segunda-feira, 5 de novembro de 2012

COLÔMBIA - COLUMBIA - COLOMBIA


Representada pelas seguintes Personalidades Femininas:
I - Cacica Dulima, líder espiritual dos Pijao (escultura de Enrique Saldaña, 1996);
II - Ameríndia Catalina (escultura de Héctor Lombana Piñeres, 1960);
III - Heroína da Independência Colombiana Policarpa Salavarrieta (pintura de José Maria Espinoza, «La Pola en capilla», 1857)

I - Dulima  («La dioza del Maiz» de Nelson Colo) simboliza o conflito cultural e político entre os Povos que habitavam o actual território da Colômbia e os invasores do Reino de Castela, durante o século XVI até ao princípio do século XVII (a guerra com os Pijao é considerada terminada em 1607);
«La Cacica Dulima era una indígena pijao, los españoles pensaban que era la guardiana de un gran tesoro, por lo que la acusaron de brujería para que fuera ejecutada y así robarlo. Andrés López de Galarza accedió a tal condena y atacó el templo de Dulima decapitando a los guardianes y luego de un falso juicio la condenaron a las llamas como a una bruja. Tras su muerte los españoles descubrieron que el único tesoro del que la cacica era guardiana era la libertad del pueblo pijao.» (http://www.monumentosdeibague.es.tl/ESCULTURAS-Y-MURALES.htm)

II - Catalina (nasceu em 1495) simboliza a integração na cultura Latina induzida pelo Reino de Castela, sendo uma Pessoa que fez a ponte entre Ameríndios e Castelhanos, nomeadamente como intérprete;





Divisões coloniais da futura Colômbia em 1538: «Atlas geográfico e histórico de la República de Colombia», 1890 de Agustín Codazzi, Manuel Maria Paz e Felipe Pérez

´«Escritório do Festival Internacional de Cinema» (http://www.eulafui.com.br/?p=191) de Cartagena das Índias, que atribui os prémios «India Catalina».

III - Policarpa (nasceu em 1796) simboliza a Liberdade e a Independência da Grã Colômbia em relação ao Reino de Espanha (Vice-Reino de Nova Granada), liderada por Símon Bolivar é criada a Grã-Colômbia (1819).

Grã-Colombia em 1824: «Atlas geográfico e histórico de la República de Colombia», 1890 de Agustín Codazzi, Manuel Maria Paz e Felipe Pérez

A união na guerra contra Espanha vai ser desfeita (1831) e a Venezuela a Nordeste, por um lado, e Quito (futuro Equador) a Sudoeste por outro, vão determinar a futura República da Nova Granada, que vai continuar um caminho de contínuos conflitos armados, liderados e executados por homens. 


República de Nova Granada em 1851: «Atlas geográfico e histórico de la República de Colombia», 1890 de Agustín Codazzi, Manuel Maria Paz e Felipe Pérez

São fundados o Partido Liberal (1848), que vai deter o poder até 1855 e o Partido Conservador (1849), que vai substituir o partido rival e governar entre 1855 e 1861, sendo criados os Estados Unidos da Colômbia em 1863, após mais uma Guerra Civil entre 1860 e 1862, protagonizada pelos dois partidos.  
Bandera

O Partido Liberal vai predominar até 1884, o que é confirmado na grande guerra civil entre 1876 e 1877, emergindo nesse ano o Partido Nacional, que vai deter a Presidência até 1886, ano em que é instaurada a República de Colômbia e se inicia um período de hegemonia do Partido Conservador, que vai até 1930.
Entre 1899 e 1902 deflagra uma nova grande e desastrosa guerra civil entre os dois partidos, acabando por levar à independência do Panamá em 1903, no contexto do Acordo e do interesse dos Estados Unidos da América na construção do canal no istmo, que permitiria ligar o Oceano Atlântico com o Oceano Pacífico.
O Partido volta ao poder entre 1930 e 1946, ano em que dois candidatos liberais às eleições presidenciais (Gabriel Turbay com 441.000 votos e Jorge Eliécer Gaitán 358.000 votos, detendo a maioria nos principais centros urbanos), permitem a eleição do candidato conservador (Mariano Ospina Pérez, com 565.000 votos), que planeia um governo de unidade nacional, com a participação de ambos os partidos.
Mas esta bipolaridade destruidora, de vingança sobre vingança, vai seguir o seu curso e inúmeros actos de violência política contra os liberais, vão suscitar esta reacção de Gaitán, já como seu líder, à frente de uma manifestação com mais de 100.000 pessoas em 7 de Fevereiro de 1948: « (...) Señor Presidente: Os pedimos cosa sencilla para la cual están de más los discursos. Os pedimos que cese la persecución de las autoridades y así os lo pide esta inmensa muchedumbre. Pedimos pequeña cosa y gran cosa: que las luchas políticas se desarrollen por cauces de constitucionalidad. Os pedimos que no creáis que nuestra tranquilidad, esta impresionante tranquilidad, es cobardía. Nosotros, señor Presidente, no somos cobardes: somos descendientes de los bravos que aniquilaron las tiranías en este suelo sagrado. Pero somos capaces, señor Presidente, de sacrificar nuestras vidas para salvar la tranquilidad y la paz y la libertad de Colombia.

Impedid, señor Presidente, la violencia. Sólo os pedimos la defensa de la vida humana, que es lo menos que puede pedir un pueblo. En vez de esta ola de barbarie, podéis aprovechar nuestra capacidad laborante para beneficio del progreso de Colombia.
Señor Presidente: Esta enlutada muchedumbre, estas banderas negras, este silencio de masas, este grito mudo de corazones, os pide una cosa muy sencilla: que nos tratéis a nosotros, a nuestras madres, a nuestras esposas, a nuestros hijos y a nuestros bienes, como querríais que os tratasen a vos, a vuestra madre, a vuestra esposa, a vuestros hijos, a vuestros bienes.»
A continuidade da violência leva Gaitán a retirar os ministros do seu partido do Governo e o seu assassinato em 9 de Abril de 1948 despoleta uma terrível onda de violência em Bogotá e o desenvolvimento da guerra civil, que levou à constituição da «Frente Nacional», um acordo de partilha de poder entre os dois partidos,  no período de 1958 a 1974, com rotação de 4 em 4 anos. 
Em 1968 uma reforma constitucional acaba formalmente, com a oligarquia dos dois partidos, mas nesse período vai se desenvolver uma nova dimensão da violência na Colômbia: o narcotráfico controlado por cartéis e o narcoterrorismo.
Só no presente milénio o País consegue criar as bases para uma nova realidade com muito menor violência (menor do que a que existe na Venezuela e no Brasil) e em que o seu enorme potencial, pode ser cada vez mais realizado:
- População de 46 milhões de pessoas (na América Latina só o Brasil e o México têm uma população maior), jovem, muito fecunda; a Nação Colombiana foi formada pela ligação entre os diferentes Ameríndios, Castelhanos, descendentes de escravos Africanos (Norte e Noroeste)  e imigrantes Europeus do século XIX (Itália, França, Alemanha) e do Médio-Oriente (Líbano e Síria);

- Tem uma Cultura extremamente interessante, com uma língua castelhana muito suave, muito harmoniosa, onde sobressaem personalidades como Gabriel Garcia Marquez (literatura), Botero (escultura e pintura), Dario Ortiz (pintura), Shakira (música), entre outras e outros artistas; 

«Pensamientos de Primavera» - Dario Ortiz (Copyright Todos os direitos reservados a Dario Ortiz)










«Maternidade» - Botero (Lisboa, Jardim Maria Amália)














Capa do excelente livro «Cien Años de Soledad» de Gabriel Garcia Marquez (1967)











Shakira - cartaz de uma «tournée» de 2010, que passou pelo Pavilhão Atlântico em Lisboa















- Depois do Brasil é o 2.º País com maior biodiversidade da Terra;

Colibri del Sol (Coeligena orina) - http://urrao-antioquia.gov.co/sitio.shtml?apc=m1s1--&x=2622741

- A sustentá-la está uma enorme diversidade e beleza geográfica, com um enorme potencial turístico;
Rio «Cãno Cristales» de uma beleza extraordinária, com múltiplas cores dadas pelas suas algas, localiza-se na Sierra de Macarena, Departamento de Meta.

Shadowfox, Alexrk2 (Wikipedia)://commons.wikimedia.org/wiki/File:Colombia_relief_location_map.jpg

- Extremamente rico em termos recursos naturais e agrícolas (petróleo, gás, carvão, ouro, esmeraldas com liderança mundial, café com 3.ª posição nas exportações mundiais, cana do açúcar, flores, algodão, banana, plátano, milho, arroz, palma africana, batata e yuca, pecuária), bem como em produtos industriais (alimentar, têxtil e vestuário, petroquímica, biocombustíveis, aço e metais), o seu Produto Interno Bruto só é superado na América Latina pelo Brasil, México e Argentina, carece no entanto, de infraestruturas, nomeadamente de auto estradas, que melhorem as acessibilidades entre as Cidades;
         
A presença Portuguesa na Colômbia, na «Terra de Colombo», encontra-se manifesta, por exemplo, na sua Capital, Bogotá, junto à Plaza Bolivar, com o brasão Português e com um painel de azulejos que representa Lisboa (oferta de Portugal a Bogotá para celebrar a fundação da Cidade em 1538).

Lisboa essa que dá nome a bairros de Bogotá e que tem um «pueblo» com o seu nome no Departamento de  Tolima, localizado nesta imagem de satélite da NASA, na Cordilheira Central dos Andes Colombianos: 
Aqui podemos observar na seguinte vista aérea muito bonita, o «Nevado del Tolima», um vulcão adormecido (última erupção em 2800 antes de Cristo), com a sua chaminé em cone a uma altitude de 5216 metros, próximo de Lisboa, «Vereda» do Municipio de Anzoategui (fundado em 1895 com o nome de la villa de La Palma, perto da cidade de Ibagué, capital do Departamento de Tolima (Mauricioagudelo - Wikipedia - com licença de utilização Creative Commons http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en 
Aqui podemos observar um bonito ambiente de festa popular em Lisboa (Tolima), com a sua Igreja de San Isidro ao fundo.

As exportações Portuguesas para os mercados da Colômbia têm crescido fortemente em 2012.

O Grupo Português Jerónimo Martins, que tem como negócio nuclear a Grande Distribuição de predominância Alimentar, é um dos exemplos da presença empresarial Portuguesa na Colômbia, estando prevista a abertura dos primeiros supermercados entre o 4.º trimestre de 2012 e o 1.º trimestre de 2013. O Grupo pretende até 2020, estar entre as 3 primeiras empresas do sector. 

A propósito e com base no site America Retail (http://america-retail.com), a Carrefour (França) continua a desinvestir no Mundo, como o fez em Portugal, e vendeu o seu negócio na Colômbia, não para a Wal Mart dos E.U.A com se admitiu, mas para a Cencosud do Chile. São estas as palavras do seu Presidente Horst Paulmann: «Carrefour, vendió sus operaciones para bajar la deuda y salieron de algunos países como Singapur y Colombia, y se llevaron buena plata. Fue la mejor decisión que tomaron.» A Carrefour na Colômbia, atingiu um Volume de negócios de 1.943 milhões de dólares dos EUA ($USD), 1.500 milhões de euros em 2011, excluindo a venda de combustíveis, com uma quota de mercado de 20%. O site refere que a Wal Mart poderá ainda vir a comprar no futuro a cadeia Olímpica, com 815.534 milhões de $USD de Volume de negócios no 1.º trimestre de 2012 (+10,2% em relação ao período homólogo de 2011), tem uma quota de mercado de 17%, à frente dos Almacenes la 14, mais atrás na 4.ª posição. 
Esta operação de compra por parte da Cencosud foi muito criticada no Chile, pelo valor pago de 2.500 millhões $USD, com 1.300 milhões contabilizados nos Imóveis e nos Equipamentos e 1.200 milhões para o negócio de retalho, o mesmo valor da operação no Brasil: «Eso la gente no lo entiende. En Colombia se compró con propiedad. No pagamos el alquiler y además tenemos terrenos para poder construir centros comerciales». «Colombia es un país extraordinario. Era el último momento para entrar, porque después no hay más», referiu Paulmann. Cencosud começou com 1.200 milhões $USD em 2002 e prevê atingir os 20.000 milhões no final de 2012, não tomando em conta o negócio na Colômbia. 
Quem continua a ter êxito é precisamente o líder Grupo Éxito, com uma quota de mercado de 50% (do Grupo Casino de França em parceria com a Bavaria é detentor das marcas Éxito, Carulla, Surtimax), com uma aumento homólogo de 21,7% no seu Volume de negócios até ao final do 3.º trimestre de 2012 (3.981 milhões $USD): «El Grupo Éxito continúa firme con su estrategia de expansión. Seguimos llegando a nuestros clientes con los formatos de proximidad para estar más cerca, en especial, en los estratos más bajos de la población colombiana, y así contribuir con su desarrollo. La apertura de un almacén de cualquiera de nuestras marcas, significa progreso y generación de empleo para la zona donde iniciamos operaciones», afirmou o seu Presidente, Gonzalo Restrepo López.


Claudio Pizarro do Centro de Estudios del Retail de la U. de Chile afirma que na Colômbia a penetração dos supermercados atinge apenas 45%, enquanto que no Chile chega a ser de 80%: 
«En distribución, el rol de los fabricante es clave, ellos son los que les dan fuerza a uno u otro canal. Lo que ocurrió en Chile es que los fabricantes apoyaron mucho este canal moderno (de autoservicio) y luego las cadenas se hicieron tan fuerte que les dieron un poco la espalda (…) es una relación muy dura, porque tienen mucho poder (...) 80% del consumo masivo en nuestro país hoy está en manos de los supermercados y cómo el 85% de ese porcentaje es controlado por tres cadenas.»
Na Colômbia, pelo contrário, o canal tradicional (grossistas e armazéns) está bastante mais desenvolvido porque os fabricantes o potenciaram: «Compañías como Alpina, Bavaria y Postobón son operadores de alto nivel». Actualmente os fabricantes olham o Chile como «lo que no nos puede pasar».
O formato de lojas de proximidade (tiendas de cercanía - Express) foi ganhando terreno en Bogotá: «En Colombia Hay bastantes hipermercados. Hay también harto supermercado tradicional, pero lo que se ha hecho en los últimos años es sacar formatos de cercanía. Esto, puesto que en Bogotá, por lo menos, es muy difícil trasladarse».
A diferença do que teve que enfrentar Cencosud noutros mercados é que a Colômbia «es como varios países en un solo país. Existen cinco colombias y Carrefour está prácticamente en las cinco». Os cidadãos são fortemente regionalistas, têm comportamentos de consumo específicos: «No es que les guste la misma ropa, la misma comida. Tienen climas un tanto diferentes y eso hace que uno tenga que adaptarse». Jumbo, a marca que Cencosud levará para a Colômbia deverá ter êxito devido à sua  estratégia focada na qualidade, apesar de ser competitiva nos preços. O novo operador deverá deixar para trás a estratégia de preços da Carrefour, que afectou fortemente as suas vendas (http://america-retail.com/industria-y-mercado/negocio-de-supermercados-en-chile-dobla-al-de-colombia).

O Grupo Jerónimo Martins pretende investir no total cerca de 2.980 milhões de $USD (2.200 milhões de euros), com um investimento inicial de 526 milhões de $USD (400 milhões de euros).
Acerca da génese do investimento na Colômbia o Presidente do Grupo, Alexandre Soares dos Santos afirmou em entrevista ao Expresso de 12-01-2013:
«O meu filho Pedro fez um curso na Kellogs University, nos EUA, conheceu lá um argentino e em conversa com ele disse-lhe que estávamos a estudar um novo país para entrar. Ele disse-lhe: "Para a Argentina não vás, é uma corrupção completa , vai para a Colômbia". 
O Pedro foi lá e veio encantado. A partir daí criámos um grupo que foi estudar o Brasil, a Colômbia e os Estados Unidos. Decidimos-nos pela Colômbia. 
É uma sociedade civil impecável, é um governo impecável. A democracia existe e há uma paixão pela iniciativa privada. É um Governo muito aberto.» 

«El principal accionista de la compañía, considerado el segundo hombre más rico de Portugal (en 2011 su fortuna se estimó en 1.900 millones de euros), explicó que en un principio sus establecimientos de venta de alimentos no se ubicarán en Bogotá, sino en otras ciudades. "Primero queremos comprobar qué surtido de productos funciona, cuál es el comportamiento de los consumidores, para que una vez lo sepamos intentemos crecer a un ritmo razonable", detalló. El objetivo de la compañía -líder en el mercado de la distribución en Portugal y también en Polonia a través de la marca Biedronka- es ser "la primera o la segunda cadena más importante" de Colombia en los próximos años. "En dos o tres años ya tendremos consolidada nuestra presencia, y miraremos otros lugares para expandirnos", señaló. Soares dos Santos recordó que Jerónimo Martins es "pequeño" frente a los gigantes de la distribución mundial, por lo cual "continuará con la política de expansión internacional, pero no entrar en muchos países", para evitar riesgos financieros. En brasil Error que no se puede repetir El presidente de Jerónimo Martins recordó la experiencia fallida del grupo en Brasil, donde desembarcó a finales de la década de los noventa y salió en el 2002, debido a la falta de músculo financiero para invertir al mismo tiempo que lo hacía en Polonia. En los primeros nueve meses del 2012, el grupo Jerónimo Martins aumentó sus utilidades netas en 6,2 %, hasta 271,5 millones de euros, y sus ventas en 8,7 %, hasta 8.000 millones de euros.» (www.portafolio.com.co)


«El presidente Juan Manuel Santos quien anda muy activo en su gira por Portugal consolidando relaciones comerciales, asisitó a la Semana de Colombia que organizó Proexport en los supermercados Pingo Doce, propiedad de la cadena portuguesa Jerónimo Martins que llegará el próximo año a Colombia.»
(Proexport) - www.larepublica.com.co.


«La cadena de distribución portuguesa anunció, a través de su presidente, Alexandre Soares dos Santos, que empezará a operar en Colombia en marzo de 2013, para lo cual tiene previsto abrir entre 30 y 40 tiendas.
La cabeza principal de la compañía explicó que en un principio sus establecimientos no se ubicarán en Bogotá, sino en la zona cafetera , Villavicencio , Yopal , Tuluá, o Cartago, ya que en Colombia se está forjando una clase media y con ella una demanda cada vez mas pujante en estas ciudades del país.
“Primero queremos comprobar qué surtido de productos funciona, cuál es el comportamiento de los consumidores, para que una vez lo sepamos intentemos crecer a un ritmo razonable”, dijo el presidente a Bloomberg.
El objetivo de la compañía es estar entre los principales actores del sector en los próximos años. “En dos o tres años ya tendremos consolidada nuestra presencia, y miraremos otros lugares para expandirnos”, señaló. Para esto se estima que realizarán una inversión inicial de 400 millones de euros.»
Javier Molina Castillo


«Según datos entregados a otras agencias internacionales de noticias, Jerónimo Martins ya tiene a miembros de su equipo en Colombia desde 2011. Además ya definió cuál será la marca con la que operarás, así como la lista de proveedores locales. A los inversionistas también se les informó que la compañía prepara un negocio estratégico para comercializar una línea de productos de marca propia, conocida como “marca blanca”.
Semanas atrás, se informó que la posible fecha de llegada al mercado local sería para marzo de 2013, según lo refirió su presidente, Alexandre Soares dos Santos. También se dijo que la compañía no descarta hacer adquisiciones para convertirse en una de las tres cadenas minoristas en el país.»
Vanessa Pérez Díaz
vperez@larepublica.com.co



«Depois da joaninha polaca, o grupo Jerónimo Martins (JM) avança para a Colômbia com uma nova marca de lojas também inspirada num animal: Ara, diminutivo de arara, uma das aves mais populares da América Latina. Será com essa marca que o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos irá estrear-se naquele mercado até ao final do primeiro trimestre e dar mais um passo no seu plano de internacionalização.
Fonte oficial do grupo retalhista confirmou ao Diário Económico que "Ara é o nome escolhido", mas preferiu não avançar com mais pormenores sobre esta escolha. Mas o Diário Económico apurou junto de fontes próximas do processo que as cores que irão predominar no logótipo das lojas Ara serão o vermelho, o amarelo e o azul, tal como as tradicionais penas das araras, e que será inspirado na cultura colombiana.


No último Dia do Investidor, que decorreu a 11 de Dezembro, o grupo confirmou aos analistas que a marca na Colômbia terá a designação de Ara, sendo que irá actuar num mercado dominado pelas chamadas ‘tiendas de barrio' (lojas de bairro). O grupo admitiu ainda que irá posicionar-se com uma oferta que privilegia a proximidade aos clientes e preços baixos, tal como já acontece, por exemplo, na Polónia com a marca de ‘hard discount' Biedronka. No mercado colombiano, a operação da JM - cujo director-geral é Pedro Veloso - terá como principais concorrentes algumas multinacionais , como os grupos franceses Carrefour e Casino, além da cadeia chilena de grandes armazéns Ripley.
O ‘chairman' do grupo retalhista, Alexandre Soares dos Santos, admitiu recentemente à imprensa colombiana que a primeira loja será inaugurada "na cidade de Pereira entre a última semana de Fevereiro e a primeira semana de Março".


No total, o grupo conta abrir, nesta primeira fase de expansão, 30 a 40 lojas, sendo que pretende investir 400 milhões de euros nos primeiros três a quatro anos. No comunicado divulgado no Dia do Investidor, o grupo português admite um "impacto do investimento na Colômbia esperado abaixo de 5% do EBITDA", em que os primeiros três anos vão determinar como se decorrerá a expansão.
Os analistas do Banco BiG Research revelam que a maioria das aberturas serão readaptações de espaços já existentes, o que ajudará a empresa a atingir as 150 superfícies até 2015. Já os analistas do Millennium BCP realçam a aposta em lojas ‘low-cost' que vão de encontro com os baixos rendimentos e acreditam que o grupo irá estar atento às aquisições e fusões para atingir, nos próximos cinco anos, o ‘top 3' do retalho alimentar no país. Esta semana, no dia 10, a JM divulga as vendas preliminares, as últimas antes de contar com a presença na Colômbia.»


O Presidente da Colômbia está a visitar Lisboa, chegou no dia 13 de Novembro e vai partir no dia 15 de Novembro, acompanhado dos Ministros das Relações Externas, Comércio Indústria e Turismo e Transportes e Obras Públicas, com uma comitiva de Empresários Colombianos. Hoje dia 14, participou na inauguração de uma exposição de Botero «VIACRUCIS A Paixão de Cristo» no Palácio Nacional da Ajuda: 
 

                                        Fernando Botero entrevistado por Alexandra Carita do Semanário «Expresso» (29-12-2012 www.expresso.sapo.pt) afirmou: 
«_ Como se vive na Colômbia hoje?
_ Vive-se muito melhor agora do que na minha juventude, ou mesmo há uma década. A situação económico-social está a melhorar muito. Estamos a levar a cabo uma série de medidas que toda a gente espera que dêem resultado. Há mais prosperidade económica. A violência diminuiu imenso. Mas, enfim, temos tido muitas inundações e sofrido catástrofes naturais - e contra isso não podemos fazer nada.» 


O Presidente afirmou o «interesse em contribuir, na medida das nossas capacidades para melhorar a situação económica da Europa, abrindo os nossos mercados, estimulando os investimentos e criando condições para que a Europa possa voltar ao caminho do crescimento económico».

«Colômbia viveu uma crise parecida com a que se vive em Portugal e na Europa» (entre 1999 e 2005, a Colômbia assinou três acordos com o FMI).

«O importante é encontrar o equilíbrio entre a austeridade e o crescimento e pôr em marcha as reformas que promovam a confiança. A recuperação da confiança é fundamental para que os agentes económicos possam voltar a tomar as decisões necessárias para que a economia retorne ao crescimento e à prosperidade.» («Lo importante es buscar el equilibrio entre la austeridad y el crecimiento y poner en marcha reformas que promuevan la confianza. La recuperación de la confianza es fundamental para que los agentes económicos puedan volver a tomar las decisiones necesarias para que la economía vuelva al crecimiento y la prosperidad».


O Presidente, Liberal, referiu que as relações bilaterais existem desde 1857, mas eram até agora, sobretudo simbólicas. «En los últimos dos años, nos volvimos a descubrir mutuamente [Colombia y Portugal], y con mucho entusiasmo»). Na sua entrevista ao Semanário Expresso dada aos jornalistas Pedro Cordeiro e Margarida Fiúza no dia 14 de Novembro e publicada no dia 17 de Novembro, afirmou (destacamos os temas):
FARC (início das negociações de Paz em 19-11-2012 em Havana, dez anos após o seu fracasso em 2002, ano em que Ingrid Bettencourt foi sequestrada)
«Combinámos uma agenda para terminar o conflito. É um acordo assinado, que inclui pontos a discutir (desenvolvimento rural, participação política, fim do conflito, combate à droga, reparação às vitimas). Estas são linhas vermelhas muito claras. Não vamos debater a velha aspiração das FARC a mudar o modelo de democracia, desenvolvimento e economia. Isso fica para quando o conflito estiver encerrado, sem armas, no plano democrático e político.»
«(...) Podemos declarar um cessar-fogo quanto antes. A melhor forma de acelerá-lo é acelerar os acordos. Se houver vontade, será rápido. Senão, havemos de percebê-lo. Mantenho um optimismo moderado.»
AMÉRICA LATINA (relação com opositores)
«Assumi uma posição pragmática, nas relações internacionais como na política interna. Trata-se de respeitar aqueles com quem tenho divergências e procurar denominadores comuns. Isso permitiu-nos restabelecer e melhorar as relações com a Venezuela, o Equador, a Argentina e Cuba. É uma diplomacia pragmática e eficaz. No plano interno, chamei para o Governo de união nacional os rivais com quem disputara eleições. Isso trouxe-nos governabilidade.»
EUROPA (visão sobre a crise)
«Com preocupação e alguma tristeza. Os ciclos económicos são quase incontornáveis (...) É preciso encontrar a dose certa de austeridade e disciplina orçamental, não se deve asfixiar a economia. Cada país tem as suas características, o importante é encontrar um meio termo e restabelecer a confiança das pessoas no futuro, que é um ingrediente importantíssimo. Quando eu era ministro passámos por uma crise parecida com a que enfrentam Portugal e a Europa. Uma vez mais, o pragmatismo imperou. Em vez de ajudarmos apenas as entidades financeiras, demos apoio aos clientes, para que pudessem pagar as dívidas e manter a economia a crescer. Saímos da crise a baixo custo, em comparação com o resto da América Latina. Lançámos reformas na regulação e na fiscalidade, que blindaram a Colômbia face à crise mindial de hoje. Isso evitou que voltássemos a ter dívidas como as de portugal ou Espanha ou acumulássemos défices ano após ano. Gera-se confiança, condição necessaríssima para sair da crise.»
PORTUGAL-COLÔMBIA
«Temos acordos na educação, aeronáutica e combate ao narcotráfico. A visita pretende, sobretudo, consolidar uma relação que há dois anos era quase simbólica. Em muito pouco tempo, Portugal e Colômbia descobriram-se. Temos grande empatia e queremos reforçar laços. Há dois anos não havia investimentos bilaterais entre os dois países. Hoje eles ascendem a mil milhões de euros. Houve uma grande mudança.»
«Portugal tem estruturas e experiências de que a Colômbia precisa, e o inverso. Recebemos investimentos em supermercados, indústria, construção, hotelaria, turismo... a Colômbia tem um enorme potencial turístico e Portugal tem uma imensa experiência acumulada. A sinergia é evidente. A capacidade lusa nas infraestruturas pode ser-nos muito útil. Até agora a Colômbia não tinha capital nem capacidade para investir no estrangeiro. Estamos a começar. Tentámos participar, sem êxito, na privatização do sector energético. E há uma firma colombiana-brasileira (Avianca) interessada na TAP. O impensável tornou-se real.»
«O mero facto de a Avianca poder ter uma extensão em Portugal, ampliando o seu mercado na Europa e em África, é um complemento muito importante.. Quanto aos aeroportos, a Odinsa, que construiu e gere o aeroporto de Bogotá, é capaz de gerir outros aeroportos.»
«Um dos nossos objectivos fundamentais é mostrar às Pequenas e Médias Empresas portuguesas, espanholas e de outros países - que ainda não têm mentalidade exportadora - que a Colômbia  é um mercado importante, no qual podem investir, ou vice-versa. Tentamos ensinar aos pequenos e médios empresários colombianos que há um mundo fora do nosso país.»
«Temos possibilidades quase ilimitadas nas infraestruturas, energia, agro-pecuária, serviços... há muito por construir e desenvolver. Somos um país de 46 milhões de habitantes, com uma economia muito sólida, que respeita como nenhum outro as regras do jogo e do Estado de direito. A Colômbia oferece um ambiente amigável, vemos os investidores estrangeiros como sócios de progresso. No mundo de hoje, dada a crise que assola Portugal e a Europa, países como a Colômbia, a crescer mais de 4%, são uma oportunidade enorme.»
«A regulação fez da Colômbia o país latino-americano onde o investimento externo mais cresce. Veem o nosso potencial, as boas condições. Em certos sectores há incentivos fiscais concretos: na hotelaria, por exemplo, existe uma isenção de dois anos no imposto sobre o rendimento. Temos zonas francas. Para lá dos incentivos particulares, são as condições gerais que mais atraem.»
Acordo para evitar a dupla tributação
«Está em curso. Espero que seja aprovado até ao fim do ano, sem problemas, em todas as instâncias parlamentares.»
Recepção do investimento português na Colômbia
«Com muito interesse e carinho. Tive ocasião de inaugurar o primeiro hotel português na Colômbia, em Bogotá, e apercebi-me do apreço que há pelo vosso país. Vamos abrir uma rede de quase 30 supermercados e começar a construir uma fábrica de material de construção. A Colômbia agradece tudo isto, há uma grande convergência de interesses.»
«Temos grandes afinidades culturais. Hoje é inaugurada em Lisboa uma exposição de Fernando Botero, o nosso artista mais importante no momento. Quando o primeiro-ministro Passos Coelho esteve na Colômbia, lancámos uma tradução de dois grandes escritores, um colombiano e outro português: Porfírio Barba Jacob e Fernando Pessoa. Isso levou-nos a escolher Portugal para país convidado da Feira do Livro de Bogotá em 2013. É a maior da América Latina a seguir à de Guadalajara.»
A PESSOA E A SAÚDE
«Aproveito melhor o tempo. Em vez de trabalhar menos, trabalho mais. A vida é muito curta. Felizmente, o cancro foi descoberto a tempo, estou em plena recuperação, mas é uma lição de vida. Recorda-nos que somos mortais.»

A possibilidade da AVIANCA ficar unida à TAP por via do mesmo accionista (a SINERGY do Brasil), poderá ser mais um passo no estreitamento das relações entre os dois Países, esperando-se que brevemente, possam haver ligações directas entre Lisboa e Bogotá, sem ter que passar por Madrid, como actualmente.
Alexandre Soares dos Santos a este respeito disse: «A Avianca tem necessidade de Lisboa para entrar no mundo, porque a Iberia não a deixa entrar em grande em Madrid. È uma das poucas companhias que nos interessa. (Expresso 12-01-2013)

O Hotel Português a que o Presidente se referiu é o «Pestana Bogotá 100» (Grupo Pestana), localizado na parte Norte de Bogotá (http://www.pestana.com/pt/pestana-bogota-hotel/pages/home.aspx).

De salientar que as Zonas Francas da Colômbia são excelentes plataformas de produção e exportação para Países como o Brasil e os Estados Unidos da América, o que foi exposto no Seminário «Oportunidades de Investimento na Colômbia e nas suas regiões» (em Lisboa e no Porto), com a presença do vice-presidente da Proexport Colômbia, em que abordou os diferentes sectores do Plano Nacional de Desenvolvimento, da agro-indústria, à inovação tecnológica, infra-estruturas, mineração e habitação: «A Colômbia tem ainda 60% do petróleo por explorar, sendo que 10% dos recursos financeiros provenientes desta actividade são investidos na inovação. O sector da habitação, onde os portugueses têm um longo conhecimento, está em franca expansão, prevendo-se a construção de 1 milhão de habitações».


A propósito do processo de Paz na Colômbia, que saudamos, deixamos aqui algumas notas.

Só quem  não estava a par ou não queria estar, ou quem tem uma visão autocrática e dogmática do Mundo, como o Partido Comunista Português (ver notícia do «Diário de Notícias» no final da mensagem), é que podia «branquear» os «crimes contra a Humanidade» e contra as Pessoas da Colômbia cometidos pelas FARC, bem como os seus opositores «Para militares».  Da ideologia «revolucionária» pseudo legitimadora se passou ao tráfico de droga, aos sequestros, às extorsões, à total falta de respeito pelos Seres Humanos, incluindo os próprios membros, com toda a arbitrariedade do poder das armas. Os «campesinos», os camponeses da Colômbia bem podem  evidenciar o que eram esses grupos armados de pólos opostos, que se uniam  na mesma prática de terror, como acontecia na tenebrosa «Idade Média» Europeia, e na horrorosa Inquisição, por exemplo. De salientar ainda a passada cumplicidade do poder político Venezuelano e Equatoriano em relação a esses crimes, não dos seus Povos irmãos do Povo Colombiano, obviamente. Que a Colômbia consiga vencer mais este grande desafio e que a Paz em todo o seu território, seja uma realidade!
Tanja Nijmeijer, aqui numa foto recente em Cuba, Holandesa, nascida em 1978, formada em Línguas pela Universidade de Groningen, abraçou a ilusão «revolucionária» em 2002 («a revolução não estava a acontecer na Holanda, mas sim na Colômbia»), referiu. Quando foram descobertos cadernos abandonados do seu diário pessoal, num acampamento assaltado em 2007, Tanja ficou exposta, falou de manipulação, criticou a sua publicação e reafirmou a sua ligação à guerrilha. Faz parte da comitiva das FARC para as negociações de Paz com o Governo e afirmou numa conferência de imprensa em Havana: «todos nós guerrilheiros estamos muito esperançados com este novo processo de paz que se vai desenrolar aqui na cidade de Havana, e dizer-lhes que para nós é paz com pão, paz com tecto, paz com educação, paz com terra, enfim paz com justiça social. E nós estamos dispostos a fazer até ao impossível para lográ-la.» (http://www.dutchnews.nl/news/archives/2012/11/dutch_farc_rebel_addresses_new.php)
Para Tanja militar nas FARC é um «meio legítimo de luta pela justiça social». Numa entrevista ao jornal Holandês «Trouw» em Havana, declarou: «A Colômbia é um país com repressão militar, onde as pessoas com ideias de esquerda são massacradas.» «Isto não é legítimo. Nós somos um exército. Eles atacam-nos e nós atacamos-los . E, claro, há vítimas.» Refere que não participou em atentados com vítimas, apesar de ter participado num atentado a um autocarro. «Os outros atentados, contra empresas que recusam pagar os impostos revolucionários, foram levados a cabo sempre de noite, para evitar vítimas.»    

As FARC causaram imensas vítimas militares, de forças de segurança, de civis, de campesinos, de indígenas, de muitas Pessoas.
A origem das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia—Ejército del Pueblo (FARC–EP) está ligada às linhas de continuidade nos anos 60 do século XX, da guerra civil entre Liberais e Conservadores dos anos 50. Em 1952 existiam entre 35000 e 40000 guerrilheiros liberais e esquerdistas, dos quais apenas 10000 entregaram as suas armas em 1953, estabelecendo-se em algumas zonas do País uma ligação entre guerrilheiros comunistas e camponeses deslocados pela guerra. Uma dessas «republicas indepedientes» era a denominada «Republica de Marquetalia» (ver mapa criado por Sylvain 2083 - Wikipedia - com a licença de utilização Creative Commons http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en), que em 1962 (no ano em que Cuba permite a instalação de mísseis nucleares soviéticos) vai acabar por ser atacada pelo Exército Colombiano, o que após sucessivos ataques, vai provocar em 1964 a dispersão e fuga dos guerrilheiros e campesinos para sudeste (Meta e Caquetá), após atravesarem a Cordilheira Oriental. Progressivamente, vão-se infiltrar-se nas populações rurais do Sul . Entre esses guerrilheiros estava o futuro líder das FARC, que em 1964 criou com outros guerrilheiros o «Bloque Sur», que em 1966 se formaliza como «braço armado» do Partido Comunista Colombiano até que a partir dos anos 80, acabam por se converter em cobradores de «impostos» sobre o narcotráfico e a produção e tornar-se o maior cartel de droga do Mundo. 


O terrorismo exercido pelas FARC na Colômbia, a sua determinação na perpetuação de um ambiente de guerra civil, de narcoterrorismo, de constantes atentados à Liberdade e à Vida das Pessoas, em nome de quem? Das Pessoas? Não. Em nome duma Nomenclatura que existe em todo este tipo de organizações e de regimes como é o cubano. É apenas uma questão de poder mesquinho, nada tem a ver com a defesa das Pessoas, que só em Democracia pode ser realizada, em Liberdade, mesmo com todas as limitações dos seus sistemas de representação, como nós bem sentimos em Portugal, na Europa. A resposta em nossa opinião é de as Pessoas defenderem um aprofundamento da Democracia, com mais dimensões participativas e de controlo da representação, da aproximação entre representantes e representados, que só pode ser sustentado no desenvolvimento cultural, cristão e humanista de todos. Empresários e trabalhadores devem estar unidos para evitar todos os malefícios do excesso de poder das dimensões oligopolísticas e financeiras, que esmagam as dimensões económicas que sustentam a satisfação das necessidades sociais fundamentais das Pessoas, nomeadamente as culturais e espirituais, que transcendem as materiais.  

E numa entrevista concedida em Havana 13-11-2012, muito tendenciosa no apoio à entrevistada e à sua organização, nem uma pergunta, nem uma resposta sobre as atrocidades cometidas pelas FARC Tanja afirmou (http://www.youtube.com/watch?v=P58SKI5dBYA&feature=share&list=UUD-CrDORRxvPMxLcOMqJCcA):
«Yo vine a la guerrilla colombiana prácticamente por una coincidencia. Vine a Colombia a hacer una práctica para la universidad y escogí a Colombia casi por casualidad. Yo pienso que de cualquier forma, si no hubiera terminado luchando en Colombia, hubiera terminado luchando en Holanda, en España, en cualquier país del mundo. A todo el mundo le parece tan raro que una muchacha venga a Colombia y yo pienso que el mundo con sus países como tal ya no existe. Es un mundo globalizado gobernado por multinacionales, grandes corporaciones, entonces yo pienso que la lucha de los pueblos contra ese capitalismo globalizado también requiere eso. Pienso que yo no soy ninguna excepción aunque los medios quieran hacer creer que si, al irme a luchar a otro país. Creo que no importa adonde se nazca o adonde se muera, importa donde se lucha. Pienso que la consigna del CHE está hoy más vigente que nunca.»
«(...) yo pienso que (...) corresponde a una agudización de la lucha y estoy hablando más que nada de la lucha mediática. Leyendo los diarios del Che o leyendo su biografía veo que tenemos muchas cosas en común.» 
«(...) yo pienso entre otras cosas que el Che ha sido atacado bastante. Hay páginas en Internet en contra de su lucha, o sea del Che como ejemplo de lucha revolucionaria. A lo largo también vemos que se ha convertido en algo comercial, lo cual no es justo.
Yo pienso que la lucha revolucionaria del Che es una cuestión internacionalista y los pensamientos que él tenía tan claros los llevamos todos los internacionalistas en el corazón.» 
«Primero que todo ese diario no fue cogido después de un bombardeo sino después de un asalto. Pero es cierto, allí quedó mi diario y yo en esa época ya tenía como dos o tres años en la guerrilla. Usted se imaginará que el proceso de una persona que viene de Holanda y que ingresa a la guerrilla colombiana no siempre es fácil, entonces yo todo lo escribía en mi diario, en holandés.
En ese diario yo digo 6 ó 7 frases negativas, de personas que no me caían bien o que hacían cosas que a mi no me gustaban. Esas 6 ó 7 frases, en todos los medios, les montaron una manipulación mediática y eso se convirtió en la punta de lanza de una gran campaña mediática. Yo pienso en esa época y recuerdo que fue para mí una época muy feliz, yo no puedo decir otra cosa.
En esa época tuve mis primeras experiencias militares, las primeras experiencias como guerrillera, no puedo decir que fue fácil, pero si, muy interesante el proceso.
Si eso es duro, digo que la parte física es dura pero para mí no ha sido lo más duro. Yo pienso que uno con meterse en psicología y meterse en moral, con lo físico puede hacer de todo. Lo que para mí ha sido más difícil es que cometí el error de pensar que la guerrilla era perfecta. Una guerrilla campesina, comunista pero uno llega y se encuentra con pueblo. Ahí hay campesinos que llegan a la guerrilla con todos sus defectos y traen vicios de la sociedad civil y eso chocaba conmigo. Fue lo más difícil para adaptarme. Yo en esa época no tenía el entendimiento como para comprender a la gente, cómo había sido su vida antes de ingresar y para ese proceso de entendimiento he precisado varios años. 
Yo nunca he estado en el Caguán, yo cuando vine por primera vez a Colombia se estaba dando el proceso de paz y escribí mi tesis sobre el proceso y sobre el gobierno y las FARC.
Luego volví a Holanda y tenía muchas ganas de conocer la zona del Caguán pero como ya estaba que se rompía decidí no ir por peligro, esas cosas que uno piensa.
Fue allí que cuando volví a Holanda, escribí mi tesis sobre las FARC que me ayudó bastante para conocer la historia, sus orígenes. Me quedé en Holanda y no estaba pensando en volver para Colombia, tenía ideas revolucionarias en la cabeza, quería luchar contra el capitalismo, el neoliberalismo, pero de alguna manera como había recibido educación política en Colombia yo no me hallaba en esa lucha política en Holanda.
No me hallaba porque, por ejemplo, nos poníamos a vender periódicos en la calle, a la gente en Holanda y eso es un poco como que no pega. La gente vive bien allá con su socialdemocracia. Entonces, pensaba que Latinoamérica es un centro de lucha en el mundo.
Colombia, dentro de ese centro de lucha tiene el movimiento más grande del mundo y ahí pensaba que me quería ir para Colombia, pero no pensaba en ingresar, ni en trabajar en la guerrilla. Pensaba “yo quiero ver como los colombianos van a hacer la revolución”. Fue allí que pensé en venir a Colombia.
Sí, pero yo tengo que decir en ese aspecto que aunque el no estuviera allí yo estaba buscando, de todas maneras, buscaba respuestas que no tenía. Antes de llegar a Colombia yo nunca me había interesado en política, ni por revoluciones, tenía, sí, sensibilidad social pero no iba más allá de eso. Pero cuando llego a Colombia y veo las noticias, la televisión, los ataques de la guerrilla, me empecé a interesar sobre el por qué de la intervención de la guerrilla. Empecé a hacer preguntas y las respuestas que me daba la mayoría de la gente en el colegio donde yo trabajaba no me satisfacía. Entonces, por suerte me encontré con ese personaje que sí supo darme contundentes respuestas que a mí sí, me satisfacían.
Yo me le iba acercando porque pensaba que esa persona me podía ayudar en las respuestas que yo necesito. Es una persona crítica de la realidad colombiana, no es una persona que solamente habla mal de las FARC sino que es una persona que sabe dar explicaciones sobre la existencia de la guerrilla, del porque de la lucha armada. Me ha ayudado bastante en el entendimiento.
Empecé a trabajar con la milicia en Bogotá en diciembre del 2002 yo creo. Estuve unos 6 meses trabajando allí cuando después me dan la opción de quedarme estudiando en a la ciudad o que vaya al monte. Me dan un curso de 6 meses, eso habrá sido en abril de 2003 y yo dije que quería conocer el monte también. Porque entre otras cosas tenía muchas dudas todavía. Es muy difícil de un día para el otro cambiarle la visión a las cosas y no comerme el cuento de lo que dicen los medios.
Porque a usted siempre le queda un poco lavado el cerebro, entonces decía “yo quiero ir, ver como es y después, me vuelvo”.
Al llegar al monte, en abril 2003 fui comprobando que en la guerrilla había muchachos, enfermería, cursos, veía una guerrilla en pleno desarrollo, escuchaba las historias de la gente y fue cuando dije “yo aquí me quiero quedar”.
Tampoco fue de un momento a otro, pero fueron momentos claves y ahí fue cuando decidí que me quería quedar. Cuando yo decidí que me quedaría recuerdo que mucha gente me decía usted no se quede. No porque no estuvieran contentos conmigo, sino porque pensaban que para una extranjera eso sería muy difícil.
Usted dice el cambio de ser mesera y profesora a ser guerrillera,
Si, pero me acuerdo esa primera época en la guerrilla, a mi me daban un machete y yo no sabía que hacer con eso. O debía lavar las botas y no sabía como hacerlo. No sabía nada, pelar un plátano o hacer un arroz pero de alguna forma el proceso fue muy natural. Mis primeras experiencias en la guerrilla, recuerdo que siempre tenía un grupo de guerrilleros al lado haciéndome preguntas. Pero el proceso fue natural no fue un choque tan brusco.
Claro, yo me acuerdo la primera ranchada (la cocina del campamento guerrillero), la primera vez que me tocó cocinar para toda la guerrillerada, esas son comidas para 30, 40, 50, 80 ó 120 personas. Éramos tres rancheros.
Ajá, primero me tocó que los guerrillero tuvieran que llevarme para la rancha porque yo me perdía en cualquier parte. Y después llegué a la rancha y no sabía qué tenía que hacer, entonces los otros guerrilleros rancheros me miraban y me acuerdo tanto. Me decían “usted mamita, que se viene de la ciudad y que mira todo delicada, vaya y siéntese ahí, solamente mira lo que hacemos nosotros y así vas aprendiendo”
Me acuerdo que me senté pero me sentía muy mal de verlos a ellos trabajando y yo que no sabía hacer nada. Era como inútil y me quedé dormida.
Ahora soy una experta culinaria.
Eso fue un cambio muy brusco dentro de la guerrilla, porque cuando yo ingreso todavía estábamos en un campamento estable. Estaba entre otras cosas dictando un curso de inglés, se podía en esa época, los alimentos llegaban en carros, todavía. Duramos unos meses así y cuando se declaró la guerra a la insurgencia yo me acuerdo todavía cuando empezaron los primeros bombardeos y me acuerdo cuando fue el primer asalto al campamento del “Mono Jojoy”, donde yo me encontraba.
Me acuerdo que eso fue dejar los carros a un lado, todo a un lado e irnos al monte. Eso fueron marchas, yo no conocía todavía esa vida, había hecho cursos básicos que de por si eran duros, pero vivirlo en la realidad no. Empezamos a marchar, tranquilitos nos fuimos saliendo de la zona y ahí empezó una vida completamente distinta. Combates, bombardeos, andar de un lado a otro, incluso se notó mucho la diferencia entre los bombardeos al principio y al final cuando ya fueron precisos, con una agresividad que antes no se veía.
Si, eso fue el bombardeo más duro que yo haya vivido en la guerrilla, porque le dieron con todo. La cantidad de bombas que cayeron esa noche fue como el equivalente a la amenaza que representaba para ellos el “Mono Jojoy”; para el gobierno y para la clase gobernante. Ese bombardeo fue duro, no fueron 48 hs continuas, el primer bombardeo fue el más duro y era ya para matarlo con toda la saña del caso. Salimos, empezó el desembarco y de allí para adelante, porque nosotros no salimos de la zona, la guerrillerada empezó a pelear con los soldados que habían desembarcado y después empieza una pelea muy tenaz.
Porque los guerrilleros estábamos enardecidos por lo que había pasado y la gente peleó como nunca en medio de los bombardeos. Nosotros nos íbamos moviendo y en cada sitio hacíamos la trinchera para por la noche meternos. Ahí pasábamos la noche
De alguna forma, cuando uno ingresa está conciente de que lo que quiere dar es la vida para esa causa. En esos momentos no voy a decir que es una experiencia alegre, no, lo único que yo se es que siento la rabia por la forma cobarde en que ellos están llevando a cabo esa lucha. Porque uno está en la trinchera, obviamente uno no puede hacer nada, solo esconderse.
El guerrillero conoce el monte, el ejército no, precisamente es por eso que ellos tienen que recurrir a ese tipo de métodos tan cobardes. Para mi son métodos muy cobardes esos de utilizar bombas de mil libras, soltar esas bombas por encima de las cabezas de alguna gente que no tiene con que defenderse en ese momento y después bajarse a recoger esos cuerpos. Eso es como usted dice, en Vietnam se ha dado eso y es demasiado cobarde.
Yo estoy de acuerdo con lo que dicen que es la segunda familia de uno, pero en realidad es algo más que eso. O sea, yo no quisiera hacer una comparación entre la familia de uno y los camaradas de las FARC. Es una relación muy diferente, uno convive 24 hs pero aparte usted vive unas experiencias muy duras, intensas, eso crea unos lazos que yo casi ni se explicar porque en la vida civil no se da ese tipo de relación.Yo estoy de acuerdo con lo que dicen que es la segunda familia de uno, pero en realidad es algo más que eso. O sea, yo no quisiera hacer una comparación entre la familia de uno y los camaradas de las FARC. Es una relación muy diferente, uno convive 24 hs pero aparte usted vive unas experiencias muy duras, intensas, eso crea unos lazos que yo casi ni se explicar porque en la vida civil no se da ese tipo de relación.
Si, los guerrilleros tienen una virtud muy grande, yo no se como hacen pero en los momentos más difíciles es donde les sale la chispa para hacer bromas, hablar de cualquier cosa para contentarlo a uno. Si uno tiene hambre, hacen cualquier chiste y uno se olvidó del hambre, eso es muy bonito del guerrillero, que no se deja achatar por nada.
Si, hay momentos difíciles, pero es como le dije, no se como hacemos. Tal vez es la causa por lo qué hacemos, también es la camaradería, yo digo que hubiera sido muy diferente vivir toda esa experiencia sin el apoyo de la gente, sin la camaradería que hay. Yo creo que para los soldados norteamericanos que llegaron de Vietnam es difícil saber la realidad que ellos vivieron, pero por todo lo que uno leyó, vio, uno piensa que el ambiente entre ellos era muy diferente.
No era la guerra de ellos, para nosotros si, es nuestra guerra. La estamos librando en legítima defensa en contra de una violencia que se ha desatado en contra del pueblo.
Yo pienso como usted, me he dado cuenta, por esas cosas que el gobierno, el ejército, la clase dominante no conocen límites éticos en la utilización de los medios para lograr los fines que quieran. De eso me di cuenta cuando pasó lo de mi hermana.
Pero claro, uno siente rabia pero yo no siento rabia con ella. Ella es mi hermana, ella me quiere, quería verme, a ella la manipularon diciéndole que yo estaba como rehén de las FARC, que yo me quería salir de allí, ella lo creyó y a partir de ahí hicieron todo el trabajo mediático.
Yo le quisiera decir a la gente del mundo que no se vengan todos para La Habana porque Cuba es una isla y porque de pronto se llenaría mucho. Yo pienso que la gente del mundo debería coger mas conciencia sobre los problemas y la miseria en que vive el pueblo colombiano. En países donde existe libertad de expresión, la prensa se dedica a crear circos mediáticos alrededor de un acontecimiento o una persona, pero realmente dan muy poca información del trasfondo de los problemas que se viven en los diferentes países. Es muy importante que la gente sepa que es lo que se está jugando y porqué se dan ciertos procesos. Por ejemplo, por qué en Colombia hay una lucha armada. La mayoría de la gente no entiende el proceso histórico de Colombia y no entiende por que el pueblo tomó las armas.
Es importante ese detalle.
No, yo no volví a escribir, o sea, no es importante escribir sobre lo que siento o pienso, en las FARC nunca me han hecho reclamo, pero yo si me he sentido mal. Porque de alguna forma le di papaya al enemigo para que siga haciendo mala propaganda,
Pero creo que cuando yo sea una viejita de ochenta años voy a escribir mi biografía. Pero pienso que ahora hay tareas más importantes para hacer en Colombia y en el mundo también.
Claro, yo extraño muchísimo a mi país en los últimos años, yo escuchaba por la radio el himno de Holanda y a mi me daba nostalgia. Me encantaría ir unos quince días, entre otras cosas, como dice usted para explicarle a la gente el porqué de la lucha en Colombia, el porqué de esa situación, pero de momento no hay esa posibilidad. Y lo importante por ahora es estar aquí en La Habana y concentrarnos en el Proceso de Paz que se va a dar con el gobierno y ahí hay mucho trabajo por hacer.»


«In certain circles in Europe, there still exists the romantic image of the guerrillas as Robin Hood, or Che Guevara, fighting the bad guys for the benefit of the poor. Nijmeijer fell into this trap.»: palavras de Juan Manuel Santos, actual Presidente da República, quando era Ministro da Defesa.

Tanja Nijmeijer «Diario», excertos publicados em «El Tiempo» de Bogotá a 8-9-2007 (http://www.eltiempo.com/archivo/documento/CMS-3714917):




«21 julio 2006: Tengo algún tipo de obsesión con estaciones de tren. Con frecuencia tengo fantasías de que estoy en una estación en Groningen, Ámsterdam o Ultrecht, comprando un café o una orden de fritura y luego abordo el tren... casi olvido la gran noticia: Aquí hay dos compañeros con sida, y quizás hay más. Aquí nadie usa preservativo. Hasta donde yo entiendo, la chica no sabe lo que esto significa; me contó la noticia todo sonriente, y su amigo al parecer no está muy preocupado. Una tercera chica, la cual había tenido relaciones con ese tipo, esta bien deprimida...

23 julio 2006: Tengo unas ganas increíbles de llamar a casa, pero no puedo hallar la oportunidad de hacerlo. Ahora el ejército esta en la aldea. No creo que haya un lugar de donde hacer llamadas internacionales. Creo que después de Marloes, también estoy perdiendo a Elle. Solo mamá me escribe de vez en cuando, una carta enojada. No entiendo, pensé que las cosas se mejorarían después de la visita de mamá aquí, pero solo parece haberse empeorado. Me siento horrible, Jans, extraño a mi familia, a ti, mi país. Pero espero que quizás sea enviada afuera en un año, quizás a Europa. 
23 agosto 2006: Llamé a mi casa!!! Sin permiso y ahora frits esta enojado conmigo, pero no me importa. Fue maravilloso escuchar sus voces. Mamá lloró y también papá. Ahora solo puedo esperar mi castigo. A todos se les permite llamar menos a mí. ¿No es ridículo? quizás me dejen en la jungla por siempre, o quizás no me permitan salir a misiones afuera luego de este pecado venial. En verdad no quiero hacerlo, no me importa. Parece que quizás tenga un nuevo amigo, un comandante. Tiene 30 años y es muy especial. Veremos si esto se vuelve algo. 
Sin fecha: Querida Jans: hemos estado aquí tres días esperando a derribar un helicóptero que se supone vuele por aquí. Pero estoy empezando a perder las esperanzas. Aún estoy con el mismo amigo, pero me estoy enamorando de otro, ojalá estuvieras aquí para darme consejos, Jans. Simplemente no soy capaz de quedarme con uno y el mismo hombre por un periodo largo de tiempo. Si me hubiera quedado en Holanda, solo hubiera tenido relaciones fallidas. 
25 agosto 2006: Hey Jean, el helicóptero simplemente no quiere sobrevolar aquí. Maldición. No se cuánto tenemos que esperar por el helicóptero. 
22 noviembre 2006: Hay una chica de grande bustos que tiene ofuscado al jefe, parece que ella trajo la venérea. El jefe dice que fue enviada por el gobierno para desestabilizar el mando. 
24 noviembre 2006: Estoy cansada, cansada de las Farc, cansada de la gente, cansada de la vida comunal. Cansada de nunca tener nada para mi sola. Y esto valdría la pena si se sabe por qué se lucha. Pero en verdad ya yo no creo en eso. Qué tipo de organización es esta, donde algunos tienen plata, cigarrillos, dulces, y donde los demás tienen que mendigar, para ser rechazado o gruñidos por los del primer grupo. Esto ha sido así desde que vine casi cuatro años atrás y nada ha cambiado. Una organización donde una chica con pechos grandes y cara bonita puede desestabilizar un mando que había estado trabajando juntos por mucho tiempo. Donde tenemos que trabajar todo el día pero los comandantes hablan mierda. Y en mi caso, con karen, en un tipo de curso estúpido supuestamente para prepararnos para una misión urbana. Yo, quien sabe si nunca saldré de esta jungla. Por qué, en el nombre de dios, nunca me envían a ningún lado. Ya no se qué decir. Quiero irme de aquí, al menos de esta unidad. Pero para mientras, uno sabe que uno es más o menos como un prisionero. ¿Qué puede uno hacer? no es tanto las Farc como lo es esta unidad. Por la gente de la ciudad, por karel y la misión y la disciplina que se asocia a ella, en verdad yo no quiero eso. Ya no quiero más bla bla bla sobre ser comunista, honesto, no desperdiciar, obediente. Luego ver cuan hipócritas son los comandantes, bochincheros y traicioneros. Y sin misericordia si alguien se atreve a criticarlos. Yo preferiría estar en una unidad de combate. Por cuatro años he estado aquí en la misma situación. Haciendo guardia, gimnasia, hablar, problemas interpersonales, causando problemas, comandantes podridos, etc, etc. extraño a mi amigo. Más que me siento inútil. Aquí no tengo futuro. No tengo donde ir. Pero no me quiero ir, solo quiero caminar, reír, combatir, cocinar, sin complicaciones. Voy a hablar con Karel.
Domingo 15 abril 2007: Tengo mucho qué contar. Fue al frente. Hay, por algo nuevo, un tipo que me gusta. Pero ya tiene novia. No sé qué hacer. Estoy enamorada, y no me acostumbro a eso. ¿Cuánto tiempo hace? 
Sin fecha:  Querida Jans: hoy hay fiesta. Por supuesto los comandantes y sus esposas tuvieron su propia fiesta privada, lo cual creo que es totalmente corrupto. Los demás, la tropa, guerrilleros regulares, los de bajo rango se le permitirá terminar la bebida que ellos no pudieron tomarse ayer. ¡Maldición! He perdido el interés en la fiesta. Quizás vaya y me siento a solas, así como una protesta silenciosa. Ayer la tipa tonta esa Margaret me llamó a preguntarme si querría dulces. Esa mujer estúpida tenía una gran bolsa llena de dulces. Lo sentí tan humillante. La mujer de un comandante es una clase aparte. Ellas tienen ciertos privilegios, siempre tienen toda la información, y a veces dan órdenes. Pero tienen que tener hijos. 
28 abril 2007: Querida Jans: la ofensiva se acerca, hoy por la mañana saldremos para otro lugar. Tengo cinco puntos en un muslo que me causé con una pala.
Sin fecha: .....no es justo, verdad? Yo no sé, Jans, dónde va este proyecto. ¿Como será cuando lleguemos al poder? ¿Las mujeres de los comandantes en Ferrari testa rossas, con implantes de senos, comiendo caviar? Así parece. La mujer de un comandante, de suerte, tendrá ropa interior con encaje de ceda, y si no, los termina echando en la basura, quizás. Tiene linda ropa, shampoo. Esto me enferma. Ayer, llegaron unos civiles y yo pillé como Grietje, la mujer del segundo... (faltan unas hojas) 
12 junio (sin año): Querida Jans: bueno, transferí el privilegio o cuenta de Internet a otra persona. Estoy esperando. Cometí la estupidez de atreverme a criticar a uno de los comandantes y ayer fui seriamente humillada en público. Pero no me importa. Me familiarizo con la hipocresía de las Farc y del cuento y no tengo ilusiones sobre ese. Pero siempre criticaré donde vea un error. Hasta la ultima "amiga" que tenia aquí, estoy tratando de sacarla de mi vida. No se Jans, la gente aquí son terriblemente estúpidas a veces. No son capaces de ser objetivos, mantener secretos y hacer autocríticas. 
9 junio 2007: Aburrida y con hambre. No se puede encontrar al enemigo y por eso me toca estudiar documentos de las Farc por cucamil vez. Repetir lo que se ha dicho ya 30 veces. ¿Qué es una formación? ¿Por qué la disciplina? ¿Por qué no se duerme durante una guardia? Hay que aceptar las consecuencias por mi decisión de estar aquí. Desde un principio sabía que no iba a ser un reto intelectual, pero si soy honesta diría que es mejor de lo que yo esperaba. Pero en mi comisión hay como cuatro fanfarrones y no mucha gente intelectual. Me toca estudiar para enriquecerme. 
12 junio 2007: Me he vuelto muy desconfiada de los hombres. Quiero fumar, pero serán dos semanas más antes de que nos den cigarrillos. Veré si puedo mendigar o extorsionar un paquete. ¿Qué más vendrá? 
13 junio (sin año): Conseguí un "amigo". Hemos negociado y el va a hablar con el jefe para ver si podemos juntarnos. Sin un beso o nada. Pura negociación. Muy interesante y buen mozo el tipo. Aún estamos en entrenamiento, y es bastante duro. Estoy echando demasiados músculos. Mi amigo esta a dos días de camino y a veces lo extraño. A veces sueño con mamá y Elle y luego despierto llorando. Siempre la misma pregunta: ¿hice lo correcto? ¿hubiera sido feliz si me quedo como civil en Holanda? ¿Qué estaría haciendo? ¿Dando clases, traduciendo, trabajando en la universidad, en una empresa? ¿Ennoviada, casada, con hijos? Estoy lista para un cambio después de este período. Este período es como un punto de terminación para mi vida guerrillera la cual ya no me trae sorpresas. Ninguna, en términos de personas, el enemigo o las tareas diarias. Lo he visto todo. Aquí me muevo como un pez en el agua, la jungla es mi hogar. Las Farc es mi vida, mi familia. Espero que mi camarada presienta eso y que me tenga otras cosas en mente para mí. Creo que si tengo que comenzar mi rutina normal de nuevo me desgastaré rápidamente. Tengo mucho que dar pero no creo que sea aquí; Aunque soy feliz aquí, lo cual es cierto. Después de todo, soy feliz cuando tengo algo para luchar, nuevos obstáculos para superar y sufrir. Detalles raros que tengo. Ya transcurrió la mitad de un año, ¿qué traerá la otra mitad? 
Sin fecha: Hoy se me permitió acompañar al comandante como escolta de seguridad. Tres comandantes. Ellos van a algún lugar, hacen bromas estúpidas, fuman y no nos dan; compran chips y gaseosas y tenemos que excitarnos y contentarnos cuando nos dan chips y soda. Estuve pensando en los compañeros que cargan comestibles al hombro todo el día. Ellos nunca comen chips. Cuando llegamos aquí, mi comandante me dijo que conversara con la otra chica porque el quería algo con ella. Siempre es lo mismo.  Quizás no sea gran cosa, no lo sé. Quizás ya yo sea muy madura para esto y me pregunto porque me tengo que venir (orgasmo) cada vez que me dan gaseosa y chips. Yo, quien como civil tenía todo eso, yo no estoy aquí para eso. A veces todos aquí parecen ser tan simples, achiquillados. A veces quiero dejar de seguir órdenes. Seguir órdenes de un mazo de sexistas que tratan de matar pajaritos con rifles de caza. Además tengo que sentirme como una nada todo el día; que no tengo utilidad, y que tengo que hacer lo que cualquier idiota me diga o ser multada. Cada vez tengo mas multas. Se supone que uno se sienta avergonzado de eso. A mí me hace reír. No soy niña, y tampoco estúpida. Tengo un buen concepto de lo bueno y lo malo. Yo analizo la gente y llego a mis conclusiones. Pero sí me vuelvo cada vez más amarga y silenciosa. Aquí la gente asocia eso con ser estúpido. Me gustaría estar de nuevo en la sociedad holandesa por un tiempo. Para no estar rodeada de los sabelotodo por un tiempo. Sin sexistas (machistas). Qué paz. Estoy tan confundida y solitaria. 
3 julio (sin año): Acabo de cocinar. El día antes de ayer me acosté con un hombre el cual llamaré Marten. Fue como estar en casa de nuevo, sexo, hablando tonterías, riendo. No sé si esto se desarrolle. Él es algo de mujeriego, y no quedamos en nada. Además, él es bastante cotizado por las mujeres, es muy guapo. Así es que no esperaré mucho de esto, me mantendré fresca. Verdaderamente yo no esperaba amor aquí. Yo me visualizo sola para siempre y por eso cada polvo de una noche es como un bono. Además, y esto no lo había escrito antes, hay posibilidad de que me envían afuera. Ya me habían dicho tres veces de que un camarada vendría por mí para enviarme afuera. Él cambió de parecer, pero se insinuó que esto fue solo por ahora y que en un mes me tocaría a mí. De alguna manera lo creo. Seguro que estoy lista para hacer eso. Para recuperar mi compostura, coger un poco de cultura, sentir otro ambiente. Antes pensé que no podía hacerlo, pero ahora si lo creo. Finalmente, hacer algo útil. Yo puedo sobrevivir la soledad, sobreviví España que sí fue una dura experiencia. Y quien sabe, quizás sea fuera de Colombia. Lo único que se es que tengo que gozarme este mes. Estamos aquí como diez y tenemos una misión increíblemente aburrida. Pero bien, otro mes. Veremos. 
17 de julio: Querido padre, madre y hermanas. No recibí contestación a mi última carta, pero no se sí la recibieron, el cartero se cambió de ropa y eso hace la situación algo mas difícil. Pero por supuesto que seguiré intentando. Mi familia es y sigue siendo mi familia, no importe cuan enojados y defraudados estén conmigo. Los amo. Que puedo decir. He estado en el frente por meses, y eso sí tiene un efecto sobre uno. He combatido, pero eso no es lo peor. Camino con mochilas pesadas, ropa mojada, corriendo, etc. Una experiencia muy interesante la cual nadie me podrá quitar.»

Tanja num acampamento das FARC


«PCP cria embaraço diplomático a Sócrates» (http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=645647&page=-1)

por João Pedro Henriques07 setembro 2006

A presença de propaganda das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na última edição da Festa do "Avante!", criou um embaraço diplomático ao governo de José Sócrates.
O embaixador colombiano em Portugal, Plínio Apuleyo Mendoza, disse ontem ao DN, quando confrontado com a notícia da presença das FARC na festa dos comunistas portugueses, que iria pedir explicações ("un reclamo") às autoridades portuguesas. "Essa notícia surpreende-me muito, precisamente porque Portugal integra a União Europeia, que consideram as FARC uma organização terrorista [ver caixa]", disse o diplomata. "O que a Colômbia espera de Portugal é solidariedade no combate ao terrorismo", acrescentou o embaixador, que criticou ainda o PCP por se estar "estar prestando ao jogo do terrorismo".
As FARC são um grupo terrorista que mantém sequestrada há quatro anos a ex-candidata a presidente da Colômbia Ingrid Betancourt . A União Europeia reconhece as FARC como grupo terrorista.
Em resposta ao DN, o PCP, através de um comunicado do gabinete de imprensa, confirmou que estiveram presentes duas organizações provenientes da Colômbia, o Partido Comunista Colombiano e a revista "Resistência" - uma publicação que funciona como porta-voz das FARC - no âmbito dos convites que o PCP dirige e que se "baseiam exclusivamente na sua política de relações internacionais e na solidariedade dos comunistas portugueses para com aqueles que em todo o mundo desenvolvem processos de resistência e luta contra as políticas anti-sociais, antidemocráticas e belicistas das principais potências imperialistas, ou de governos claramente manietados e instrumentalizados por essas potências - como é o caso do governo colombiano".
O PCP "aproveita a oportunidade" para, mais uma vez, sair em defesa das FARC e "denunciar as tentativas de criminalização da resistência ao grande capital e ao imperialismo e para reiterar a sua frontal oposição à classificação pelos EUA e União Europeia das FARC - uma organização popular armada que há mais de 40 anos prossegue, entre outros objectivos, a luta pela real democracia na Colômbia e por uma justa e equitativa redistribuição da riqueza, dos recursos naturais da Colômbia e da posse e uso da terra - como organização terrorista".
A notícia da presença de propaganda das FARC na festa do PCP foi revelada na blogosfera. Domingo passado, no blogue Tugir (tugir.blogspot.com), Carlos Manuel Castro registou criticamente o facto. A partir daí a indignação alastrou a mais de uma dezena de blogues. No Canhoto (ocanhoto.blogspot.com), o ex-ministro do PS Paulo Pedroso subscreveu Jorge Ferreira, dirigente da Nova Democracia, no Tomar Partido(tomarpartido.blogspot.com)quot;Seria interessante que o Governo, através do ministro da Administração Interna, esclarecesse se os indivíduos da FARC que estiveram no stand da Festa do "Avante!" entraram legalmente em Portugal, se foram vigiados e as suas actividades militantes fiscalizadas".
O DN contactou o ministério da Administração Interna, mas não conseguiu obter qualquer comentário sobre a presença colombiana.»

domingo, 4 de novembro de 2012

DÁCIA - DACIA - DACIA (ROMÉNIA - ROMANIA - ROMANIA)

Representada por «România Revoluţionară» («Roménia Revolucionária) de Constantin Daniel Rosenthal (1850)

Dacia ... ano 82 antes de Cristo ... o seu reino, rico em ouro e prata, é liderado por Burebista. Júlio César cobiça-o, mas não consegue realizar os seus planos de invasão porque é assassinado à traição no Senado, tal como Burebista, no mesmo ano (44 a.C.).   


«Dacian Kingdom, under the rule of Burebista, 82 BC» por Bogdangiusca (Wikipedia) com a licença de utilização Creative Commons ( http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt)

Em 100 depois de Cristo os Romanos fazem pressão sobre as suas fronteiras a Sul e a Oeste:
«La Dacia prima della conquista romana nel 100 d.C.» de Cristiano64 (Wikipedia) com a licença de utilização Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.ro)

E Trajano, o imperador nascido na Baetica, passa o Danúbio (ISTER) e invade a Dacia em 101 d.C.. O seu líder Decebalus, é obrigado a aceitar em 102 d.C. uma paz em posição de fragilidade, desfeita em 105 d.C.. Em 106 d.C. Roma controla a Dacia, o ouro e a prata da futura Transilvânia (ULTRA SILVAM, beyond the forest, além floresta).


«Forma provinciarum Dacicarum» Andrei Nacu (Wikipedia) com a licença de utilização Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/ro/deed.en)


Flavius Eutoprius na sua obra «Breviarium historiae Romanae» («Abridgement of Roman History») afirmou (entre 364 e 378 d.C.): 
«(...) Trajan, after he had subdued Dacia, had transplanted thither an infinite number of men from the whole Roman world, to people the country and the cities; as the land had been exhausted of inhabitants in the long war maintained by Decebalus.»

A Cultura Latina vai-se tornar indelével nesta PROVINCIA ROMANA, em primeiro lugar através da sua língua, o Latim que vai dar origem ao Romeno e que vai influenciar fortemente a especificidade da Nação Romena : a única que é Latina no Leste da Europa e que se junta às Nações Latinas e Europeias da Itália, da França, da Bélgica, da Espanha e de Portugal.

A presença Romana ainda hoje se sente em imensos locais da Roménia:

- Porta de POROLISSUM
 File:Gate Porolissum.jpg
Fotografia de Emi Cristea (Wikipedia) com a licença de utilização Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en)
- Forum de ULPIA TRAIANA SARMIZEGETUSA
Fotografia de OttisP (Wikipedia) com a licença de utilização Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)
- Altar em NAPOCA
- Minas de Ouro de ALBVRNUS MAIOR












- CASTRA SUCIDAVA



- Forte de DROBETA
Fotografia de Denis Barthel (Wikipedia) com a licença de utilização Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)
- TROPAEUM TRAIANI
- TOMIS
- HISTRIA
- DINOGETIA

De novo Flavius Eutoprius («Breviarium historiae Romanae»):
«Aurelian (...) was born in Dacia Ripensis (...)
The province of Dacia, which Trajan had formed beyond the Danube, he gave up, despairing, after all Illyricum and Moesia had been depopulated, of being able to retain it. The Roman citizens, removed from the town and lands of Dacia, he settled in the interior of Moesia, calling that Dacia which now divides the two Moesiae, and which is on the right hand of the Danube as it runs to the sea, whereas Dacia was previously on the left.»
Em 271 d.C. o Imperador Romano Aureliano retira legiões e civis da Dácia do lado esquerdo do Danúbio para o seu lado direito, para a Mésia (MOESIA), face às crescentes dificuldades da sua defesa, com a pressão nomeadamente, dos Godos, que vão ser aí vencidos pelos Romanos, liderados pelo Imperador.
A protecção da Mésia, era assegurada também por posições militares na margem esquerda do Danúbio, tendo algumas cidades romanas sobrevivido após a retirada romana. 
As tribos aí localizadas de Sarmatae, Bastarnae, Carpi e Quadi, vão sofrer a pressão de Vandalos, dos Godos e dos Gépidas, levando-os a deslocarem-se para a margem direita do Danúbio. 
Em 291 d.C. os Godos, recuperados da derrota infligida por Aureliano, derrotam os Carpi e ameaçam os Romanos. Algumas populações romanizadas coexistem com estes Germanos originários da Tergínvia (os Tervingi), que acabam por dominar parte da Dacia em 295 d.C., que passa a ser designada por Gótia. É estabelecido um acordo com os Romanos que os reconhecem como Foederatus, federados, associados ao Império, o que permite uma situação de paz até que em 323 d.C. invadem a Dácia Romana, sendo derrotados pelo Imperador Constantino em 324 d.C., que em 328 d.C. constrói uma nova ponte sobre o Danúbio junto a Sucidava, reconstrói a estrada que a liga a Romula e em 336 d.C. recria uma Província Romana a Norte do Danúbio, ampliando de novo a Dácia Romana.
Os Godos são afastados para a Transilvânia, entram em conflito com os Sarmatae, que solicitam o apoio dos Romanos, que não só lhes vão permitir localizar-se a Sul, como vão derrotar de novo os Godos. O novo acordo de paz vai durar até 367 d.C., até ao momento em que o Imperador Valens vai derrotar de novo os Germanos. Os Godos, no entanto, vão ser forçados pelos Hunos a abandonarem a Gótia e a invadirem o Império Romano, derrotando-o desta vez na batalha decisiva de Adrianopolis, perto de Constantinopla, em 378 d.C.  

Como é que sobreviveu a Cultura Latina que chegou à futura ROMANIA a partir da DACIA Romana? Pela sua Romanização.
A Romanização manifesta-se nomeadamente, pela cerâmica romana encontrada pelos arqueólogos com introdução de estilos da cultura local. Os Dácios recrutados para o exército imperial são descritos em inscrições como NATIONE DACUS (nativos, romanizados e colonos) e tornavam-se cidadãos romanos quando regressavam à DACIA FELIX. As zonas ao longo do rio Danúbio eram as mais romanizadas. Em cerca de 3000 inscrições encontradas com nomes de colonos, 74% eram Latinos, 14% Gregos, 4% Iliricos, 2,3% Celtas, 2% Trácio-Dácios e 2% Semitas da Síria, segundo Béla KöpecziLászló Makkai e András Mócsy na sua obra «History of Transylvania — From the Beginnings to 1606», 1994, Budapest, Akadémiai Kiadó.
Existe uma continuidade da presença dessa população Daco-Romana, que é comprovada de novo pela cerâmica encontrada, datada após 271 d.C. em Potaissa, e pela cunhagem de moedas dos Imperadores Tacitus e Crispus em Napoca, que demonstram a continuidade destas cidades. Em Porolissum, essa cunhagem de moeda é reiniciada com Valentinianus, irmão de Valens e Coimperador (364 d.C.-375 d.C.). Na cidade Ulpia Traiana Sarmizegetusa, junto à antiga capital do Reino Dácio, Daco-Romanos continuam a habitá-la e fortificam o seu anfiteatro contra as investidas bárbaras.
A presença do Império Romano do Oriente até ao princípio do século VI, a sul do Danúbio na Moesia e actual Dobrudja, vai permitir às cidades a Norte do Danúbio, terem uma contínua influência Latina, por via nomeadamente do comércio de mercadorias, conforme é referido por Vlad Georgescu e Matei Calinescu em «The Romanians: a history», 1991.

«EGO ZENOVIUS VOTUM POSVI», «Eu Zenovius ofereço esta prenda»: este Donarium do século IV, em forma de Labarum em bronze, com o monograma Χρ, as primeiras letras (Chi e Rho) da palavra em grego Χριστός, Christus, Cristo, foi encontrado na  Transilvânia, na floresta de Chimdru, em 1775. É mais uma manifestação da continuidade Latina na Dácia após a retirada Romana. 
 




Em 1848 desenvolvem-se na Europa Revoluções Democráticas... a designada «Primavera das Nações», que começou em Paris e se vai estender à futura Roménia (Munténia, Moldávia), à Hungria, à Polónia, aos Estados Italianos, aos Estados Germânicos, a outras partes do Império Austríaco, à Ucrânia, à Dinamarca, à Bélgica, à Irlanda e Grã Bretanha, mas também à América do Sul, a Nova Granada (Colômbia) e ao Brasil.
Statuia Libertatii em Arad, Romania pelo escultor húngaro György Zala (1881)


































«Map of Europe, showing the major events of 1848 and 1849» por Dahn (Wikipedia)  com a licença de utilização Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en)




sábado, 3 de novembro de 2012

AUSTERIDADE - AUSTERITATE - AUSTERITY


Representada por «Austera» (1911), escultura de grande beleza do grande escultor Júlio Vaz Junior.

Conjugar a necessária atitude austera, solene e simples e ao mesmo tempo a complementar atitude que realize o potencial criativo das Nações Europeias na União Europeia é um desafio urgente. Propomos-vos esta viagem ao mundo da austeridade ... com as suas dimensões criativas e destrutivas ... e pela necessidade de as suas virtualidades criarem sinergias com o Desenvolvimento dito «Sustentado» e não com o mero «crescimento». 

MATERIALISMUS DIALECTICUS:A MATERIA ASSERITUR / MATERIA NEGAVIT = PROUENIENTE MATERIA / MATERIA NEGAVIT = PROUENIENTE MATERIA ...
A satisfação das necessidades das Pessoas e das Sociedades a partir do século XVIII, envolveu cada vez mais:
- Matéria (MATERIA),
- Energia (ENERGIA), 
- Trabalho presente (LABOR), 
- Meios de trabalho (OPERANTIS MEDIA), trabalhado passado;
- Ciência (SCIENCIA)
- Arte e Técnica (ARS),
- Transformação da matéria prima (MATERIA PRIMA) numa Obra em Matéria (OPUS IN MATERIA), produto,
- Transformação do produto em mercadoria (MERCIMONIA), com a sua apresentação no mercado (MERCATUS) para ser aceite pelas outras Pessoas, pela Sociedade (SOCIETAS), por troca (ESCAMBIO) pelo equivalente geral  (mercadoria com aceitação universal), moeda, dinheiro (NUMMUS).
- Divisão social do trabalho, com crescente dependência das Famílias livres (abolição da escravatura e da servidão) da transformação da sua capacidade de trabalho em mercadoria para trocá-la pelo equivalente geral do empresário, que por sua vez, lhes permita trocá-lo pelas matérias que necessitam; o empresário por sua vez, cria as condições reunidas numa empresa, num negócio (NEGOTIUM), para que os produtos do trabalho se transformem em mercadorias aceites pela Sociedade (os outros trabalhadores dependentes e empresários), que as trocam por equivalente geral. O empresário necessita de equivalente geral inicial ou dos meios necessários para a produção de mercadorias, designado por capital (CAPITALE) 

O novo sistema dito capitalista, assente neste tipo de relações sociais em liberdade (LIBERTAS), mas condicionada, enfrenta inúmeras crises de desfasamento entre a capacidade de produção de mercadorias para o mercado e a existências de condições para a troca, que tem por base a capacidade e a vontade de as adquirir, para ser possível «o salto mortal da mercadoria», como Karl Marx referia, nosso inspirador nesta viagem sobre a Austeridade.   

O que era inicialmente um grande esforço para os Seres Humanos ganharem graus de liberdade em relação à Natureza (NATURA) transformou-se numa capacidade quase infinita de criar matéria a partir de matéria ... e da satisfação das necessidades passou-se à criação amplificada de necessidades, que num sistema aberto e livre pressupõe uma ampla manipulação das decisões livres, mas condicionadas.

Cada vez mais matérias transformada, cada vez mais mercadorias produzidas, cada vez mais mercados criados, cada vez mais Pessoas e Famílias dependentes desses mercados num difícil ajustamento, que a tentação estatista planificadora sem liberdade, controlada por uma nomenclatura, de forma alguma se tornou alternativa, mas que o Estado em liberdade, com os intermediários financeiros, permitiram amplificar por quase todo o Planeta Terra. 

E a Europa que viu nascer este sistema profundamente materialista, mas que permitiu aos Seres Humanos desenvolverem as suas potencialidades de Liberdade, Realização Pessoal-Familiar e Espiritualidade, pela sua capacidade de descondicionamento em relação à Natureza, numa dialéctica virtuosa, essa Europa vê-se mergulhada após grande empolamento materialista e consumista, sustentado num forte endividamento induzido e especulação financeira, num processo de contenção, de austeridade, para diminuir as necessidades de financiamento e o endividamento, liderado pelo Estado que mais beneficiou com esse empolamento, o Alemão. É um contínuo «stop and go» simplista, que urge colocar em causa! A alternativa à recessão («stop») e a esse crescimento («go»), é o Desenvolvimento regulado e sustentável. 

Mas se a Austeridade tivesse um cariz selectivo, de eliminação do desperdício e de sustentação do que é saudável para as Nações, libertando meios para a sua criatividade, avaliando correctamente os custos de oportunidade, nomeadamente através da minimização dos desperdícios que se realizam nos Estados e em outras entidades públicas, essa Austeridade era muito bem vinda e deveria ser indelével. Mas o que está em causa para Países como Portugal é aumentar as receitas públicas e diminuir as despesas públicas de uma forma que fragiliza fortemente a Nação Portuguesa, porque foram, estão e serão destruídas capacidades de sustentação social das Famílias, das Empresas, do Estado e outros entes públicos num absurdo círculo vicioso, que obriga a exportar, a internacionalizar, a emigrar cada vez mais, para onde seja possível e viável.
É possível realizar outro caminho com Austeridade virtuosa e Desenvolvimento Estratégico da Nação! É este o grande desafio para a Europa e para Portugal ... Aguardamos com curiosidade o Relatório encomendado pelo Presidente Françês Françoise Holande a Louis Gallois, que liderou a European Aeronautic Defence and Space Company N.V, (EADS), com publicação prevista para o próximo dia 5 de Novembro. 
Nem retornar à austeridade do Estado Novo, onde tudo foi nivelado por baixo, nem pactuar com o Estado acumulador de desperdícios, prejuízos, défices e dívidas.

Dawn Holland and Jonathan Portes do National Institute of Economic and Social Research, propõe-nos este interessante alerta sobre os efeitos preversos  de uma má e sincronizada Austeridade na Europa, com efeitos multiplicadores amplificados, no artigo publicado no site VOX do Centre for Economic Policy Research  (http://www.voxeu.org/article/self-defeating-austerity):     

 «Self-defeating austerity?»

Dawn Holland, Jonathan Portes, 1 November 2012
Is austerity – particularly the fiscal consolidation programmes currently under way in most EU countries  – self-defeating? DeLong and Summers (2012) have argued that, in current economic circumstances, the negative impact of fiscal consolidation on growth may be so great that the impact on debt-GDP ratios will be perverse, causing them to rise rather than fall. This question has been thrown into sharp focus by the IMF’s belated reassessment of the magnitude of the “fiscal multiplier” in major industrialised countries during the Great Recession (IMF 2012), although their methodology, which is clearly not definitive, has been questioned by Giles (2012).
In recent research, we make the first attempt – to our knowledge – to model the quantitative impact of coordinated fiscal consolidation across the EU, using the National Institute Global Econometric Model, and taking account of the current economic conjuncture (Holland and Portes 2012).
The main conclusion is:
  • While in 'normal times', fiscal consolidation would lead to a fall in debt-to-GDP ratios, in current circumstances fiscal consolidation is indeed likely to be 'self-defeating' for the EU collectively.
  • The fiscal consolidation plans currently in train will lead to higher – not lower – debt ratios in 2013 in the EU as a whole.
  • This will also be true in almost all individual EU nations, including the UK
  • Ireland is an exception.
Coordinated austerity in a depression is indeed self-defeating.

Right tactics, wrong strategy

The implication is that the current strategy being pursued by individual Member States, as well as the EU as a whole, is fundamentally flawed. Even on its own terms, it is making matters worse.
We begin by estimating fiscal multipliers in “normal” times. As in much of the previous literature, multipliers are generally less than one, and smaller for more open economies. However, with most economies currently depressed, and with interest rates at or near the zero lower bound, there are several reasons why one might expect the negative impact of fiscal consolidation on growth to be greater now than in “normal” times.
First, under normal circumstances a tightening in fiscal policy can be expected to be accommodated by a relaxation in monetary policy. As monetary policy loosens, long-term interest rates fall, stimulating investment and offsetting part of the fiscal contraction. However, with interest rates already at exceptionally low levels, further tightening of fiscal policy is unlikely to result in such an offsetting monetary policy reaction. While quantitative easing/credit easing measures have been introduced, the effects of these measures are also limited by low interest rates on ‘risk-free’ assets, and it is unclear that they have a significant impact on the risk premia attached to assets that bear a greater risk of default.
Second, during a downturn, when unemployment is high and job security low, a greater percentage of households and firms are likely to find themselves liquidity constrained. In the presence of perfect capital markets and forward-looking consumers with perfect foresight, households will smooth their consumption path over time, and consumer spending will be largely invariant to the state of the economy or temporary fiscal innovations. However, in a prolonged period of depressed activity, this is unlikely to be the case.
Finally, with all countries consolidating simultaneously, output in each country is reduced not just by fiscal consolidation domestically, but by that in other countries (through trade linkages). In the European Union, such spillover effects are likely to be large.

The impact of fiscal consolidation 2011-2013

We now consider the impact of the actual fiscal programmes announced and enacted for 2011-13 in the EU. Fiscal policy became contractionary in all countries in our sample in 2011, with the deepest consolidation measures introduced in Portugal, Ireland and Greece – the three countries on bail-out programmes. Cumulative measures over the three-year period amount to close to 10 per cent of GDP in Greece and Portugal and 8% of GDP in Ireland. Consolidation measures amounting to 5%-6% of GDP are planned in France, Italy, Spain and the UK, while only a modest adjustment is planned in Germany and Austria.
In order to assess the impact of these planned consolidation packages on GDP, the deficit and the stock of government debt, we consider two alternative scenarios. In the first scenario, we implement the policy plans detailed in Table 1, under the assumption that the economy is behaving as in ‘normal’ times, eg. with flexible interest rates that do not bind, and liquidity constraints in line with the long-run average. In the second scenario, we allow for an impaired interest rate channel and heightened liquidity constraints; assumptions we consider more realistic under current conditions.
Table 1 reports the estimated impact of the planned consolidation programmes in Europe on GDP under the two scenarios, while Table 2 reports the impact on debt-GDP ratios. These scenarios were run with all countries consolidating simultaneously, and so capture the spillover effects of policies between countries.
Table 1. Impact of consolidation programmes on GDP

Note: Scenario 1 reflects expected impact were the economies operating near equilibrium. Scenario 2 allows for heightened liquidity constraints and impaired interest rate adjustment. 
Figure 1. Impact of consolidation on government debt ratio, 2013

The negative impacts of consolidation on growth in the second scenario are much larger than in “normal” times. Moreover, the result of this in turn is that fiscal consolidation increases rather than reduces the debt-GDP ratio in every country except Ireland. This seemingly perverse outcome reflects the relatively modest adjustment to the stock of debt in the numerator of this ratio compared to the sharp contractions expected in the level of GDP in the denominator of the ratio. While the level of debt is expected to decline in most countries, the rate of decline cannot keep pace with the drop in output, leading to a rise in the debt-to-GDP ratio.
It is particularly striking that this is not just true in extreme cases like Greece; fiscal consolidation across the EU has the effect of increasing rather than reducing debt-GDP ratios in Germany and the UK as well. In both the UK and the Eurozone as a whole, the result of coordinated fiscal consolidation is a rise in the debt-GDP ratio of approximately five percentage points.
Of course, one argument frequently advanced in support of fiscal consolidation programmes is that they will reduce government borrowing premia in countries with high debt and deficits. But these simulations show that the opposite may in fact be the case: if we were to allow for endogenous feedback from the government debt ratio to government borrowing premia, this would in fact raise interest rates, exacerbate the negative effects on output, and in turn make debt-GDP ratios even worse; truly a “death spiral” .




Conclusions

It has been argued that the poor growth performance of most EU countries (including the UK as well as Eurozone countries) in the last two years cannot be primarily attributed to fiscal consolidation, given the historical evidence on its impacts. This paper suggests the contrary: when account is taken of the magnified impact of consolidation in a depressed economy, and of the spillover effects of coordinated fiscal consolidation across almost EU countries, fiscal multipliers will indeed be considerably elevated, and the impact on growth correspondingly larger.
The direct implication is that the policies pursued by EU countries over the recent past have had perverse and damaging effects. Our simulations suggest that coordinated fiscal consolidation has not only had substantially larger negative impacts on growth than expected, but has actually had the effect of raising rather than lowering debt-GDP ratios, precisely as some critics have argued. Not only would growth have been higher if such policies had not been pursued, but debt-GDP ratios would have been lower.
It is particularly ironic that, given that the EU was set up in part to avoid precisely such 'prisoner's dilemma' type problems in economic policy coordination, it should currently be delivering the exact opposite. Current policy looks less like optimal coordination – and more like a suicide pact.

References

Barrell, R, T Fic and I Liadze (2009), "Fiscal policy effectiveness in the banking crisis", National Institute Economic Review, 207.
Barrell, R, D Holland and A I Hurst (2012), "Fiscal consolidation Part 2: fiscal multipliers and fiscal consolidations", OECD Economics Department Working Paper No. 933
DeLong, J B and L H  Summers (2012), ‘Fiscal policy in a depressed economy’, Brookings Papers on Economic Activity 2012.
Fatas, A (2012), "Underestimating fiscal policy multipliers", blogpost, October.
Giles, C (October 2012), Financial Times.
Holland, D and J Portes (2012), "Self-defeating austerity?", National Institute Economic Review 222.
IMF (October 2012), World Economic Outlook

domingo, 28 de outubro de 2012

ESTADO - STATUS - STATE

Em latim STATUS deriva do verbo STARE, estar (to be) e significa modo de estar, situação, posição. É esta a base etimológica de ESTADO (STATE). E tem profundo significado no «Problema Português»: 

- Depois de um Estado «monárquico» que degenerou na desastrosa ditadura de João Franco, ergueu-se uma República pela força e com muitos equívocos, que se afundou nos seus erros (não bastava de forma alguma mudar o regime);

-  Esta situação deu espaço objectivo, num tendência histórica europeia, após um golpe de força (1926), e com posterior mono controlo por um pseudo iluminado (1928), ao surgimento de um «Estado Novo», assente na ditadura, na Ordem, em que o Estado era tudo e a Nação não era nada, situação idêntica à vivida na Alemanha, Rússia, Espanha e Itália, com todas as suas diferenciações;

- Portugal foi enfiado num atraso ainda maior em relação aos Países Democráticos mais desenvolvidos e com a cegueira de querer defender o «Ultramar» pela força, o regime que incrivelmente resistiu muitas décadas, vulnerabiliza a nossa posição por muitas décadas, nos espaços descobertos para a Europa pelos valorosas Portuguesas e valorosos Portugueses do século XV; é por aí que a ditadura vai cair pela força dissuassora de contra força. O novo regime Democrático, após ter vencido os Stalinistas, Trotsikistas e Maoistas, tinha pela frente uma obra gigantesca, com o apoio da França, da Alemanha, do Reino Unido e dos outros Países Democráticos desenvolvidos. Existiam situações incipientes de Educação, Habitação, Saúde, Vias de Comunicação, Transportes, a Indústria tinha-se desenvolvido muito tardiamente e de forma muito condicionada, a existência de Monopólios e Oligopólios e Latifúndios era lesiva do Desenvolvimento e é aí que o monstro Estado vai crescer:

- Sob um Estado burocrático e autocrático, vai-se erguer um Estado Democrático, mas extremamente vulnerável aos oportunismos e problemas da nova situação e o mesmo vai absorver todos os problemas herdados e criados:
- Monopólios, Oligopólios e Latifúndios;
- As Pessoas que por erros intoleráveis do Estado Novo e também do «Novo Estado» têm que retornar a Portugal vindos de Angola e outros Países Africanos de influência histórico-cultural Portuguesa;
- os novos sistemas de Saúde e Educação universais e tendencialmente gratuitos, com todas as suas virtudes, mas também com todos os seus desperdícios (pessoas com elevados rendimentos acumulavam farmácias domésticas que tinham como destino o lixo, com grande satisfação dos laboratórios Alemães ou Germano-Suíços, que ainda fazem parte da Dívida Pública de Portugal);
- O Império do Betão e do Alcatrão, resposta oportunística à miséria herdada na Habitação e nas Vias de Comunicação, autênticos espaços de reprodução do poder, financiaram os partidos políticos e geraram;
- Carreiras hiper protegidas de Função Pública e do Sector empresarial do Estado com Remunerações, Reformas, Regalias e Reivindicações (RRRR) dos agentes públicos e políticos engrossadas pelos partidos políticos e catalisadas pelo actual Presidente da República, anterior Primeiro Ministro e por outros Governos;
- E tudo o resto que as Pessoas em Portugal já sabem ...

Todos os partidos, sindicatos e outras organizações e agentes contribuíram para esta Dívida Pública que vai ultrapassar em 2013 os 120% do Valor Acrescentado Interno + Impostos - Subsídios à Produção, o Produto Interno Bruto (PIB). A partir do momento em que os financiamentos internacionais cessaram a não sustentação de toda essa resultante e acumulação tornou-se bem manifesta.

Mas a resposta em 2010 e depois em 2011 e em 2012 foi desastrosa e levou-nos à actual situação!

É AGORA O MOMENTO HISTÓRICO DE INICIAR A PROFUNDA REFORMA ESTADO!

As forças ligadas ao Governo, depois de andarem a derivar pelos caminhos da tributação, estão finalmente pressionadas a reduzir a despesa pública, comprometeram-se com a Troika e começaram a falar pela voz dos seus principais responsáveis na questão do Estado: primeiro o Ministro das Finanças na Audiência Parlamentar e depois o Vice Primeiro Ministro e o Primeiro Ministro na acção de influência sobre os deputados da «maioria» (PSD+CDS), em 27-10-2012:   

« (...) ficou implícito que uma reforma mais profunda do Estado poderia ser feita mais tarde, fora do quadro do memorando de entendimento (...) não é possível (...). A forma como decorreu o próprio processo de ajustamento em 2011 e 2012 não nos deixa mais tempo disponível para iniciar esse exercício. Trata-se portanto de uma espécie de refundação do nosso programa de ajustamento, não de uma renegociação, mas de uma refundação. E deve comprometer todos aqueles que assinaram o memorando ou que o negociaram (...). 
Isso deve ser assim porque o novo patamar, quer na despesa pública, quer na forma como o Estado se apresenta perante os cidadãos, não deve estar circunscrito à conjuntura de qualquer governo, embora esteja evidentemente ligado ao momento crítico que todo o país nesta altura vive e com este Governo e com esta maioria (...).
O Estado só deve fazer aquilo que faz bem e deve fazer muito melhor aquilo que não pode deixar de fazer(...) uma transformação para melhor e não uma compressão ou redução daquilo que existia até agora (...) em nome do interesse comum de todos os Portugueses. [O Orçamento do Estado para 2013 é um] exercício excepcional assente predominantemente no aumento da receita [a partir de 2014] o ajustamento será feito em cerca de 60 por cento pelo lado da redução da despesa».


A resposta do Líder da Oposição foi a seguinte:
«O primeiro-ministro falhou, meteu-se numa camisa de sete varas».
«Quer dizer o quê com a refundação do programa de ajustamento? Actualização, nós sabemos. É que o primeiro-ministro já fez cinco actualizações do memorando, da sua exclusiva responsabilidade, e não aproveitou essas actualizações para melhorar o nosso programa de ajustamento». 
«Nós, socialistas, não nos podemos pronunciar sobre algo que o primeiro-ministro não foi capaz de explicar aos portugueses e que nós pretendemos que ele explique com clareza». 
«O PS não está disponível para nenhuma revisão constitucional que ponha em causa as funções sociais do Estado, que são instrumentos para o combate às desigualdades sociais, para a coesão social e para a solidariedade entre gerações». (...) os acessos à saúde, à educação e à protecção social são pilares de uma matriz civilizacional de que o PS nunca abdicará». 
«Eu não abdico de dizer a verdade em Portugal e na Europa daquilo que se está a passar no país».


Em 29-10-2012 o Primeiro-Ministro afirmou: 
«Irei, ainda amanhã formalizar um convite ao PS para que se junte ao PSD e ao CDS-PP e, neste caso, também ao Governo, para, entre o sexto e o sétimo exames regulares, programar a forma como haveremos de encontrar um programa de reavaliação das funções do Estado (...) que (...) possa assumir as suas responsabilidades, no âmbito do Estado Social, para com os portugueses.»
«Não é impossível que tenhamos de rever alguns aspectos da Constituição para esse efeito, mas não é uma pré-condição.»
«[regressar] ao espírito fundador do memorando (...) concluir até ao fim com sucesso, sem necessitar de um segundo (...) hoje sabemos que, para o conseguirmos fazer, nós temos de realizar uma reforma mais ampla do Estado do que aquilo que era previsível há um ano e meio».

SÓ HOJE É QUE SABEM? PORQUE A TROIKA FINALMENTE PRESSIONOU? LEVIANOS!
MARGINALIZARAM O PARTIDO SOCIALISTA E OUTROS ACTORES, AGARRARAM-SE À SUA MAIORIA E À PASSIVIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, FIZERAM PROPOSTAS ABSURDAS QUE FACE À REACÇÃO DA NAÇÃO TIVERAM QUE RECUAR E AGORA PRECISAM DELES! 
O CAMINHO DEVIA TER SIDO DESDE O INÍCIO A REDUÇÃO SAUDÁVEL DA DESPESA PÚBLICA ATRAVÉS DA PROFUNDA REFORMA DO ESTADO, COMO SEMPRE DEFENDEMOS E QUE COMUNICÁMOS AO PRIMEIRO-MINISTRO EM 2011, QUANDO O MESMO, ARROGANTEMENTE, PERGUNTAVA QUAL ERA A ALTERNATIVA AO SEU CAMINHO ASSENTE NA TRIBUTAÇÃO. ERROU ESTRONDOSAMENTE!!!!!
ASSUMA OS SEU ERROS, NÃO FALE QUE ESTAVA IMPLÍCITO QUE A REFORMA ERA PARA AS «CALENDAS GREGAS»!!!!!! O SENHOR E OS SEUS APOIANTES JÁ NÃO DEVIAM ESTAR NO GOVERNO, MOSTRARAM QUE NÃO ESTAVAM À ALTURA DOS ELEVADOS INTERESSES DA NAÇÃO PORTUGUESA! ASSUMAM QUE ESTA PROPOSTA DE ORÇAMENTO É MAIS UM ERRO «CRASSO», QUE VAI ENTERRAR AINDA MAIS PORTUGAL NO SEU PROBLEMA!!!! 
É IMPRESSIONANTE A FALTA DE CAPACIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA CLARAMENTE DEFENSOR DO STATUS QUO ESTATAL. 
DAS DIALÉCTICAS COM O CONSELHO DE ESTADO E COM O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL NASCEU ESTA PROPOSTA DE ORÇAMENTO MONSTRUOSA QUE É FUNDAMENTAL PÔR EM CAUSA: É O ESTADO QUE DEVE SER REFORMADO JÁ! 

ESPEREMOS QUE EXISTA O BOM SENSO DE SE DEFENDER A NAÇÃO E SE CRIAR UMA DINÂMICA DIALÉCTICA QUE TENHA COMO RESULTANTE:
- UM ESTADO SOCIAL MAS SEM DESPERDÍCIOS;
- UM ESTADO ESTRATÉGICO QUE APOIE EFECTIVAMENTE A CRIAÇÃO DE VALOR
- E NÃO UM ESTADO REPRODUTOR DE CÍRCULOS VICIOSOS E DE JOGOS DE SOMA NEGATIVA OU NULA E QUE CONTRIBUA PARA A CRIAÇÃO DE CÍRCULOS VIRTUOSOS, DE JOGOS DE SOMA POSITIVA, EM QUE TODOS GANHAM...

... ATÉ QUE UM DIA EM PORTUGAL, APÓS MUITAS GERAÇÕES, NÃO EXISTAM JOGOS, MAS SIM UMA CIVILIZAÇÃO BASEADA NA PLENA REALIZAÇÃO DE TODOS OS SERES HUMANOS EM LIBERDADE E EM PROFUNDO RESPEITO E AMOR! NOS SÉCULOS XVI, XVII, XVIII, XIX e XX Á TIVEMOS MAIS LONGE DESSE IDEAL!

O ESTADO DEVE SERVIR A NAÇÃO, AO CONTRÁRIO DO QUE SE TEM PASSADO ATÉ AGORA!!! VIVA A NAÇÃO PORTUGUESA, LUSO-LATINA! VIVAM AS PORTUGUESAS E OS PORTUGUESES, QUE HÃO-DE REALIZAR O SEU ENORME POTENCIAL E MOSTRAR A TODO O MUNDO O SEU REAL VALOR, PELA SUA CULTURA, NÃO PELA ARMAS REFERIDAS NOS VERSOS DO NOSSO HINO, ESCRITO NO CONTEXTO HISTÓRICO DO ULTIMATUM (1890) FEITO PELO NOSSO VELHO ALIADO, O REINO UNIDO, EM QUE PORTUGAL TENTOU LIGAR ANGOLA A MOÇAMBIQUE E COLIDIU COM OS INTERESSES BRITÂNICOS:

«A PORTUGUESA» (1890 texto-words: Henrique Lopes de Mendonça, música-music: Alfredo Keil)

«Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
Os esplendor de Portugal
Entre as brumas da memória.
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória.

Às armas! Às armas!
Sobre a terra, sobre o mar!
Às armas! Às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta bandeira
À luz viva do teu céu
Brade a Europa à terra inteira
Portugal não pereceu!
Beija o solo teu jucundo
O oceano a rugir d'amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco d'uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios d'essa aurora forte
São como beijos de mãe
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte»


«Heroes of the sea, noble people,
Valiant and immortal nation,
Now is the hour to raise up on high once more
Portugal's splendour.
From out of the mists of memory,
Oh Homeland, we hear the voices
Of your great forefathers
That shall lead you on to victory!

To arms, to arms
On land and sea!
To arms, to arms
To fight for our Homeland!
To march against the enemy guns!

Unfurl the unconquerable flag
In the bright light of your sky!
Cry out all Europe and the whole world
That Portugal has not perished.
Your happy land is kissed
By the Ocean that murmurs with love.
And your conquering arm
Has given new worlds to the world!»

Salute the Sun that rises
On a smiling future:
Let the echo of an insult be
The signal for our revival.
The rays of that powerful dawn
Are like a mother's kisses
That protect us and support us
Against the insults of fate.


Manifestação cultural na Praça de Espanha em Lisboa (http://www.jornaldenegocios.pt)

Oiçamos do fatal Século XVI, o Grande Poeta Luís Vaz de Camões:

«Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
»