domingo, 12 de agosto de 2012

EXPORTAÇÃO - EXPORTATIO - EXPORT


 Representação dos Descobrimentos Portugueses junto ao «Padrão dos Descobrimentos» em Lisboa

É a Nação Lusitana que tem o mérito das Exportações Portuguesas estarem a crescer e diversificar os seus mercados, num esforço de décadas realizado pelos seus empresários e trabalhadores, prejudicado tantas vezes pela péssima acção da Sociedade Política ao longo de séculos e décadas, de que são exemplo:
- Descondicionamento e incentivo à Indústria muito tardio;
- Educação e formação das Pessoas, Energia, Telecomunicações e Logística desfasadas das necessidades empresariais;
- Integração na Comunidade Económica Europeia e na Moeda Única Europeia com factores extremamente favoráveis às Importações e desfavoráveis às Exportações. 

Lembram-se dos desincentivos à Agricultura e Pescas? E da defesa de uma paridade elevada do Escudo à entrada? Um dos seus defensores e mentores, um pseudo liberal, defendia na altura uma espécie de selecção de espécies, entre as melhores e as piores empresas: chocante! Agora defende a diminuição das remunerações: as suas? As de certas elites e nomenclaturas sem mérito? As de certos funcionários públicos sem mérito, colocados pelos partidos políticos, por exemplo, que deveriam há muitos anos estar a receber um subsídio social e não uma remuneração com aumentos automáticos? Já agora acrescente as reformas dessas nomenclaturas, elites e funcionários públicos e tem aí uma poupança muito pertinente para a Nação! Pensamos contudo, que não era essa a sua perspectiva, mas sim a de cair mais uma vez sobre os verdadeiros criadores de Valor para a Nação e não sobre os seus absorvedores oligárquicos e/ou parasitários. Que tristeza moral a dos Economistas que apoiaram este Governo ... E dos seus lacaios que agora vêem referir o êxito do Governo com base no aumento das Exportações e na diminuição das Importações. Já agora acrescentem o mérito na vulnerabilização da nossa Economia. Chocante! É de referir que esses Economistas estão bem inseridos na «zona de conforto» do sistema oligárquico-parasitário que prejudica fortemente a Nação Portuguesa. Quem incentivou fortemente as Importações no passado e não se preocupou com as Exportações, partindo do pressuposto que não existiria a actual situação? Quem fomentou fortemente o défice do Estado e a dívida pública? Muitos desses Economistas. Lembram-se do BCP? Era uma maravilha da Natureza? Agora já não é? E o BPN? E o BPP? Tanta transferência de Valor da Nação para a Banca e agora é clara a sua mediocridade no apoio à Nação: como foi possível ficarem tão expostos à Construção, por exemplo? Que avaliação de riscos foi realizada? E agora cortam cegamente o crédito para a criação de Valor quando antes o concediam cegamente? As Exportações estão a ser correctamente financiadas? Ou será que continuam a financiar Importações?

As Exportações da China sofreram um abrandamento abrupto com uma passagem de uma variação homóloga de 8% em Junho para 1% em Julho (relativamente a 2011), com a forte quebra da Procura Europeia (-16%).

As Exportações de Mercadorias de Portugal aceleraram o seu crescimento em Junho em termos homólogos (+9,2%), com um crescimento homólogo de 9% no 1.º semestre de 2012 em relação a 2011 (3% na União Europeia e 27,9% fora da União Europeia).

Quais são os principais Mercados? 
- Na Europa poderemos observar através deste mapa que criámos, que a quebra de -222 M€ no principal mercado de 5.169 M€ (Espanha, 22,6%) é mais que compensada pelas Ilhas Britânicas (Grã-Bretanha +128, Irlanda +8), pelos países do Centro Europeu (Bélgica +122, França +110, Germânia +77, Holanda +58, Dinamarca +21, Suiça +22), do Nordeste (Polónia +17, República Checa +30), do curso do Danúbio (Áustria +19, Hungria +22 e Roménia +17) e do Sudeste Europeu (Grécia +87).

- No Resto do Mundo, com base em outro mapa criado para todo o Mundo, salientam-se os seguintes mercados:
- Em África destaca-se Angola, que com um aumento de 354 M€ atingiu 1.312 M€, mas também Marrocos que atingiu 263 M€ (+73);
- Na América do Norte destaca-se os E.U.A. com 935 M€ (+217);
- Na América do Sul o destaque vai para o Brasil com 288 M€ (+24), Venezuela com 156 M€ (+98) e para a Colômbia com apenas 17 M€ aumentou 11 M€ e possui um grande potencial;
- Na Ásia salienta-se a China com 518 M€ (+309), o Japão com 103 M€ (+16) e a Turquia com 194 M€ (+40).


É interessante fazer a ligação das Exportações com os Descobrimentos Portugueses (ver Mapa de Tokle - Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Descobrimentos_e_explora%C3%A7%C3%B5es_portuguesesV2.png; Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license) e com a localização de Comunidades Portuguesas no Mundo:


Quais são as principais Mercadorias exportadas por Portugal?

- Máquinas, aparelhos e materiais mecânicos e eléctricos com 3.438 M€ (14,5%) explicam a variação de +405 M€ (20,3%);
Instalações eléctricas industriais EFACEC

- Automóveis com 2.839 M€ (13,4%) deram um contributo de +65 M€ (3,4% do total)
Automóveis produzidos na Fábrica VOLKSWAGEN AUTOEUROPA (Palmela) 

 Combustíveis, 1.955 M€ (8,3%), contribuíram com +580 M€ (30,5% do total)
Gasolina (petróleo refinado pela GALP ENERGIA em Matosinhos e em Sines) 

- Animais vivos, Peixes, Carnes, Lacticínios, Ovos, Frutas, Hortícolas, Cereais (preparados), Azeite e outros óleos alimentares, 1.473 M€ (6,5%), com um contributo de +153 M€ (8,1%)
Azeite extraído das azeitonas, os frutos das oliveiras (Alentejo, Ribatejo, Beira e Trás-os- Montes)


- Ferro, aço e suas obras, 1.243 M€ (5,6%), com um contributo de +108 M€ (5,7%)
Aço (estrutura tubular) fabricada pela FERPINTA (Vale de Cambra)


- Vestuário, 1.124 M€ (5,4%), com um contributo de +35 M€ (1,9%)
Equipamento da Selecção Nacional Feminina de Futebol (Jogadora Edite Fernandes: http://odivelas.wordpress.com/2009/07/20/edite-fernandes-em-entrevista-ao-mundo-portugues/)

- Pastas de madeira; Papel e cartão, 1.069 M€ (4,6%), contributo de -14 M€ (-0,7%)
Papel de escritório (resma) do Grupo PORTUCEL com liderança europeia neste segmento (fábrica de produção integrada de pasta e de papel em Setúbal)


- Plásticos e suas obras, 1.033 M€ (4,5%), contributo de +10 M€ (0,5%)
Mangueiras em plástico (http://www.apip.pt/)

- Calçado, 767 M€ (3,4%), com um contributo de +19 M€ (1%)

Calçado de Senhora

- Móveis e mobiliário, 627 M€ (2,7%), com um contributo de +16 M€ (0,8%)

Estante em madeira (Paredes)

- Borracha e suas obras, 527 M€ (2,4%), com um contributo de +77 M€ (4%)
Pneus Produzidos na Fábrica da CONTINENTAL (Vila Nova de Famalicão) - Foto de Benoit Tessier (Reuters)

- Bebidas, 480 M€ (2%), com um contributo de +38 M€ (2%)
Vinho do Porto (cálice) - A glass of Port wine (foto de Jon Sullivan)

 - Produtos Químicos Orgânicos, 446 M€ (1,9%), contributo de -23 M€ (-1,2%)
Anilina - CUF Químicos Industriais (Estarreja) - Grupo JOSÉ DE MELLO


- Cortiça e suas obras, 442 M€ (1,9%), contributo de +10 M€ (0,5%)

Cortiça extraída de sobreiros da Serra Algarvia (foto de Eulália Botelho)

- Tecidos impregnados e revestidos; Pastas, feltros; Outros têxteis, 448 M€ (1,9%), contributo de -16 M€ (-0,2%)
Têxtil-Lar com pinturas manuais da LAMEIRINHO (Guimarães)


- Metais preciosos, 422 M€ (1,9%), contributo de +186 M€ (9,8%)
Ouro (lingotes)

- Minérios; Cobre e suas obras, 402 M€ (1,7%), contributo de +49 M€ (2,6%)
Cobre - SOMINCOR (Alentejo - Grupo LUNDIN)

- Produtos Farmacêuticos, 331 M€ (1,4%), contributo de +57 M€ (3%)
Fármacos de inalação da HOVIONE (Loures)

- Madeira, 309 M€ (1,3%), contributo de +8 M€ (0,4%)
Segmento de um tronco de teixo (foto de MPF - Wikipedia - Licença Creative Commons http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt)




- Produtos cerâmicos, 288 M€ (1,3%), contributo de +1 M€ (0,0%)

Painel de Azulejos «Rainha Santa Isabel» (VIÚVA LAMEGO Fábrica em Sintra) - Grupo PRÉBUILD



- Vidro, 250 M€ (1,1%), contributo de +1 M€ (0,0%)
 


  






 Garrafa de Vidro Turquesa ATLANTIS(Marinha Grande) - Grupo VISABEIRA

- Aparelhos de Óptica e Fotografia, 221 M€ (1%), contributo de +31 M€ (1,6%)
 





Lente oftálmica ESSILOR (Fábrica em Sintra)


 - Pedra, gesso, cimento e suas obras, 206 M€ (0,9%), contributo de +22 M€ (1,1%)
Mármore (Verde de Viana do Alentejo)
 




sábado, 11 de agosto de 2012

LÍDER - RECTOR - LEADER


 Representada por Dona Teresa ilustrada por Carlos Alberto Santos

Fernando Pessoa «Mensagem» Brazão - II Os Castellos Quarto – D. Tareja (1934):


«As naçôes todas são mystérios.
Cada uma é todo o mundo a sós.
Ó mãe de reis e avó de impérios,
Vella por nós!

Teu seio augusto amamentou
Com bruta e natural certeza
O que, imprevisto, Deus fadou.
Por elle reza!

Dê tua prece outro destino
A quem fadou o instincto teu!
O homem que foi o teu menino
Envelheceu.

Mas todo vivo é eterno infante
Onde estás e não há o dia.
No antigo seio, vigilante,
De novo o cria»

Fernando Pessoa escreveu-nos também que um(a) Líder é um(a) «catalisador(a) de almas», um agente de realização de potencialidades das Pessoas lideradas num projecto colectivo.

Dona Teresa, Condessa de Portucale (nascida em 1080 d.C.) era uma líder e mãe de um líder, Dom Afonso Henriques, nascido em 1109 d.C. e proclamado 1.º Rei de Portugal em 1139 d.C., fundou um Reino independente do Reino de Leão (reconhecido formalmente em 1143 d.C.), que a partir do Condado Portucalense alargou temporária ou definitivamente, o seu território para Norte, Leste e Sul, no território da antiga Província Romana da Lusitânia, para além do rio Mondego até ao Tejo (Ribatejo), e para além do rio Tejo (Alentejo), depois das conquistas decisivas de Santarém, Sintra, Lisboa e Palmela em 1147 d.C., como poderemos ver no seguinte mapa, em que representámos os castelos conquistados com a representação dos mesmos na bandeira do Reino a partir de 1248 d.C..
Todo este trabalho colectivo só foi possível através de uma boa liderança, «catalisadora de almas», sustentada num bom grupo, com uma cultura de jogos de soma positiva em que o poder é exercido com ética, com auto limites, com o respeito pela diferença compatível e complementar, de dialéctica criativa. Dom Afonso Henriques era bastante respeitado pelos próprios adversários externos, reconhecedores do seu grande valor como líder. A obra prova-o, a mesquinhez do «poder terreno papal» também, com a sua lentidão e hipocrisia no seu reconhecimento. Os erros cometidos foram base de aprendizagem, mesmo quando sem possibilidade de reparo. Estávamos perante uma Cultura criativa de semear para colher e voltar a semear!
E assim foi com o culto Rei Dom Dinis «plantador de naus» como dizia Fernando Pessoa, nascido em 1261 e com a sua Rainha Isabel de Aragão, já com o Algarve conquistado definitivamente pelo seu pai em 1249; 
 Assim foi com o Rei Dom João I nascido em 1357, com a sua Rainha Dona Filipa de Lencastre (Lancaster, England), a reafirmação da mais antiga Aliança Internacional e com os seus filhos Duarte (1391, culto Rei de Portugal), Henrique (1394 estratega dos Descobrimentos Marítimos Portugueses), Isabel (1397, Duquesa da Borgonha), Pedro (1392, Regente do Reino), Fernando (1402), João (1400), ... a «Ínclita Geração».  Diz-nos Luís de Camões nos «Lusíadas» (canto IV, estância 50): 

«Mas, pera defensão dos Lusitanos
Deixou, quem o levou, quem governasse
E aumentasse a terra mais que dantes:
Ínclita geração, altos Infantes.»

O «Padrão dos Descobrimentos» em Lisboa, com esculturas de Leopoldo de Almeida, salienta esta geração de bons líderes, com destaque para o Infante Dom Henrique com a Caravela Portuguesa suportado na base pela Rainha Dona Filipa de Lencastre:
O ponto de inflexão verifica-se no final do século XV, perto do apogeu da afirmação de Portugal no Mundo, no início no Reinado de Dom Manuel, com a abertura à cultura do negativo, do colher sem semear, à dialéctica da destruição, em que a Inquisição, a intolerância, «a tirania, a ignorância e o fanatismo» que Fernando Pessoa referiu a propósito de Jacques de Molay, Mestre da Ordem dos Templários, que já tinham deixado o seu rasto horroroso na França, Valência, Aragão e em Castela, começa a instalar as suas raízes inimigas do Criador, de Jesus e das Pessoas. Tudo o que era criativo e fecundo passou a ser suspeito de estar desfasado da ortodoxia medíocre, estéril e mórbida. 

Foi preciso sermos uma Grande Nação erguida nos suportes Cristãos da Fecundidade e da Vida para termos resistido e continuarmos a resistir a camadas sucessivas de lideranças medíocres, sem mérito, com honrosas excepções das quais destacamos:
- o Rei consorte D. Fernando De Saxe-Goburg-Gotha, casado com a educadora Rainha Dona Maria II (nascida em 1819, filha do liberal Rei Dom Pedro IV, fundador do Brasil), que criou maravilhas culturais na Serra de Sintra (fotografia muito bonita extraída de http://www.estorilmeetings.com/pt/natureza/parque-pena/infosite com o copyright  © 2010 Turismo Estoril com o seguinte termo de utilização: http://www.estorilmeetings.com/pt/termos-utilizacao); 
 
- bem como o seu filho, o culto Rei Dom Pedro V (nascido em 1837) e sua culta Rainha Dona Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que tiveram a sua «Lua de Mel» na Romântica Sintra, infelizmente faleceram precocemente, sem poderem dar mais à Nação, muito do seu potencial de Amor e Criatividade, manifesto no seu apoio à Saúde e Bem-Estar, reconhecido e agradecido com grande afecto por parte das Pessoas da Nação. Aqui podemos ver a Rainha retratada pelo pintor Alemão Karl Ferdinand Sohn (1860):


O Rei Fernando I da Grande Roménia (Romania), nascido em 1865 no mesmo distrito onde nasceu a Rainha Dona Estefânia, Sigmaringen (Germany), era neto de D. Fernando e da Rainha D. Maria II, sobrinho de D. Pedro V. Na primeira «Grande» e desastrosa «Guerra Mundial», apesar da sua família de origem Germânica, foi aliado da Inglaterra, da França, da Itália e também de Portugal, onde também tinha as suas origens. Neste mapa incluído em «William Shepard´s 1911 Historical Atlas» podemos ver as forças aliadas:
E neste cartaz podemos ver as posições da Alemanha (Germany) e da Roménia (Romania), representadas em diálogo pelo seus líderes, em que o Rei Fernando I responde ao «Kaiser» que «a Liberdade e a Justiça» combatem do seu lado («British WWI propaganda poster, welcoming Romania's decision to join the Entente. Based on earlier cartoon in Punch magazine» http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:WWI_Poster_Rumania.jpg.)

No século XX e no século XXI os méritos vão todos para líderes da Sociedade Civil que têm erguido bem alto o nome de Portugal, com destaque para muitos empresários, trabalhadores, artistas, cientistas, criadores que com todas as dificuldades do mercado aberto têm conseguido ser valorizados, ser competitivos, aumentar quotas de mercado, aumentar o Volume de negócios nos mercados externos seja por via de Exportações ou por via de Investimentos no exterior. 





quarta-feira, 8 de agosto de 2012

EUROPA - EUROPA - EUROPE


 Representada por «Europa» do escultor Euclides Vaz (1958)

A delicada e bela Europa («Ευρώπης») equilibra-se sobre Zeus enamorado e transformado em touro, segundo a Mitologia Grega. 

No sítio «Views of the World» (http://www.viewsoftheworld.net/?p=2098) podemos encontrar esta magnífica representação das exportações da Alemanha (Germany) em 1991 e 20 anos depois em 2011, criada por Wirtschaftszeitung AKTIV and Benjamin D. Hennig (University of Sheffield), sob a licença Creative Commons CC BY-NC-ND 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/):


Salienta-se claramente, o grande crescimento do peso relativo do «Leste Europeu» e da China, mas também o crescimento do peso da Índia, do Brasil e da América. A «Europa Central e Ocidental, a sua zona de influência histórica, perdem peso, mas mantêm-se como mercados predominantes. Repare-se como Portugal tem ainda uma forte expressão relativa à sua dimensão (cerca de 0,7%). A Integração Europeia, formalmente iniciada em 1957  com a Comunidade Económica Europeia (CEE), favoreceu de uma forma determinante a Alemanha, com a sua forte capacidade de produção bens de equipamento e de químicos, vendidos num Mercado Interno Europeu com uma Zona Monetária com baixas taxas de juro e crédito bastante empolado.
Com os dados das Exportações da Alemanha em 2011 do Instituto Alemão de Estatística (Statistisches Bundesamt), criámos o seguinte quadro:

Se considerarmos o Saldo da Balança Comercial na sua relação com as Exportações da Alemanha em 2011, o peso determinante da Europa Central e Ocidental ainda é mais saliente, face ao forte superavit que consegue realizar, em contraste com o elevado deficit com a China, com a Rússia e em menor valor absoluto, com outros países da Europa de Leste.
As cadeias de valor Metálicas (Ferro-Aço, Máquinas, Automóveis, Construção Naval) e Químicas da Alemanha expandiram-se pela Europa com o suporte do Euro e do Crédito fácil e barato. Os desequilíbrios causados perante países como Itália, Espanha e Portugal com especializações produtivas vulneráveis a uma moeda forte foram manifestos. Consideramos perfeitamente inadmissíveis as vendas de submarinos fabricados na Alemanha a Países como a Grécia e Portugal, com processos judiciais de corrupção a decorrerem na Alemanha. Consideramos também inadmissíveis as importações excessivas de automóveis (forte apoio à aquisição de carros novos em ambiente de crise)e de fármacos que o Serviço Nacional de Saúde Português absorveu de uma forma supérflua e extremamente dispendiosa, com acções extremamente agressivas e perversas de Marketing, sendo muitos dos medicamentos deitados para o lixo ao longo de décadas. Em relação às Máquinas sim, muitas delas foram extremamente úteis na modernização e inovação das empresas portuguesas.

A Alemanha precisou, precisa e precisará da Europa e vice-versa.
A falta de bom senso das afirmações sobre a Europa por parte da Posição Conservadora e Liberal na Alemanha contrastam com o bom senso das afirmações da Oposição Social Democrata e Ambientalista Germânica: de um lado a demagogia relativa ao esforço Alemão e à preguiça dos endividados, à necessidade do castigo, da austeridade, da diminuição generalista do valor dos empregados; do outro o apelo a não serem ainda mais prejudicados os países como a Grécia, a Irlanda, Portugal, a Espanha, a Itália, ...; por um lado a defesa demagógica do contribuinte Alemão, da moeda forte e sacro santa, para nunca mais acontecer um fenómeno de desvalorização monetária, como aconteceu na Alemanha no século XX, que na prática bloqueia a extinção do fogo ateado e expandido; do outro o apelo à acção europeia integrada em termos de Política Económica, que retire o espaço de manobra concedido ao ataque ao Euro, da crise de confiança instalado, por via nomeadamente, da mutualização das dívidas soberanas, da acção eficaz do BCE e de um rigoroso controlo orçamental comum.
O programa eleitoral do Partido Social Democrata SPD para 2013 vai ter o contributo de Juergen Habermas, de Peter Bofinger e de Nida Rumeli.
Os debates democráticos e as próximas eleições na Alemanha serão extremamente importantes para toda a Europa, havendo neste momento, tendências que apontam no sentido da vitória eleitoral da Oposição Democrática Alemã. Para já a Alemanha está a sofrer a retracção da Procura para a qual o Governo Alemão tem contribuído fortemente. Em França já foi dado o sinal democrático de mudança por parte das Pessoas Francesas. A palavra vai ser dada às Pessoas Alemãs! Que a resultante dialéctica seja favorável à Alemanha e a toda a Europa!



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

OPOSIÇÃO - OPPOSITIO - OPPOSITION


 Representada por «Scuola di Atenas» («Escola de Atenas», «Schola Atheniensis», «School of Athens») de Raphaelo Sanzio (1510).

A oposição na Sociedade política à posição que apoia o actual Governo é um par dialéctico fundamental na Dialéctica Democrática. Na anterior autocracia essa dialéctica não existia com resultantes desastrosas para a Nação Portuguesa. As decisões eram mais fáceis mas péssimas. Muitas das fragilidades actuais da nossa Cultura Política foram muito agravadas com o Estado Novo. Obviamente que o que Eça de Queiroz satirizava no final do século XIX, manifestava a pobreza cultural já anteriormente existente. Mas na sua «Sociedade fechada» os próprios opositores desenvolveram-se com uma mentalidade autocrática, que se manifestou ao longo da História da III República. A intolerância perante os opositores dentro dos próprios partidos políticos é evidente. Antonio Gramsci, o grande intelectual italiano,  evidenciou esse cancro quando referiu que só com  Democracia interna dentro de um partido se poderia defender e fortalecer a Democracia de uma Nação.

Apenas é relevante na Sociedade Política portuguesa e em nossa opinião, a Oposição desenvolvida pelo único partido democrático com assento parlamentar, o Partido Socialista (PS), o verdadeiro partido Social Democrata.
Com a perda de posição e demissão da anterior liderança, emergiu uma nova liderança na oposição, estranhamente e mesquinhamente prejudicada pelos «autênticos pseudo» líderes que concorreram ou não concorreram às eleições internas. Para quando a existência de «Eleições Primárias» abertas ao exterior dos partidos? Pois mal, um dos concorrentes aparentemente, não concorreu e manifestou a sua visão monárquica do partido: ele seria o Príncipe descendente, que por razões pessoais não concorreria no imediato, mas que pensava que controlaria o futuro líder, por via de um candidato amistoso. O partido elegeu um candidato não amistoso e ele ficou furioso, na sua Presidência da Câmara de Lisboa. Tanto narcisismo, tanta mesquinhez se foi revelando ao longo do tempo e culminou recentemente numa entrevista à Agência Noticiosa «Lusa», com a explicitação da sua intenção , que poderemos ler num excelente texto de Cristina Figueiredo no semanário «Expresso» de 4 de Agosto de 2012, deliciosamente intitulado ««Agarrem-me, se não eu candidato-me», em que a pessoa em causa se considera com «algumas qualidades» para ser líder do PS: «Houve alturas em que eu queria e não podia ser, houve alturas em que eu queria e havia pessoas mais bem colocadas, houve alturas em que eu não queria». 

A Posição agradece este e outros «faits-divers» de «vontade de poder» mesquinha, que tentam ofuscar o bom trabalho desenvolvido pelo líder da Oposição, na apresentação de alternativas no quadro dos «Socialistas e Sociais Democratas europeus» aos maus caminhos percorridos em toda a Europa:
- Há muito tempo que defende mais tempo para o «Programa de Assistência Financeira» a Portugal por parte do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, recentemente consensualizado junto de membros apoiantes da Posição e com o aprofundamento da sua dimensão Estratégico-Económica, apoiada pelo Banco Central Europeu e pela transferência de verbas de apoio à Banca para as Empresas não financeiras de média e pequena dimensão;
- Há muito que defende que deve haver alternativas ao acréscimo de tributação sobre a Nação, falta saber quais em profundidade, nomeadamente em relação à urgente Reforma do Estado;
- Há muito que defende uma maior Ètica na Sociedade Política, fundamental para o desenvolvimento da Democracia. 
Críticas internas e externas? Por exemplo:
- Não ter feito um corte radical com a Posição em relação ao «Programa de Assistência Financeira», agora hipocritamente renomeado «Económico-Financeira», como se as «medidas estruturais» previstas fossem à raiz dos problemas estratégico-económicos;
- Ser demasiado educado e pouco agressivo;
- Fazer o tradicional percurso de carreira política desde a juventude do partido, passando pelo governo do partido até ao controlo do aparelho do partido, que lhe permite a liderança;
- Não ter defendido o anterior governo socialista onde tinha razão e onde actuou bem. 

Mas, independentemente de razões apontadas, onde estavam os críticos do partido em relação aos erros do anterior governo que permitiram o assalto mesquinho ao poder, com a cumplicidade tendenciosa do Presidente da República e dos partidos não democráticos? Onde esteve a dialéctica democrática dentro do partido que minimizasse os erros? Como de costume não existiu. O actual líder era uma dos poucas vozes e silêncios da oposição interna.

Ficamos mais preocupados em relação à profunda reforma do Estado que urge realizar. O líder defende-a?

Vamos acompanhar os debates relativos ao Orçamento do Estado para 2013 e observar as posições dos deputados da oposição democrática, que elegemos e que nos representam, apesar da sua grande distância em relação aos representados, bem como da liderança do PS. Para quando a alternativa democrática de podermos eleger directamente os deputados com votação nos mesmos sem o filtro partidário, como por exemplo:
_ em vez de termos que votar numa lista com nomes com os quais não nos identificamos parcialmente ou totalmente, não poderíamos votar nas pessoas que se candidatam? Por exemplo, votávamos num partido, mas ao mesmo tempo, votávamos nos deputados que poderiam ser de vários partidos, com os quais nos identificávamos mais do que com a lista partidária de nomes.

Um nosso agradecimento ao jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares, que numa página do referido semanário «Expresso» tem erguido bem altos os valores da Democracia, da Verdade e da Nação Portuguesa! 

A propósito, recentemente, foi referido que a TAP não é o Palácio da Pena. Pois não, não é isso que está em causa nessa mesquinha afirmação, mas tal como a CIMPOR, é um excelente exemplo da tão necessária internacionalização, liderada por gestores públicos, que tiveram excelentes visões estratégicas que depois de concretizadas, criaram Valor e as tornaram apetecíveis para concorrentes, existindo um grande risco de ser comprometido o interesse da empresa-grupo (a CIMPOR está perdida) e da Nação! Os terríveis erros de localização do novo Aeroporto de Lisboa, comprometeram o mesmo. Apesar disso Portugal deve continuar a ser a porta de entrada e de saída para o Brasil e para África de expressão lusófona, com a possibilidade de manter e desenvolver rotas estratégicas onde os interesses de estrangeiros e de portugueses sejam relevantes. Neste contexto que significado assume a alienação dos terrenos do Aeroporto de Lisboa da sua Câmara para o Estado? Porque é que podem existir «golden shares» na Alemanha que servem para defender os interesses Alemães e não podem existir em Portugal, não para nomear membros da nomenclatura, mas para defender os interesses da Nação? Cuidado Posição com a vossa acção de subserviência, em nome da Dívida Pública e do «Programa de Assistência» que tanto desejaram, desenvolvem-se muitos jogos de soma nula e negativa, muito lesivos da Nação, que deve estar muito atenta!

O líder da Oposição já manifestou a sua estranheza por mais uma vez, o PS não ter sido consultado para um assunto tão importante que merece amplo consenso nacional. Tem sido o costume, a única preocupação de envolvimento por parte da Posição tem sido relativa ao Orçamento e à dita «Concertação Social», em que sinceramente não compreendemos a triste atitude da UGT: o problema de Portugal já não é a rigidez da legislação laboral, apesar das melhorias que poderiam acabar com certas greves de chantagem em sectores estratégicos, não são os salários baixos, mas sim os salários elevados e reformas elevadas das elites, da nomenclatura e de certa função pública. Mas muito pior que isso, é a sua mediocridade ética e cultural que compromete seriamente a Nação! O desperdício de dinheiros públicos é enorme e é tempo de retirar mordomias e tributar fortemente esses grupos e pessoas, fortemente beneficiárias e responsáveis pela actual situação! Qual é a sua posição democrática Oposição?



  

 
 


domingo, 5 de agosto de 2012

ELITE - ELECTISSIMUS - ELITE / NOMENCLATURA


 Representadas por uma gravura de Picasso


Elite vem do significante em Latim ELIGERE, escolher, eleger (to choose, elect). NOMENCLATURA significa uma lista de nomes de pessoas influentes no Império Romano, cuja saudação pública pelo nome era condição necessária para obtenção de um favor. 


Quando chegou à Índia o Gama
Já estava despoletada a trama
Que iria originar o Nosso drama ...

De elites de cultura positiva
Com líderes catalisadores de almas
Passámos à cultura negativa
Que já não merece as palmas

As elites não escolhidas
Passam a ser tão destrutivas
Que as almas lusas criativas
Passam a estar tão perdidas 

Perde-se a ligação ao Criador
Que é invocado para o terror
Como se fosse possível o Amor
Ser compatível com tanta dor

«Amai o inimigo!» disse o Salvador 
«Dai a outra face» disse o Orientador
As Pessoas Luso-Latinas assim o fizeram
Por isso ainda hoje são o que eram

Das mais sensatas que o Sol não desconhece
Das mais românticas que a Lua tão bem conhece
Pessoas muito boas e prazenteiras
Dão calor e afecto às mãos cheias

Não podemos ouvir os mesmos dizeres
Sobre as elites eleitas ou não eleitas
Cuja individualista essência dos seus seres
Na busca de matéria áurea são quase perfeitas

Optimizam o seu esforço nessa demanda 
Como se a preguiça fosse um panda
Não vão os caminhos mais difíceis, mas úteis à Nação
Causar-lhes mais dificuldades na sua hipócrita representação 

_ Porque não o Graal?
_ É imaterial?
_ Sim, como Portugal!
_ Não nos interessa tal!
_ E a Nação que está mal?
_ Conhece o vírus, não?
_ Não ...
_ E o escorpião?
_ Sim, mas e então?
_ Acha que um parasita por causa do parasitado?
_ Mas Portugal tão mal amado
   Não prejudica a vossa mesquinha demanda se ficar tramado?
   Se ficar demasiado assado?
_ Acha que são achas para a fogueira?
_ Sim uma trama com tanta asneira!
_ Conhece verdadeiramente o animal sem coração? 
_ Qual?
_ O escorpião ...
_ E então?
_ A si próprio faz mal ...
_ Pelo fogo cercado
   Por vós próprios ateado?
_ Como uma maldição ...
_ Do nibelungo ladrão?  
_ «Com sem anos de perdão» ...
_ Sem ou cem?
_ Não sei bem ...
_ Vírus e escorpião, que união!
_ Como a ibérica ...
_ Tão frenética
_ Tão feérica
_ Naquele tempo foi fatal 
_ Não só para Portugal ...
_ Mas com tanta lucidez ...
_ E tanta acidez ...
_ Não será possível mudar o Nosso fatum fado?!
_ Com novas gerações
_ Com novas culturas!
_ Com novas ilusões
_ Com novos-velhos «portugas»!

Curiosas estas dialécticas
Com as suas teses e antíteses
Acabam e começam nas suas sínteses
Cheias de rimas poéticas

Que bom que era  no porvir
Que as elites se voltassem a unir
À sua Luso-Latina Nação no devir
Como antes de Portugal se partir 

Que a Nação tenha cada vez mais uma cultura
Que a torne cada menos dependente da nomenclatura 
Com toda a sua carga hipócrita e contra-natura
Cheia de imensa tributação e usura

Com a sua subserviência à desorientada barbárie
Caminha para os seus buracos de cárie
E torna ainda mais profunda a dor
Cavada continuamente com ardor
Comum desde a antiga cidade de Palas
Até à mais recente de Las Palmas

E quando da Roma eterna
Passar por Lucerna, sem lanterna
E chegada à cidade da luz, logo partir para Berlim?
Mas qual é o fim? 

A quem serviu, a quem serve e a quem servirá? 
Por estes caminhos para onde irá?
Europa maltratada?
Permanentemente adiada? 

A águia franca de Napoleão?
A poente foi expulsa pelo leão
Velho aliado da Lusa Nação

A nascente se perdeu na branca imensidão
Tal como a águia de grande ambição
Que após imensa destruição
No mesmo oriente se desorientou
E nada a poupou ...
Mas com grande mérito voltou
A Europa livre a apoiou
A livre Europa sustentou
Portugal muito reconhecido
Jamais terá esquecido
É na Europa fortalecida que a ave Alemã
Poderá ter a sua realização sã
O velho dragão da China atenta
Muito, mas muito a tenta
Mas não é aí que se sustenta

Europa mais federal?
Com a moeda tal e qual?
Quem decide tal?
Há que aos interesses da Europa ceder
Para os louros da Vitória em União obter 
«Um por todos, todos por um»!
Deixar cair um a um 
Não leva a lugar nenhum ...



Acordem elites ignorantes
Vejam por onde levam penetrantes
Os vossos caminhos egocêntricos insinuantes
Os vossos passos hesitantes
E extremamente periclitantes
Que têm lançado a tão bela Europa 
Em males maiores que os de uma hostil OPA
Nas mãos das parcas sortes
Com as suas tramas e cortes


«Les Parques», as «Parcas» (Parcae, Fates) representadas por Alfred-Pierre Agache (1885).























segunda-feira, 30 de julho de 2012

FINANÇAS PÚBLICAS - AERARIUM (FISCUS) - PUBLIC FINANCE


 Representadas por um Baixo Relevo Romano do século I d.C. de uma bolsa usada pelos funcionários do Erário Público (AERARIVM).

 O termo «FISCUS», que tinha inicialmente o significado de cesto onde se guardavam as receitas públicas a cargo do Senado, no Império Romano passa a ser relativo à Res Privata do Imperador ligada à tributação das Províncias, por contraste com a Res Publica do «AERARIUM POPULI ROMANI» gerida teoricamente pelo Senado, que perdeu o seu poder da República para o Império. Mais tarde o Erário público passa a ser efectivamente controlado pelo Imperador até se fundir com o «FISCUS CAESARIS», que está na origem dos significantes Fisco e Finanças.

2012 d.C., o Governo de Portugal está a preparar o Orçamento de Estado para 2013 d.C. tendo como restrições:
- a decisão do Tribunal Constitucional de declaração de inconstitucionalidade do corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas em 2012, depois do imposto extraordinário sobre uma parte do subsídio de Natal de todos as pessoas em 2011;
- a orientação da «Troika» para 2/3 de corte na despesa pública para 1/3 de aumento da receita pública na acção de diminuição do défice para 3% do Produto Interno Bruto;
- a pressão da Sociedade Civil no sentido de limitar o aumento de impostos e de evitar os círculos viciosos ligados à maior fragilização do já muito condicionado Mercado Interno;
- o pressuposto pelo Governo que não vai ser posto em causa o emprego público, por outras palavras, a profunda Reforma do Estado;
- a vontade da parte do Governo de manter o consenso  entre os partidos democratas (CDS, PSD e PS) em torno do Orçamento, para salvaguardar a imagem externa do País perante os seus financiadores, em risco de ser posta em causa pelo partido da oposição (PS).

Fala-se numa combinação da tributação do património, do capital e do trabalho, tendo o CDS (partido da posição) promovido a ideia de que é favorável a uma evidente discriminação entre a situação do emprego público mais protegido na estabilidade e na média de rendimentos e o emprego privado, bastante fragilizado, bastante instável. Em nossa opinião devia-se terminar de vez com esta diferença e iniciar de uma vez por todas a sempre adiada Reforma profunda do Estado: se se tivesse realizado tinham sido poupados milhares de milhões de euros pela passagem de pessoas sem mérito para defender os interesses da Nação da remuneração com aumentos automáticos ao longo de décadas por pressão dos sindicatos ou pelas carreiras com progressão por antiguidade, sem mérito, para a situação de subsídios sociais sem realização de despesas em bens e serviços; tinham-se eliminado institutos e empresas municipais inúteis, a renovação de frotas automóveis e de instalações, de despesas sumptuosas, nomeadamente com assessores, consultores, advogados, etc. Esta seria a melhor forma de valorizar os empregados públicos que têm mérito e valor e que têm sido prejudicados pelos que não têm mérito para servir a Nação por via do Estado, que exploram o Estado e a Nação.

Tem que terminar a ligação entre Governo, Parlamento, Instituições Financeiras, Banco de Portugal, Reguladores, Institutos, Fundações, Empresas de carácter monopolista, oligopolista, de cartel ou de exploração de renda, assessores, consultores e advogados, por onde se movimentam as elites e a nomenclatura sem qualquer mérito por regra (as excepções existem obviamente) e fortemente penalizadores da Nação Portuguesa, numa cultura de «FISCUS», de tributação, de criação de taxas, de criação de rendas adicionais, ...

Onde está o Orçamento de base zero? Ainda não é desta vez: vai-se manter a inércia do monstro com alguns cortes, com várias camadas da Monarquia parlamentar, da I República, do «Estado Novo», do «PREC», das Regiões Autónomas, com destaque para a Madeira, das Autarquias Locais e suas empresas municipais, da Administração Central empolada por todos os partidos políticos com assento parlamentar. As reformas dos cargos públicos por exemplo, são um ultraje à Nação!

O ««autêntico pseudo» (Aldous Huxley no seu «Admirável Mundo Novo») rigor por parte do Governo de Portugal em termos de Finanças Públicas, viu-se bem na forma como foram previstas as receitas públicas relativas a impostos sobre o valor acrescentado (IVA) e sobre o consumo no Orçamento de Estado para 2012 (os impostos indirectos diminuíram -5,2% no 1.º semestre de 2012 relativamente a igual período de 2011 (-508,8 M€), de acordo com a Direcção Geral do Orçamento (DGO). Dessa forma o «autêntico pseudo» rigoroso Ministro das Finanças, "desincentivou" um maior esforço de contenção da despesa pública, que era fundamental para Portugal. Não se exige magia, apenas se solicita que não se empole receitas orçamentadas com base em aumentos de taxas com as quais não concordámos, que não contaram com os seus efeitos nos círculos viciosos estimulados de menor Procura Interna (-6,4% segundo as mais recentes projecções do Banco de Portugal), menos Resultados, menos Impostos cobrados (o Imposto sobre as Pessoas Colectivas - IRC também teve uma quebra homóloga de -16,3%, -403 M€), mais Insolvências (41,6%, segundo a Coface Serviços), maior Desemprego (taxa de desemprego a subir para 15,4% em Junho, segundo o Eurostat, a taxa real é superioor), mais despesas (subsídios) e menos receitas (contribuições e quotizações) de Segurança Social.  

 

domingo, 29 de julho de 2012

PRODUTIVIDADE - FRUCTIBUS - PRODUCTIVITY


 Representada por «Apple Tree» - Gustav Klimt (1912)

«A fructibus eorum cognoscetis eos» - Evangelho segundo Mateus (7, 16)

«Pelos frutos se conhece a árvore» ... vezes sem conta se fala da baixa produtividade da Nação, muitas vezes se atira o problema para as pessoas que trabalham, mas essas perspectivas redutoras omitem o essencial: as pessoas trabalham em que actividades económicas, com que meios estratégicos, para que mercados, com que meio ambiente envolvente? Por melhor e mais que trabalhemos, se as actividades económicas em que trabalhamos gerarem um valor acrescentado relativamente baixo, como é que poderemos ter uma boa produtividade?

Se definirmos produtividade (PR) como a relação entre o valor acrescentado (VA) ao valor que validamos socialmente aos nossos fornecedores de matérias, mercadorias e serviços (VF) pelo valor da nossa produção (VF + VA = VP), com base no valor das pessoas empregadas (VE) que trabalham com os meios estratégicos (sejam elas gestores ou outros trabalhadores, sejam eles computadores e seus programas, máquinas, ferramentas), teremos PR = VA / VE, ou seja os euros de valor acrescentado por cada euro de valor das pessoas empregadas. 

Com base nos dados do Eurostat relativos a 2010 (só Portugal e a Itália têm dados disponíveis de 2011) poderemos criar o seguinte gráfico da Produtividade na União Europeia, que no mínimo é estimulante para os agentes das elites, da nomenclatura, do BCE, do FMI, Comissão Europeia e dos «Mercados Financeiros»:

  A Grécia (Greece) com 2,45 euros (€) de valor acrescentado pela sua Economia (οἰκονόμος) por cada euro (€) de valor atribuído aos seus empregados tem o indicador mais elevado, fruto do seu relativamente baixo valor acrescentado (200.630 milhões de euros-M€) ter por base um valor dos empregados ainda mais baixo, em termos relativos (81.977 M€, 27.400 M€ na Administração Pública, 33,4%, um dos maiores pesos, provavelmente um dos maiores problemas).
Portugal tem uma situação mais desfavorável: com um valor ligeiramente superior (86.784 M€) de valor atribuído aos empregados (21.093 M€ na Administração Pública, 24,3%, superior à média da Euro área, 21,7%) apenas obteve 151.191 milhões de euros de valor acrescentado (1,74 €). Em 2011 a diminuição do valor acrescentado em -1,16% foi «compensada» pela redução do valor atribuído às pessoas empregadas de -1,25%.
A Alemanha (Germany) tem um valor semelhante a Portugal (1,76 €), mas com uma situação bastante mais favorável de elevado valor acrescentado (2.216.810 M€) para elevado valor atribuído às pessoas empregadas (1.261.380 M€, apenas 15,4% ligado à Administração Pública).
Os latinos Espanha (1,90€), Itália (2,12€) e Roménia (Romania, 2,19 €), a Noruega com o seu petróleo do Mar do Norte (1,98 €) e a Polónia com a sua proximidade da Alemanha (2,37 €) têm valores também mais elevados que Portugal, mas os outros países seleccionados têm valores inferiores: Bélgica (1,73 €), França e Finlândia (1,69 €), Reino Unido (1,63 €) e Dinamarca (1,55 €).

Como referimos noutras mensagens, Portugal foi nivelado por baixo pelas suas elites e nomenclaturas a partir do século XVI, com o triunfo da cultura negativa e destrutiva em que a Inquisição é uma das suas manifestações, dos jogos de soma nula e negativa, dos círculos viciosos, da posição estática de usufruto de renda e não da anterior cultura dinâmica de semear para colher e colher para semear, de jogos de soma positiva, de círculos virtuosos, com líderes, elites e grupos sociais que fortaleciam a Nação.

O Estado Novo autocrático, com o seu medo do desenvolvimento e da indústria, com o seu espírito jurídico-financeiro e poupado (acumulação de ouro, mas sem investimentos estratégicos, entenda-se que sem também os desperdícios de betão, alcatrão e fármacos do passado recente) e sem sensibilidade cultural, estratégica e económica, enterram ainda mais Portugal num modelo de valor acrescentado muito baixo e de valor atribuído às pessoas empregadas muito baixo, limitando e condicionando fortemente o Mercado Interno, com situações extremamente artificiais de congelação de rendas de imóveis para viabilizar o patamar muito baixo e com o condicionamento à livre iniciativa, fomentador de situações de poder económico e financeiro desfasados dos interesses da Nação, sem realizar todo o potencial que existia no seu querido «Ultramar», que não conhecia, que tanto vulnerabilizou e que indirectamente e contraditoriamente acabou por contribuir para a sua entrega nas mãos da gulosa União Soviética dos anos 70, com um Estados Unidos da América bastante fragilizados com os consecutivos erros das suas Administrações. Como? Como é possível que em Portugal o partido stalinista tenha tido tanta influência e que tenha conseguido fragilizar a Descolonização? Pela autocracia que o combatia, mas que contraditoriamente lhe dava muita força na clandestinidade, que lhe ocultava a sua essência autocrática, bem manifesta com o fim do regime anterior, mas felizmente derrotada pela afirmação da Democracia em Portugal, fortemente apoiada pelos líderes sociais democratas alemães (bem melhores que os actuais líderes de «centro-direita) e franceses. 

A afirmação dos Empresários Portugueses, só possível com fim dos bloqueios culturais do anterior regime (que os erros do actual iludem os menos atentos à verdade),  tem vindo progressivamente, a dar os seus frutos, que ao contrário do que certas elites e nomenclaturas afirmaram, não são de «vão de escada» (os que eram não resistiram às duras provas e mais vale ser de «vão de escada» do que não ser, porque gerir monopólios, oligopólios, cartéis e posições de renda-portagem de passagem é muito mais fácil), investiram e arriscaram fortemente com base nos subsídios provenientes da União Europeia e surpreenderam esses agentes das elites com os resultados do seu trabalho de décadas com os seus empregados, que lhes permitem aumentar as exportações para novos mercados, nomeadamente os do ex-Ultramar, mas não só, com todas as adversidades ligadas aos «custos de contexto» ligados à acção do Estado, às desvantagens energéticas, logísticas, de telecomunicações, de formação e educação, etc.

Quem entregou a Agricultura e as Pescas nas mãos quantitativas e insensíveis da Comissão Europeia? Lembram-se por exemplo, quando o azeite era desincentivado porque colidia com os interesses das oleaginosas com rendimento garantido da PAC, desfavoráveis à saúde? Quando os agricultores eram desincentivados a produzir? Lembram-se das frutas de melhor qualidade que eram enterradas porque frutas de má qualidade mas normalizadas entravam por importação a preços mais baixos? Lembram-se do contraste como em Espanha se defendiam os produtos espanhóis com barreiras «técnicas»? Quem não soube defender os interesses da Nação? Estão surpreendidos com os actuais êxitos? Só quem não conhece e não acompanha a realidade empresarial de Portugal há décadas e vive no facilitismo «tradicional» das elites e das nomenclaturas é que pode ficar surpreendido. Os empresários que vivem há décadas em concorrência aberta desenvolveram capacidades muito desfasadas de elites e nomenclaturas dominantes.

Por responsabilidade dessas elites muitas pessoas têm que emigrar ciclicamente e enfrentar muitas dificuldades, tal como os empresários tiveram e têm que exportar e investir no exterior, mas com poucos apoios. Às pessoas das elites que têm contribuído para essa afirmação internacional sentidas felicitações, mas são excepções. Parecerá um exagero carregar sobre o conceito de elites uma forte responsabilidade do que se passou e do que se passa, mas uma análise histórica aprofundada revelará esta percepção da maioria dos Portugueses, cansados de tantos erros e egocentrismos. Quem são as Pessoas das elites que procuram realizar-se pela Obra para a Nação? Excepções. Quem são as Pessoas empreendedoras e empregadas privadas ou públicas, que o realizam: muitas! A Sociedade deverá valorizá-las cada vez mais e dar os sinais correctos para toda a Sociedade Civil e Política. Os membros das elites e da nomenclatura com impunidade ética e legal e com valorização monetária constituem um péssimo sinal impulsionador da indignação social perante a valorização da confiança em detrimento do mérito, num jogo de interesses de grupo e de grupinhos, que em última instância não interessam a longo prazo a ninguém, mesmo numa perspectiva egoísta, materialista, individualista, porque nos fragiliza a todos perante o Mundo.


Temos forte esperança e convicção que serão esses líderes-empresários da Sociedade Civil, com todas as Pessoas Luso-Latinas que trabalham por conta própria ou alheia e que contribuem para a afirmação de Portugal no Mundo, que estiveram, estão e estarão a transformar Portugal num País de maior valor acrescentado e maior valor atribuído aos empregados! Vivam esses empresários e trabalhadores portugueses em todo o Mundo, viva a Nação Portuguesa e Luso-Latina!!!






sexta-feira, 27 de julho de 2012

PESSOA - PERSONA - PERSON


Representada pela pintura «Só Deus»-«Deus solum»-«Only God» de Francisco Metrass (1856) 

À Pessoa Luso-Latina 

Nesta generalidade
Na verdade, na verdade
Podemos te dizer
Que o teu Ser
Está mais próximo do teu dever
Do que o das elites estrangeiras ou nacionais
Que te humilham com hipocrisias brutais


Sempre na adversidade
Tens sensibilidade
Na tua humildade ...
Na tua flexibilidade
E na tua criatividade
Empenhas toda a tua generosidade!

Na sua imensa Fé
Se vê como Ela É

Tem bom senso
Á força prefere o consenso ...


É universalista
No seu mundo idealista

É uma Alma generosa 
Tão bondosa
Tão saudosa!


É uma grande poetisa
Com rima de profetisa
De Camões a lírica e a épica
De Pessoa a profundidade estética
Do Amor Luso da Criação
À Psique Latina da Respiração
Príncipe e Princesa, que sensação
É em Portugal que é consagrada a união
    


Quando pelo Ar a sua alma é catalizada
A Terra toda é recriada
Pela Água desbravada 

Mas se pelo Fogo visível é secada
Por ser mal liderada
Dela não se espere nada:
Cresce a inveja
Que sobeja  
Fica o individualismo
Presa fácil do elitismo ...

Só o Fogo que a arder
Não se pode ver
Referido por Luís Vaz
Que tanto bem nos faz
Pode reactivar o divino Ar
Na Pessoa a Respirar 

Que é aberta ao exterior

Mas detesta o predador


É crente no Criador
E no fim da dor...
Tem espírito de humor 
E do Eterno Amor!