar da defesa sistemática das melhores soluções para o nosso país, quer ao nível do reforço da UEM, mas também na melhoria e adaptação do nosso programa de ajustamento.

Mas pior, perante a dramática realidade económica e social em que vivemos, e num quadro de completo isolamento politico, o Governo concluiu, incompreensivelmente, que o país está na direção correta e que não há necessidade de correção na trajetória do nosso ajustamento.

O Governo nega a realidade, não reconhece o seu falhanço e insiste em reforçar a dose da sua política da austeridade, com a proposta de um corte adicional de 4 000 milhões de euros nas funções do Estado. Estes cortes, sobretudo nas áreas da segurança social, da educação e da saúde, trarão inevitáveis consequências na redução do acesso aos serviços públicos e na redução das transferências sociais de que depende o rendimento de muitas famílias, já gravemente atingidas pelas políticas de austeridade. Esta opção contribuirá ainda mais para o aprofundamento da recessão, para o aumento do desemprego, da pobreza e das desigualdades sociais entre portugueses.

As principais vítimas da política do Governo são os mais pobres e as classes médias, gravemente afetadas nas suas condições de vida, de igualdade de oportunidades e de mobilidade social; fortemente atingidas pelo desemprego e, em muitos casos, confrontadas com um sério risco de pobreza.
Enquanto isso, muitos milhares de jovens, incluindo os mais qualificados, são empurrados para a fatalidade da emigração por um Governo sem visão de futuro, que se mostra incapaz de lhes abrir um horizonte de esperança.
As famílias, por seu turno, enfrentam dificuldades cada vez maiores e as taxas de natalidade caem para níveis alarmantes.
Os pensionistas e os funcionários públicos foram particularmente atingidos pelo Governo com os Orçamentos de 2012 e 2013.

O PS sempre se opôs à política de austeridade do Governo, alertando para as consequências na destruição da economia e do emprego.
O PS sempre foi claro na rejeição da política de empobrecimento e de emigração como instrumentos para a melhoria da competitividade, mostrando a sua completa incompatibilidade com o mundo desenvol
vido em que nos integramos e com o país moderno que ambicionamos ser.
O PS sempre se bateu pelo diálogo político e social , afirmando em todos os momentos o seu carácter absolutamente central na resposta à crise.
Por último, o PS sempre se bateu por uma participação forte e ativa de Portugal na negociação europeia, com vista à superação da gravíssima crise que a Europa atravessa, mas também à melhoria constante e
sistemática do nosso processo de ajustamento.

Os portugueses não aguentam mais. Ao contrário do que diz o Governo, Portugal não está na direção certa.
Chegou a altura de dizer: Basta! Chegou o momento de parar com a política de austeridade que está a
empobrecer o nosso país e a exigir pesados sacrifícios aos portugueses sem que se vejam resultados. Os portugueses cumpriram, mas o Governo falhou.

O PS tudo fez para que o Governo reconhecesse o seu fracasso, abandonasse a sua política da austeridade e mudasse de caminho. O Governo ignorou os alertas e recusou os contributos do PS, bem como de outras organizações e movimentos da sociedade portuguesa.

A sétima avaliação da aplicação do memorando, por ser a primeira depois de conhecidos os resultados de 2012, constituía o derradeiro momento para o Governo inverter a sua política. 
Avisámos o Governo de que esta seria a última oportunidade para fazer essa mudança. O Governo desperdiçou a derradeira oportunidade para mudar de rumo. 
O Governo tornou evidente que não está à altura do momento que vivemos e das responsabilidades que deveria assumir. 

A situação a que o nosso país chegou é de uma enorme gravidade. Os portugueses não aguentam estes níveis de desemprego, nem mais medidas de austeridade. Estamos à beira de uma tragédia social de consequências imprevisíveis para a vida dos portugueses e para o nosso regime democrático.
Nenhum órgão de soberania e responsável político pode ignorar o estado de pré-ruptura social e de espiral recessiva a que o nosso país chegou.

Se o Governo continua, cada vez mais isolado, a violar as suas promessas eleitorais, sem autoridade politica, incapaz de escutar e de mobilizar os portugueses, a falhar nos resultados, a não acertar nas previsões, a negar a realidade, a não admitir a necessidade de alterar a sua política de austeridade, a não defender os interesses de Portugal na Europa, a conduzir o país para o empobrecimento, então só resta uma saída democrática para solucionar a crise: a queda do Governo e a devolução da palavra aos portugueses.

É o que se pretende alcançar com a apresentação desta moção de censura. Portugal precisa urgentemente de um novo Governo e de uma nova política.

Mais do que um ponto de chegada, esta moção é um ponto de partida para sairmos das crises que vivemos. A crise politica já existe. Esta moção oferece uma solução para a crise política, como condição necessária para mobilizarmos os portugueses e vencermos a crise social e económico que nos cerca. 

Há um novo consenso político e social em Portugal. Só um novo Governo, democraticamente legitimado, com forte apoio popular, estará em condições de interpretar e protagonizar o novo consenso nacional, renegociar (ao nível europeu) uma estratégia credível de ajustamento e proceder ao relançamento sustentável da nossa economia e da criação de emprego.

Outro caminho é possível e necessário. Um caminho de esperança. Um caminho de ambição. Um caminho em que Portugal volte a ter voz na Europa. Um caminho feito com as pessoas e para as pessoas, mobilizando a força,       a criatividade e o empenho duma nação milenar que se orgulha do seu passado, se afirma na sua identidade e acredita no seu futuro. Um caminho com esforço mas com sentido, apostando num Estado Social mais  eficiente e numa economia mais qualificada e competitiva.

Assim, 

A Assembleia da República delibera, nos termos do artigo 194.º da Constituição da República Portuguesa, censurar o XIX Governo Constitucional.»

Quase todos os deputados da posição (131 da coligação PPD/PSD+CDS/PP) votaram contra a moção;
A favor votaram os 97 deputados da oposição,
Mais um deputado eleito pela coligação, que foi a excepção.
Rejeitada foi a moção de desconfiança a esta (des)governação
Coitada da Nação ...


Luís Amado
Qual equivocado
Parece um aliado
Do Governo odiado

A partir da cadeira do Banif
Não sentiu qualquer Manif
Não viu que o ministro quadrado
Ajudou a afunilar Portugal atrofiado

Não vê que quanto mais tempo o Governo desgovernar
Mais Portugal se vai enterrar?
Não parece ser isenta a sua posição
Parece comprometida até mais não

Para quando uma lei de incompatibilidades
Entre certos cargos políticos e certas actividades?
Para acabar de vez com famas e proveitos
De inocentes e culpados suspeitos

É mais uma vil posição
Contra o líder da oposição
De ex membros do anterior Governo
Que têm responsabilidades neste «Inverno»


O ex-ministro dos negócios estrangeiros afirmou na TSF recentemente (3-4-2013 e 23-3-2013):


«(...) cedência da direção do PS a vozes críticas de fora e dentro do PS que entendem que o Governo está esgotado e tem de cair».
«Revela imaturidade democrática (...) movimento de algum oportunismo tático (...) à luz das dinâmicas que vêm marcando a vida interna do PS, antecipando até um congresso».
«Não a compreendo como um ato de rutura tão dramática com aquela que se pretende imprimir a esta moção e sobretudo como uma inevitabilidade a curto prazo do Governo cair».
«(...) é bom que o Governo cumpra o seu mandato (...) final de uma fase e de um período e tem de reorientar a sua atividade política».
«Isso não representa, no meu ponto de vista, uma quebra da legitimidade do Governo. Pelo contrário, é uma condição para que a legislatura possa prolongar-se e atingir o seu fim»


«Se o primeiro-ministro tiver condições para manter a coligação e manter o Governo não vejo razão nenhuma para que não possa manter a figura do ministro das Finanças»
«Sendo o ministro das Finanças uma peça essencial no processo de negociação e de implementação de um programa, que apesar de tudo, das dificuldades e dos problemas que o país tem conhecido, tem vindo a ganhar credibilidade do ponto de vista externo, a baixar consistentemente o financiamento da economia portuguesa - as taxas de juro estão em queda sustentada ao longo de muitos meses - penso que substitui-lo, neste contexto, seria um erro»
«Mas se cometermos o erro de lançar o país numa crise precipitada do ponto de vista político estamos a andar para trás, estamos a criar mais problemas, a piorar a situação em que já nos encontramos»
«É preciso algum ativismo na frente económica e na frente social e isso tem falhado, tem havido muito ativismo na frente financeira, na frente das finanças públicas, na correção do desequilíbrio externo, mas é preciso reorientar a ação governativa no sentido de re-equilibrar os vetores do ajustamento e de dar incentivo ao crescimento, ao apoio às empresas e ao apoio social às famílias, dando outra dinâmica e outra esperança» 

Teresa Caeiro (CDS) e Eurico Dias (PS) debateram a Moção de Censura na SIC Notícias (4-4-2013):
http://videos.sapo.pt/rZZ0zhDZrUfCuowlD7lS
Teresa Caeiro defendeu a ideia do impacto que teria a queda do Governo, a meio do seu mandato, na «credibilidade» de Portugal, apesar de realçar que o CDS repetidamente tem chamado a atenção para a necessidade de medidas de «impulso económico», Eurico Dias defendeu em nome do PS, a necessidade de precisamente parar com esta política actual de forma as condições de ajustamento para o tornar viável com crescimento e aumento do emprego. 

O referido líder da oposição, continua a bater-se por Portugal, muito mais que os seus críticos no PS e no PSD, como nesta carta enviada aos líderes da Triga (Troika), http://files.dinheirovivo.pt/01/carta-troica-PS.pdf:





segunda-feira, 1 de abril de 2013

CABO VERDE - PROMONTORIUM VIRIDE - CAPE VERDE

Ficheiro:Cape Verde islands resized.jpg
Os extraordinários Navegadores Portugueses descobriram o arquipélago de Cabo Verde provavelmente em 1456. Anteriormente existe a hipótese de o mesmo ter sido abordado pelo Cartagineses e de ser identificado com a INSULAE GORGADES, as Ilhas das Gorgonas.   
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/94/Butler_Orbis_Herodoti.jpg
Reprresentação do Mundo de Herodotus - «The Atlas of Ancient and Classical Geography» Samuel Butler (1907)
Ficheiro:PtolemyWorldMap.jpg
Mapa de Ptolomeu (150 depois de Jesus Cristo) recriado no século XV
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/99/Biancomap.jpg

Mapa de Andrea Bianco (1436) 

Vejamos as palavras de Pliny the Elder «The Natural History»:


«(...) Polybius says that Cerne is situate at the extremity of Mauritania, over against Mount Atlas, and at a distance of eight stadia from the land; while Cornelius Nepos states that it lies very nearly in the same meridian as Carthage, at a distance from the mainland of ten miles, and that it is not more than two miles in circumference. It is said also that there is another island situate over against Mount Atlas, being itself known by the name of Atlantis. Five days' sail beyond it there are deserts, as far as the Æthiopian Hesperiæ and the promontory, which we have mentioned as being called Hesperu Ceras, a point at which the face of the land first takes a turn towards the west and the Atlantic Sea. Facing this promontory are also said to be the islands called the Gorgades, the former abodes of the Gorgons, two days' sail from the mainland, according to Xenophon of Lampsacus. Hanno, a general of the Carthaginians, penetrated as far as these regions (...). Beyond these even, are said to be the two islands of the Hesperides; but so uncertain are all the accounts relative to this subject, that Statius Sebosus says that it is forty days' sail, past the coast of the Atlas range, from the islands of the Gorgons to those of the Hesperides, and one day's sail from these to the Hesperu Ceras. Nor have we any more certain information relative to the islands of Mauritania. We only know, as a fact well-ascertained, that some few were discovered by Juba over against the country of the Autololes, upon which he established a manufactory of Gætulian purple.»

Vejamos também «The Voyage of Hanno, commander of the Carthaginians, round the parts of Lilxya beyond the Pillars of Hercules, which he deposited in the temple of Saturn» in A.H. L. Heeren, Historical researches into the Politics, Intercourse and Trade of the Cathaginians, Ethiopians, and Egyptians, anonymus translator (Oxford: D. A. Talboys, 1832), pp. 492-501:
«It was decreed by the Carthaginians, that Hanno should undertake a voyage beyond the Pillars of Hercules, and found Liby-Phoenician cities. He sailed accordingly with sixty ships of fifty oars each, and a body of men and women to the number of thirty thousand, and provisions and other necessaries
When we had passed the Pillars on our voyage, and had sailed beyond them for two days, we founded the first city which we named Thymiaterium. Below it lay an extensive plain. Proceeding thence towards the west, we came to Soloeis, a promontory of Libya, a place thickly covered with trees, where we erected a temple to Neptune; and again proceeded for the space of half a day towards the east, until we arrived at a lake lying not far from the sea. and filled with abundance of large reeds. Here elephants, and a great number of other wild beasts, were feeding.
Having passed the lake about a day s sail, we founded cities near the sea, called Cariconticos, and Gytte, and Acra, and Melitta, and Arambys. Thence we came to the great river Lixus, which flows from Libya. On its banks the Lixitae, a shepherd tribe, were feeding flocks, amongst whom we continued some time on friendly terms. Beyond the Lixitae dwelt the inhospitable Ethiopians, who pasture a wild country intersected by large mountains, from which they say the river Lixus flows. In the neighbourhood of the mountains lived the Troglodytae, men of various appearances, whom the Lixitae described as swifter in running than horses.
Having procured interpreters from them, we coasted along a desert country towards the south two days. Thence we proceeded towards the east the course of a day. Here we found in a recess of a certain bay a small island, containing a circle of five stadia, where we settled a colony, and called it Cerne. We judged from our voyage that this place lay in a direct line with Carthage; for the length of our voyage from Carthage to the Pillars, was equal to that from the Pillars to Cerne.
We then came to a lake, which we reacted by sailing up a large river called Chretes. This lake had three islands, larger than Cerne from which proceeding a day's sail, we came to the extremity of the lake, that was overhung by large mountains, inhabited by savage men clothed in skins of wild beasts, who drove us away by throwing stones, and hindered us from landing. Sailing thence we came to another river, that was large and broad, and full of crocodiles, and river horses; whence returning back we came again to Cerne
Thence we sailed towards the south twelve days, coasting the shore, the whole of which is inhabited by Ethiopians, who would not wait our approach, but fled from us. Their language was not intelligible even to the Lixitae who were with us. Towards the last day we approached some large mountains covered with trees, the wood of which was sweet-scented and variegated. Having sailed by these mountains for two days, we came to an immense opening of the sea; on each side of which, towards the continent, was a plain; from which we saw by night fire arising at intervals in all directions, either more or less.
Having taken in water there, we sailed forwards five days near the land, until we came to a large bay, which our interpreters informed us was called the Western Horn. In this was a large island, and in the island a saltwater lake, and in this another island, where, when we had landed, we could discover nothing in the daytime except trees; but in the night we saw many fires burning, and heard the sound of pipes, cymbals, drums, and confused shouts. We were then afraid, and our diviners ordered us to abandon the island.
Sailing quickly away thence we passed a country burning with fires and perfumes; and streams of fire supplied from it fell into the sea. The country was impassable on account of the heat. We sailed quickly thence, being much terrified; and passing on for four days, we discovered at night a country full of fire. In the middle was a lofty fire, larger than the rest, which seemed to touch the stars. When day came we discovered it to be a large hill, called the Chariot of the Gods. On the third day after our departure thence, having sailed by those streams of fire, we arrived at a bay called the Southern Horn; at the bottom of which lay an island like the former, having a lake, and in this lake another island, full of savage people, the greater part of whom were women (...).»  

 
Presidente da República de Cabo Verde com Jovens Cabo Verdianas (Foto de Daniel Monteiro Jr - Expresso 29-03-2013): Grande País de Expressão Portuguesa, Luso-Latina, de grandes Pessoas!

E no presente? O Presidente Jorge Carlos Fonseca refere na entrevista ao Expresso: «Era previsível que as remessas diminuíssem com a crise nos EUA e na Europa, sobretudo na zona euro, da qual a economia cabo-verdiana é neste momento particularmente dependente. Também era previsível a redução da ajuda pública ao desenvolvimento, a redução drástica do investimento estrangeiro em Cabo Verde. A prudência e a inteligência aconselham a que diversifiquemos as nossas relações e procuremos novas parcerias sem abandonar as clássicas. O volume de cooperação com Portugal  diminuiu, como a ajuda orçamental e há mais dificuldade nas linhas de crédito. Temos de ser ousados, atrevidos, imaginativos e procurar relações com países como o Brasil e Angola. Porque não tentarmos uma aproximação com Singapura, Turquia, Índia, Colômbia? Reforçar as relações com a China, que é um parceiro tradicional e menos afectado pela crise. (...). Estrategicamente e a prazo, é importante estarmos na CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da àfrica Ocidental) (...) devemos procurar ser cada vez mais úteis nas nossas relações com a Europa e os EUA a nível da segurança marítima no Atlântico médio. (...) é (...) pela posição geoestratégica que a nossa cooperação é procurada por Espanha, EUA e Brasil. (...).»

«O Presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou esta quinta-feira o desempenho de Cabo Verde que, em poucas décadas, evoluiu de um rendimento per capita de 200 dólares por ano para 4 mil dólares por ano, e concluiu que o arquipélago “é uma verdadeira história de sucesso”. O presidente norte-americano destacou ainda a gestão de Cabo Verde que vem colocando o país no meio da tabela em termos de desenvolvimento, tudo por causa, diz, da boa governação. (...)

Barack Obama fez estas declarações durante o encontro que manteve (...), na Casa Branca, com o Primeiro-Ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, e com outros três presidentes africanos (...) os chefes de Estado do Senegal, (...), do Malawi, (...), e da Serra Leoa (...), com os quais o Governo americano diz ter “fortes parcerias com base em valores democráticos comuns e interesses partilhados”.» «A Semana», Cabo Verde, 29-03-2013 (http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article86480)


Portugal foi mal dirigido e tem custos de oportunidade intoleráveis com as péssimas opções de betão, alcatrão, fármacos, automóveis, submarinos, ... que alimentaram durante algum tempo a voracidade de oligopólios, cartéis, oligarcas e elites inter ligados com interesses Alemães, nomeadamente, e agora estamos fragilizados no apoio e interacção com Cabo Verde, nomeadamente. Mas poderemos também, criar parcerias criativas com o País Lusófono na ligação à sua e nossa diversificação de relações com o Mundo.  

sábado, 30 de março de 2013

ESTRATÉGIA - STRATEGIA - STRATEGY

http://2.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/TH5cPgj_MoI/AAAAAAAAF_8/nxt9YX3_oms/s1600/A+g%C3%A9nese+dos+descobrimentos+1987+-+CAS+c%C3%B3pia.jpg
«A génese dos descobrimentos» de Carlos Alberto Santos (1987)

ESTRATÉGIA

A estratégia dos Descobrimentos
Responde aos actuais tormentos
Para dobrar o seu cabo
É preciso negar o diabo

E sentir e afirmar o Amor
Que vence toda a dor
Com uma imensa paixão
Pela nossa bonita Nação

Ao sabor dos ventos do Norte
O (des)governo depende da sorte
Sem estratégia que o oriente
Não lançou qualquer boa semente

Sempre sujeito a uma política demente
Prevê-se o seu fim iminente
O seu objectivo era apenas o poder
Tão mesquinho é o seu ser

Que o Governo futuro afirme
Um objectivo bem firme
Do pequeno Portugal
Realizar o seu grande potencial

Com a arte da estratégia
De meios e fins harmonizar
A ligar energia e ecologia
Ética, saber, arte, ar, terra e mar

A nossa luso-latina cultura
Se liga à natureza com doçura
A nossa infinita bondade e flexibilidade
Rima com verdade e saudade

Conta a Língua mui fecunda
A nossa querida História profunda
Semear para o fruto colher
E de novo semear é esse o saber

«Plantaram-se naus» para descobrir
Mas depois deixou-se o País cair
Por uma estrangeira cultura negativa
Muito, mas muito destrutiva

Jogos de parasitagem
Dominam com voragem
E os inúmeros traidores
Lançam pesadas dores

Mas as Mulheres e os Homens da Nação
Têm um grande valor e coração
E quando a sua imensa criatividade
Se ligar à responsabilidade e liberdade

Com o apoio de «catalisadores de almas»
Os seus sonhos se podem realizar
E o Mundo pode de novo nos bater palmas
Por todos os fecundos contributos que tínhamos para dar

Dar a esperança
Dar a confiança
Para o entusiasmo se despertar
E mais nada nos poder parar
Com a nossa forte paixão
Nem a antiga inquisição
Nem a salazarenta estagnação
Nem jogos de negação
Nem qualquer (des)união

Tantas vocações perdidas
Por mais de V séculos atrofiadas
As potências estrangeiras ficam espantadas
Como é que são tão louvadas
Com o enorme e profundo contraste
Entre a subserviente elite parasita que nos leva ao desastre
E as Pessoas bondosas e valorosas, que vítimas do abutre
Conseguem realizar maravilhas sob o seu peso triste



 "Oiçamos" as sábias palavras de Carlos Zorrinho, que nos aponta um caminho - Líder parlamentar do Partido Socialista, no seu texto «PREC II» (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/prec-ii):

«Portugal está a viver um novo PREC (Período Revolucionário em Curso) (...) está em causa uma transição dentro da própria democracia. (...) o ‘R' de Revolução também pode ser de Reconfiguração ou de Reposicionamento estratégico.
(...) Como se viu no recente episódio do Chipre, um país económica e politicamente descartável é presa fácil para a mesquinhez rasteira que inspira as lideranças europeias que temos. Pior que isso só somar a irrelevância estratégica à irrelevância política de um governo sem rumo e de um Primeiro-Ministro sem credibilidade nem autoridade.
Precisamos por isso de Estratégia. Escolher o local (...). Somos um País rede e um nó de amarração transatlântico que irradia para o Mediterrâneo e que através da língua e da cultura se distende pelo globo. Logística, Turismo, Energia Renovável e Integração Tecnológica. Âncoras de um Laboratório Global. Ou seremos isto ou seremos o que os outros quiserem.»
Relembremos as brilhantes palavras ouvidas recentemente ao ex-Primeiro José Sócrates na RTP (27-03-2013), que vieram abanar ainda mais esta subserviente e péssima governação sob a égide do presidente: «(...) um político que desiste da confiança de puxar pelas energias do seu País, no futuro é um governante que não está à altura das suas responsabilidades (...) afinal do que é que gosta? E não há um país que possa ser governado sem uma esperança, sem uma vontade, sem  ambição. O dever da política, o dever dos governantes é traçarem um rumo. Sabe o que faz lembrar o discurso do Governo ao longo destes dois anos (...) a frase da "Divina Comédia" do Dante quando (...) o personagem entra no inferno: "Vós que entrais abandonai toda a esperança" (...) este governo foi o que fez (...) empobrecimento (...) convidar a emigrar (...) um discurso de expiação, de punição (...)»

sexta-feira, 29 de março de 2013

JESUS E MARIA MADALENA - IESUS ET MARIA MAGDALENA - JESUS AND MARY MAGDALENE

File:Gheorghe Tattarescu - Magdalena.jpg
«Magdalena» Gheorghe Tattarescu (1820-1894) Muzeul Municipiului Bucureşti (Romania)

JESUS

Nos dás tanto Amor
Tua pomba nos liberta de tanta dor
Tua luz de vida e felicidade
Nos convida docemente até à eternidade

TAM AMOR
COLUMBA SOLVO DOLOR
LUX VESTRA DE VITAM ET BEAUTITUDINEM
NOS INVITAT AD AETERNITATEM


You give to us so much Love
You liberate us from so much pain by your dove
Your light of life and happiness from infinity
Invite us with sweetness until eternity

Nos das tanto Amor
Tu paloma nos libera de tanto dolor
Tu luz de vida y felicidad
Nos invita dulcemente hasta la eternidad


Atât de multă dragoste
Tu ne elibereze de durere
Lumina voastră de viață și de fericire
Ne invită să eternitate

Tu dai a noi così tanto Amore
Tu ci libera dal dolore
La tua luce della vita e della felicità
Invita noi dolcemente fino all'eternità

Vous nous donnez tant d'amour
Vous nous libérer de la douleur
Votre lumière de la vie et du bonheur
Invitez-nous pour l'éternité avec douceur





«(...) "Mulher porque choras, quem buscas?" (...)
"Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste e eu o levarei" (...)
"Maria!" (...)
"Raboni!"
"Deixa de me tocar, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus." (...)
E foi Maria Madalena anunciar aos discípulos: Vi o Senhor!-e que ele lhe dissera estas coisas.»

«Evangelho segundo João» (20:15-18)

« (...) Dicit ih̅s mulier quid ploras aut quem quaeres · illa aestimans hortulanum eum esse Ait illi dn̅e si tu eu̅ tulisti dic mihi ubi posuistis eum · ut ego eum tollam
Dicit ei ih̅s maria ad illa conuersa dicit ei hebreice rabboni quod interpetratur magister et dn̅e
Dicit iterum illi ih̅s noli me tangere nondu̅ Enim asce̅di ad patrem uade autem ad fratres et dic illis ascendo ad patrem meu̅ et patrem uestrum·   dm̅ meum et dm̅ uestrum · 
uenit maria magdaline nuntians discipulis quia uidit dn̅m et quae dixit ei manifestauit (...)»


«VETUS LATINA IOHANNES» (XX XV.XVIII)

«(...) "Woman, why are you weeping?" (...)
"They have taken away my Lord, and I do not know where they have laid him." (...)
"Woman, why are you weeping? Whom are you seeking?" (...)
"Sir, if you have carried him away, tell me where you have laid him, and I will take him away." (...)
"Mary!" (...)
"Rabboni!" (...)
"Do not cling to me, for I have not yet ascended to the Father; but go to my brothers and say to them, ´I am ascending to my Father and your Father, to my God and your God.´" (...)
Mary Magdalene went to the disciples with the news: "I have seen the Lord!" And she told them that he had said these things to her.
Mary Magdalene went to the disciples with the news: "I have seen the Lord!" And she told them that he had said these things to her.»

«Gospel of John» (20:15-18)

«(...) "Mujer, ¿por qué lloras? ¿á quién buscas?" (...)
"Señor, si tú lo has llevado, dime dónde lo has puesto, y yo lo llevaré." (...)
"¡María!" (...)
"¡Rabboni!" (...)
"No me toques: porque aun no he subido á mi Padre: mas ve á mis hermanos, y diles: Subo á mi Padre y á vuestro Padre, á mi Dios y á vuestro Dios."
Fué María Magdalena dando las nuevas á los discípulos de que había visto al Señor, y que él le había dicho estas cosas.»


«Evangelio de Juan» (20:15-18)

«(...) "Femeie de ce plîngi? Pe cine cauţi?"(...)

"Domnule, dacă L-ai luat, spune-mi unde L-ai pus, şi mă voi duce să -L iau." (...)
"Marie!" (...)
"Rabuni!" (...)
"Nu mă ţinea căci încă nu M'am suit la Tatăl Meu. Ci, du-te la fraţii Mei, şi spune-le că Mă sui la Tatăl Meu şi Tatăl vostru, la Dumnezeul Meu şi Dumnezeul vostru." 
Maria Magdalina s'a dus, şi a vestit ucenicilor că a văzut pe Domnul, şi că i -a spus aceste lucruri.» 


«Evanghelia după Ioan» (20:15-18)


«(...) "Donna, perché piangi? Chi cerchi?" (...)
"Signore, se tu l’hai portato via, dimmi dove l’hai posto, e io lo prenderò." (...)
"Maria!" (...)
"Rabbunì!" (...)
"Non mi toccare, perché non sono ancora salito al Padre; ma va’ dai miei fratelli, e dì loro: Io salgo al Padre mio e Padre vostro, all’Iddio mio e Iddio vostro."
Maria Maddalena andò ad annunziare ai discepoli che avea veduto il Signore, e ch’egli le avea dette queste cose.»


«Vangelo secondo Giovanni» (20:15-18)

«(...) "Femme, pourquoi pleures-tu? Qui cherches-tu?" (...)
"Seigneur, si tu l'as emporté, dis-moi où tu l'as mis, et je le prendrai." (...)
"Marie!" (...)
"Rabbouni!" (...)
"Ne me touche pas; car je ne suis pas encore monté vers mon Père. Mais va trouver mes frères, et dis-leur que je monte vers mon Père et votre Père, vers mon Dieu et votre Dieu."
Marie de Magdala alla annoncer aux disciples qu'elle avait vu le Seigneur, et qu'il lui avait dit ces choses.»


«Évangile selon Jean» (20:15-18)