sábado, 22 de dezembro de 2012

NÃO PRIMEIRO MINISTRO V - NON PRIMUS MINISTER V - NO PRIME MINISTER V

AFIRMAÇÃO: Primeiro-Ministro no Parlamento (debate quinzenal em 21-12-2012), tendencioso:
«Se este foi a ano das maiores dificuldades e de muito sofrimento para muitos portugueses que sentiram na sua própria pele, que perceberam que tinham que pagar anos de desvarios económicos, para os quais a vida se tornou muito difícil, tenho também que dizer que esses esforços foram acompanhados de reformas para que os portugueses não tenham que repetir esses esforços nos próximos anos.»
«Este ano que está agora a terminar foi talvez o ano mais difícil, desde que tenho memória desde 1974, mas também foi o ano em que semeámos mais para o futuro para que uma crise como esta não volte a ocorrer.»

NEGAÇÃO:  Realidade (do latim REALITAS, "coisa", em Inglês "Reality"), tudo o que existe, independentemente de ser percepcionado ou transcendente (Universal)
«Não foram realizadas as reformas profundas que libertem a Nação destas cargas no futuro, Eu, a que vós chamam Realidade, manifesto-me a vós de muitas formas, está ao vosso alcance percepcionarem-me.»

RESULTANTE: A contradição entre o Primeiro-Ministro e a Realidade vai fragilizar cada vez mais o mesmo e as forças que o apoiam, mas o que é mais grave, mais pesado, é que vai vulnerabilizar cada vez mais a Nação Portuguesa até que finalmente, surjam outras forças com outros sentidos e valências que orientem Portugal por caminhos mais saudáveis, determinados por outras forças Europeias e Nacionais!

O Relatório da Comissão Europeia sobre a «6.ª Revisão do Programa de Ajustamento Económico a Portugal» manifesta alguns aspectos da Realidade:
«Incluindo os 4 mil milhões de euros que serão identificados nesta revisão da despesa, no horizonte total do programa, a despesa contribuirá em 60% para a consolidação, enquanto a receita contribui com 40%», os seja, já se perdeu mais um 1% do lado da despesa em relação ao que o quadrático Ministro das Finanças tinha afirmado na Apresentação do Orçamento do Estado em 24-10-2012 a somar aos 5,66666(até ao infinito)% do previsto inicialmente no «Programa» de 2/3 do lado da despesa e de 1/3, com a agravante do esforço do lado da despesa que hipoteticamente seria «permanente» não ter sido ainda realizado, tendo os gráficos do Ministério das Finanças um carácter manipulatório, porque estão assentes em cortes que não são permanentes e ocultam o «monstro» tributário de 2013 (previsto no Orçamento do Estado), com algo que ainda não está definido do lado da despesa:

Por outro lado, o Relatório evidencia o que já sabíamos desde o irrealismo do Orçamento do Estado para 2012, várias vezes «rectificado»:
«A queda na cobrança fiscal coloca em perigo o cumprimento do objectivo de receita para 2012, que foi incluído na proposta de Orçamento de Estado para 2013».

Em 2013 as contradições vão ser ainda maiores e os conflitos vão ser ainda mais agigantados com os cortes na despesa públicas não preparados e fundamentados numa justa e profunda Reforma do Estado, que deveria ter sido preparada, no mínimo em 2010.

De salientar que o aumento histórico da Dívida Pública para mais de 120% do PIB (Valor acrescentado + Imposto sobre o Valor Acrescentado + Outros Impostos sobre os Produtos - Subsídios), mencionado no Relatório,  tem por contrapartida o «branqueamento» do BPN (pessoas ligadas ao PSD), da Madeira (pessoas ligadas ao PSD), dos Submarinos Alemães (pessoas ligadas ao PSD e CDS), PPP (pessoas ligadas ao PSD e ao PS), et cætera ("e outras coisas mais")  que negam claramente o que o Primeiro Ministro afirmou, que os sacrifícios da Nação serviriam para não haver mais cargas pesadas no futuro! Hipócrita? Manipulador (manipula a dor)? Ignorante? Incompetente? Leviano? Arrogante? Irrealista? Demita-se por favor, o mais cedo que lhe for possível e leve consigo o seu Ministro das Finanças, Portugal necessita de Pessoas que verdadeiramente e realisticamente defendam a Nação Portuguesa, Luso-Latina! Não existem essas Pessoas? Existem no melhor que tem o PS, o CDS, o PSD, a Nação Portuguesa! O futuro Governo deveria incluir parte delas, e o actual deveria tê-las incluído, mas caiu-se no caminho fácil manipulado pelas forças que ascenderam ao poder e que as forças que apoiavam o anterior Governo favoreceram ... Agora parece mais claro para a grande maioria das Pessoas! Devíamos estar unida(o)s neste ideal, mas a tendência é prevalecerem as divisões e os interesses mesquinhos, que tanto têm prejudicado Portugal, como poderemos bem ver no interior do PS, do PSD e do CDS. É uma questão cultural profunda! 
Por exemplo: 

O líder do PS afirmou 
Que o tempo do Presidente acabou
E que o tempo dos deputados se iniciou
Que a sua acção Constitucional se despoletou
Com o seu acordo começou
Mas um deputado a sua voz levantou
Mais uma vez exclamou
Que deste líder nunca gostou

É a plena manifestação
Da oposição à oposição
Que tanta felicidade dá à posição
E qual a razão?

Jogos de poder
Que não deveriam acontecer
Porque não os movem a Nação
Mas sim a mesquinha ambição
De fazerem o mesmo que a actual posição
Como no passado o fizeram até mais não!

Há que profundamente mudar
Para Portugal se levantar
Para a Nação se alegrar
Para o seu imenso potencial se realizar!

Mas vejamos o Relatório, o seu documento original http://ec.europa.eu/economy_finance/publications/occasional_paper/2012/pdf/ocp124_en.pdf:

«The Economic Adjustment Programme for Portugal Sixth Review – Autumn 2012»

EUROPEAN ECONOMY
Occasional Papers 124 | December 2012
The 
European Commission


Directorate-General for Economic and Financial Affairs

«(...)

26. Risk to the attainment of the 2013 deficit target are elevated. The 2013 budget proposal contains a detailed fiscal risks assessment. Regarding macroeconomic risks, one scenario considers a fall in internal consumption leading to lower real GDP (1 percentage point less) which in turn would reduce tax revenues and social contributions and increase the deficit by 0.4 percentage points. Alternatively, higher-than-expected unemployment of 1 percentage point would raise the deficit by 0.3 percentage points. Other risks to public finances arise from the high SOEs indebtedness in a context of difficult access to finance, which is leading to an increase in State guarantees. Given the consolidation efforts which are to be achieved at regional and local level, risks to the general government budget also derive from this side although to a lesser extent than in previous years due to enhanced monitoring and control systems. The stronger reliance on revenuebased consolidation in 2013 poses additional risks as these measures are more directly related to macro-economic developments outside the control of the government. Finally, there is a general risk that some of the savings measures included in the 2013 budget may be challenged in the Constitutional Court.

Graph 9. Split of consolidation measures in 2013 Budget

Source: Commission Services

27. The authorities stand ready to implement additional measures in 2013 should slippages occur. With a
view to addressing the risks to budgetary execution, the authorities are preparing contingency measures worth atleast ½ percent of GDP. A large share of these measures consists of additional reductions in the wage bill and increased efficiency in the functioning of public administration. Moreover, budgetary appropriations will be adjusted in case budgetary execution risks materialise. The measures will be further specified once the comprehensive expenditure review currently underway (see below) is concluded.

28. Permanent consolidation measures of at least 1¾ percent of GDP will be implemented in 2014 to
reach the deficit target of 2½ percent of GDP. A comprehensive expenditure review has been initiated with
the objective of enhancing the efficiency and equity of public services, while generating targeted savings of EUR 4 billion. The identification, quantification and timetable of implementation of the measures will be fully defined by mid-February 2013 in time for the Seventh Review. The exercise aims at reducing redundancies across the public sector functions and entities and reallocating resources toward growth-friendly spending areas. The 2013 Stability Programme will further detail the results of this exercise and provide additional information on the medium-term fiscal consolidation plans. Overall, the cyclically-adjusted primary balance – net of one-off measures - is expected to improve by more than 9 percent over the period 2011-2014 (see Table 6). When including the EUR 4 billion to be identified in the expenditure review, over the whole Programme period expenditure will contribute 60 percent to the consolidation, while revenue will contribute the remaining 40 percent.

29. Debt is projected to peak at slightly above 122 percent of GDP in 2014 and enter on a gradual
downward path afterwards. The reduction in the debt ratio compared with the Fifth Review estimate (123 ½
percent of GDP in 2014) reflects the centralisation of cash holdings from the civil servants' and the general social security regimes at the debt management agency (IGCP), which amounts to EUR 1.3 billion already in 2012 and an additional EUR 0.5 billion in 2013. The assessment of debt sustainability remains broadly unchanged with a primary position of close to balance in 2013 and primary surpluses from 2014 onwards reflecting the recovery of the economy and the strength of the fiscal consolidation. Reaching the Medium Term Objective (MTO) of a structural deficit of 0.5 percent in 2015 would require a primary surplus of 3.5 percent. Maintaining the MTO over the longer term would require primary surpluses of up to 4.4 percent until 2020. Under these asumptions, the debt-to-GDP ratio would be on a firm downward path from 2015 onwards falling below 100 percent at the beginning of the next decade. 

(...)»

© European Union, 2012
Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

SUL DA EUROPA - EUROPA MERIDIONALIS - SOUTHERN EUROPE


Moldova 2002
Romania 2009
Ελλάδα 2010
Portugal 2011
España 2012
Italia ?
France ?

CASSANDRA AVISOU ...
NINGUÉM ACREDITOU ...
O FOGO ATEOU,
A DOR NÃO MAIS PAROU!

CASSANDER WARNED ...
NOBODY BELIEVED ...
THE FIRE INGNITED,
NO MORE PAIN STOPPED!

«Greek opposition leader calls for European debt conference» Helena Smith in Athens - The Guardian Sunday 9 December 2012 18.33 GMT (http://www.guardian.co.uk/world/2012/dec/09/greek-opposition-european-debt-conference)


«In an exclusive interview, Alexis Tsipras, who heads the stridently anti-austerity Syriza, insisted that with the debt drama spreading it was vital that foreign lenders take a leaf out of the history books by dealing with the eurozone's crisis-hit southern periphery in much the same way that Germany had been treated after the second world war.
"It is quite clear that the latest agreement was a compromise that will only perpetuate the uncertainty … Merkel has to say to her people before elections that the programme is not working," he told the Guardian.
"The only viable solution is a haircut not only for Greece but the entire southern periphery," said the leader, emphasising that the longer creditors postponed writing off a significant portion of Athens' staggering debt the greater the cost both socially and economically.
"That is why we are proposing a conference along the lines of the one that took place in London in 1953, which relieved Germany of around 60% of its debt. We want to agree with our lenders on a credible solution. It doesn't matter where it takes place but it should happen as soon as possible."
As an allied power, Greece, ironically, had been present at the conference whose debt agreement would go on to lay the foundations for Germany's post-war economic miracle. The pact had allowed Hitler's destroyed country to not only repay its debt over a 30-year period but had also stipulated that its financial obligations would also be dependent on Germany's economic performance.
If Greece's shattered economy was ever to recover, Tsipras said it was crucial that it, too, was also given "a growth clause" that would likewise tie the repayment of Athens' debt load to its ability to pay. "We are also asking for time, a moratorium, of servicing the debt so that we can redirect that money to growth," he said, adding that the suspended interest payments, projected to amount to about €13bn every year, would be used to kick-start the moribund Greek economy. "It would be a win-win solution."
The charismatic politician, catapulted into the spotlight when his party received a fivefold rise in support in elections in June, insisted that the piecemeal approach of international creditors to resolving the crisis would not only destroy Greece but the entire continent.
"There are two pillars to Europe´s economic problem, the first being the debt which has to be made viable and the second being austerity which has to finish. If we continue with such measures it is like putting oil on the fire," he said.
Tsipras's economic policies have often been ridiculed by the prime minister, Antonis Samaras, as "dangerous and half-baked". But the 38-year-old left-winger has also been vindicated. Greece's pursuit of austerity in the name of brutal fiscal adjustment has created record levels of poverty and unemployment, trapped it in recession and repeatedly resulted in missed budget targets that have plunged the country into an ever-deeper death spiral. It had opened up bottomless pits in Europe's south that taxpayers in the north were then called to fund.
Although the latest rescue includes a complex bond buyback scheme, which will shave about €30bn from the country's €340.6bn debt pile, it was, he argued, still a case of creditors "buying time" and, as such, was far from adequate.
"When the crisis began in 2009 our debt stood at 120% of our GDP. This year it is projected officially to be 175.6 %. And now they say that to make the debt viable we must hit 124% of GDP by 2020," he said, shaking his head in disbelief.
"Let's suppose they are right – but how do they want to get there? After 12 years of catastrophic austerity and measures totalling €19bn Greece will have become a no-man's land."
• This article was amended on 10 December 2012 to correct a reference to Greece's suspended interest payments being €13 per year.» 


América Latina no século passado, Europa do Sul Latina e Grega no princípio do século, causas diferentes, efeitos semelhantes: Crise Financeira ... «Programas de Ajustamento» ... Crise Económico-Social ... Risco Geopolítico e Social! 

Sobre o acordo de 1953 que aliviou a Alemanha do fardo da sua Dívida, no período da «Guerra Fria», sugerimos este trabalho de Friedel Hütz-Adams (http://www.tercermundoeconomico.org.uy/TME-167/analisis03.htm)

«El acuerdo de Londres de 1953»
«El Acuerdo de Londres de 1953 ofrece un ejemplo de alivio de la deuda externa, la vinculación del pago al desarrollo económico y las capacidades exportadoras. El convenio fue promovido por Estados Unidos, Francia, Reino Unido y otras naciones, todas las cuales parecen haberlo olvidado en estos días.»
Por Friedel Hütz-Adams
«A primera vista, podría causar cierta sorpresa el alivio de la deuda alcanzado mediante el Acuerdo de Londres. Al renunciar a la mayoría de sus pretensiones en contra de la República Federal de Alemania, los poderes victoriosos de la Segunda Guerra Mundial ayudaron a un país que, apenas unos pocos años atrás, había atacado y destruido parcialmente sus propios territorios. Desde una perspectiva realista, sin embargo, este acuerdo representó no tanto un gesto de reconciliación con un viejo enemigo sino, antes bien, una decisión política fríamente calculada. Por medio del alivio de la deuda, los países acreedores buscaban ayudar a la economía y población alemanas a reconstruir su país, estabilizar su democracia y participar en el comercio mundial. Fueron estas motivaciones políticas las que condujeron a su renuncia extensiva de reclamaciones no canceladas, una renuncia que, apreciada desde la perspectiva contemporánea, fue mucho más allá de lo estrictamente necesario.
Adicionalmente, existía otra consideración que incrementó el interés de los países acreedores por aliviar una amplia proporción de las deudas: sus demandas a Alemania después de la Primera Guerra Mundial habían sido una de las razones para la inestabilidad económica de la República de Weimar, uno de los factores que facilitaron el surgimiento del Nacional Socialismo y la toma del poder por Adolf Hitler.
La dimensión de las deudas en 1952
Después de la Segunda Guerra Mundial, una parte de las deudas alemanas contraídas en la preguerra permanecía todavía sin ser cancelada. Principalmente, tales obligaciones no canceladas estaban compuestas por los préstamos privados, los préstamos Young y Dawes contratados para pagar reparaciones, los préstamos obtenidos después de la guerra y los préstamos derivados del Plan Marshall.
En los primeros años de la posguerra, Alemania no se encontraba en condiciones de pagar sus deudas pues había sido golpeada por el conflicto bélico y su industria había sido parcialmente desmantelada. En 1951, se logró arreglar una condonación parcial de las deudas de la posguerra con los tres poderes aliados de Occidente.
A efectos de poder arribar a una solución global que contemplara la renegociación de todas las deudas anteriores y posteriores a la guerra, las deudas con los gobiernos y bancos privados y las deudas contratadas con inversionistas privados, se estableció una conferencia central en Londres, desde el 28 de febrero al 8 de agosto de 1952, con un receso de seis semanas. La misma duración de las conversaciones indica cuánta energía se destinó a encontrar una solución. En dicho evento estuvieron presentes representantes de 20 países acreedores, del Bank for International Settlements y de los acreedores privados.
Estados Unidos era la potencia que impulsaba tácitamente las negociaciones. Entre sus objetivos se encontraba evitar que, cual consecuencia del bloqueo del acceso alemán al mercado monetario internacional, se gestase un debate permanente y creciente en torno a las viejas deudas. Se buscaba también perpetuar la dependencia alemana de los préstamos públicos provenientes de Estados Unidos (Kampffmeyer 1997).
Alemania recibió una primera gran concesión cuando se fijó el monto total de la deuda a ser renegociada: 29.700 millones de marcos, de los cuales 13.600 millones correspondían a las deudas de la preguerra y 16.200 millones a créditos contratados en la posguerra (cifras basadas en el valor de oro).
De esta manera, con anterioridad al comienzo mismo de las negociaciones, se había logrado aliviar a Alemania de todo el interés y el interés compuesto acumulados desde la suspensión de pagos en 1934 y 1939, respectivamente. Según cálculos modestos basados en una tasa de interés del 5,5 por ciento, aquello significaba que, indirectamente, a Alemania se le había condonado, por lo menos, 14.600 millones de marcos (Hersel 1997). Según la delegación alemana, únicamente para poder saldar sus deudas de la preguerra, la República Federal Alemana habría tenido que destinar una suma anual de 1.500 millones de marcos aproximadamente. Y esto aparecía como intolerable (Abs 1991).
El Acuerdo de Londres
A diferencia de la mayoría de las conferencias sobre deuda efectuadas en nuestros días, la Conferencia de Londres no pretendía solamente encontrar una solución temporal a los problemas de liquidez sino que, además, se especificaba que el plan de arreglo debería:
* Tomar en consideración la situación económica general de la República Federal y los efectos de las limitaciones en su jurisdicción territorial; no se debería dislocar la economía alemana a través de efectos indeseables sobre la situación interna financiera. Tampoco se debería drenar indebidamente los recursos alemanes, existentes o potenciales, emanados del comercio exterior. El arreglo no deberá aumentar notablemente la carga financiera de ninguno de los tres gobiernos.
* Hacer preparativos para un ordenado arreglo global y asegurar un tratamiento equitativo y justo de todos los intereses afectados.
Mediante estos objetivos de largo alcance, se puso el énfasis no en la obtención de los más altos pagos posibles sino en el aseguramiento de la solvencia de la República Federal de Alemania y, de esa manera, en su desarrollo económico y político posterior (Kampffmeyer 1997).
En concordancia con lo anterior, los países acreedores hicieron amplias concesiones. En el curso de las negociaciones, Alemania recibió un alivio del 50 por ciento de las deudas contraídas antes y después de la guerra. La deuda restante llegaba a los 14.450 millones de marcos. De hecho, esta cantidad se redujo aún más en tanto "2.500 millones de marcos no habían sido cargados con intereses; 5.500 millones tenían una tasa de interés que llegaba a los 2,5 por ciento y para 6.300 millones de marcos se estableció un interés que, en promedio, oscilaba entre 4,5 y cinco por ciento. El interés compuesto no fue tomado en cuenta. Todo esto influyó decisivamente en el cálculo de la deuda restante pues, en la mayoría de las cantidades todavía sujetas a negociación, los intereses no pagados eran más altos que los capitales no amortizados (Abs 1991). Se decidió que, durante los primeros cinco años (1953-57), se suspendería el pago de las deudas: Alemania sólo debía pagar anualmente el interés correspondiente a 567.200 millones de marcos. Desde 1958 a 1978, se realizarían pagos anuales de 765 millones de marcos.
Se estableció una corte de arbitraje en caso de que la economía alemana se recuperase menos rápidamente de lo esperado y de que su incapacidad para pagar produjese conflictos.
Los países acreedores estaban conscientes de que, para poder pagar sus deudas, Alemania debería alcanzar un superávit comercial. Consecuentemente, y para ayudarla en sus esfuerzos, los acreedores impulsaron políticas de liberalización comercial (Kampffmeyer 1997). Su propósito era "permitir que Alemania cubriera sus obligaciones solamente por medio de sus excedentes de exportación; quedaba fuera de discusión que pudiera esperarse que cancele sus deudas mediante un castigo permanente a sus reservas monetarias" (Abs 1991).
A pesar de las amplias concesiones efectuadas por los países acreedores, existieron múltiples voces alemanas que consideraron que los pagos impuestos eran intolerables. El resultado de las negociaciones fue vehementemente criticado (Abs 1991). Los pagos se mantuvieron por debajo del cinco por ciento de los ingresos por exportaciones. Incluso en 1952 los pagos previstos por el Acuerdo de Londres llegaron al 3,35 por ciento de los ingresos alemanes por exportaciones, los cuales alcanzaban 16.908 millones de marcos. Debido al fuerte incremento de las exportaciones alemanas, que en 1960 alcanzaron los 47.952 millones de marcos y que en 1970 representaban 125.280 millones, tal porcentaje pudo haberse reducido incluso por debajo del uno por ciento si Alemania no hubiese comenzado en 1953 a transferir anualmente más dinero del que estaba obligada. Así, para los años 60, con excepción de unas minúsculas cantidades remanentes, todas sus deudas habían sido repagadas adelantadamente.
Propósitos y consecuencias
En resumen, se podría sostener que los propósitos del Acuerdo de Londres fueron plenamente alcanzados. A diferencia de las estrategias utilizadas durante la República de Weimar, no se verificó una parálisis de la política económica alemana; el país se concentró en su reconstrucción económica en lugar de intentar probar, o incluso ocasionar, su incapacidad para satisfacer los pagos impuesto.
Las deudas remanentes eran soportables para Alemania y, por ende, facilitaron una planeación financiera coherente. La República Federal de Alemania se convirtió en un deudor predecible en el mercado monetario mundial y obtuvo créditos frescos; su moneda permaneció estable y, desde 1958 en adelante, era libremente convertible. Finalmente, las empresas extranjeras pudieron anticipar el desarrollo económico posterior e invertir en la reconstrucción de Alemania.
Por todo lo anterior, se torna evidente que el Acuerdo de Londres desempeñó un papel importante en la reconstrucción de Alemania. A través de una renuncia de amplio alcance a las deudas e intereses no cancelados, el Acuerdo le dio una nueva oportunidad a la economía alemana.
Bibliografía
Abs, H.J. (1991). Entscheidungen 1949-1953; Die Entstehung des "Londoner Schuldenabkommens", Mainz-Munchen.
Hersel, P. (1997). Das Londoner Schuldenabkommen und die aktuelle HIPC-Iniciative der Weltbank, Berlin.
Kampffmeyer, T. (1997). Die Verschuldungskrise der Entwicklungsländer – Probleme und Ansatzpunkte für eine Lösung auf dem Vergleichswege, Berlin.
Meyer, G. (1998). Die Reparationspolitik –Ihre auBen- und innenpolitischen Rückwirkungen, in: Bracher/Funke/Jacobsen "Die Weimarer Republik 1918-1933". Politik-Wirtschaft–Gesellschaft. (Bundeszentrale für politische Bildung, Band 251), Bonn.»
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«Friedel Hütz-Adams integra el equipo de Jubileo 2000 Alemania. Se reproducen secciones del artículo original publicado en la página web de Jubileo 2000.»

Retirámos a referência ao interessante trabalho de Anabela Campos e Jorge Nascimento Rodrigues no Expresso de 15 de Dezembro de 2012 (www.expresso.pt), porque o Diário de Notícias de hoje 24-12-2012 o remete para a dimensão da ficção na parte respeitante ao inventado «Observatório da ONU para a Europa do Sul»  (http://www.dn.pt/inicio/default.aspx). O Semanário Expresso que foi uma das principais vítimas da situação, «despublicou» a entrevista, pediu desculpa e esclareceu os seus leitores sobre o assunto ( http://expresso.sapo.pt/o-expresso-e-artur-baptista-da-silva=f775848). É o velho problema da veracidade das fontes e da educação do excelente jornalista Nicolau Santos, que não pôs em causa a pessoa que o iludiu, depois de ter iludido antes outras pessoas, ... Bem haja Nicolau Santos o problema fica com quem foi desonesto, não consigo que foi honesto e verdadeiro, «a verdade vem sempre ao de cima como o azeite». O lado positivo é um maior debate sobre o tema da Europa do Sul e a forma como tem sido abordada antes e após os disparates cometidos pelo «capitalismo financeiro e oligopolístico» sem a mínima regulação. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

PARTIDOS POLÌTICOS - FACTIONES POLITICAE - POLITICAL PARTIES

Os partidos políticos Portugueses da III República têm muitas limitações, criaram um sistema político viciado, onde são juízes em causa própria, mas é uma situação em Democracia passível de alteração por vontade da Sociedade Civil, ao contrário da II República autocrática, que não o permitia. É de salientar que muito foi feito pelos partidos democráticos no sentido de melhorar Portugal, cultural e materialmente, principalmente com o apoio da Europa, mas também dos Estados Unidos da América. O ponto de partida era muito mau, o País estava muito empobrecido, tinha sido puxado para baixo, apesar do seu enorme potencial. Com outra visão os actuais Países de Expressão Portuguesa tinham sido há muito tempo desenvolvidos e Portugal teria sido também há muito mais tempo desenvolvido. As próprias limitações culturais dos partidos nascem das limitações culturais da autocracia onde os seus dirigentes nasceram e cresceram, muitas vezes aculturados em outros Países. Por exemplo, o estranho peso do PCP só foi possível através da ditadura que lhe deu força e hoje tem um papel bloqueador e destrutivo.

Partido Socialista (PS)
É o verdadeiro Partido Social Democrata (Socialismo Democrático), apoiado pelo Partido Social Democrata da Alemanha (SPD) e pelo Partido Socialista Françês vai ser determinante em vários momentos históricos:
1974-1975: Implementação e consolidação da Democracia em Portugal, nomeadamente na sua luta e vitória contra o Partido Comunista Português (PCP) e a sua natureza totalitária e subserviente em relação à URSS, em ascensão na década de 70 do século XX; Contributo decisivo para a Constituição da III República, que lança os fundamentos de um novo Estado, com tudo o que terá de bom e de mau;
1977: Pedido de Adesão à CEE («Europa connosco»)
1978: Criação das bases para o futuro Serviço Nacional de Saúde (1979), que universaliza o acesso aos cuidados de saúde;
1983-1985: Remendo dos buracos criados pela AD liderada pelo PSD que provocaram a 3.ª Intervanção do FMI, para Portugal ficar preparado para a adesão à CEE, com a Espanha, em 1986; ironicamente vai ser o PSD a liderar e muito mal, os ventos favoráveis que sopraram da Europa (pelo golpe oportunista do seu líder, que era responsável como Ministro das Finanças da AD, pelo início de uma política económica expansionista que levou à terapia de choque do FMI);
1995-2002: Política fortemente expansionista de betão e alcatrão levada até à exaustão, na continuidade da política do PSD de 1985-1995; a Construção fortemente empolada, que permitia financiar os partidos e ser irresponsavelmente financiada pelos Bancos, num círculo vicioso desastroso para Portugal; Após um laxismo  fiscal no Cavaquistão, são lançadas as bases (inversão do ónus de prova do Estado para as Empresas e Famílias), da futura caça ao imposto  à coima, à multa, à penhora automática num conluio Banca-Estado, que vão ser tristemente realizadas no Governo PSD+CDS de 2003-2004;
2005-2011: Tal como o PSD+CDS o tinham feito, o PS não respeita as promessas eleitorais e a primeira medida é o aumento da taxa do IVA, que afasta ainda mais Portugal da Espanha. Tenta-se proceder a uma reforma do Estado, que se vai concretizar essencialmente, na modernização dos serviços públicos, na desburocratização, na simplificação administrativa, mas não vai para além disso; aposta-se fortemente nas novas tecnologias e nas energias renováveis; a resposta europeia keynesiana à crise que se começou a manifestar em 2007, que o Governo abraçou, vai tornar Portugal muito vulnerável à «crise das dívidas soberanas», que ainda hoje vivemos; a irresponsabilidade do anterior Governo (PS) é fortemente amplificada pelo actual Governo (PSD+CDS).




Partido Popular Democrático (PPD) / Partido Social Democrata (PSD):
Na Madeira era uma festa
No BPN faziam a sesta

O maior equívoco partidário (não é Social Democrata é Conservador, Liberal e Reformista, mal definido ideologicamente), o partido mais fraco de Portugal, o mais oportunista, o mais instrumentalista e desrespeitador da autêntica Democracia e das Pessoas (o autêntico saca votos), que mais responsabilidades tem na actual situação, apesar de importantes contributos de muitos políticos do PS, que têm a mesma cultura mesquinha do jogo de interesses e de influências e que querem viver eternamente «acima das suas possibilidades».

Curriculum Vitae:
1980-1983 - a sua Política Económica desastrosa, iniciada pelo seu Ministro das Finanças Aníbal Cavaco Silva e continuada pelo seu Ministro das Finanças João Salgueiro, lança Portugal na 3.ª Intervenção do FMI. O desaparecimento do seu único líder com valor, Francisco Sá Carneiro, tornou a situação ainda mais problemática.
1985-1995 - Após o FMI «limpar» o País para a sua adesão formal à CEE (com liderança do PS em coligação com o PSD, 1983-1985), o «Oportunista dos Oportunistas», grande estatista e péssimo estadista, o referido ex-Ministro das Finanças com nome Cartaginês, aproveita o falhanço da Troika do PSD, a impopularidade das receitas do FMI e a debilidade de João Salgueiro, para triunfar e sustentar a afirmação do PPD/PSD como um partido instrumentalista do Estado, contribuindo fortemente para agigantar o «monstro». Mesmo com os ventos favoráveis que sopravam do Mundo e da Europa, desperdiçam as oportunidades e utilizam muito mal os financiamentos obtidos, conseguindo o Primeiro Ministro e ex-Ministro das Finanças, com grandes certezas e grande autismo, lançar o País no «Oásis» de um dos seus Ministros das Finanças, com os dois anteriores a tecerem duras críticas à Política Económica estatista de reprodução de poder que foi seguida, à má maneira de 1980.
Alcatrão e betão vão ter continuadores no PS ...
2002-2005 - O ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva, o actual Presidente da Comissão Europeia, ex-MRPP, vai liderar um Governo muito derrotista e extremamente pessimista, que tem contudo, a terrível herança das «boas vontades» de António Guterres, aproveitadas por muitos oportunistas do PS, que tentam esticar até ao limite, o seu líder, para continuarem com betão e alcatrão («the business must go on»). Apesar do «monstro do Estado e do Sistema Político» estarem muito empolados, ainda dá para encomendar submarinos a um consórcio Alemão. Aliás as terríveis Políticas Externa e de Defesa permitem ao Primeiro-Ministro dar o salto para Bruxelas, deixando o País entregue a Pedro Santana Lopes, por pouco tempo ... o PSD estava de novo na «mó de baixo» ... afinal nem sequer as Finanças Públicas conseguiram melhorar ...
2011-? Golpe oportunista com o apoio do ex-Ministro das Finanças, do ex-Primeiro Ministro e actual Presidente da República reeleito: as Pessoas indignadas contra José Sócrates e os seus «excessos», acreditam mais uma vez no PSD, que tudo fez para o FMI regressar a Portugal e que aproveita as fortes vulnerabilidades do anterior Governo, facilmente culpável de toda a situação. Perante isso, os sinais de não existência de ideias claras sobre o que o PSD ia fazer para além do acordo com a Troika, não eram nada e agora são tudo: um grande vazio, uma grande desilusão para os iludidos e a certeza que o País está mais uma vez, mal liderado.

Centro Democrático Social (CDS) - Partido Popular (PP).
Partido que se inicia como defensor da Democracia Cristã, assume-se posteriormente, como Conservador e Liberal. Os seus contributos no Governo são os seguintes:
1978: Coligação com o PS;
1980-1981: Coligação com o PSD e o PPM (Aliança Democrática);
2002-2005: Coligação com o PSD;
2011-?: Coligação com o PSD, participa na dramatização da situação de Portugal para ascender ao poder e quando aí chega, deixa correr a liderança do PSD subserviente ao Governo da Alemanha, não exige condições prévias de Reforma do Estado, que eram fundamentais para que não existisse uma escalada da carga fiscal contraditória com as promessas eleitorais e com as ideias defendidas pelo CDS. O Orçamento do Estado para 2013 faz estalar todas as contradições e as públicas divergências com o PSD não evitam o péssimo Orçamento que foi aprovado. A Reforma do Estado fica para mais tarde, mais uma vez adiada e colocada numa óptica de não pôr em causa um status quo do sistema, mas sim de pôr em causa, mais uma vez, os interesses dos contribuintes que pagam cada vez mais impostos e irão ter, segundo as perspectivas anunciadas, cada vez menos serviços públicos essenciais em qualidade e quantidade (Saúde, Educação, Segurança Social). A cumplicidade do CDS no desastre governativo é incontornável, por muito que seja defendido em nome de não existirem rupturas que comprometam os interesses de Portugal, é óbvio que o CDS não tinha que ficar refém de uma perspectiva PSD «mais papista que o papa» em certas questões e claramente ineficiente e ineficaz, geradora de círculos viciosos muito perigosos e desnecessários. O Orçamento de 2013 foi extremamente mal preparado, mal negociado e mal decidido. O desastre na execução orçamental de 2012 deveria ter tido uma clara reorientação de rumo, não outra vez para a carga fiscal, mas sim para a redução da despesa pública que não contribui para as Empresas criarem Valor, nem para as Famílias melhorarem a sua qualidade de vida. Em termos estratégicos, ficar na zona cinzenta costuma ser sempre desastroso. Se o CDS tivesse tido outro comportamento e outro líder, poderia ter ganho espaço político ao PSD e fazer com que mais pessoas pensassem da mesma forma que vós. Era importante que a única alternativa de coligação não fosse com o PSD e que podesse ser também com o PS, como em 1978.  


Partido Comunista Português (PCP)) «Lenin e Stalin forever»: o País indignado protesta pela vossa mudança, que precisariam de fazer e nunca farão.
_ Democracia?
_ Não. «Centralismo Democrático» autocrata.
_ Socialismo?
_ Não. «Socialismo Real» Estatista
_ O actual Governo é melhor que o anterior?
_ Não. Mas tinha que cair.
_ Com a vossa ajuda ...
_ Claro. Quanto pior melhor ...
_ Mas claramente que apoiaram o PSD a ultrapassar a sua «fome de poder» ...
com resultados desastrosos para os trabalhadores que dizem defender ...
_ Não, nada disso ...
_ Até rima e tudo!
_ Se tivéssemos ascendido em 1975 iam todos para a Sibéria ...
_ E agora? Íamos para onde? Para a Coreia do Norte que o vosso líder parlamentar apelidou de «Democrática»?

Bloco de Esquerda: «Vencer a Troika» e vencer Trotsky: nascido do PSR (Trotskista), da UDP, de ex MDP e de ex PCP, é um «bloco» que não cumpriu a necessidade histórica de esvaziar o PCP e criar uma alternativa de coligação de Esquerda Democrática com o PS, precisamente porque a sua Cultura Política não é democrática.

O Movimento Democrático Português (MDP) / Coligação Democrática Eleitoral (CDE) foi assaltado pelo PCP e ficou na sua órbita, mas com muitas pessoas democráticas, que não concordavam com essa situação e defendiam uma Democracia Participativa, uma Cultura de Esquerda democrática, incompatível com o PCP. A sua libertação tardia em 1987 não teve viabilização eleitoral e desapareceu essa hipótese de criação de uma alternativa para a Esquerda Democrática, que evitaria por exemplo, a aliança entre o PSD, o CDS, o PCP e o Bloco de Esquerda para inviabilizar o PEC IV e viabilizar o desastre que tem sido este Governo. Para o PCP quanto pior melhor, mas para os trabalhadores que diz querer defender, a situação tornou-se muito pior. O PCP e o Bloco de Esquerda são ilusões para parte do eleitorado, sem qualquer consequência, qualquer efectividade criativa e construtiva. Portugal necessitava de outro tipo de partidos ou de movimentos com possibilidade de coligação com o PS.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

NÃO MINISTRO III - NON MINISTER III - NO MINISTER III


O «quadrático» Ministro voltou a atacar:

«Intervenção do Ministro de Estado e das Finanças no encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2013 - Assembleia da República, 27 de novembro de 2012» (http://www.portugal.gov.pt/media/780376/20121127-mef-oe2013-encerramento.pdf)

«(...) Dado que referi o contexto da Europa, quero sublinhar a importância da reunião do
Eurogrupo ontem e na madrugada de hoje. O Eurogrupo conseguiu um acordo político –
envolvendo o FMI – para desbloquear o financiamento oficial à Grécia. Conclui-se
assim um processo que se arrastou desde o início de Julho. Serão libertadas três tranches
com um valor de 43,7 mil milhões de euros. Esta decisão culmina um processo de cinco
meses de intensas e difíceis negociações que ocorreram em paralelo com uma
pronunciada deterioração das condições económicas, sociais e financeiras na Grécia.
Este acordo limita os riscos para a Grécia e para a área do euro. A tomada de decisões
muito difíceis pelas autoridades gregas e o apoio europeu oferecem a promessa de
quebra de uma tradição de fraca capacidade de execução do programa e das suas
medidas.
Portugal e a Irlanda – países de programa – serão – de acordo com o princípio de
igualdade de tratamento adoptado na cimeira da área do euro em Julho de 2011 –
beneficiados pelas condições abertas no quadro do Fundo Europeu de Estabilidade
Financeira. Mas quero sublinhar que o progresso de Portugal e Irlanda foi importante
para a avaliação positiva das perspectivas de ajustamento na área do euro. (...)»

Jean-Claude Juncker, Presidente do Eurogrupo, afirmou na madrugada de 27-11-2012: «Tomámos a decisão há meses ou até há mais de uma ano, de que as mesmas regras teriam de ser aplicadas a outros Países do programa e isso será discutido na próxima reunião. Se havia alguém nesta sala que fosse um amigo de Portugal e da Irlanda, que fazem parte dos Países Europeus que são os meus preferidos, por motivos óbvios, sentimentais e pessoais, sou eu e, assim, isso será tratado de uma forma que não irá desagradar nem a Portugal nem à Irlanda». 
Após a referida reunião em 3-12-2012, Juncker falou que tinha existido um «mal entendido» e referiu que o Eurogrupo «não está em condições de dar igual tratamento para a Irlanda e Portugal».

Por sua vez o Ministro das Finanças da Alemanha, Wolfang Schäuble, afirmou sobre o mesmo tema: «Não aconselharia Portugal a fazer isso e porque se fosse de outro país do euro não gostaria que me comparassem com a Grécia. Para a Irlanda e Portugal, que estão no processo de regressar, passo a passo, aos mercados seria um sinal bem chocante, e por isso é que aconselho mesmo a não insistir neste ponto.»

Por outro lado, o Ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, afirmou: «Não aconselho a copiar o plano da Grécia para Portugal e Irlanda.» O programa de Portugal «está a correr de acordo com o esperado, é possível cumpri-lo e, nesse sentido, terão sempre o nosso apoio.»

E o «quadrado» o que disse, como visualiza o tema? «(...) como uma oportunidade para facilitar o regresso ao mercado de obrigações em situações normais», em 2013. A «questão será discutida a nível técnico», a «dramatização pública conduz a uma situação em que os agentes agentes políticos ficam condicionados pelos seus públicos domésticos». O Ministro das Finanças da Irlanda, Michael Noonan referiu que «a ideia do dinheiro do FEEF ser cedido a taxas de juro nominais e que as maturidades serem alargadas a 15 anos é uma ideia interessante como parte de uma estratégia de saída.»                    

O «mercado de obrigações em situações normais» é o BCE a comprar directa ou indirectamente essas obrigações? E até lá, destruímos ainda mais a Economia Portuguesa e Europeia? Que vergonha «quadrados», que nem sequer formarão alguma vez um cubo, quanto mais uma esfera! 

Entretanto Juncker já anunciou a sua próxima saída da Presidência do Eurogrupo e o Vice-Presidente do partido da actual Chanceler da Alemanha (CDU), Fuchs Michael, defendeu a nomeação de Wolfang Schäuble, pelo peso que a Alemanha tem na Europa e no suporte do euro. O SPD, o Partido Social Democrata da Alemanha (o PSD de Portugal de Social Democrata só tem o nome), que poderá ganhar as eleições que vão determinar o novo Governo da Alemanha em 2013, referiu através do seu porta voz Carsten Schneider, que o ministro das Finanças alemão não é qualificado para essa Presidência: «Precisamos neste momento de um economista ou de alguém com uma grande compreensão das relações económicas.» Diremos nós, não de financeiros que não defendem profundamente a realidade mundial e europeia, nomeadamente a Alemã, nem as relações entre as dimensões Macro-Meso-Micro da Economia e não têm sensibilidade Sócio-Política, estando a prejudicar fortemente a Europa, com maior incidência nos Países mais vulneráveis, como é o caso de Portugal. A insensibilidade do Ministro das Finanças da Alemanha em relação a esses Países foi realçada por Carsten Schhneider.


O Ministro de Estado e das Finanças no encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2013 (27-12-2012), tinha afirmado antes do tema do Acordo em relação à Grécia e a sua incidência em Portugal e na Irlanda: 
«A contracção da actividade económica em termos reais no biénio 2011-2012 foi de cerca
de 4,6%, valor próximo da queda de 4% inicialmente prevista no Programa para este
período. Em 2013, o Produto Interno Bruto irá contrair 1% em média anual. Porém, em
termos intra-anuais, prevê-se que já no segundo semestre de 2013 se inicie a
recuperação da actividade económica. Esta evolução tem lugar num quadro de forte
deterioração do enquadramento europeu e mundial. A economia europeia entrou de
novo em recessão no segundo trimestre de 2012 e, de acordo com as recentes previsões
da Comissão Europeia, deverá registar um enfraquecimento adicional na segunda
metade do ano.
A correcção do desequilíbrio externo tem vindo a processar-se a um ritmo surpreendente.
A balança de bens e serviços irá verificar um saldo positivo de 0,3% do PIB já este ano
(dois anos antes do previsto inicialmente no programa). O saldo conjunto da balança
corrente e de capital, que indica as necessidades líquidas de financiamento externo da
economia, deverá ser positivo já em 2013. No programa inicial admitia-se a persistência
de um défice da balança corrente e de capital significativo até ao final do horizonte
considerado (que era 2016). Estamos a inverter a situação crónica de necessidade de
financiamento e a passar para uma situação de capacidade de financiamento necessária
para a diminuição do endividamento externo. A melhoria da situação financeira geral e
da capacidade de financiamento do sistema bancário perspectivam uma melhoria das
condições de financiamento do sector privado. Para isso, deverá também contribuir a
evolução a nível europeu. Em particular, é urgente que na área do euro empresas com as
mesmas características de risco e potencial de negócio tenham acesso ao crédito em
condições semelhantes.»

É INADMISSÍVEL A INSISTÊNCIA NUM CENÁRIO MACROECONÓMICO, NUM ORÇAMENTO IRREALISTAS E NUMA POLÍTICA QUE NÃO VAI À RAÍZ DOS CÍRCULOS VICIOSOS, QUE COMPROMETEM SERIAMENTE O OBJECTIVO DE PORTUGAL RESOLVER O SEU PROBLEMA. É INCRÍVEL QUE SÓ AGORA SE FALE E MAL DA REFORMA DO ESTADO, QUE DEVERIA TER SIDO A BASE FUNDAMENTAL DO PROGRAMA E NÃO DE ATIRAR PARA CIMA DA NAÇÃO MAIS FARDOS PESADOS E DESNECESSÁRIOS. ESTES QUADRADOS ACABARÃO POR DESAPARECER DA CENA POLÍTICA, MAS QUANTO MAIS TARDE ISSO ACONTECER, MAIS AGRAVADO ESTARÁ O PROBLEMA ...

Jornal «A Bola» de 19-12-2012

O Ministro das Finanças voltou a dizer as suas barbaridades na sua audição na Comissão de Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, de que salientamos: «É um problema político incontornável: não é possível financiar funções e prestações do Estado, que a mesma sociedade que deseja essas funções e prestações não as está disposta a pagar». «Não é um problema económico e financeiro exclusivamente. É fundamentalmente um problema político. (...) O mais urgente com que nos confrontamos.»
Que funções e prestações do Estado? As que não acrescentam Valor? As que contribuem para a criação de Valor? As despesas públicas supérfluas vão continuar pelo mão do seu péssimo Orçamento do Estado de 2013 e a Sociedade Civil vai ser obrigada a continuar a financiá-las por vossa vontade e com a cumplicidade de todos os Orgãos de Soberania. Tamanha leviandade continua a ser paga por Impostos cada vez mais pesados e injustos. Se houvesse neste momento um referendo iria ver o que as Portuguesas e os Portugueses pensam do vosso Orçamento.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

BRITÂNIA - BRITANNIA - BRITANY

Representada pela estátua de Britânia na Academia de Perth (Escócia).

Júlio César invade a Britânia em 55 a.C. e em 54 a.C. como prolongamento da guerra da Gália e comenta na sua obra «Commentarii de Bello Gallico»:

«Britanniae pars interior ab eis incolitur quos natos in insula ipsi memoria proditum dicunt, maritima ab eis, qui praedae ac belli inferendi causa ex Belgio transierunt (qui omnes fere eis nominibus civitatum appellantur, quibus orti ex civitatibus eo pervenerunt) et bello illato ibi permanserunt atque agros colere coeperunt. Hominum est infinita multitudo creberrimaque aedificia fere Gallicis consimilia, pecorum magnus numerus. Vtuntur aut aere aut nummo aureo aut taleis ferreis ad certum pondus examinatis pro nummo. Nascitur ibi plumbum album in mediterraneis regionibus, in maritimis ferrum, sed eius exigua est copia; aere utuntur importato. Materia cuiusque generis ut in Gallia est, praeter fagum atque abietem. Leporem et gallinam et anserem gustare fas non putant; haec tamen alunt animi voluptatisque causa. Loca sunt temperatiora quam in Gallia, remissioribus frigoribus.
Insula natura triquetra, cuius unum latus est contra Galliam. Huius lateris alter angulus, qui est ad Cantium, quo fere omnes ex Gallia naves appelluntur, ad orientem solem, inferior ad meridiem spectat. Hoc pertinet circiter mila passuum quingenta. Alterum vergit ad Hispaniam atque occidentem solem; qua ex parte est Hibernia, dimidio minor, ut aestimatur, quam Britannia, sed pari spatio transmissus atque ex Gallia est in Britanniam. In hoc medio cursu est insula, quae appellatur Mona: complures praeterea minores subiectae insulae existimantur, de quibus insulis nonnulli scripserunt dies continuos triginta sub bruma esse noctem. Nos nihil de eo percontationibus reperiebamus, nisi certis ex aqua mensuris breviores esse quam in continenti noctes videbamus. Huius est longitudo lateris, ut fert illorum opinio, septingentorum milium. Tertium est contra septentriones; cui parti nulla est obiecta terra, sed eius angulus lateris maxime ad Germaniam spectat. Hoc milia passuum octingenta in longitudinem esse existimatur. Ita omnis insula est in circuitu vicies centum milium passuum.
Ex his omnibus longe sunt humanissimi qui Cantium incolunt, quae regio est maritima omnis, neque multum a Gallica differunt consuetudine. (...)» 


«The interior portion of Britain is inhabited by those of whom they say that it is handed down by tradition that they were born in the island itself: the maritime portion by those who had passed over from the country of the   Belgae for the purpose of plunder and making war; almost all of whom are called by the names of those states from which being sprung they went thither, and having waged war, continued there and began to cultivate the lands. The number of the people is countless, and their buildings exceedingly numerous, for the most part very like those of the Gauls: the number of cattle is great. They use either brass or iron rings, determined at a certain weight, as their money. Tin is produced in the midland regions; in the maritime, iron; but the quantity of it is small: they employ brass, which is imported. There, as in Gaul, is timber of every description, except beech and fir. They do not regard it lawful to eat the hare, and the cock, and the goose; they, however, breed them for amusement and pleasure. The climate is more temperate than in Gaul, the colds being less severe. 
The island is triangular in its form, and one of its sides is opposite to Gaul. One angle of this side, which is in Kent, whither almost all ships from Gaul are directed, to the east; the lower looks to the south. This side extends about 500 miles. Another side lies toward Spain and the west, on which part is Ireland, less, as is reckoned, than Britain, by one half: but the passage into Britain is of equal distance with that from Gaul. In the middle of this voyage, is an island, which is called Mona: many smaller islands besides are supposed to lie [there], of which islands some have written that at the time of the winter solstice it is night there for thirty consecutive days. We, in our inquiries about that matter, ascertained nothing, except that, by accurate measurements with water, we perceived the nights to be shorter there than on the continent. The length of this side, as their account states, is 700 miles. The third side is toward the north, to which portion of the island no land is opposite; but an angle of that side looks principally toward Germany. This side is considered to be 800 miles in length. Thus the whole island is 2,000 miles in circumference.
The most civilized of all these nations are they who inhabit Kent, which is entirely a maritime district, nor do they differ much from the Gallic customs. Most of the inland inhabitants do not sow corn, but live on milk and flesh, and are clad with skins. (...).»

Em 43 d.C. os Romanos invadem o Sudoeste, a zona mais interessante em termos económicos, e passam a controlá-lo. Entre 60 e 61 d.C. a Rainha Boadicea dos Icenii, lidera-os numa revolta contra os Romanos, com o apoio de aliados bretões, após Roma não ter cumprido o acordado com o Rei dos Icenii após o seu falecimento e desrespeitar a sua mulher e as suas filhas e o seu povo. Após ganharem uma vantagem inicial e se dirigirem a Londinium (actual London), o abandono e a destruição da cidade por parte dos Romanos, muito inferiores em número, vai-lhes permitir enfrentar os Bretões em melhores condições. Boadicea, segundo Tacitus na sua obra «Annales», fala desta forma ao seu povo: 
«But now it is not as a woman descended from noble ancestry, but as one of the people that I am avenging lost freedom, my scourged body, the outraged chastity of my daughters. Roman lust has gone so far that not our very persons, nor even age or virginity, are left unpolluted. But heaven is on the side of a righteous vengeance; a legion which dared to fight has perished; the rest are hiding themselves in their camp, or are thinking anxiously of flight. They will not sustain even the din and the shout of so many thousands, much less our charge and our blows. If you weigh well the strength of the armies, and the causes of the war, you will see that in this battle you must conquer or die. This is a woman's resolve; as for men, they may live and be slaves.»
O líder Romano, por sua vez, terá dito segundo Tacitus:
«Ignore the racket made by these savages. There are more women than men in their ranks. They are not soldiers - they're not even properly equipped. We've beaten them before and when they see our weapons and feel our spirit, they'll crack. Stick together. Throw the javelins, then push forward: knock them down with your shields and finish them off with your swords. Forget about plunder. Just win and you'll have everything.»
«Boadicea Haranguing the Britons» do pintor John Opie. A partir da pintura William Sharp realizou uma gravura pubblicada em 1793.


«Boadicea and her Daughters» do escultor Thomas Thornycroft (1885).

Os Bretões serão derrotados pela fragilidade dos seus equipamentos militares e os Romanos reforçarão a sua posição na Grã Bretanha.

É nessa mesma obra, «Annales», que Tacitus se refere aos Cristãos e a Jesus Cristo, a propósito da horrível  culpabilização do grande incêndio de Roma em 64 d.C., por parte do horroroso Nero: 
«(...) Sed non ope humana, non largitionibus principis aut deum placamentis decedebat infamia, quin iussum incendium crederetur. ergo abolendo rumori Nero subdidit reos et quaesitissimis poenis adfecit, quos per flagitia invisos vulgus Chrestianos appellabat. auctor nominis eius Christus Tibero imperitante per procuratorem Pontium Pilatum supplicio adfectus erat; repressaque in praesens exitiablilis superstitio rursum erumpebat, non modo per Iudaeam, originem eius mali, sed per urbem etiam, quo cuncta undique atrocia aut pudenda confluunt celebranturque. igitur primum correpti qui fatebantur, deinde indicio eorum multitudo ingens haud proinde in crimine incendii quam odio humani generis convicti sunt. et pereuntibus addita ludibria, ut ferarum tergis contecti laniatu canum interirent aut crucibus adfixi [aut flammandi atque], ubi defecisset dies, in usu[m] nocturni luminis urerentur. hortos suos ei spectaculo Nero obtulerat, et circense ludicrum edebat, habitu aurigae permixtus plebi vel curriculo insistens. unde quamquam adversus sontes et novissima exempla meritos miseratio oriebatur, tamquam non utilitate publica, sed in saevitiam unius absumerentur.»

«(...) But all human efforts, all the lavish gifts of the emperor, and the propitiations of the gods, did not banish the sinister belief that the conflagration was the result of an order. Consequently, to get rid of the report, Nero fastened the guilt and inflicted the most exquisite tortures on a class hated for their abominations, called Christians by the populace. Christus, from whom the name had its origin, suffered the extreme penalty during the reign of Tiberius at the hands of one of our procurators, Pontius Pilatus, and a most mischievous superstition, thus checked for the moment, again broke out not only in Judaea, the first source of the evil, but even in Rome, where all things hideous and shameful from every part of the world find their centre and become popular. Accordingly, an arrest was first made of all who pleaded guilty; then, upon their information, an immense multitude was convicted, not so much of the crime of firing the city, as of hatred against mankind. Mockery of every sort was added to their deaths. Covered with the skins of beasts, they were torn by dogs and perished, or were nailed to crosses, or were doomed to the flames and burnt, to serve as a nightly illumination, when daylight had expired. Nero offered his gardens for the spectacle, and was exhibiting a show in the circus, while he mingled with the people in the dress of a charioteer or stood aloft on a car. Hence, even for criminals who deserved extreme and exemplary punishment, there arose a feeling of compassion; for it was not, as it seemed, for the public good, but to glut one man's cruelty, that they were being destroyed.»
«Nero nach dem Brande Roms» por Karl Theodor von Piloty (1861)

Em 150 depois de Cristo os Romanos não dominam aprnas a Caledónia, a futura Escócia, as «Highlands», onde colocam duas grandes muralhas: 


«Roman Roads in Britain around 150 AD/CE» por Andrei Nacu (Wikipedia)
«The Romans Cause a Wall to be Built for the Protection of the South» por William Bell Scott (1857)
Muralha de Adriano e vestígios do castelo Milecastle: Fotografia de Adam Cuerden (Wikipedia)

Uma emocionante e extraordinária ficção relativa à ligação entre Celtas e Romanos na Britânia é a excelente obra de Marion Zimmer Bradley «The Forest House» (1994), em que o Amor entre Eilan, Sacerdotisa Druídica e Gaius, Oficial Romano, evidencia como a Sociedade pode dialecticamente, com as suas horríveis  e cruéis imposições político-religiosas, separar e unir eternamente uma Mulher e um Homem que se Amam!

Em 410 d.C os Romanos retiram-se da Britânia e deixam os Bretões Celtas Latinizados à mercê das bárbaras invasões de Anglos, Saxões e Jutos vindos da Germânia, que os limitam à Cambria (Wales), à Cornubia (Cornwall) e os fazem emigrar para a Aremoricae cerca de 500 a.C., que passa a designar-se por
Britannia Minor, Bretagne, Brittany.
«Britain 500 CE» por Briangotts com a licença de utilização Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.fr)
«Peoples of Britain circa 600» HHel-hama/IMeowbot/Everyking
 (Wikipedia) Criative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)

Mas o carácter indelével da Cultura Latina na BRITANNIA e na GALLIA vai-se manifestar no desenvolvimento da Língua Inglesa (English Language), que actualmente tem mais influência do Latim e das suas Línguas derivadas (Latinas) do que da Línguas Germânicas.
Thomas Finkenstaedt e Dieter Wolff na sua obra «Ordered profusion; studies in dictionaries and the English lexicon» (1973) (http://en.wikipedia.org/wiki/English_language) estimaram que a origem das palavras em Inglês teriam as seguintes origens em termos relativos:
- Langue d´oil (Língua Galo-Românica), incluindo o Françês e Normando antigo (28,3%);
- Latim, incluindo o científico e técnico da Idade Moderna (28,24%);
- Línguas Germânicas, incluindo as derivadas do Inglês antigo, mas não incluindo palavras Germânicas que têm origem no Latim, no Françês ou em outras Línguas Latinas (25%);
- Grego (5,32%);
- Sem etimiologia definida (4,03%);
- Nomes próprios (3,28%);
- Outras línguas (menos de 1%).

Nos mapas criados por Notuncurious (Wikipedia) com a licença de utilização Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en) poderemos observar as actividades económicas dos Romanos na Britânia: