sábado, 2 de março de 2013

A NAÇÃO EM MANIFESTAÇÃO DIZ NÃO



Fotografias de Sara Rodrigues (http://visao.sapo.pt/a-manifestacao-em-direto=f716069)
Fotografia de José Carlos Carvalho
A manifestação em direto: "Passos, o teu lugar é na prisão"

Eis mais «fauna rasca» «escritor» Vasco da Graça Moura? ... Tenha vergonha do que escreveu no Diário Notícias e que aqui repudiámos. A grande maioria das Pessoas estão cansadas dos erros deste miserável e falso Governo e da arrogância, ignorância e sectarismo dos seus apoiantes, cada vez em menor número! A vinda do FMI era maravilhosa, o Governo anterior explicava todos os problemas, bastava cumprir a receita estúpida e acriticamente e esperar pelos brilhantes resultados. Entretanto não era necessário cortar a fundo na despesa pública que não cria Valor, era só necessário carregar sobre as Famílias e Empresas com impostos e não fazer nada de significativo no apoio às Empresas... que vergonha, as verdadeiras resultantes tão à vista, bem como a incompetência do FMI, do BCE e da CE!

Mas, tal como está a Constituição e a cultura política em Portugal, o próximo Governo pode padecer dos mesmos problemas de autismo e de não defesa dos interesses da Nação. Há que mudar e aprofundar a Democracia em Portugal, dotando-a de dimensões participativas, de escolha e de controlo por parte dos representados, pelo que propomos a título de exemplo:
- Escolha universal de candidatos a representantes («primárias») e possibilidade de votação em partidos-movimentos e ao mesmo tempo em pessoas, independentemente de estarem em listas de candidatura diferentes, ou seja, todos os deputados poderiam ser escolhidos por todos os eleitores;
- Todos os votos contavam para a eleição nacional dos representantes, independentemente dos mesmos estarem ligados a determinados distritos, para acabar com o azar de uma Pessoa que vive num determinado distrito ter sempre o seu voto inútil, porque o partido-movimento que escolhe não passar aí o limite mínimo para a eleição e no distrito vizinho já contaria;
- Possibilidade de debate entre os deputados representantes e os representados, de qualquer Pessoa ou Grupo de Pessoas poder colocar questões pertinentes e fazer propostas pertinentes na defesa do interesse da Nação;
- Deveria haver uma norma constitucional que obrigasse os Governos a cortar nas despesas sem Valor e não nas despesas com Valor (apoio à competitividade das empresas e ao bem ser e estar das Pessoas e da sua realização pessoal e social), que limitasse o recurso à tributação e clarificasse o conceito de justiça na sua distribuição (os rendimentos intermédios que viabilizam o Mercado Interno não podem ser sempre os mais sacrificados, as empresas não podem ser prejudicadas na criação de valor);
- o Programa Eleitoral teria que ser respeitado no Programa de Governo e fiscalizado na sua realização, com justificadas e legitimadas excepções face a novas realidades. Caso não o fosse, como é actualmente o caso, poderia ser convocado o referendo que viabilizaria ou não a continuidade do Governo, o que dava muito mais força aos representados e não permitiria o à vontade com que este Governo vai aprofundando os seus erros sem qualquer mudança de rumo significativa e sem escutar as propostas alternativas.

«Os portugueses que hoje saem à rua têm muitas razões para estar indignados e para protestarem e exigirem uma mudança de política. E é por isso que as responsabilidades do PS aumentam», afirmou o líder do PS
http://sicnoticias.sapo.pt/directosicn/2013/03/02/veja-a-manifestacao-em-direto

Manifestaram-se 500.000 Pessoas em Lisboa, segundo a organização da manifestação, muitos milhares de Pessoas em Portugal, com destaque do Porto, mas certamente muitas Pessoas em casa apoiaram uma espécie de moção de censura ao Governo.
Jamila Madeira do PS esteve presente na manifestação como Cidadã e quando foi entrevistada para a Sic Notícias foi confrontada com uma minoria de apoiantes da horrível «esquerda» totalitária não democrática, que não respeitou a sua Cidadania, a sua opinião, «esquerda» essa que ajudou o PSD e o CDS a formar este Governo, a tal que Vasco da Graça Moura apelidou incorrectamente de «fauna rasca». É intolerável a cultura dessa «esquerda», mas são pessoas, não são «fauna», tal como o «escritor» não o é. A resposta a essas pessoas é a afirmação da Democracia e do profundo respeito pelas diferentes opiniões, que essas forças não permitiriam se tivessem conseguido ter mais poder em Portugal.
Mas essa é uma minoria, a grande maioria democrática estava lá e votou no PS, no PSD e no CDS, os partidos democráticos!
A este propósito vejamos estas palavras de Teresa Caeiro:

«Que se lixe a troika ou que se lixe Portugal?» (http://www.ionline.pt/portugal/teresa-caeiro-se-lixe-troika-ou-se-lixe-portugal)

http://www.ionline.pt/sites/default/files/imagecache/iarticle_photo_400x225/imagens/teresa-caeiro.jpg
  «Não vou e nunca iria a uma manifestação como a que se prepara para o dia 2 de Março de 2013. Citando Paulo Portas, “ninguém são de juízo dirá que tudo está bem”. É evidente que as coisas não estão bem: uma taxa de desemprego acima dos 17% é uma calamidade; a deterioração das condições económicas maior do que se previu; a consolidação orçamental está a ser mais lenta do que se pretendia; a crise é mais profunda do que esperado e a carga fiscal atingiu o limite do suportável pela classe média. Precisamos de mais tempo para diminuir o défice, de um período mais alargado para uma redução estrutural da despesa corrente e de maior tolerância para cumprir o programa que nos devolverá a soberania plena. Precisamos de aceleradores da economia sem entrar no despesismo que nos obrigou ao pedido de resgate. Temos de ter a lucidez de compreender que o Memorando de Entendimento deve ser ajustado às realidades com que nos vamos confrontando. E há que ter noção de que não é possível exigir o esforço tremendo pedido aos portugueses sem um mínimo de compreensão da população.
Dito isto, os “lixem-se” não representam a população portuguesa e não encontro no slogan simplista “que se lixe a troika” e no entoar do “Grândola” em todas as esquinas qualquer vislumbre de pensamento ou de propostas alternativas. Aposto que a maioria dos que se reúnem hoje não lutaram pela liberdade e pela democracia: receberam-na de bandeja e beneficiam - felizmente - dessas conquistas. Tomam-na como garantida, para sempre. Mas esquecem que a liberdade implica responsabilidade, nomeadamente o dever de contribuir de forma construtiva para que ela se perdure. E a democracia exerce-se nos actos eleitorais, de quatro em quatro anos. Seria interessante saber quantos dos que se “indignam” e mandam a troika lixar-se, exerceram este direito/dever nas últimas eleições.
A contestação faz parte da democracia, e ainda bem. Mas contestar por contestar não contribui para a solução dos problemas, nem dignifica a liberdade. As grandes concentrações de 15 de Setembro, transversais a toda a sociedade e faixas etárias, tinham uma mensagem precisa e concreta: não aceitamos uma redução dos nossos vencimentos para uma medida sem retorno perceptível. E tinham razão.
Já os que querem que “a troika se lixe” não apresentam uma única ideia. A não ser, claro… que se lixe tudo. E da pouca substância que se retira das forças políticas que os apoiam não há uma medida que não levasse o país à ruína, a uma desvalorização de mais de 80% do nosso PIB (leia-se das posses de cada um de nós) e a tornarmo-nos uns párias internacionais durante gerações e gerações.
Deixo umas perguntas, às senhoras e senhores que hoje estão num afã a pintar cartazes e a afinar as vozes: a um ano e meio do fim do programa de resgate é altura de romper tudo ou tentar cumprir a nossa parte para recuperar a nossa soberania? E preferem, hoje, estar em Portugal ou na Grécia? E preferem que se lixe a troika ou que se lixe Portugal?»
Por Teresa Caeiro, publicado em 2 Mar 2013 - 03:10 | Actualizado há 16 horas 26 minutos

A grande maioria das Pessoas que estava na manifestação de 15-9-2012 e que esteve agora na manifestação de 2-3-2013 não tem nada a ver com os mesmos organizadores que têm aquele lema aparentemente irresponsável, mas que pode ser interpretado de uma forma responsável: estão contra os disparates de Política Económica da Troika e do Governo, que tinha graus de liberdade para negociar e propor caminhos de apoio à criação de Valor e não para a sua destruição (têm noção que ao esmagarem a os rendimentos intermédios de Empresas e Famílias, a Procura Interna, condicionam também as empresas exportadoras dela maioritariamente dependentes?), que Teresa Caeiro de uma forma muito suave, mas felizmente, admite. Mas a solução favorável a Portugal não é ser cúmplice desses erros e permitir que os mesmos continuem num autismo habitual de quem acha que a Democracia se limita ao momento das eleições e caminha para o abismo. A Nação deve ter meios de controlo de Governos fortemente desfasados das promessas eleitorais de corte efectivo na despesa pública que não cria Valor para a Nação e para o Mundo e que aumentam a carga fiscal sobre as Empresas e Famílias de uma forma irresponsável, leviana e não respeitadora da confiança que as Pessoas depositaram nas urnas. As Pessoas não tinham votado de uma forma maioritária no PSD e no CDS se pudessem saber a sua acção futura, ainda por cima iludidas com a ideia simplista de que todos os males vinham do Governo derrubado com o apoio da «esquerda» totalitária, não democrática e que a grande solução vinha do FMI de uma forma acrítica, sem qualquer estratégia económica, como se tornou evidente ao longo do tempo (patética a dupla Vítor/Álvaro). De um governo minoritário que cometeu muitos erros, mas que estava sob controlo, passou-se a um governo sem controlo senão o dos seus disparates, falsidades e traições, que lhe limitam o poder e a legitimidade, como tão bem referiu Adriano Moreira.


ALTERNATIVA VERDADEIRAMENTE SOCIAL DEMOCRATA - VERUM SOCIALIS POPULARIS ALTERNATUS - TRUE SOCIAL DEMOCRATIC ALTERNATIVE


Propostas do PS para enfrentar a Crise, apresentadas pelo seu líder no Parlamento em 1-3-2013 (http://www.ps.pt/video/vervideo/2803/gpps/intervencao-de-antonio-jose-seguro.html?sort=recent):

- «PARAR COM A AUSTERIDADE»
«A austeridade derrotou-se a si própria. Não resolve nenhum problema estrutural e só traz pobreza, desemprego, sofrimento e medo aos Portugueses. Avançar com um corte de 4000 milhões de euros é um disparate que o Partido Socialista não aceita e se vai opor permanentemente.»

- «ESTABILIZAR A ECONOMIA»;
«No curto prazo devem ser tomadas medidas que estimulem o investimento e dinamizem a Procura Interna, tanto por razões como por razões sociais. Exemplos de algumas medidas concretas:
. Redução do IVA para a restauração;
. No âmbito do acordo de concertação estratégica, aumentar o salário mínimo e as pensões mais baixas, a par da estabilidade de um quadro fiscal;
. (...) plano de reabilitação urbana com prioridade à eficiência energética com aproveitamentos dos fundos comunitários, cuja execução está muito baixa;
. (...) financiamento da economia (...):
.. criação de um banco de fomento que aproveite os fundos estruturais para apoiar as pequenas e médias empresas em Portugal;
.. os suprimentos [prestações acessórias] dos [sócios] accionistas das empresas poderem beneficiar do mesmo crédito fiscal que beneficiam os empréstimos bancários (...) isso permitirá recapitalizar as empresas e diminuir o seu endividamento em relação às instituições bancárias;

- «LANÇAR UM PROGRAMA DE EMERGÊNCIA PARA APOIAR OS DESEMPREGADOS SEM QUALQUER PROTECÇÃO SOCIAL»
«É inaceitável que nós tenhamos cerca de meio milhão de Portugueses desempregados sem qualquer tipo de apoio e protecção social. O País não pode virar as suas costas a estas Pessoas e a estes Portugueses. Propomos um programa de emergência mobilizando fundos comunitários para a qualificação e para a formação profissional destes trabalhadores.

- «ADOPTAR UMA ESTRATÉGIA REALISTA PARA A DIMINUIÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA E DO DÉFICE ORÇAMENTAL»;
«Mais tempo para fazer diferente e não para prosseguir com as medidas de austeridade. (...) só o realismo pode gerar confiança. (...) com o rumo que o País seguiu por responsabilidade do Governo é impossível consolidar as nossas contas públicas em 2015. Precisamos de mais tempo. E para isso é necessário renegociarmos: (...) condições de ajustamento com metas e prazos credíveis para a redução do défice orçamental e para o pagamento da dívida; (...) alargamento dos prazos de pagamento de parte da dívida pública (...) diferimento do pagamento de juros dos empréstimos obtidos (...) juros a pagar pelos empréstimos obtidos (...) reembolso dos lucros obtidos pelo Banco Central Europeu e pelo Sistema Europeu de Bancos Centrais pelas operações de compra de dívida soberana em Portugal, que este ano podem trazer ao Estado uma poupança de cerca de 3000 milhões de euros. Ao mesmo tempo é necessário que a União Europeia cumpra com a sua parte. Ao contrário de outros programas de assistência financeira, este é um programa onde Portugal integra uma União Económica e Monetária. É fundamental que o Banco Central Europeu detenha todas as competências e instrumentos como detém o Banco de Inglaterra, como detém a Reserva Federal Norte Americana ou o Banco do Japão. Só isso poderá ajudar a que nós possamos diminuir o elevado peso do serviço da dívida que impede sobre o défice do nosso País.

- «UMA AGENDA PARA O CRESCIMENTO E PARA O EMPREGO».
. «Captação de Investimento Estrangeiro»
. «Fomento das Exportações»
. «Programa de substituição de importações, sobretudo no sector alimentar, por aumento da produção nacional»

«Esta é a última oportunidade que o Governo tem para mudar de caminho (...).

O líder do Governo e do pseudo Partido «Social Democrata» faltou ao debate proposto pelo Partido Socialista, o partido que realmente Social Democrata e Socialista Democrático.
O executivo estava representado pelo líder do CDS e pelo quadrático Ministro das Finanças.

Como é habitual na cultura política portuguesa, os governos vão convictamente em frente rumo ao abismo sem ouvirem as oposições e as Pessoas, as Portuguesas e os Portugueses.

Que hoje dia 2-3-2013 possa existir uma manifestação bonita como a que aconteceu em 15-9-2012, que manifeste ao Governo de uma forma democrática, a discordância em relação às suas opções políticas.

Fotografia de Sara Rodrigues

CRISE II - CRISIS II - CRISIS II


We created this game of words to show one of the biggest games of negative sum in the world: the financial crisis and the euro crisis. The lot of money wined lower than the lot of money losted.

_ What did you want from Europe?
_ Win a lot of money with her strength.
_ What do you want now for Europe?
_ Win a lot of money with her weakness.
_ Stop and go, stop and go ...
_ Yes, the golden cycles with financial drivers.

A histeria à volta das eleições em Itália revela bem a falta de saúde de quem diagnostica, prognostica e aplica terapêuticas à doença europeia.

Mario Monti, um dos Goldmen recentemente derrotado nas eleições italianas, após os seus maus serviços prestados à Itália e à Europa:
«Não cedemos à tendência recente que consiste em pedir o adiamento por um ano de certos objectivos como a redução dos défices. Não culpo ninguém, nem ao nível da UE nem entre os Estados membros, mas é evidente que a credibilidade da política conduzida num país pode sofrer se outros pedirem adiantamentos e os obtiverem.»
Elucidativo ...

Eis a sensibilidade dos «mercados» que nos é exposta pela Bloomberg (http://www.bloomberg.com): depois  da euforia após a atitude do BCE e do novo apoio à Grécia, eis que as eleições italianas servem de pretexto para colocar em causa os países europeus mais vulneráveis atacados pela especulação financeira e mal apoiados pelas cinzentas posições das lideranças, em vez de opções mais radicais, que vão às raízes dos problemas: «pretas» ou «brancas» e não «cinzentas», que deixam o fogo sempre vivo, uma vez mais ateado outras vezes menos ateado. Acabem de vez com os receios de uma inflação que não existe, preocupem-se sim com a competitividade europeia, que está a perder quotas de mercado mundiais, nomeadamente a Alemanha, menos exposta à moeda forte aparentemente, mas também fortemente prejudicada directa e indirectamente. Este euro forte é nocivo dos interesses europeus e Germânicos, a China e os Estados Unidos da América aproveitam para ganharem quotas de mercado, mas com uma Europa fragilizada são também prejudicados. É claro que os mais lesados são países mais vulneráveis ao factor preço versus qualidade e prazo de entrega, como Portugal, Espanha e Itália.





sexta-feira, 1 de março de 2013

ITÁLIA II - ITALIA II - ITALY II


Mais de 75% dos cerca de 50 milhões de eleitores em Itália votaram para a Câmara dos Deputados e para o Senado.
A maioria absoluta obtida pela coligação de centro-esquerda na Câmara é limitada pela sua maioria relativa obtida no Senado:
«Il centrosinistra ha vinto alla Camera e per numero di voti anche al Senato. E' evidente a tutti che si apre una situazione delicatissima per il Paese. Gestiremo le responsabilita' che queste elezioni ci hanno dato nell'interesse dell'Italia» declarou o líder do Partito Democratico (Pd)

Eis os resultados eleitorais com base no Ministero dell´Interno d´Italia (http://elezioni.interno.it/senato/scrutini/20130224/S000000000.htm#):
CAMERA

PD = (345)
PdL = (125)
M5S = (109)
Scelta Civica = (47)
SENATO

PD = (117)
PdL = (116)
M5S = (54)
Con Monti per l´Italia = (19)


CAMERA

LEADER - LISTE - VOTI - % - SEGGI

PIER LUIGI BERSANI


PARTITO DEMOCRATICO8.644.52325,42%(292)
  SINISTRA ECOLOGIA LIBERTA'1.089.4093,20%(37)
  CENTRO DEMOCRATICO167.0720,49(6)
  SVP146.8040,43(5)

Totale coalizione ITALIA
ESTERO (5)
10.047.80829,55(340)

SILVIO BERLUSCONI
IL POPOLO DELLA LIBERTA'7.332.97221,56%(97)
  LEGA NORD1.390.0144,08%(18)
  FRATELLI D'ITALIA665.8301,95%(9)
  LA DESTRA219.7690,64%
  GRANDE SUD - MPA148.5520,43%
  MIR - MODERATI IN RIVOLUZIONE81.9840,24%
  PARTITO PENSIONATI54.8540,16%
  INTESA POPOLARE25.6320,07%
  LIBERI PER UNA ITALIA EQUA3.2430,00%
Totale coalizione ITALIA9.922.85029,18%(124)
                                                                                                       ESTERO (1)
GIUSEPPE PIERO GRILLO    
  MOVIMENTO 5 STELLE BEPPEGRILLO.IT   ITALIA8.689.45825,55%(108)
                                                                                                  ESTERO (1)
MARIO MONTI    
  SCELTA CIVICA CON MONTI PER L'ITALIA2.824.0658,30%(37)
  UNIONE DI CENTRO608.2101,78%(8)
  FUTURO E LIBERTA'159.3320,46%
Totale coalizione ITALIA3.591.60710,56%(45)
                                                                                                    ESTERO (2)

Totale34.002.524(617)
Schede bianche395.2851,12 %
Schede nulle872.5412,47 %
Schede contestate e non assegnate 1.1910,00 %                 


SENATO
LEADER - LISTE - VOTI - % - SEGGI

PIER LUIGI BERSANI    
  PARTITO DEMOCRATICO8.400.16127,43105
  SINISTRA ECOLOGIA LIBERTA'912.3082,977
  CENTRO DEMOCRATICO163.3750,53-
  IL MEGAFONO - LISTA CROCETTA138.5810,451
  PARTITO SOCIALISTA ITALIANO57.6880,18-
  MODERATI14.3580,04-
Totale coalizione ITALIA9.686.47131,63113
                                                                                     ESTERNO (4)
SILVIO BERLUSCONI    
  IL POPOLO DELLA LIBERTA'6.829.58722,3098
  LEGA NORD1.328.5554,3317
  FRATELLI D'ITALIA590.0831,92-
  LA DESTRA221.1140,72-
  PARTITO PENSIONATI123.4570,40-
  GRANDE SUD122.1000,391
  MIR - MODERATI IN RIVOLUZIONE69.6490,22-
  MPA - PARTITO DEI SICILIANI48.6180,15-
  INTESA POPOLARE24.9790,08-
  CANTIERE POPOLARE21.6850,07-
  BASTA TASSE19.2980,06-
  LIBERI PER UNA ITALIA EQUA6.7690,02-
Totale coalizione9.405.89430,72%(116)
 
GIUSEPPE PIERO GRILLO    
  MOVIMENTO 5 STELLE BEPPEGRILLO.IT7.285.85023,79%(54)
 
MARIO MONTI    
  CON MONTI PER L'ITALIA     2.797.4869,13%(18)IT

(1)ES

Totale30.617.545301
Schede bianche369.3011,16 %
Schede nulle763.1712,40 %
Schede contestate e non assegnate 1.3330,00 %                 



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TROIKA IV - TRIGA IV - TRIGAE IV - TRIGA IV


A líder do FMI, Christine Lagarde (foto de Yuri Kochhetkov/EPA), respondeu à carta que lhe foi enviada pelo líder do PS, António José Seguro (simultaneamente dirigida aos líderes da Comissão Europeia e do BCE-ver mensagem anterior), nos seguintes termos:
«A política económica em Portugal precisa manter um difícil equilíbrio - fazendo progressos no necessário ajustamento fiscal, mas também evitando tensões indevidas na produção e no emprego (...) estes princípios são o guia de trabalho da equipa do FMI (...) avaliar as circunstâncias económicas e, muito importante, assegurar que o equilíbrio necessário está a ser mantido (...) a sustentabilidade das finanças públicas é essencial para evitar uma crise económica mais profunda que poderia criar ainda mais tensões na sociedade portuguesa».

Com as «tensões indevidas na produção e no emprego» claramente prognosticadas, concretizadas e a se realizarem em círculos viciosos de carga fiscal excessiva, diminuição de rendimentos das Empresas e das Famílias, insolvências e desemprego, diminuição das receitas fiscais e sem uma redução profunda e sustentada da despesa pública que não gera Valor, desde pelo menos, o início do «Programa de Ajustamento», como é que a Troika vai apoiar a conciliação entre a criação de Valor e a sua destruição, até agora muito mal realizada? Era necessário um Governo verdadeiramente forte e democrático, que soubesse negociar e apresentar uma estratégia, um diagnóstico, um prognóstico e uma terapêutica adequada aos problemas de Portugal e da Europa. Esse Governo não existe em Portugal, para nosso infortúnio. Se existisse, tinha conseguido convencer a Troika a serem percorridos caminhos alternativos e mais saudáveis. E um desses caminhos tinha sido há muito tempo, o corte na despesa pública que não cria Valor e não o corte cego da despesa que cria Valor, como o Governo se prepara para fazer só agora!

As Portuguesas e os Portugueses devem estar bem atentas e atentos ao que se vai passar nesta 7.ª avaliação trimestral do «Programa de Ajustamento»...

Algumas palavras de grande indignação em relação ao artigo de Vasco da Graça Moura («Escritor») no Diário de Notícias de 27-02-2013, «Da fauna totalitária»:

Aqui repetidamente, criticamos a visão e prática autocrática de Stalinistas, Leninistas, Trotskistas, Maoistas, Nacional Socialistas, Fascistas e todos os istas que estão ligados à Tirania, à Ignorância e ao Fanatismo e são anti Democráticos. 
Mas as Pessoas que se indignam contra este Governo, não são «fauna rasca» como o «Escritor» designa, nem a grande maioria da minoria de Portugueses que viabilizou democraticamente a actual composição do Parlamento e que foi mais uma vez foi atraiçoada e desiludida pelo grande contraste entre o que foi prometido antes da votação de 2011 e o que tem sido a praxis da Governação, após os graves erros do anterior Governo e das lideranças europeias, que atiraram a Europa para uma vulnerabilidade intolerável. 
Mesmo os mais horríveis tiranos são pessoas, são seres humanos, não são «fauna». Deveriam ter perdido a sua liberdade a tempo, para não porem em causa a Liberdade e a Vida das Pessoas, mas essa é outra questão. 
A Justiça Democrática é nobre, respeita o Ser Humano, mas obviamente, para o respeitar não pode tolerar tudo o que o põe em causa. E é isso que se tem passado relativamente a muitas situações, que com uma excessiva preocupação de defesa de direitos se colocam em causa outros direitos mais fundamentais: o sagrado respeito pela Pessoa Humana, pela sua Vida, pelo seu Bem Ser e Estar!
Mas não parece ser esse o caso em relação aos membros de Governo, vítimas de boicote aos seus discursos: a visão deste Governo é a de que tem «cheques em branco» e vai fazer o que lhe apetecer até que chegue o momento de novas eleições, mesmo que os cheques utilizados ponham em causa a confiança e o bem estar de quem lhes passou. Após o engano eleitoral apenas teria que respeitar a Troika, o cúmplice Presidente da República, o Partido com maioria relativa (PSD) e o quanto baste ou que mesmo não baste relativamente ao Partido que viabiliza a maioria parlamentar (CDS), tendo mesmo requintes de arrogância e de profunda falta de respeito pelo mesmo e pelas suas ideias diferenciadas. Ah! Esqueci-me, alguma preocupação em integrar a UGT-TSD no processo de cobertura aos muitos erros cometidos e profunda ignorância arrogante demonstrada.
A Democracia Representativa não é isso, mesmo com dimensões pouco participativas. O Governo perdeu a sua base de sustentação Moral, tem apenas a legal. Preocupado com o Estado de Direito? Curioso que não refira o Estado de Direito Democrático. O Estado de Direito Democrático está a funcionar mal, mas não por causa de qualquer «fauna rasca» que o «Escritor» refere, mas sim por causa de elites e pessoas imorais que permitiram e usufruíram do desperdício de despesas públicas, com a total cumplicidade de todos os partidos, desde os Stalinistas até aos «populares democráticos» (não são sociais democratas). Os exemplos da SLN-BPN, dos excessos de betão e alcatrão, de concessões lesivas do interesse Nacional, o desperdício nos fármacos, nos poderes locais e regionais, no excesso de emprego público com remunerações e pensões acima do sustentável e razoável, et cetera, manifestam tudo isso.
Este Governo está a queimar todas as oportunidades de profunda reforma do Estado, tal como os Governos do actual Presidente da República e os seguintes do PS, desperdiçaram as grandes oportunidades que tiveram de contribuírem para o Desenvolvimento Sustentável de Portugal. Como o não fizeram temos agora Dívida Pública excessiva e crescente, agravada pelos erros dos Governos do actual século e só as Empresas, os empresários e trabalhadores (privados e a maioria dos públicos, de todas as actividades económicas) é que continuam a erguer bem alto o nome de Portugal, nomeadamente no Mundo!
  

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

IMPORTAÇÃO II - INVECTIO II - IMPORT II

As importações de combustíveis aumentaram em 1.160 M€ em 2012, por via do efeito preço do petróleo e da sua procura para as exportações de produtos refinados pela GALP. Acompanham-nos no aumento, mas com uma dimensão muito menor, os Produtos Químicos Orgânicos, os Cereais e suas preparações (outra grande dependência do exterior por parte de Portugal) e as Sementes e frutos oleaginosos, da fileira Alimentar.
Todas as outras principais mercadorias importadas sofreram uma forte quebra, com uma resultante total de -3.228 M€, tendo os Veículos Automóveis um contributo de -1.678 (52%), as Máquinas, Aparelhos e Equipamentos Mecânicos e Eléctricos um contributo de -844 M€ (26,2%), a Fileira Metálica, os Plásticos e a Borracha, o Papel e Cartão, a Fileira da Moda, restantes segmentos da Fileira Alimentar: em síntese, a forte quebra da Procura Interna (Consumo e Investimento) determinou uma forte quebra das importações.

Por Mercados-Países destacam-se pela negativa a Espanha (-1.326 M€, 41,1% da quebra), e a Alemanha (-918 M€, 28,5%).
Pela positiva salienta-se Angola que aumentou em 604 M€ o seu contributo para as importações de Portugal, a acompanhar os fluxos de Exportações de Portugal para Angola.